Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 05/07/2021 às 22h00

Reconhecido em nível nacional pela excelência de hospitais e qualificação de trabalhadores da saúde, o Rio Grande do Sul vem se destacando no Brasil por conduzir estudos que buscam remédios para combater ou curar a covid-19. Hoje, 89 pesquisas clínicas (feitas com pessoas) para investigar possíveis medicações contra o coronavírus ocorrem no país, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dados do site Clinical Trials, onde são registrados os estudos no mundo todo, mostram que ao menos 33 – mais de um terço – ocorrem no Rio Grande do Sul. — A indústria procura centros de excelência e em que protocolos internacionais serão facilmente cumpridos à risca. São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm os centros de pesquisa melhor montados. O Rio Grande do Sul sempre foi tido como um Estado de excelência na área da saúde e na incorporação de novas tecnologias. Isso não é de hoje, com a covid19, mas de um investimento feito no passado — resume Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindicato da Indústria dos Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). Estudos foram ou estão sendo conduzidos em praticamente todos os grandes hospitais gaúchos: Clínicas de Porto Alegre e de Passo Fundo, Conceição, Moinhos de Vento, Santa Casa de Misericórdia, São Lucas da PUCRS, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles e Universitário de Santa Maria são algumas das instituições. Além de coroar a qualidade desses hospitais, a alta concentração de pesquisas clínicas coloca médicos gaúchos em contato com as mais recentes discussões sobre covid-19 do mundo. A maioria das pesquisas é de fase 3 (para analisar a segurança e eficácia da medicação), patrocinadas por laboratórios estrangeiros e multicêntricas – isto é, integram iniciativas internacionais que recrutam milhares de voluntários de diversos países para assegurar que a medicação possa ser usada em diferentes perfis etários e étnicos. — O Rio Grande do Sul tem centros de excelência, grandes hospitais e equipes qualificadas. Há muitos hospitais universitários e muitos centros de especialidades, o que facilita a execução de protocolos — resume o médico infectologista Alexandre Pasqualotto, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Os estudos buscam remédios em diversas frentes: para uso de forma precoce nos primeiros dias de sintoma; para evitar que pessoas que entraram em contato com algum caso positivo adoeçam; e para hospitalizados, no esforço de evitar a piora do quadro e a morte, explica o médico infectologista Eduardo Sprinz, coordenador de estudos para vacina e medicações no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). O Rio Grande do Sul sempre foi tido como um Estado de excelência na área da saúde e na incorporação de novas tecnologias. Isso não é de hoje, com a covid, mas de um investimento feito no passado NELSON MUSSOLINI Presidente-executivo do Sindusfarma Nesse quesito, destaca Sprinz, a alta circulação viral no Rio Grande do Sul também dá um empurrão na escolha do Estado para testar os remédios – é preciso ter pessoas adoecidas para checar se uma fórmula funciona. Em fevereiro, o HCPA começou a fase 3 de uma pesquisa para avaliar os efeitos de um remédio francês, chamado de ABX464, em pacientes hospitalizados. A pesquisa também é conduzida em outros 13 hospitais brasileiros, além de instituições da Europa e da Ásia. — A gente tenta achar medicamentos que façam pessoas gravemente doentes melhorarem. Tem estudos para evitar ventilação mecânica e, mais recentemente, para evitar que a pessoa recentemente diagnosticada progrida a casos mais graves. Hoje, os remédios disponíveis são para dar suporte a hospitalizados e há o uso do corticoide, para pessoas com comprometimento do pulmão, com os quais a gente quer evitar que a doença progrida — resume Sprinz. O Rio Grande do Sul tem centros de excelência, grandes hospitais e equipes qualificadas. Há muitos hospitais universitários e muitos centros de especialidades, o que facilita a execução de protocolos ALEXANDRE PASQUALOTTO Médico infectologista e professor da UFCSPA De todos os estudos em solo gaúcho, os mais promissores são para avaliar o uso de anticorpos monoclonais em pacientes hospitalizados. A ideia é pegar anticorpos gerados por pessoas já infectadas, purificá-los e inseri-los em pessoas hospitalizadas com covid-19 de forma a ensinar o sistema imune dos doentes mais graves a lutar contra o coronavírus. Nos Estados Unidos, remédios com anticorpos monoclonais já foram aprovados pela agência reguladora para uso emergencial. A expectativa é de que o pedido seja feito também à Anvisa nos próximos meses. — Conseguimos retirar do plasma o anticorpo que funciona contra covid19, multiplicá-lo e transformá-lo em remédio para outras pessoas. São anticorpos que tentam impedir o vírus e a inflamação do vírus de agredir o pulmão do paciente — explica o médico Claudio Stadnik, coordenador do Centro de Pesquisa em Infectologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A Santa Casa conduz ao menos 11 estudos em busca de um remédio para o coronavírus, segundo registros no Clinical Trials. Um deles investiga o uso de gotas de cloridrato de tetraciclina no nariz de indivíduos contra a contaminação por coronavírus. Dois investigam possíveis remédios, em pílula, para uso de forma precoce – sem dados preliminares, ainda. Outra referência é o Moinhos de Vento, que participa da Coalizão Covid Brasil, uma frente de hospitais do país que toca diferentes estudos em busca de medicações contra a doença. Fazem parte Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, HCor, Beneficência Portuguesa de São Paulo e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), junto ao Ministério da Saúde. Até agora, a Coalizão já iniciou 10 pesquisas. O melhor resultado mostrou que o uso do corticoide dexametasona em pacientes hospitalizados reduziu o tempo de internação e o número de mortes. Outros estudos mostraram que a hidroxicloroquina e a azitromicina não tiveram efeito em pacientes estudados. — A Coalizão já finalizou cinco ensaios clínicos randomizados. Avaliamos a hidroxicloroquina, que não demonstrou benefício em pacientes hospitalizados. Também avaliamos o antibiótico azitromicina, que não demonstrou benefícios. No estudo com o dexametasona, houve benefício para pacientes em ventilação mecânica, e os resultados foram unidos a outros estudos do mundo e revisados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o que contribuiu de maneira importante para gerar evidência a um dos poucos medicamentos que existem hoje para a covid19 — diz Regis Goulart Rosa, médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento. No Mãe de Deus, um estudo multicêntrico, que ocorria em 22 países, foi encerrado no ano passado – os resultados estão sendo consolidados. Hoje, há uma pesquisa com anticorpo monoclonal, realizada em 26 nações. No Brasil, foram escolhidos apenas três outros hospitais: dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro. — Desvendar a covid19, esse mistério, é muito importante para os pacientes que têm a oportunidade de usar essa medicação e para todos nós que nos beneficiaremos dos resultados — afirma Rodrigo Boldo, médico intensivista e pesquisador do Mãe de Deus. O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) participou do estudo Pioneer, que avaliou o uso de um antiviral em pessoas internadas – os resultados ainda não foram divulgados. A pesquisa foi patrocinada pelo NHS, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Reino Unido. Em junho, a instituição começou a fase 3 de uma nova pesquisa, com anticorpos monoclonais, em pessoas nos primeiros dias de sintomas com covid-19. O estudo ocorre em vários países e é organizado pelo National Institutes of Health (NIH, ou Instituto Nacional de Saúde na sigla em inglês), com a Universidade da Califórnia (UCLA) e o Instituto de Pesquisa em Aids do Rio Grande do Sul (Ipargs). — Há um protocolo-base que, ao longo do tempo, elimina do estudo remédios que se provem não serem bons. Agora, estamos na fase seis. Ou seja, cinco outros remédios não deram resultado. O protocolo vem fechado para um local capacitado a desenvolver esse protocolo. E isso depende de o local ter capacidade técnica, organização, local para conduzir o estudo, equipe e voluntários — diz o médico infectologista Breno Riegel, líder da pesquisa no GHC. O Hospital Ernesto Dornelles, a Santa Casa da capital e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre estudam em voluntários internados o uso do remdesivir associado a três moduladores do sistema imune – Infliximabe, Abatacept e Cenicriviroque. A ideia é entender como esse coquetel pode controlar o avanço da doença, acelerar a recuperação e diminuir o risco de morte por coronavírus. A pesquisa, organizada pelo Duke Clinical Research Institute e supervisionada pelo NIH, vai acompanhar 2,1 mil adultos hospitalizados em Estados Unidos, Brasil, Peru e Argentina. — Fazer pesquisa exige organização, comitê de ética e patrocínio. O Rio Grande do Sul é um celeiro de oportunidades para jovens médicos e pesquisadores. A pós-graduação na área da saúde é muito forte aqui, o que incentiva a ter projetos. Há centros para captar pacientes, registros informatizados e tradição em pesquisa há décadas — diz a médica pneumologista Juliana Cardozo Fernandes, coordenadora do estudo no Hospital Ernesto Dornelles. Ela dá um exemplo pessoal para resumir como o investimento de anos em ciência traz resultados para o futuro: — Eu mesma, 20 anos trás, fui bolsista de pesquisa da UFCSPA. Isso colocou uma pulga atrás da minha orelha. Hoje, sou uma pesquisadora.

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/07/2021 às 09h41

Uma nova pesquisa mostrou que os primeiros testes de coágulos sanguíneos em pacientes que receberam a vacina AstraZeneca/Oxford fizeram com que fossem tratados com sucesso, destacando a necessidade de maior conscientização sobre o risco entre os médicos. O trabalho, liderado por pesquisadores da RCSI University of Medicine and Health Sciences e do National Coagulation Center, no St James's Hospital, foi publicado no British Journal of Hematology. Segundo estudo irlandês, coágulos podem ser tratados se detectados precocemente (Foto: Getty) Coágulos sanguíneos incomuns com baixo teor de plaquetas foram reconhecidos como uma complicação muito rara da vacina AstraZeneca. No entanto, com o aumento da conscientização, os pacientes podem não apresentar todos esses sintomas quando tratados rapidamente. Segundo os pesquisadores, quatro pacientes tiveram complicações de coagulação induzidas pela vacina (Trombocitopenia Trombótica Induzida por Vacina, VITT). Com base nas orientações atuais, cada paciente poderia ter sido classificado como de baixa probabilidade para essa síndrome quando apresentado aos médicos, mas devido ao aumento da conscientização e vigilância clínica das equipes médicas envolvidas, todos foram encaminhados para teste precocemente, diagnosticados e tratados com sucesso. "O risco de desenvolver um coágulo sanguíneo da vacina ainda é muito menor do que o risco de desenvolver coágulos de covid-19, mas é imperativo que os médicos estejam vigilantes na detecção de sintomas entre os pacientes vacinados", disse Michelle Lavin, a autora principal do artigo e pesquisadora do Centro Irlandês de Biologia Vascular e da Escola de Farmácia e Ciências Biomoleculares RCSI. "Nossa pesquisa mostrou que as diretrizes atuais não têm sensibilidade para detectar casos precoces de coagulação induzida por vacina, o que pode correr o risco de perder ou atrasar o diagnóstico. Conforme nossa compreensão dessa nova condição evolui, aumentar nossa consciência clínica pode melhorar os resultados para os pacientes por meio de testes precoces e tratamento", reforçou ela. O trabalho faz parte do Estudo de Vasculopatia COVID-19 irlandês (ICVS) e foi realizado em hospitais da República da Irlanda e da Irlanda do Norte. Gestantes x AstraZeneca Em maio deste ano, a vacinação de grávidas com AstraZeneca foi suspensa por orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido a possíveis efeitos adversos do imunizante. A decisão foi divulgada após a morte de uma gestante de 35 anos que teve trombose após receber o imunizante. Ela apresentou acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico e o feto também veio a óbito. O caso ainda está sendo investigado pelo Ministério da Saúde para comprovar se houve relação com a vacina. + Trombose na gravidez: quais são os riscos? “Em atendimento à orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Programa Nacional de Imunizações (PNI) vai interromper temporariamente a vacinação de gestantes com a Astrazeneca/Fiocruz porque aconteceu esse evento raro e é uma cautela do programa até o fechamento do caso e análise do cenário epidemiológico dessa vacina”, afirmou Francieli Tardetti, membro da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), na época. Tardetti disse ainda que não é incomum que eventos adversos raros que não foram identificados nos testes ocorram em campanhas de vacinação em massa. “A trombose com plaquetopenia pós-vacina AstraZeneca já foi descrita e é extremamente rara”, disse. “É importante avaliar que o benefício da vacina supera o risco. O risco de adoecimento e óbito pela covid19 é muito maior”. Por isso, gestantes com e sem comorbidades estão sendo vacinadas com as doses das outras vacinas disponíveis no Brasil, como Pfizer e Coronavac. No Rio de Janeiro, as grávidas imunizadas contra a covid-19 com a primeira dose da AstraZeneca/Oxford devem receber a segunda dose com a vacina da Pfizer. A autorização foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde, a partir de recomendação do comitê científico da pasta, e divulgada nesta terça-feira (29) pelo secretário de Saúde, Daniel Soranz, em seu perfil no Twitter. Segundo ele, a vacinação pode ocorrer, desde que haja avaliação dos riscos e benefícios, feitos pelo médico que atende a gestante. Palavra de especialista Segundo o obstetra Alexandre Pupo, dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, de São Paulo, a questão da vacina da AstraZeneca e a formação de coágulos é bastante controversa. "Na prática, a probabilidade de uma pessoa ter trombose, isto é, uma coagulação do sangue provocada pela vacina é menor do que ter esse mesmo efeito pela gravidez ou o uso de pílula anticoncepcional. Mas essa questão acabou sendo levada em consideração no Brasil de uma forma mais premente por conta das repercussões da morte da gestante no Rio de Janeiro", comenta. "O ponto central é que todas essas vacinas contra a covid-19 são muito recentes e o tempo em que foram desenvolvidas, testadas e aplicadas na população em geral é muito curto, o que impossibilita testes de longa duração e conhecer os efeitos de longo prazo, sejam positivos e efeitos colaterais. Estamos vendo que alguns países que já tiveram uma vacinação maciça de suas populações estão experimentando casos novos em pacientes já vacinadas, mesmo no Brasil. Então, esse é o primeiro ponto, de fato, ainda estamos aprendendo e conhecendo a respeito das vacinas e todo e qualquer efeito colateral é sempre levado em consideração e valorizado ao extremo, pois precisamos primeiro entender melhor", explicou. Sobre o estudo, ele afirma que vale para qualquer situação que se identifica uma trombose em um paciente. "Um paciente com sinal de coagulação, quanto mais precoce for diagnosticado, mais chances de instituir um tratamento com anticoagulante e impedir que esse trombo migre em direção ao pulmão e provoque um tromboembolismo pulmonar, que tem um risco alto de morte. O que eles falam é de os profissionais estarem mais atentos às pesoas que tomaram a vacina. Em caso de qualquer suspeita, o idea é avançar na investigação. No entanto, não é isso que vai mudar a orientação da Anvisa em relação à vacina no Brasil. O que vai determinar são os efeitos que estão sendo pesquisados nas populações já vacinadas", finalizou. + Nova recomendação para vacina em grávidas: "Afasta eventual risco de trombose", diz infectologista, sobre segunda dose da Astrazeneca após puerpério.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 05/07/2021 às 06h00

A Covid-19 já causou a morte de mais de meio milhão de brasileiros, dos quais mais de 24 mil viviam na Bahia. No estado, são mais de um milhão de casos confirmados, e também mais de um milhão de recuperados. Ouça todos os episódios do podcast Eu Te Explico Ouça todos os episódios do podcast Eu Te Explico Os números mostram que a Bahia mantém uma situação de alerta quanto à doença e ainda antes que a situação possa ser considerada sob absoluto controle, um novo problema relacionado ao coronavírus preocupa a população e as autoridades de saúde: a Síndrome pós-Covid. Esse é o tema da 16ª edição do podcast Eu Te Explico, que tem como convidados os médicos Roberto Kalil e Antônio Bandeira. Roberto Kalil, que é professor doutor da Faculdade de Medicina da USP, cardiologista do InCor e do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, é um dos renomados profissionais que têm acompanhado a evolução dos casos de Síndrome pós-Covid. Ele observa que a falta de cuidados das pessoas após terem alta médica, sobretudo os que tiveram casos mais graves da doença, tem sido um fator determinante no alto índice de reinternações. Kalil informa que pelo menos 20% das que foram intubadas voltam a ser internadas, e 1/4 delas morre em até seis meses após apresentarem os primeiros sintomas do coronavírus. "É preciso ter uma atenção total com esse paciente. As pessoas pensam que se já tiveram altas podem seguir com a vida normalmente, tudo acabou, quando, na verdade, elas não estão livres", afirma o cardiologista. "Esse paciente precisa voltar ao médico para uma nova avaliação, adotar alguns tratamentos, caso necessário, revisar doses de medicamentos. Não é assim, quase morri, mas passou", destaca o médico Roberto Kalil. "Esse paciente precisa voltar ao médico para uma nova avaliação, adotar alguns tratamentos, caso necessário, revisar doses de medicamentos. Não é assim, quase morri, mas passou", destaca o médico Roberto Kalil. O infectologista Antônio Bandeira, que é especialista em Saúde Pública e Epidemiologia pela USP e atua no Hospital Aeroporto em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, alerta os pacientes que apresentam sintomas pós-Covid. "Se você teve a doença e mesmo após estar curado estiver sem olfato, sem paladar, por exemplo, procure imediatamente o médico. Se você esperar 3, 4 meses, pode ser tarde demais", adverte. "Se você teve a doença e mesmo após estar curado estiver sem olfato, sem paladar, por exemplo, procure imediatamente o médico. Se você esperar 3, 4 meses, pode ser tarde demais", adverte. Antônio Bandeira destaca que quanto mais rápido o paciente procura por orientação profissional, maior a possibilidade de a recuperação ser total, além de mais rápida. Ele também ressalta que é necessário o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, para que todos os aspectos da saúde, inclusive o mental, sejam avaliados. Entre os sintomas mais comuns da Síndrome pós-Covid estão: perda de olfato e paladar, cefaleia, fadiga muscular, dificuldade para respirar, alterações de sono. De acordo com a Secretariada Saúde da Bahia, as unidades da rede estadual que tratam sequelas pós-Covid-19 são o Hospital Otávio Mangabeira e o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Ceasi), que também passou a tratar idosos com esse perfil. Além desses locais, os interessados também podem procurar ajuda no Hospital Sarah, Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, IBIT (Fundação José Silveira), Multicentro de Saúde do Vale das Pedrinhas e da Carlos Gomes, além de unidades privadas e ambulatórios de saúde de faculdades particulares. O Eu Te Explico - O podcast do G1 Bahia vai ao ar todas as segundas, às 6h. Você pode ouvir Eu Te Explico no G1, no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no aplicativo de sua preferência.