Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

GAZETA DO POVO/CURITIBA | Outros
Data Veiculação: 04/09/2020 às 03h00

Aprovado nos Estados Unidos, plasma é esperança emergencial contra Covid-19 ❖ NOVO CORONAVÍRUS Terapia consiste em aplicar a parte líquida do sangue de recuperados em quem está com a doença ativa ■ O uso de plasma de pessoas que se recuperaram de Covid-19 para tratar pacientes com a doença ganhou destaque nesta semana após a aprovação pelo FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, para o uso emergencial da terapia. O tratamento consiste na retirada de plasma (a parle líquida do sangue) de pessoas que já se recuperaram de Covid-19 c aplicação em pacientes que ainda estão com a doença. Infectados pelo novo coronavírus produzem anticorpos contra a doença que flutuam no plasma sanguíneo. Os médicos purificam esse plasma, que é então injetado, para que esses anticorpos ajudem a combater a doença até que o sistema imunológico desse paciente produza suas próprias defesas. A transfusão de plasma de convalescentes é usada há décadas no mundo contra outras doenças infecciosas. "O que não se'sabia é se em doentes com Covid-19 haveria alguma preocupação adicional”, diz o médico hematologista José Mauro Kutner, que coordena uma pesquisa no Hospital Albert Einstein sobre o uso de plasma de convalescentes contra Covid-19. No Brasil, a terapia tem sido foco de diversos estudos clínicos, a maioria em andamento. Na pesquisa feita cm conjunto pelos Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, 60 pacientes em estado mais grave já receberam o tratamento. Nessa primeira fase do estudo, os pesquisadores concluíram que o procedimento é seguro. Na segunda fase, com mais 60 pacientes, será testada a eficácia do tratamento. Kutner conta que vários estudos com uso de plasma estão sendo conduzidos no mundo. “A impressão é de que o plasma ajuda. Mas ainda faltam trabalhos randomizados, maiores e mais impactantes para que possamos ter uma conclusão mais clara", ressalta. Para resultados mais conclusivos sobre a segurança e a eficácia da terapia, seriam necessários estudos com participantes selecionados aleatoriamente e com um grupo controle - de doentes que recebem placebo. Só assim é possível fazer uma comparação melhor dos resultados entre quem recebeu e quem não recebeu o plasma. Chances de morte um grande estudo americano divulgado em 13 de agosto em uma plataforma pré-print — que ainda não passou por revisão de outros especialistas - sugere que o uso de plasma para tratar pacientes de Covid-19 pode diminuir as chances de morte. O estudo, que envolveu mais de 35 mil pacientes, diz que a taxa de mortalidade entre pessoas que receberam a transfusão nos três primeiros dias após o diagnóstico foi menor do que entre as que receberam o tratamento depois de quatro dias. Embora os resultados sejam promissores, esse estudo de observação tem limitações, como a falta de um grupo de controle. No Reino Unido, um estudo randomizado c controlado, com a participação de milhares de pacientes, está ein andamento, parle do Recovery Trial. Um grande estudo norte-americano recente sugere que o uso de plasma pode diminuir as chances de morte pela Covid-19. Heten Mendes

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/09/2020 às 22h48

Um novo estudo brasileiro coordenado pelos principais hospitais privados do País e publicado nesta sexta-feira, 4, no periódico científico, um dos mais renomados do mundo, mostra que o antibiótico azitromicina não tem eficácia contra a covid19 em pacientes graves. Na falta de terapias específicas contra o coronavírus, o remédio vinha sendo usado desde o início da pandemia na esperança de reduzir a carga viral nos pacientes e combater a reação inflamatória induzida pelo vírus. Inquérito online feito em abril com mais de 6 mil médicos no mundo apontou que o antibiótico era o segundo remédio mais usado contra a covid19, atrás apenas da hidroxicloroquina. A pesquisa brasileira mostrou, porém, que a droga não acelera a melhora dos pacientes nem reduz a mortalidade. Foram incluídos no estudo 397 pacientes em estado grave, divididos de forma randomizada (por sorteio) em dois grupos: um deles recebeu a azitromicina somado ao suporte padrão, que inclui administração de antivirais, incluindo a hidroxicloroquina, e outras estratégias terapêuticas hospitalares, como suporte de oxigênio. Já o grupo controle recebeu somente as terapias padrão. Ao analisarem o estado de saúde dos participantes depois de 15 dias de seguimento, os pesquisadores observaram que não houve diferença significativa no índice de óbitos entre os dois grupos. No que recebeu a azitromicina, a mortalidade foi de 42% ao final do período. Já no grupo controle, a taxa foi de 40%. Os cientistas também concluíram que não houve risco aumentado de eventos adversos no grupo que tomou a medicação. Participaram do ensaio clínico pacientes de 57 hospitais públicos e privados do País, sob a coordenação de oito instituições: Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Elas fazem parte da aliança Coalizão Covid-19 Brasil, responsável pela realização de nove estudos clínicos de possíveis tratamentos para a doença. Essa é a terceira pesquisa do grupo que tem seus resultados divulgados. A primeira, apresentada em julho, mostrou que a hidroxicloroquina, associada ou não à azitromicina, não tem eficácia no tratamento de pacientes internados com quadros leves e moderados de covid. A segunda, divulgada na última quarta-feira, 2, demonstrou que o corticoide dexametasona reduz o tempo de entubação em doentes graves. Para Otávio Berwanger, diretor de pesquisa acadêmica da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e um dos autores do estudo, pesquisas como a da azitromicina são importantes para comprovar, com evidências científicas, quais estratégias usadas emergencialmente no início da pandemia devem ser interrompidas. "As informações preliminares de uma suposta eficácia do antibiótico não eram robustas e, pelo caminho da ciência, mostramos que ela não deve ser usada como tratamento pois não é efetiva", diz ele. O pesquisador ressalta ainda que, embora não tenham sido encontrados eventos adversos graves nos pacientes que usaram a azitromicina, o uso desnecessário de antibióticos nunca é recomendado. "Os antibióticos são muito úteis contra infecções bacterianas, mas, se usados de forma indiscriminada, eles podem aumentar a resistência bacteriana aos remédios", alerta.

EL PAÍS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/09/2020 às 22h27

O antibiótico azitromicina, um dos medicamentos mais usados em todo o mundo para o tratamento de pacientes com coronavírus, não tem eficácia, ao menos nos casos mais graves da doença. É o que aponta estudo conduzido por pesquisadores brasileiros publicado nesta sexta-feira na prestigiosa revista científica The Lancet. A análise foi feita com 397 pacientes graves, internados em 57 hospitais por todo o Brasil. Ao menos metade deles estavam com ventilação mecânica. “Observamos que o tratamento com a azitromicina não melhorou o status clínico do paciente, não reduziu a mortalidade e não impactou em tempo de internação no hospital”, explica Regis Goulart Rosa, médico intensivista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Rosa é membro do Comitê Executivo da Coalizão Covid19 Brasil, aliança para a condução de pesquisas formada por alguns dos maiores hospitais brasileiros e responsável pela realização deste estudo. Ele explica que a metodologia adotada foi o estudo clínico randomizado, considerado padrão ouro por seu rigor. Por meio de um sorteio (randomização), os pesquisadores separaram dois grupos de pacientes: com o primeiro, foi administrada a azitromicina associada aos cuidados usuais. Já no segundo grupo, os pacientes só foram tratados com os cuidados usuais, sem a azitromicina. Os cuidados usuais refletem os tratamentos clínicos padrões utilizados para para pacientes com a covid-19, explica o médico. “Isso inclui suporte respiratório, suporte de disfunções orgânicas, ventilação mecânica e, no caso do Brasil, como no momento da realização do estudo havia uma recomendação do Ministério da Saúde para tratar todos os pacientes graves com hidroxicloroquina, ela fez parte do nosso cuidado usual”, afirma. O estudo sobre a azitromicina foi realizado entre março e maio. Antes, o mesmo grupo fez outro estudo que apontava a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da doença, que já matou oficialmente 125.502 pessoas no Brasil, segundo informou o Ministério da Saúde nesta sexta. O vírus da pandemia já contaminou comprovadamente mais de 4 milhões de pessoas no país. A azitromicina é um antibiótico, com efeito anti-inflamatório, usualmente administrado em pacientes com infecções bacterianas como otite, faringite e diarreia. “Pensava-se anteriormente, com base em resultados de estudos pequenos e in vitro, que a azitromicina pudesse, através do seu efeito anti-inflamatório, causar um benefício para pacientes com covid-19”, afirma o intensivista. “Tanto que a azitromicina fazia parte do tratamento em diversos protocolos ao redor do mundo”. Ele explica que ainda há dúvidas em relação aos benefícios ou não do medicamento em pacientes com quadros mais brandos da doença. O infectologista alerta, no entanto, sobre o uso indiscriminado deste antibiótico, que, em muitos casos, chegou a ser usado como forma de prevenir o coronavírus, algo que até o momento não teve sua eficácia comprovada. “O uso de antibióticos de maneira indiscriminada pode trazer reações adversas, como a resistência a bactérias e o aumento do risco de arritmias cardíacas”, afirma Rosa. Nesta semana, a Coalizão Covid-19 Brasil publicou outro estudo, desta vez no periódico científico Journal of the American Medical Association (JAMA), que avaliava o uso do anti-inflamatório dexametazona, do tipo corticoide, no tratamento de casos graves de covid-19. A pesquisa concluiu que pacientes que utilizaram o medicamento ficaram mais dias sem precisar usar o respirador artificial. No mesmo momento da divulgação dessa pesquisa, foi divulgada também uma revisão de estudos, em formato de meta-análise, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que compilou esses resultados apresentados pela coalizão e os das demais pesquisas que utilizaram corticoides em pacientes com covid-19. Os resultados dessa meta-análise demonstraram que a administração de corticoides reduz a mortalidade em pacientes graves com coronavírus e serviram de base para atualização das diretrizes da OMS sobre o tratamento de covid-19 com corticoides. A Coalizão Covid Brasil é formada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). A aliança também está com outros seis estudos em andamento. Dentre eles, uma pesquisa que avalia se a hidroxicloroquina previne o agravamento da covid-19 em pacientes não hospitalizados e outra para saber se o tocilizumabe, um remédio usado no tratamento para artrite, pode melhorar a evolução clínica de pacientes com coronavírus hospitalizados. Informações sobre o coronavírus: - Clique para seguir a cobertura em tempo real, minuto a minuto, da crise da Covid-19; - O mapa do coronavírus no Brasil e no mundo: assim crescem os casos dia a dia, país por país; - O que fazer para se proteger? Perguntas e respostas sobre o coronavírus; - Guia para viver com uma pessoa infectada pelo coronavírus; - Clique para assinar a newsletter e seguir a cobertura diária.

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 04/09/2020 às 19h30

O antibiótico azitromicina, segundo remédio mais usado no mundo no tratamento de casos graves da covid-19, é ineficaz para combater a doença nesse estágio. Foi o que comprovou uma das maiores pesquisas do mundo feita pela coalizão que integra Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Os resultados foram publicados no periódico científico The Lancet nesta sexta-feira (4). Os 397 pacientes com covid-19 que participaram do estudo foram divididos, por sorteio, em dois grupos. No primeiro, 214 pessoas receberam azitromicina e o tratamento padrão, que incluía medidas de suporte hospitalar, como oxigênio, uso de outros medicamentos como antivirais e também a hidroxicloroquina, que era parte tratamento para covid-19 quando a pesquisa foi iniciada, em março. No segundo grupo, 183 pessoas passaram pelo mesmo tratamento padrão, mas sem a azitromicina. O resultado foi o mesmo entre os dois grupos. Uma análise feita 15 dias após o início dos procedimentos mostrou que o remédio não trouxe melhoras na evolução clínica dos pacientes. – Nosso estudo mostra que a azitromicina para pacientes graves, que precisam de oxigênio, está entubados, não deve ser rotineiramente prescrita, porque não traz nenhum benefício. O remédio só deve ser usado se, juntamente com a covid-19, o paciente for diagnosticado com uma pneumonia bacteriana, o que eventualmente pode acontecer. – Afirmou à coluna o cardiologista e pesquisador Renato Lopes, diretor da Brazilian Clinical Research Institute e integrante do comitê executivo da Coalizão Covid-19 Brasil. Além de não apontar benefícios no uso da medicação, a pesquisa mostrou que a azitromicina pode piorar a função renal em alguns casos. As estatísticas não chegaram a ser significativas, mas os números sinalizaram que o quadro de insuficiência renal foi um pouco mais elevado no grupo que usou o antibiótico. – No mínimo isso nos alerta a não usar rotineiramente esse remédio, porque ele não traz benefício nenhum e pode, eventualmente, causar algum efeito adverso. – Afirmou Renato Lopes. Na avaliação do médico e pesquisador, o estudo brasileiro causará uma “mudança de 180 graus” em diretrizes mundiais e protocolos que vêm sendo adotados no combate de casos graves da covid-19. – Esperamos que, com esse estudo, muitos protocolos que indicavam o uso rotineiro da azitromicina sejam revisados e reformulados para que ela só seja aplicada em casos de exceção, como quando há, também, uma infecção bacteriana associada à covid-19. O achismo não deve guiar a prática médica, porque quando achamos uma coisa a chance de estarmos errados é grande. Esse estudo vai guiar diretrizes mundiais. Renato Lopes diz que não é possível afirmar se a azitromicina também é ineficaz para pacientes com sintomas leves, mas avalia que, se o remédio não funcionou em casos graves, raramente tem resultado nos mais amenos. Hoje, o remédio mais usado no mundo contra a covid-19 é a cloroquina, apesar de estudo já terem demonstrado que essa medicação também é ineficaz contra a doença. TAGS: Covid-19 azitromicina

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/09/2020 às 18h30

Esclareça neste episódio algumas das principais dúvidas sobre o transporte público nesse momento 04/09/2020 - 0 minutos, 31 segundos Compartilhar A mobilidade urbana foi radicalmente alterada pela pandemia, com queda no uso do transporte público, aumento na preocupação com higienização dos modais e interesse por outras alternativas de transporte como bicicletas. Leia mais: Mês da Mobilidade #3: Viagem de lazer Filtragem de ar combate coronavírus em transporte Falar sobre mobilidade em São Paulo é sempre citar números grandiosos Continua depois da publicidade Participam dessa edição o professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike, o editor do site do Jornal do Carro Diego Ortiz, a infectologista do Hospital Sírio Libanês Mirian Dal Ben, o Coordenador de Transportes Metropolitanos do Instituto de Engenharia Flaminio Fishman.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 04/09/2020 às 16h04

Subprocurador-geral do Distrito Federal e pioneiro na capital do país, Adonias Araújo do Prado morreu vítima das sequelas da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 15 de julho no Hospital Sírio Libanês. Porém, na noite do último sábado (29/8), não resistiu a complicações de uma pneumonia secundária e sofreu choque séptico. Graduado em direito e administração pelo UniCeub, Adonias ocupou diversos cargos importantes no governo do Distrito Federal. Era conhecida por causa do bom humor e dos conhecimentos jurídicos. Tanto que colecionava placas de mérito pelos trabalhos que desenvolveu durante 38 anos no serviço público. No Departamento de Trânsito (Detran-DF), por exemplo, foi chefe da Procuradoria, diretor administrativo e financeiro e diretor geral substituto, nos governos de Joaquim Roriz e de Cristovam Buarque. Em 1978, após especialização em transportes urbanos na França, ocupou o cargo de consultor técnico e jurídico da Associação Brasileira dos Diretores de Trânsito. E mais: assumiu a presidência e vice-presidência do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação de Automobilismo do DF. Politicamente também deixou sua marca. Adonias foi cofundador do antigo Partido Democrata Cristão no DF (atual PP) e chegou a concorrer ao Senado e à Câmara Federal. O advogado deixa a esposa Alice, de 59 anos, as filhas Juliana, 36, Karoline, 33, e Priscila, 30, e o filho Elias, 44. Além dos netos Ariel, 12, Lucas, 5, Valentina, 4, e Laura, 2. A missa de sétimo dia está marcada esta sexta-feira (4/9), na Paróquia Sagrada Família, da Quadra 27 do Park Way.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 04/09/2020 às 15h35

A campanha Doe de Coração 2020, organizada pela Fundação Edson Queiroz, será lançada dia 8 de setembro com painel virtual sobre “Desafios e panorama da área de transplantes de órgãos e tecidos no Brasil em tempos de pandemia”, a partir de 19h. O evento terá a presença do médico Tadeu Thomé, coordenador do Programa de Transplantes do Hospital Sírio-Libanês, da professora Bartira de Aguiar Roza, coordenadora técnica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (EPE/Unifesp), e do professor Edison Henriques Jr., transplantado renal. Além desse painel de lançamento, a programação da Doe de Coração 2020 prevê a realização de mais três lives durante todo o mês de setembro, sempre abordando temas relacionados à doação e transplante de órgãos e tecidos no Ceará e no Brasil. Todas as lives serão transmitidas pela TV Unifor (canal 181 da NET), pelo Facebook e pelo YouTube. Também a partir do dia 8, acontece a distribuição de camisas entre alunos e professores da Universidade de Fortaleza (sorteio nas redes sociais), funcionários do Grupo Edson Queiroz, além de profissionais da imprensa, profissionais da saúde e pacientes de hospitais públicos e privados do Ceará. Dentre eles: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Instituto Dr. Jose Frota (IJF), Hospital Albert Sabin, Hospital de Messejana, Hospital Geral Waldemar de Alcântara, Hospital Universitário Walter Cantídio, Hospital Antônio Prudente, Hospital Gastroclínica, Hospital Regional Unimed, Hospital São Carlos, Hospital Monte Klinikum e Hospital Cura D'ars - São Camilo. A partir do dia 12, ao longo do mês de setembro, vão iniciar as ações presenciais de conscientização em pontos estratégicos de Fortaleza, tais como Praça do Ferreira, Shopping Iguatemi, Avenida Beira Mar (Praça dos Estressados) e Parque do Cocó. Neste período, chamado “Setembro Verde”, acontece a celebração do Dia Nacional de Doação de Órgãos, em 27 de setembro, que ganha força com a presença ativa da campanha Doe de Coração. Cenário e desafios Em virtude da pandemia, o número de doadores de órgãos no Brasil caiu 6,5% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Um dos principais motivos para a queda está ligado ao fato de que as vítimas da Covid-19 não podem ter seus órgãos oferecidos a um novo receptor por conta do risco de contaminação da doença. Além disso, no auge da pandemia, com o avanço do número de infectados, os leitos dos hospitais foram majoritariamente destinados aos pacientes com Covid-19. Apesar dos impactos da pandemia, o Brasil permanece referência mundial em doação de órgãos e tecidos, contando com o maior sistema público de transplantes do mundo e figurando, em números absolutos, como o segundo país que mais transplanta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Saúde. Em nível local, o estado do Ceará nunca parou com as ações de transplante, destacando-se no cenário nacional ao desenvolver protocolo de atendimento especial para potenciais doadores. E desde junho, com a pandemia mais controlada, as doações já apresentam sinais de melhora e todos os transplantes já voltaram a acontecer nos hospitais cearenses. Diante do contexto, a médica nefrologista Polianna Lemos, coordenadora da campanha Doe de Coração 2020, destaca que o principal desafio deste ano será estimular esse ato de solidariedade como uma estratégia de superar os danos da pandemia. Dessa forma, parte da programação está destinada a informar e conscientizar as famílias e os próprios receptores, que ainda estão temerosos de receberem um órgão contaminado pelo novo coronavírus. PROGRAMAÇÃO VIRTUAL – DOE DE CORAÇÃO 2020 Painel virtual de lançamento – Live 1 Data: 08/09/20 Horário: 19h às 21h Convidados: Dr. Tadeu Tomé, coordenador do Programa de Transplantes do Hospital Sírio-Libanês, Prof. Edison Henriques Jr., transplantado renal, e Profª Drª Bartira de Aguiar Roza, coordenadora-técnica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (EPE/Unifesp) Tema: Desafios e um panorama da área de transplantes de órgãos e tecidos no Brasil em tempos de pandemia Live 2 Data: 15/09/20 Horário: 19h às 20h Convidados: Dr. Edson Arakaki, gastroenterologista, transplantado renal e presidente da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx), e Luciane de Lima, advogada da ABTx Tema: A qualidade de vida e a reinserção do transplantado Live 3 Data: 22/09/20 Horário: 19h às 20h Convidados: Dr. Huygens Garcia, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), e Drª Tainá de Sandes, Professora de Nefrologia da UFC e coordenadora do Departamento de Transplante Renal da ABTO Tema: Impactos da Covid-19 na doação de órgãos e transplantes Painel virtual de encerramento – Live 4 Data: 29/09/20 Horário: 19h às 20h Convidados: Professora Polianna Lemos, coordenadora da Campanha Doe de Coração, e Eliana Régia Barbosa, coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Ceará Tema: Resultados da campanha Doe de Coração e perspectivas da doação de órgãos e tecidos no Ceará As lives serão veiculadas nos seguintes canais: www.youtube.com/tvunifor www.facebook.com/uniforoficial TV Unifor (canal 181 da NET) PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL – DOE DE CORAÇÃO 2020 Haverá realização de quiz e premiação com camisas da Doe de Coração. Locais: Praça do Ferreira, Shopping Iguatemi, Avenida Beira Mar (Praça dos Estressados) e Parque do Cocó.

O IMPARCIAL/SÃO LUÍS | GERAL
Data Veiculação: 04/09/2020 às 03h00

Corticoides reduzem mortes por covid-19 Um estudo de meta-análise, que reuniu evidências de sete ensaios clínicos realizados em 12 países, incluindo o Brasil, confirmou que medicamentos corticoides reduzem a mortalida-Os pesquisadores brasileiros alertam que o benefício e a segurança dos corticoides são válidos só para doente por covid19 em pacientes com quadros críticostedsagdraov-es com covid19, que precisam de suporte esperança. As novas evidências fizeram a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar novas diretrizes para médicos e gestores recomendando o uso dessa classe de remédios para pacientes com formas graves da infecção. Entre os corticoides recomendados estão drogas como a dexametasona ea hidrocortisona. Os corticoides são anti-inflamatórios de baixo custo usados há décadas principalmente no tratamento de doenças inflamatórias, respiratórias e alérgicas, como asma e artrite. A meta-análise, publicada ontem no prestigioso periódico científico Journal ofthe American Medicai Association (Jama), avaliou a utilização de três remédios dessa classe: dexametasona, hidrocortisona e metilprednisolona. Os estudos analisados tiveram a participação de 1,7 mil pacientes. Todos os ensaios clínicos foram randomi zados, ou seja, os participantes de cada grupo (o que recebeu o medicamento eo grupo controle) foram escolhidos por sorteio. No grupo que tomou um dos corticoides, 32% dos pacientes morreram após o período de seguimento de 28 dias. Já entre os pacientes que só receberam o suporte clínico padrão, a mortalidade no período foi de 40%, o que equivale a um risco 20% menor de óbito entre os doentes que receberam a medicação. A pesquisa também aponta que os corticoides se mostraram seguros, sem risco aumentado de efeitos colaterais graves. “Os eventos adversos variaram entre os estudos, mas não houve sugestão de que o risco de eventos adversos graves fosse maior em pacientes tratados com corticosteroides, exceto para os dois menores estudos, nos quais o número total de eventos adversos graves foi 1e 3”, destaca o artigo publicado. A meta-análise foi realizada por um grupo de trabalho formado pela OMS para dar rápida resposta sobre possíveis tratamentos para covid. O grupo conta com cientistas de todo o mundo, incluindo o Brasil. tório. Para quadros leves ou iniciais, o medicamento não tem benefício comprovado e pode até piorar a condição. “O corticoide não vai curar a doença ou combater o vírus, ele vai modular a resposta inflamatória do organismo para combater uma reação exagerada. Só que essa resposta, no início da infecção, éo que combate o vírus. Ela só se torna prejudicial se fica desenfreada. Se você a bloqueia logo no início, pode aumentar o tempo dos sintomas”, explica Luciano Cesar Pontes Azevedo, superintendente de ensino no Hospital Sírio-Libanês, integrante do comitê executivo da Coalizão Covid-19 Brasil eum dos autores do estudo brasileiro. Por causa desse e de outros riscos, os corticoides só devem ser usados com prescrição médica. Histórico As novas evidências sobre os corticoides reafirmam os achados do estudo Recovery, divulgados pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em junho. A pesquisa apontou que a dexametasona mostrou-se capaz de reduzir em um terço o número de mortes entre pacientes entubados. De acordo com Azevedo, desde o estudo britânico, a dexametasona já vinha sendo usada na prática em hospitais brasileiros no tratamento de casos graves de covid19. As novas evidências, diz ele, ajudam os médicos a ter mais segurança sobre quando e com qual paciente prescrever a medicação. “Os novos estudos são importantes para comprovar que só quem se beneficia é o paciente mais grave”, diz ele. Questionado sobre a inclusão desse tratamento em seus protocolos, o Ministério da Saúde afirmou que “as orientações do governo federal são atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas”, mas não detalhou se irá incorporar o uso de corticoides em seus documentos. Redução de tempo em respirador um estudo brasileiro concluiu que o uso do corticói de dexametasona reduz o tempo que pacientes adultos infectados pelo novo coronavírus precisaram do uso do respirador na recuperação dos infectados. A conclusão foi publicada nesta quarta-feira (2/9) na revista científica Journal ofthe American MedicaiAssociation (JAMA). Os especialistas acompanharam quase 300 pacientes e observaram que os infectados que fizeram uso do medicamento demoraram 6,6 dias para necessitar suporte respiratório. Já os que não usaram o corticoide, precisavam fazer uso do respirador em quatro dias, ou seja, mais rápido. O estudo foi produzido pelo grupo Coalizão Covid Brasil, que reúne diversos hospitais e centros médicos do país. Estão entre eles o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital do Coração (HCor), o Hospital Sírio-Libanês, a BP(A Beneficência Portuguesa de São Paulo) e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRIC-Net). A coalizão foi lançada em 23 de março de 2020 e tem como objetivo avaliar a eficácia e segurança de potenciais terapias para pacientes da covid-19. Outras evidências em junho, um estudo britânico mostrou que o corticóide dexametasona tem efeito comprovado na redução de mortes em decorrência da covid-19. O resultado foi anunciado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Em testes com mais de 6 mil voluntários, a dexametasona reduziu em um terço a taxa de mortalidade entre pacientes que enfrentam estágios críticos da doença. Dispositivo portátil pode realizar teste da covid-19 com menor custo está em processo de certificação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um novo dispositivo portátil que pode realizar diagnóstico molecular da covid-19 com estrutura laboratorial menos complexa. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da empresaVisuri e poderia reduzir o custo e o tempo para a realização de testes com segurança semelhante à técnica padrão ouro RT-PCR. Chamado de OmniLAMP, o dispositivo utiliza a técnica RT-LAMP e detecta o RNA viral em amostras recolhidas do nariz e da garganta da pessoa que será testada. Amostras positivas geram um sinal colorido que é interpretado pelo software do dispositivo, que é conectado aos servidores da Visuri na internet e monitorado por meio de georreferenciamento. Os dados coletados são armazenados em nuvem e permitem a geração de relatórios para acompanhamento da pandemia. Segundo os pesquisadores, o resultado do teste molecular pode ser acessado em um aplicativo de celular em 30 minutos, enquanto outras técnicas têm um processo que leva até seis horas entre a extração das amostras e a liberação do resultado. Os cientistas acrescentam que o dispositivo portátil utiliza estrutura laboratorial de baixa complexidade, o que permite a descentralização das testagens para laboratórios menores. Testes clínicos do equipamento apontaram para uma sensibilidade de 97% e uma especificidade de 100%, o que, segundo a Fiocruz, dá confiabilidade ao resultado. A pesquisa para desenvolver o OmniLAMP é anterior à pandemia da covid-19 e começou em 2018, com foco no diagnóstico de dengue, zika e chikungunya. Com a chegada do novo coronavírus, em março deste ano, os pesquisadores direcionaram os esforços para tornar o dispositivo capaz de identificar o SARS-CoV-2. Enquanto aguardam a certificação pela Anvisa, as instituições envolvidas já discutem como se dará a produção dos dispositivos e kits de teste. AVisuri vai produzir os dispositivos portáteis, enquanto o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) pode ficar responsável pela produção dos kits. Entre os estudos que foram considerados nessa meta-análise está uma pesquisa coordenada pelos principais hospitais privados brasileiros que mostrou que a dexametasona foi capaz de reduzir o tempo de entubação entre doentes graves.

DIÁRIO DA MANHÃ/GOIÂNIA | OUTROS
Data Veiculação: 04/09/2020 às 03h00

Grupo de risco não terá direito a voto facultativo O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou o horário de votação em uma hora. Desta forma, o pleito municipal que este ano foi postergado para novembro (primeiro turno será dia 15; dia 29 será o segundo turno, se necessário), será realizado das 7h às 17 horas. Essa é uma tentativa de criar meios seguros para que eleitores quem compõe o grupo de risco possam ir às urnas, já que não há previsão de tornar o voto facultativo para pessoas com mais de 60 anos ou que tenha alguma comorbidade. Mais do que a primeira hora, o Tribunal também coloca como "horário preferencial" das 7h às lOh para pessoas acima de 60 anos, por orientação da consultoria sanitária formada pela Fiocruz, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein. Ambas as decisões foram oficializadas pelo presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso. O TSE ainda estuda isenção de multa por não comparecimento nas eleições de 2020 que poderá ser abonada. Especialista prevê alteração na lei ou código eleitoral pelo TSE nos próximos meses. A alteração no calendário ainda dá possibilidade de designação de novas datas para realização da votação pelo TSE. "Em caso de condições sanitárias crítica num determinado município, o TSE vai adiar as eleições com data limite para 27 de dezembro de 2020" diz. Imprensa/TSE

ESTADO DE MINAS/BELO HORIZONTE | Outros
Data Veiculação: 04/09/2020 às 03h00

Brasil terá teste barato e rápido uma nova fonna de coleta pa ra teste de aferição da infecção pelo novo coronavírus otimiza a forma de diagnóstico. Convênio firmado entre o Centro de Química Medicinal (CQMED). da Unicamp. credenciado como Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). e o laboratório de genômica Mendelics, visa aperfeiçoar o método de identificação da COVID-19 através da saliva. Fica a cargo da CQMED desenvolver localmente dois reagentes chave do teste, que ainda é importado. e à Mendelics cabe testá-los. O objetivo é ampliar a disponibilidade destes componentes importantes para a autonomia do país na produção de testagem para a doença. A testagem em massa da fiopulação é, justamente, um dos mais importantes gargalos no enfrentamento do coronavírus. Sua aplicação ampla, rápida e acessível é fator primordial para identificar com agilidade novos casos e barrar a propagação da COVID-19. O teste batizado RT-LAMP #PARECOVID é fruto de parceria entre a Mendelics e o Hospital Sírio-Libanês. Funciona pela identificação da presença do SARS-CoV2 em amostra de saliva durante o período de infecção ativa do vírus. Do mesmo modo do método RT-PCR. ele não detecta os anticorpos de pessoas curadas, mas sim o próprio vírus. O novo teste tem a sensibilidade e a especificidade com paráveis ao RT-PCR. O protocolo é fundamentado na técnica chamada “transcrição reversa com amplificação isotérmica mediada por loop", ou RT-LAMP, já aplicada para diagnóstico de outras doenças como dengue, chikungunya, hepatite A ezika. O teste de saliva também permite a auto coleta não-invasiva, sem a necessidade de swabs, e é capaz de preservar a estabilidade da amostra por até três dias em temperatura ambiente. Com a tecnologia, os resultados são concluídos em poucas horas, ainda com custo cinco vezes menor que o RT-PCR que. inclusive, está com a disponibilidade limitada em todo o mundo. CASOS O Brasil passou dos 4 milhões de casos jx>r coronavírus. Com o registro de42.298 novos infectados desde o último balanço, o país contabiliza 4.040.163 pes soas com o vírus desde fevereiro. O total de mortes é de 124.651, sendo 871 nas últimas 24 horas. Os dados são do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). No levantamento feito pela Universidade |ohn Hopkins, dos Estados Unidos, o Brasil só é superado pelos próprios norte-ameri canos, que já tiveram mais de 6 milhões de contaminados e mais de 186 mil mortes. Mas a índia vem seguindo os brasileiros de perto, com mais de 3,8 milhões de infectados, com 67 mil mortes f>or COVID-19. Depois de vários média diária de mais de 1.000 mortes, o Brasil teve uma peque na queda desde o fim de agosto e registrou uma média de 874 mor tes e cerca de 40 mil infecções j»r dia na última semana. Unicamp e dará autonomia ao país em relação ao importado atualmente