Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FORBES BRASIL ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 00h00

Início Colunas Quem cuida de quem cuida dos outros? Quem cuida de quem cuida dos outros? Dr. Arthur Guerra 4 de agosto de 2020 Colunas Violeta Stoimenova/Getty Images O líder também pode ficar assustado, estressado e com medo de falhar as lideranças desempenham um papel fundamental em qualquer organização. Elas atuam, numa comparação bem primária, quase como o capitão de um navio. Geralmente, cargos de liderança, assim como o de capitão, são ocupados por pessoas que possuem a habilidade de inspirar, de influenciar, de orientar quando a viagem de barco enfrenta sobressaltos, de ajudar na solução de possíveis conflitos. Vivemos em um momento em que o barco (as organizações) foi pego por uma tempestade que não havia sido prevista pelos radares de meteorologia e agora balança para lá e para cá. A água do mar entra no navio por todos os lados. A missão do capitão é não o deixar afundar, impedir que o pânico tome conta da tripulação e guiá-la no meio da tormenta. Pressupõe-se que o capitão deva dar conta do recado, até pela sua experiência, mas como fazê-lo com maestria se ele também faz parte da tripulação e está assustado, estressado e com medo de falhar? Entre suas funções está cuidar de sua equipe. Mas em tempos em que não sabemos quando o aguaceiro vai abrandar e os cuidados com o outro demandam ainda mais energia, quem cuida dele? A pandemia de coronavírus evidenciou uma questão que ainda permanece relativamente silenciosa em muitas organizações: os cuidados com quem está no centro dos cuidados com o outro. Esta deverá ser uma das questões nucleares no retorno à dita nova normalidade nos ambientes de trabalho. Creio, inclusive, que os hospitais, como é o caso do Sírio Libanês, poderão inspirar programas muito interessantes nas empresas, pois tiveram eles mesmos de implementar ações voltadas aos profissionais que estão na linha de frente do combate à Covid-19. Ver essa foto no Instagram Forbes Saúde, com o dr. Arthur Guerra Ingressos para o webinar Forbes Saúde Mental: https://bit.ly/webinarforbes Uma publicação compartilhada por Forbes Brasil (@forbesbr) em 4 de Ago, 2020 às 11:20 PDT Este será um dos temas que eu e a colega psiquiatra Camila Magalhães discutiremos em um encontro online promovido pela Forbes Brasil no dia 11 de agosto, às 18h30. Entre os convidados, teremos Fernando Guanem, diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio Libanês; o empresário Nizan Guanaes; Maurício Ceschin, médico da Mantris; e Cristina Weiss, diretora de RH do grupo Swiss Re. No webinar, discutiremos questões relacionadas à saúde mental nas empresas, algo que – e digo como médico – ganhará ainda mais importância nos anos vindouros. Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Medicina do ABC. Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube LinkedIn Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas. Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store. Tenha também a Forbes no Google Notícias. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores. Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ( [email protected]). Navegação de Post Camila Yunes: Como a arte transforma Globo abre dados de comportamento de brasileiros na pandemia ambiente de trabalho Arthur Guerra Camila Magalhães Covid-19 Cuidar Empresa equipe estresse experiência FORBES hospital Liderança Organização pandemia saude mental Sírio Libanês webinar

O ESTADO DO MARANHÃO ONLINE/SÃO LUÍS
Data Veiculação: 04/08/2020 às 00h00

Geral | Saúde mental Estresse tóxico infantil: como lidar com essa situação na pandemia Toda criança será exposta, inevitavelmente, a situações adversas, como a perda do seu animal de estimação, mudança de escola, de cidade, entre outras, mas, no momento atual, o cenário é mais delicado 04/08/2020 às 15h50 As crianças podem se estressar com tudo o que está acontecendo (Divulgação) São Paulo - Estresse tóxico é definido por uma situação de estresse elevado e contínuo que pode gerar danos irreversíveis ao desenvolvimento neuropsicomotor de uma criança. “A evolução do indivíduo depende da genética e do ambiente que o cerca. Durante a pandemia, esse ambiente tende a se tornar inapropriado para o crescimento adequado de uma criança, que está em intenso desenvolvimento cerebral”, explica a pediatra Andressa Tannure, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e especialista em Suporte de Vida em Pediatria pelo Instituto Sírio-Libanês e pelo HCOR. O que causa e como identificar Segundo Andressa Tannure, toda criança será exposta, inevitavelmente, a situações adversas, como a perda do seu animal de estimação, mudança de escola, de cidade, entre outras. Mas, no momento atual, o cenário é mais delicado, pois se trata de um episódio completamente atípico. “A criança pode dar os primeiros sinais desse estresse com atitudes que antes não eram comuns. Ficam mais chorosas, não dormem bem, alteram o apetite, regridem no desenvolvimento (uma criança que já havia realizado o desfralde volta a fazer xixi na cama) e evoluem para quadros mais intensos de hiperatividade, agressividade, personalidade introspectiva, sentimento de incompetência e déficit de atenção”, explica Andressa Tannure. Quais as consequências quando a criança é exposta ao estresse tóxico, toda a sua estrutura cerebral é afetada, provocando disfunção no sistema neurológico e endocrinológico. “Essas alterações se refletem na vida adulta, com o desencadeamento de doenças crônicas, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes melitos, doenças pulmonares, distúrbios neuropsiquiátricos e comportamentais (como depressão ou transtorno de ansiedade generalizada) e maior risco à dependência química”. Como lidar com os sintomas De acordo com a pediatra, em meio a todas essas situações atuais, fica mais evidente a importância do suporte familiar, do acolhimento, do incentivo às atividades de lazer, do estabelecimento de uma rotina saudável (alimentação, sono e exercícios) e, se necessário, de um tratamento multidisciplinar com psicoterapia. “Todo esse amparo, somado a sua maturidade, ao seu estágio de desenvolvimento e sua habilidade intrínseca, serão determinantes para que a pandemia não gere graves consequências à criança”, finaliza Andressa Tannure.

GAZETA DO MATO GROSSO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 00h00

Mauro Mendes (DEM) segue sem previsão de alta. O governador Mauro Mendes (DEM) está internado desde o último sábado (1°) tratando uma infecção pulmonar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele segue sem previsão de alta. A assessoria de imprensa do governador informou que ele está tomando uma série de medicamentos para o tratamento. Há três dias, Mendes e sentiu mal após uma reunião de trabalho em São Paulo e então procurou atendimento com o médico que o acompanha desde o transplante de rim. Exames médicos apontaram que ele estava com pneumonia. A previsão é que um novo boletim médico seja divulgado nessa quarta-feira (5). Em junho deste ano, Mauro Mendes foi contaminado pelo novo coronavírus. Ele passou duas semanas isolado em casa e foi curado. Gazeta MT/G1MT

FORBES BRASIL ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 00h00

Início Colunas Quem cuida de quem cuida dos outros? Quem cuida de quem cuida dos outros? Dr. Arthur Guerra 4 de agosto de 2020 Colunas Violeta Stoimenova/Getty Images O líder também pode ficar assustado, estressado e com medo de falhar as lideranças desempenham um papel fundamental em qualquer organização. Elas atuam, numa comparação bem primária, quase como o capitão de um navio. Geralmente, cargos de liderança, assim como o de capitão, são ocupados por pessoas que possuem a habilidade de inspirar, de influenciar, de orientar quando a viagem de barco enfrenta sobressaltos, de ajudar na solução de possíveis conflitos. Vivemos em um momento em que o barco (as organizações) foi pego por uma tempestade que não havia sido prevista pelos radares de meteorologia e agora balança para lá e para cá. A água do mar entra no navio por todos os lados. A missão do capitão é não o deixar afundar, impedir que o pânico tome conta da tripulação e guiá-la no meio da tormenta. Pressupõe-se que o capitão deva dar conta do recado, até pela sua experiência, mas como fazê-lo com maestria se ele também faz parte da tripulação e está assustado, estressado e com medo de falhar? Entre suas funções está cuidar de sua equipe. Mas em tempos em que não sabemos quando o aguaceiro vai abrandar e os cuidados com o outro demandam ainda mais energia, quem cuida dele? A pandemia de coronavírus evidenciou uma questão que ainda permanece relativamente silenciosa em muitas organizações: os cuidados com quem está no centro dos cuidados com o outro. Esta deverá ser uma das questões nucleares no retorno à dita nova normalidade nos ambientes de trabalho. Creio, inclusive, que os hospitais, como é o caso do Sírio Libanês, poderão inspirar programas muito interessantes nas empresas, pois tiveram eles mesmos de implementar ações voltadas aos profissionais que estão na linha de frente do combate à Covid-19. Ver essa foto no Instagram Forbes Saúde, com o dr. Arthur Guerra Ingressos para o webinar Forbes Saúde Mental: https://bit.ly/webinarforbes Uma publicação compartilhada por Forbes Brasil (@forbesbr) em 4 de Ago, 2020 às 11:20 PDT Este será um dos temas que eu e a colega psiquiatra Camila Magalhães discutiremos em um encontro online promovido pela Forbes Brasil no dia 11 de agosto, às 18h30. Entre os convidados, teremos Fernando Guanem, diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio Libanês; o empresário Nizan Guanaes; Maurício Ceschin, médico da Mantris; e Cristina Weiss, diretora de RH do grupo Swiss Re. No webinar, discutiremos questões relacionadas à saúde mental nas empresas, algo que – e digo como médico – ganhará ainda mais importância nos anos vindouros. Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Medicina do ABC. Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube LinkedIn Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas. Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store. Tenha também a Forbes no Google Notícias. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores. Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ( [email protected]). Navegação de Post Camila Yunes: Como a arte transforma ambiente de trabalho Arthur Guerra Camila Magalhães Covid-19 Cuidar Empresa equipe estresse experiência FORBES hospital Liderança Organização pandemia saude mental Sírio Libanês webinar

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 04/08/2020 às 11h12

O governador Mauro Mendes (DEM) está internado desde o último sábado (1°) tratando uma infecção pulmonar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele segue sem previsão de alta. A assessoria de imprensa do governador informou que ele está tomando uma série de medicamentos para o tratamento. Há três dias, Mendes e sentiu mal após uma reunião de trabalho em São Paulo e então procurou atendimento com o médico que o acompanha desde o transplante de rim. Exames médicos apontaram que ele estava com pneumonia. A previsão é que um novo boletim médico seja divulgado nessa quarta-feira (5). Em junho deste ano, Mauro Mendes foi contaminado pelo novo coronavírus. Ele passou duas semanas isolado em casa e foi curado.

MATO GROSSO AO VIVO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 10h22

Hoje é 4th agosto 2020 Larissa Carvalho (Last Updated On: 4 de agosto de 2020) Bruno Felipe / Com informações Assessoria O governador Mauro Mendes (DEM), foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, no último sábado, dia 01 de agosto, com sintomas de pneumonia. De acordo com a assessoria, ele começou a se sentir mal após uma reunião de trabalho e então procurou atendimento com o médico que o acompanha desde o transplante de rim. Mendes doou um rim para a mulher dele, a primeira-dama Virginia Mendes, em 2014. À época, ele era prefeito da capital. Após uma bateria de exames, ele foi diagnosticado com pneumonia. Depois disso, ele foi internado, por recomendação médica, para ser medicado e passa bem. Vale lembrar que no mês de junho, Mauro Mendes contraiu Covid-19; após passar duas semanas isolado em casa, p governador informou que foi curado. O governador está executando as atividades em teletrabalho. Até esta segunda-feira, dia 03, a assessoria não divulgou novas informações sobre seu estado de saúde.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 08h01

Um inverno marcado pela pandemia de covid-19 derrubou o movimento nos prontos-socorros infantis de São Paulo. Instituições habituadas a ter enfermarias cheias de crianças com problemas respiratórios nos setores de nebulização, nesta época de baixas temperaturas, registram queda de até 60% na procura por atendimento nas unidades infantis. "Há uma queda geral na procura por este atendimento para as crianças", resumiu o pediatra e infectologista Marco Aurélio Safadi, presidente de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. De acordo com Safadi, a redução não ocorre somente porque as pessoas estão evitando ir aos hospitais durante a pandemia. Segundo o pediatra, as alterações no cotidiano dos pais, que passaram a ficar mais tempo em casa com os filhos, cumprindo as recomendações de distanciamento social, e a disseminação de hábitos simples de higiene, como lavar as mãos e usar máscaras, também ajudaram a reduzir a contaminação das crianças para além da covid. Leia mais: Mortes e internações por covid-19 caem pela 2ª semana em SP O dirigente da Sociedade de Pediatria, que vê uma queda de 60% nos atendimentos nos PSs infantis, explica que o movimento caiu principalmente em abril, época que normalmente registra o contrário, com pico na procura causado pelas bronqueolites nas crianças. No PS do Hospital Sírio-Libanês a queda é de até 25% no movimento no período, na comparação com os meses de verão. "Não encontramos aumento no movimento nos últimos meses. Permanece estável", explica Christian Morinaga, gerente médico do Pronto-Atendimento do Sírio-Libanês. O especialista diz acreditar que o isolamento social e às aulas a distância podem contribuir para a queda. "Isso diminuiu muito o número de infecções respiratórias em geral em crianças e adolescentes", argumenta. Unidades do Hospital Israelita Albert Einstein registravam movimento tranquilo no início da tarde da quinta-feira passada. Até um painel do pronto-atendimento no site da entidade, que calcula o tempo para as consultas, informava que, enquanto havia demoras de uma hora ou mais em outras especialidades, a pediatria registrava acesso livre. Para o médico Linus Pauling Fascina, gerente médico do departamento materno-infantil do Albert Einstein, a redução na procura por consultas pediátricas nestes meses tem relação direta com o fluxo internacional de pessoas. Ele diz acreditar que a queda vai além da mudança na rotina escolar no Estado, suspensa no primeiro semestre, principalmente a partir da segunda quinzena de março. "Com as fronteiras fechadas, houve menos circulação de vírus, e também, de bactérias associadas, entre os países." Leia ainda: SP: 30% dos pacientes internados do HC são de outros estados fascina alerta, porém, que o panorama das doenças infantis é complexo e que ainda é cedo para análises conclusivas sobre resultados, o que deve ser feito mais adiante com rigor científico. "Mas há, sim, uma percepção de redução, coisa que vamos estudar bastante." Queda A situação não é diferente na pediatria do Hospital São Camilo. Segundo levantamento do hospital, todos os anos a chegada do inverno leva a um incremento de cerca de 20% no atendimento de crianças. Os dados da semana passada, porém, mostram outra realidade. Em 2020, o volume foi 80% inferior à média do mesmo período de 2019. Os motivos, segundo o São Camilo, são: o fechamento das escolas, a menor circulação de diversos vírus e bactérias, gerando redução de contaminação, não apenas de covid-19. Dados do Hospital Municipal Menino Jesus, da Prefeitura de São Paulo, mostram que a queda foi grande também na rede pública. De acordo com o pediatra Antônio Carlos Madeira de Arruda, diretor do hospital, o que ocorreu neste semestre foi uma novidade. "Nunca tinha visto uma queda assim antes", disse o médico. Ele explica que em março de 2019 o PS do hospital atendeu 5.473 crianças; em 2020, foram 4.208. A queda foi maior em abril: os atendimentos em 2019 foram 6 mil e, em 2020, caíram para 1.090. Ele lembra ainda que em maio (2019) foram registrados 5.708 atendimentos e, no último mês de maio, na pandemia, a procura desabou para 958 pacientes. E, por último, em junho, os dados também mostraram queda: 2019, 5.222 casos; ante 1.215 (2020). Veja mais: Plataforma gera estatísticas da covid-19 em 91 municípios de SP "No caso das crianças, eu acho que o motivo maior foi a ausência da troca de vírus que ocorre entre elas nesta época do ano", disse o diretor do Menino Jesus. "A gente atendia 150, 200 crianças por dia e agora estamos aí com 35, 40 casos por dia", explicou o pediatra. Apesar do menor risco, os pais precisam ficar atentos. Uma criança que está prostrada, com falta de ar, febre acima dos 39 graus, não pode ficar sem atendimento médico, diz o pediatra Fernando Oliveira, do Hospital Menino Jesus. "É normal que as pessoas sintam esse medo, mas elas não podem abandonar tratamentos e precisam procurar atendimento." Rafael, de 8 anos, e Leonardo Raffa Perotti, de 11, já foram fregueses de ambulatórios médicos em outonos e invernos passados. Neste ano, foi diferente. "Só levei uma vez ao oftalmo mas foi para uma consulta de rotina", conta a mãe, a publicitária Alexandra Raffa Perotti, de 46 anos, que mora na Vila das Mercês, na capital. Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 04/08/2020 às 07h53

Um inverno marcado pela pandemia de Covid-19 derrubou o movimento nos prontos-socorros infantis de São Paulo. Instituições habituadas a ter enfermarias cheias de crianças com problemas respiratórios nos setores de nebulização, nesta época de baixas temperaturas, registram queda de até 60% na procura por atendimento nas unidades infantis. "Há uma queda geral na procura por este atendimento para as crianças", resumiu o pediatra e infectologista Marco Aurélio Safadi, presidente de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. De acordo com Safadi, a redução não ocorre somente porque as pessoas estão evitando ir aos hospitais durante a pandemia. Segundo o pediatra, as alterações no cotidiano dos pais, que passaram a ficar mais tempo em casa com os filhos, cumprindo as recomendações de distanciamento social, e a disseminação de hábitos simples de higiene, como lavar as mãos e usar máscaras, também ajudaram a reduzir a contaminação das crianças para além da Covid-19. O dirigente da Sociedade de Pediatria, que vê uma queda de 60% nos atendimentos nos PSs infantis, explica que o movimento caiu principalmente em abril, época que normalmente registra o contrário, com pico na procura causado pelas bronqueolites nas crianças. No PS do Hospital Sírio-Libanês a queda é de até 25% no movimento no período, na comparação com os meses de verão. "Não encontramos aumento no movimento nos últimos meses. Permanece estável", explica Christian Morinaga, gerente médico do Pronto-Atendimento do Sírio-Libanês. O especialista diz acreditar que o isolamento social e às aulas a distância podem contribuir para a queda. "Isso diminuiu muito o número de infecções respiratórias em geral em crianças e adolescentes", argumenta. Unidades do Hospital Israelita Albert Einstein registravam movimento tranquilo no início da tarde da quinta-feira passada (28 de julho). Até um painel do pronto-atendimento no site da entidade, que calcula o tempo para as consultas, informava que, enquanto havia demoras de uma hora ou mais em outras especialidades, a pediatria registrava acesso livre. Para o médico Linus Pauling Fascina, gerente médico do departamento materno-infantil do Albert Einstein, a redução na procura por consultas pediátricas nestes meses tem relação direta com o fluxo internacional de pessoas. Ele diz acreditar que a queda vai além da mudança na rotina escolar no Estado, suspensa no primeiro semestre, principalmente a partir da segunda quinzena de março. "Com as fronteiras fechadas, houve menos circulação de vírus, e também, de bactérias associadas, entre os países." Fascina alerta, porém, que o panorama das doenças infantis é complexo e que ainda é cedo para análises conclusivas sobre resultados, o que deve ser feito mais adiante com rigor científico. "Mas há, sim, uma percepção de redução, coisa que vamos estudar bastante." Queda A situação não é diferente na pediatria do Hospital São Camilo. Segundo levantamento do hospital, todos os anos a chegada do inverno leva a um incremento de cerca de 20% no atendimento de crianças. Os dados da semana passada, porém, mostram outra realidade. Em 2020, o volume foi 80% inferior à média do mesmo período de 2019. Os motivos, segundo o São Camilo, são: o fechamento das escolas, a menor circulação de diversos vírus e bactérias, gerando redução de contaminação, não apenas de Covid-19. Dados do Hospital Municipal Menino Jesus, da Prefeitura de São Paulo, mostram que a queda foi grande também na rede pública. De acordo com o pediatra Antônio Carlos Madeira de Arruda, diretor do hospital, o que ocorreu neste semestre foi uma novidade. "Nunca tinha visto uma queda assim antes", disse o médico. Ele explica que em março de 2019 o PS do hospital atendeu 5.473 crianças; em 2020, foram 4.208. A queda foi maior em abril: os atendimentos em 2019 foram 6 mil e, em 2020, caíram para 1.090. Ele lembra ainda que em maio (2019) foram registrados 5.708 atendimentos e, no último mês de maio, na pandemia, a procura desabou para 958 pacientes. E, por último, em junho, os dados também mostraram queda: 2019, 5.222 casos; ante 1.215 (2020). "No caso das crianças, eu acho que o motivo maior foi a ausência da troca de vírus que ocorre entre elas nesta época do ano", disse o diretor do Menino Jesus. "A gente atendia 150, 200 crianças por dia e agora estamos aí com 35, 40 casos por dia", explicou o pediatra. Apesar do menor risco, os pais precisam ficar atentos. Uma criança que está prostrada, com falta de ar, febre acima dos 39 graus, não pode ficar sem atendimento médico, diz o pediatra Fernando Oliveira, do Hospital Menino Jesus. "É normal que as pessoas sintam esse medo, mas elas não podem abandonar tratamentos e precisam procurar atendimento." Rafael, de 8 anos, e Leonardo Raffa Perotti, de 11, já foram fregueses de ambulatórios médicos em outonos e invernos passados. Neste ano, foi diferente. "Só levei uma vez ao oftalmo mas foi para uma consulta de rotina", conta a mãe, a publicitária Alexandra Raffa Perotti, de 46 anos, que mora na Vila das Mercês, na capital.

VOCÊ S/A ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/08/2020 às 07h00

Marcelo Bonfim, gerente de engenharia clínica do Hospital Sírio-Libanês: atualização constante para acompanhar as novas tecnologias do setor (Filipe Redondo/VOCÊ S/A) Matéria originalmente publicada na Revista VOCÊ S/A, edição 265, em 19 de junho de 2020. A crise do coronavírus trouxe à tona a fragilidade do sistema de saúde brasileiro. O relatório Cenário dos Hospitais no Brasil, realizado pela Federação Brasileira de Hospitais e pela Confederação Nacional de Saúde, identifica que, em 2019, o país contava com 1,95 leito hospitalar para cada 1.000 habitantes — muito longe da média mundial, que é de 3,2. Além disso, os hospitais brasileiros ainda sofrem com a falta de equipamentos ou de manutenção, colocando a vida dos pacientes em risco. Para cuidar desses aspectos, existe um profissional-chave: o engenheiro clínico. “Essa é uma posição estratégica nas unidades de saúde. É quem acompanha todo o ciclo de vida dos equipamentos, além das novas tecnologias disponíveis no mercado e as instalações do hospital”, diz Alexandre Ferrelli, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin). “A profissão começou a ganhar importância no país na década de 1980, mas com a pandemia ficou evidente a necessidade da aparelhagem correta do hospital e da manutenção em dia.” O engenheiro clínico também auxilia em obras de reforma e de ampliação, gerencia os resíduos sólidos e trabalha com o financeiro para tornar o hospital mais eficiente em termos de custos. E a especialização é fundamental para exercer a função. “É preciso saber sobre anatomia, fisiologia, equipamentos médicos, ferramentas de gestão e estar por dentro dos jargões”, diz Antonio Gilbertoni Junior, coordenador da pós-graduação em engenharia clínica do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. Segundo ele, um hospital que tenha entre 100 e 200 leitos e seja de média complexidade exige uma equipe de engenharia de dez pessoas para trabalhar 24 horas. Engenheiro eletrônico de formação, Marcelo Bonfim, de 53 anos, se especializou para trabalhar na saúde. Hoje, é gerente de engenharia clínica do Hospital Sírio-Libanês. “Resolvi apostar e já são 25 anos de profissão. O hospital parece uma minicidade e a estrutura é complexa”, diz. Atualmente, sua rotina é voltada para a gestão, mas, quando começou a carreira, seu foco era a operação. “É necessário falar com os enfermeiros, assessorar as equipes médicas, vistoriar o centro cirúrgico, conhecer os aparelhos.” Para dar conta, a dica é estar sempre atualizado, estudando e participando dos congressos de medicina. – – (Arte/VOCÊ S/A)