Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

EL PAÍS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/03/2021 às 21h48

Na iminência da sobrecarga das redes públicas e privadas pelo país, um acidente na rua ou um câncer, que em circunstâncias normais, receberiam tratamento adequado, podem ser fatais Em janeiro, os pacientes de covid-19 que morriam em Manaus (AM) por falta de oxigênio hospitalar escancararam a gravidade da pandemia de coronavírus no Brasil. No momento em que o país registra novos recordes de mortes em 24 horas e quase todos os Estados têm elevada ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs), especialistas alertam para o risco de colapso do sistema de saúde (tanto público quanto privado). Nesse caso, as pessoas não morreriam apenas em decorrência direta da covid-19, mas faltaria atendimento inclusive para quem precisa de cirurgias de emergência, por exemplo. Um acidente na rua, em que a vítima, em circunstâncias normais, receberia o tratamento adequado, pode ser fatal. “Um colapso acontece quando o sistema não é capaz de atender aqueles que precisam de internação. Quando você tem 100% de ocupação dos leitos, você está ao limite. Mas, se além disso, você tem 200 pessoas esperando na fila, isso é um colapso. E aí, outros problemas de saúde serão agravados ou deixaram de ser atendidos por conta disso”, explica Carlos Machado, coordenador do Observatório Fiocruz Covid-19. A Fiocruz publicou nesta quinta-feira um boletim com a série histórica de ocupação de leitos de UTI por pacientes adultos de covid-19 entre julho do ano passado e o dia 1 de março deste ano: das 27 unidades federativas, 19 (incluindo o Distrito Federal) estão classificadas como “zonas de alerta críticas” por registrar elevadas taxas de ocupação. Escapam do panorama Sergipe (ocupação baixa), Amapá, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Paraíba, todos registrando taxas de “ocupação média” dos leitos. “Mesmo no período entre a segunda metade de julho e o mês de agosto [de 2020], quando foram registrados os maiores números de casos e óbitos, não tivemos um cenário como o atual, com a maioria dos Estados e Distrito Federal na zona de alerta crítica”, destaca o boletim. “Vivemos uma situação alarmante que se agravou, principalmente, nas últimas semanas. Eu evito falar que estamos à beira do precipício porque isso era o que eu acreditava em maio de 2020. Mas, infelizmente, vimos que o panorama sempre pode piorar”, lamenta Machado. Diante desse cenário, alguns hospitais já tiveram que interromper todos os atendimentos. Foi o caso do Hospital Primavera (uma unidade particular) de Aracaju (SE), que, no dia 17 de fevereiro, chegou a suspender atendimentos de urgência e emergência devido à superlotação. O centro de saúde só conseguiu retomar os atendimentos 24 horas depois. Esse exemplo mostra que nem mesmo os pacientes da rede privada terão atendimento garantido no caso de um colapso do sistema sanitário. “Em um cenário catastrófico, uma pessoa que precisar de um hospital não será atendida. No Sírio-Libanês, estamos batalhando para manter os leitos destinados aos pacientes cardiopatas e oncológicos”, conta Felipe Duarte, gerente de práticas médicas do Hospital Sírio-Libanês. “Cirurgias eletivas já estão sendo afetadas e pacientes que precisam de monitoramento estão tendo seus casos agravados, porque os recursos humanos também estão mais voltados para o combate à pandemia”, acrescenta Walter Cintra, médico e professor de de Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde da FGV (Fundação Getúlio Vargas). O município de São Paulo anunciou nesta quinta a interrupção de cirurgias eletivas na rede pública, por exemplo. Carlos Machado, do Observatório Fiocruz Covid-19, cita como exemplo o fato de que, em 2020, caiu em 80% o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. “Isso significa, na prática, um aumento de tumores entre a população.” Os especialistas ouvidos pelo EL PAÍS indicam que a nova variante do coronavírus (surgida em Manaus) é potencialmente mais contagiosa, o que aumenta o número de infectados. Eles observam, além disso, que desde dezembro —quando chegou a boa nova da aprovação das primeiras vacinas no país—, aumentou a circulação de pessoas na rua e houve maior flexibilização de atividades. “Os pacientes que estão sendo internados não deixam o hospital rapidamente e acaba entrando mais gente do que saindo dos leitos”, comenta Duarte. Esgotamento humano Mesmo a ampliação do número de leitos e a reabertura de hospitais de campanha não mitigariam totalmente o risco de colapso, porque há um limite também de recursos humanos: depois de um ano na linha de frente, as equipes de saúde estão cansadas. “Em março de 2020, estávamos com 100% de energia, até 150%, porque tinha a curiosidade de aprender mais sobre a doença e como tratá-la. Mas agora as equipes se sentem cansadas”, conta o gerente de práticas médicas do Sírio-Libanês. Para reverter a crise, os especialistas dizem que é preciso criar planos de contingência para diferentes cenários (desde baixa até elevada ocupação dos leitos), pensar soluções de acompanhamento à distância para os casos de infecção moderada e investir “maciçamente” na atenção primária à saúde, com distribuição de testes e rastreamento de contato —algo que o Brasil nunca fez. “A situação que vivemos é consequência da condução danosa dos governantes, principalmente do Governo Federal, que subestimou a gravidade da pandemia e desafiou os princípios básicos da ciência e do bom senso”, reclama Walter Cintra. Um fator determinante —quiçá o mais importante— para sair do olho do furacão é contar com uma população consciente, usando máscaras e aderindo ao distanciamento social. “Essa situação não vai ser coisa de 15 dias ou um mês. No mínimo, este ano penaremos tanto quanto ou até mais do que no ano passado”, alerta Felipe Duarte. Em sua história recente, o Brasil coleciona alguns episódios de colapso do sistema sanitário. Em 2018, crianças morreram por falta de internação em Manaus, devido à epidemia de sarampo. Em maio de 2009, a influenza A (H1N1) chegou ao país e sobrecarregou as unidades de saúde, provocando a morte de 2.146 pessoas ao longo de três meses. Nada se compara, no entanto, à gravidade do que o país enfrenta com a covid-19. “Desta vez, temos um aumento sistemático de contágio, algo que coloca em risco toda a população do país. E, além de tudo, enfrentamos incertezas. Não sabemos, por exemplo, se as vacinas já disponíveis serão eficazes contra as novas variantes do vírus ou se essas vacinas poderão ser adaptadas para combatê-las”, explica Carlos Machado, da Fiocruz. O especialista acredita que, para que a situação não fique ainda pior, seria preciso adotar “medidas mais restritivas” em todo o país por pelo menos duas semanas ou um mês. Walter Cintra, da FGV Saúde, é mais contundente: “Estamos perdendo a corrida contra o vírus, e, neste ponto, só um lockdown nacional de pelo menos 15 dias mitigaria a situação. Senão pessoas continuarão a morrer sem ter acesso aos leitos”, afirma.

CNN PRIME TIME/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/03/2021 às 18h51

são paulo vamos voltar a são paulo porque no estado foi batido um novo recorde de internações e pelo sexto dia seguido de alta mais de dezessete mil e oitocentas pessoas estão em leitos de uti e enfermaria a repórteres a bela faria tem os detalhes pra gente ao vivo isabela são mais de sete mil e oitocentos pacientes em leitos de uti infelizmente sem márcio boa noite a você boa noite a todos que nos acompanham quando a gente fala em tom de leitos de enfermaria esse número cresce ainda mais vai para mais de nove mil pessoas internadas e como você disse março desde o dia vinte e sete de fevereiro a gente tá nessa escalada de números são recordes atrás de recordes e se a gente comparar a marca o dia de ontem quarta-feira com hoje quinta-feira a gente vai ver um aumento nas internações de leitos de uti de dois vírgula nove por cento de leitos de enfermaria de três por cento agora mas se a gente isolar esta semana de segunda a quinta-feira essa semana que ainda nem acabou a gente vai ver uma média de internações em leitos de uti contém leitos de enfermaria de dezesseis mil novecentas e vinte e uma pessoas o problema mas só que essa média semana passada estava em catorze mil cento e vinte e cinco pessoas o que significa um aumento de dezenove por cento a gramática se a gente só pegar os dados dos internados o país a gente vai ver uma média de nove mil pessoas internadas por dia esta semana o que em relação a semana passada significa um aumento de vinte e três vírgula seis por cento e a situação está se agravando cada dia mais foco passam de leitos de uti no estado de são paulo está em setenta e seis vírgula três por cento mais a situação não é tão não é só tão grave assim na esfera pública márcio na esfera particular a gente tem o hospital sírio libanês com noventa e três por cento de ocupação de leitos gerais tem e a gente tem é o hospital albert einstein com noventa por cento de ocupação de leitos de uti não é só a esfera pública é também a particulares vou pra você isabela tá falando da situação duríssima que vive o estado de são paulo mas ela também tem números nacionais o ministério da saúde divulgou os dados de hoje de Covid19 novos casos e também ao hábito certo isabela exatamente isso março em relação aos casos nós temos no total dez milhões setecentos e noventa e três mil setecentos e trinta e dois o que significa aqui nas últimas vinte e quatro horas tivemos um aumento de setenta e cinco mil e cento e dois casos em relação aos óbitos márcio nós temos duzentos e sessenta mil novecentos e setenta no total aqui no brasil nas últimas vinte e quatro horas foram mil seiscentas e noventa e nove pessoas que morreram por conta da Covid19 lembramos que ontem foi o recorde desde o começo da pandemia mais de mil e novecentas pessoas perderam a vida por conta da convide hoje é o segundo pior dia desde o começo dessa pandemia aqui no brasil eu volto com você no estúdio muito obrigada isabela.

CNN 360/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/03/2021 às 15h51

Enquanto as máximas não chegaram a gente segue com o olho de no painel Glória, para a situação dos direitos de UTI na isso é isso Itaqui já no nosso telão, olha região, Sudeste. O que aparece mais colorida naquele Matão, que a gente mostrou o mapa do Brasil. De ocupação de leitos de UTI em rede pública em São Paulo tem 76 por cento São Paulo, que aparece aqui em laranja, né. Então você vê 76 por cento no Rio de Janeiro, o percentual nesse momento é de 66 por cento, então, por isso que o Rio de Janeiro aparecem amarelinho ali para vocês. No Espírito Santo, a taxa é de 80,17 por cento espírito Santos aparece em vermelho por que estar acima dos 80 por cento enquanto, em Minas Gerais. É de 38 por cento, né. E esse levantamento. É importante sempre a gente lembrar que é feito pela agência CNN junto com as secretarias de saúde dos estados dos municípios e a última atualização foi feita às 3 horas da tarde. Agora sempre lembra, diz agora que essa variação, ela é muito grande, então, por isso que todas as horas, a gente vem aqui atualiza seus dados para você que está em casa acompanhado, então a situação dos leitos de UTI em todo o Brasil, agora, a gente destacou a região Sudeste do país. E a gente continua aqui na região Sudeste na Glória, porque o Estado de São Paulo registrou o 6º dia consecutivo de recordes de internações pouco vi de 10 a repórter Tayná Falcão tem as informações sobre a lotação dos hospitais para que tem na. Foi o que resolve Glória, boa tarde para vocês e a todos que acompanham a gente aqui no 360 os índices de São Paulo não são diferentes do restante do país são assustadores também tem crescido bastante no estado a ocupação de a ocupação de leitos de UTI estar numa taxa de 76,3 por cento na Grande São Paulo, pouco maior de quase 78 por cento. Mente, existem 17800, pessoas internadas a pouquinho mais do que isso 7892 pacientes com a com 30 3 dos hospitais aqui do estado, esse é o número que tem assustado o Governo de São Paulo e que fez, aliás, o governo ontem decidir pelo retrocesso do plano São Paulo de colocar todo o estado na fase vermelha que a mais restritiva e lembrando permite apenas o funcionamento de serviços essenciais já começa a valer no próximo sábado nos hospitais particulares. Os índices também assustam, vamos dar alguns exemplos no sírio-libanês, a ocupação está em 93 por cento no Hospital São Camilo em 90 por cento e no Hospital Albert Einstein, em 96 por cento, a gente tem as atualizações dos números gerais da pandemia no estado 2.802.008 852 casos, 60694 mortes e o número de recuperados ultrapassando os 205 o mil o Governo de São Paulo, além de ter tomado essa medida mais dura mais rígida no plano também anunciou que vai criar no mês de março, mais 500 novos leitos vai abrir nos hospitais, além de colocar estruturas semelhantes aos de hospitais de campanha em hospitais que já existem está sendo feito um mapeamento. E novos anúncios devem ser feito, segundo o secretário de saúde já na próxima semana hoje o governador João Dória de uma coletiva de imprensa para falar de economia e voltou a reforçar que o Governo de São Paulo, o estado, aliás, vai conseguir vacinar todos os moradores aqui. Eu volto com vocês. Atualizando para a gente, então, esses números tão importantes.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 04/03/2021 às 12h13

Como o país não se planejou, não há recursos suficientes para enfrentar a crise. O que isso significa? Que a gente está tendo que escolher para onde vão os recursos escassos. Diariamente decidimos quem pode ter uma chance de viver, e vai para ser intubado, e quem ficará apenas com cuidados paliativos." A declaração, dada à coluna por um médico que está na linha de frente no combate à covid-19 em um local a caminho do colapso do sistema de saúde, dá bem o tom do dilema que é colocado à frente de profissionais diante da falta de leitos de UTI, de oxigênio, de remédios para sedar o paciente visando à intubação, de médicos, enfermeiros e técnicos hospitalares: como decidir quem vive e quem morre? O Brasil atingiu, nesta quarta (4), 1.840 óbitos por covid-19 registradas em 24 horas, quebrando o recorde que havia sido batido na terça, de 1.726. Manaus foi a primeira grande cidade a entrar em colapso. Em São Paulo, hospitais particulares de ponta, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, que recebem a elite de todo o país, já estão sem leitos UTI. A situação, em outras cidades e estados, vai se aproximando do esgotamento. "Estamos chegando naquela hora H, quando teremos muitos casos de pessoas morrendo na porta de hospitais", afirmou uma médica socorrista à coluna. Para garantir parâmetros para a triagem de pacientes nesse cenário de guerra, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) desenvolveu um protocolo voltado à situação de esgotamento do serviço de saúde na pandemia guiado por preceitos éticos e pelas leis brasileiras. Apesar de não estar sendo oficialmente implementado, o documento está circulando e sendo debatido em listas de médicos que estão na linha de frente do combate à pandemia. O protocolo contou com o apoio da Associação Brasileira de Medicina de Emergência e endosso da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e da Sociedade Brasileira de Bioética. Os organizadores da recomendação afirmam que seu desejo era de que ele não venha a ser usado. Mas que, caso seja necessário, pode salvar um número maior de vidas. De acordo com o documento, a priorização de pacientes, em situação de escassez total de recursos, não deve ser feita com base em subjetividade do médico ou na ordem de chegada, mas considerando um conjunto de questões mensuráveis e comparáveis que dizem respeito à expectativa e qualidade de vida do paciente. Leva em consideração a presença de outras doenças crônicas em situação avançada. Por exemplo, independentemente de ter desenvolvido a covid, se uma pessoa já estava com expectativa de vida menor que um ano, ela tem menos pontuação na fila de prioridade. Outra é a funcionalidade, ou seja, a capacidade vital da pessoa e sua independência, avaliando se ela já caminhava e se alimentava por conta própria ou se ela já não podia passar a maior parte do tempo sozinha. Verifica-se se ela tem "reserva" vital para lidar com a doença e o tratamento. Também é avaliada a gravidade da situação em que o paciente chega - fator que, contudo, tem menos impacto uma vez que o protocolo tende a ser aplicado a pacientes em condição semelhante, ou seja, precisando de respirador. Idade não é um fator de escolha. Uma pessoa idosa que estava bem de saúde e independente antes da covid pode ter prioridade sobre um jovem com uma doença em estágio terminal e expectativa de vida de menos de um ano. "O objetivo é salvar o maior número possível de vidas, priorizando aquelas pessoas que vão ter mais chance de se beneficiar dos poucos recursos à disposição", afirmou à coluna a médica intensivista Lara Kretzer, coordenadora da força tarefa da Amib para alocação de recursos escassos. Outro elemento destacado no fruxograma do protocolo é que se leva em consideração o desejo do paciente. Se não quer ser intubado porque não acredita no tratamento ou na gravidade da covid-19, terá seu desejo atendido. Decisão não deveria ser por ordem de chegada, nem por quem reclama mais "A família que está brigando mais, mas que, muitas vezes tem um caso mais leve do que o paciente de outra, acaba levando", afirmou outro médico intensivista ouvido pela coluna. "Mas os dois pacientes acabam falecendo, sendo que um deles tinha chance." Atendendo a pedido de familiares, a Justiça tem ordenado que hospitais garantam leitos de UTI covid para doentes. Se o hospital já está priorizando pacientes com mais chances, a intervenção judicial acaba por reduzir a probabilidade de uma pessoa sem garantir a sobrevivência da outra. Pode ser desesperador ver uma outra pessoa chegando em uma ambulância e entrando direto na UTI, enquanto o ente querido continua numa maca, aguardando. Mas os responsáveis pelo protocolo afirmam que, em condições extremas, o sistema de saúde precisa adotar medidas racionais para diminuir o número de mortos comparando o tempo quem está na fila. O protocolo traz uma checklist de condições para a sua implementação, com o reconhecimento de: estado de emergência na saúde, que tenha ocorrido antes esforços razoáveis para aumentar a oferta de recursos (como acréscimo de leitos e cancelamento de cirurgias eletivas), criação de comissões de triagem em hospitais, regulação municipal e regional para a disponibilização de leitos e anúncio público do início e do fim da adoção do protocolo. Transparência. Kretzer defende que a população precisa saber os critérios através dos quais o profissional de saúde toma suas decisões e que todos estão sujeitos aos mesmos critérios. O protocolo que foi discutido e publicado no ano passado para garantir subsídios para um momento como este que estamos vivendo, de colapso iminente em vários lugares, também depende de engajamento de gestores públicos - o que é o maior dos entraves. "Para deflagrar um protocolo como esse, deve-se que ter uma legitimidade que talvez não exista no país hoje. Os atores estão desorganizados, não existe interesse político de tomar decisões difíceis e as medidas de contingência não estão sendo as ideais", afirma Lara Kretzer. "Mas ao não adotar um protocolo transparente vamos deixar na mão de quem está no front essas decisões. Que vão ser tomadas, porque não há leitos. Elas podem ser na escuridão, sem critérios ou com critérios subjetivos. E com um peso muito grande para o profissional. Judicialmente, emocionalmente."