Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

JORNAL DA PARAÍBA ONLINE/JOÃO PESSOA
Data Veiculação: 03/12/2020 às 00h00

Executivo 3 de dezembro de 2020 21:09 Covid-19: após agravamento de quadro clínico, Maranhão é transferido para o Sírio Libanês Senador paraibano está internado desde domingo e foi encaminhado para a UTI da Unimed nesta quinta-feira Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) José Maranhão participou ativamente da campanha eleitoral em João Pessoa neste ano. Foto: Suetoni Souto Maior O senador José Maranhão (MDB) será transferido nesta quinta-feira (3) para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O emedebista estava internado no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, desde o último domingo (29). Ele testou positivo para a Covid-19 após apresentar sintomas como tosse persistente e febre. O jatinho no qual o parlamentar vai embarcar é uma “UTI do Ar” do Sírio Libanês, e deve partir para a capital paulista ainda nesta quinta-feira. Maranhão será acompanhado na viagem pela filha, a médica Alice Bezerra Cavalcanti Targino Maranhão. De acordo com os familiares, o embarque ocorrerá assim que os preparativos forem concluídos. Mais cedo, ele já havia sido transferido do apartamento para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed após apresentar agravamento no quadro clínico. Ele apresentou um quadro de febre e dispneia. De acordo com o boletim médico, o senador, de 87 anos, “segue consciente, em uso de oxigênio sob máscara”. A nota indica ainda que novos exames estão sendo realizados”. Segundo o tesoureiro do MDB da Paraíba, Antônio Souza, a decisão de ser transferido para São Paulo partiu do próprio senador. Ele procurou minimizar os riscos de agravamento da doença, alegando que José Maranhão esteve consciente durante todo o tempo. “O uso da máscara de oxigênio foi para se adaptar às condições do avião”, disse. José Maranhão foi levado ao Hospital da Unimed no fim da tarde do último domingo, após apresentar sintomas gripais. Depois de testar positivo para Covid-19, ele foi internado de forma preventiva, por causa da idade elevada. Maranhão chegou a participar das eleições no último domingo, quando o aliado Nilvan Ferreira (MDB) disputou a prefeitura da capital. Ney Suassuna Além de José Maranhão, outro senador paraibano testou positivo para a Covid-19 nesta semana. Trata-se de Ney Suassuna (Republicanos), que não chegou a ser internado. De acordo com a assessoria de imprensa, o parlamentar foi medicado e permaneceu em descanso absoluto dele, no Rio de Janeiro. TAGS: hospital josé maranhão sírio libanês transferido Mais Notícias Executivo 3 de dezembro de 2020 18:14 Covid-19: Maranhão é transferido para a UTI após agravamento de quadro clínico Senador está internado desde domingo (29), quando testou positivo para a Covid-19 Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LER + Executivo 3 de dezembro de 2020 15:19 Adelmar Régis recebe a medalha “Advogado Paulo Américo Maia de Vasconcelos” LER + Executivo 3 de dezembro de 2020 12:24 João Pessoa: MPF e MPPB recomendam que prefeitura proíba festas com aglomeração Medida também pede intensificação da fiscalização de eventos que estejam em desacordo com legislação pertinente Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LER + Executivo 3 de dezembro de 2020 10:56 Após insultar enfermeiras, Danilo Gentili vira alvo de nota de repúdio do Coren Paraíba Comediante usou o perfil dele no Twitter para se referir de forma depreciativa às enfermeiras Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LER + Executivo 3 de dezembro de 2020 8:43 Projeto de senador paraibano que destina recursos de multas para investimento em acessibilidade será votado nesta quinta PL será votado no dia nacional de luta pelos direitos da pessoa com deficiência Compartilhe isso: Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LER + VEJA MAIS Comente O seu endereço de email não será publicado. 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FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/12/2020 às 23h15

O diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, 65, considera insuficientes as medidas de enrijecimento da quarentena adotadas pelo governo de João Doria (PSDB) a partir desta quarta-feira (2). Para ele, é preciso endurecer ainda mais as regras para o funcionamento de bares e restaurantes para evitar o aumento do contágio e das internações por Covid-19. “No mínimo, tem que aumentar o distanciamento das mesas, colocar as mesas para fora”, afirma. Em relação aos shoppings, ele não vê sentido na limitação do horário de funcionamento em até dez horas. Acredita que, se o horário fosse ampliado, haveria diluição da quantidade de pessoas, evitando eventuais aglomerações. Nesta quarta (2), o Sírio-Libanês lançou uma campanha de alerta para o aumento de casos de Covid19 e para que as pessoas mantenham as medidas protetivas. O hospital está com taxa de ocupação superior a 90%. Segundo Chapchap, o país não tem políticas públicas bem definidas para o enfrentamento da pandemia e tampouco comportamento adequado das pessoas. “Se a gente não mudar o comportamento, avizinha uma situação que pode ser de calamidade de novo”, diz ele, que também lidera o grupo Todos pela Saúde. * O Sírio-Libanês acaba de lançar uma campanha alertando para esse aumento de casos de Covid-19 e de internação. Qual a razão desse repique? A gente não tem políticas públicas bem definidas e também o comportamento das pessoas definido ou restringido por essas políticas. O que aconteceu aqui e no resto do mundo foi que, com a maior circulação das pessoas e contato físico, especialmente onde a máscara não era mandatória, a gente teve aumento do número de contágios e, em seguida, de internações e de mortes. A grande questão é se a gente vai conseguir conter isso a ponto de permitir que o sistema de saúde atual dê conta dessa sobrecarga. Se a gente não mudar o comportamento, se avizinha uma situação que pode ser de calamidade de novo. Os hospitais privados tiveram aumento de internações por Covid-19 ao mesmo que estão lotados de pacientes de outras especialidades. Ainda é possível conciliar essas duas demandas? Os casos em que os tratamentos foram adiados nos dois, três meses iniciais voltaram numa gravidade muito maior, a gente documenta isso. Não pode mais adiar tratamento. O desafio é criar três hospitais [em um só]: o com áreas livres de Covid para garantir o atendimento [de outras doenças], o de Covid e o de transição, onde os pacientes ficam até chegar o resultado do exame [de Covid]. No Sírio, fizemos isso. Mas vão serão adiadas cirurgias eletivas para receber uma quantidade maior de pacientes de Covid-19 se necessário? Pode ser que venha a acontecer. Aí vamos ter que decidir de acordo com a prioridade médica. Você pode ter um caso de Covid19 grave e um caso de câncer avançado também, que precisa de tratamento e resgate. Você sempre vai decidir em função de quem precisa de atendimento urgente, menos adiável. Até hoje a gente não precisou adiar tratamento e nem escolher paciente. Mas o apelo que se faz à sociedade é para que a gente não se veja numa situação como essa. Como está hoje a ocupação dos leitos Covid e não Covid no Sírio? Está muito alta, acima de 90% de ocupação. A gente está abrindo muitos leitos. Começamos a pandemia com em torno de 469 leitos e hoje, com os leitos de contingência, estamos perto de 550 e temos planos de abrir mais. Aumentamos em 20% a capacidade e, provavelmente, vamos ter que aumentar mais 10%, 20% com o que estamos antevendo. A gente tem esse privilégio, mas imagino que a pressão em outros hospitais vai ser maior ainda. De novo, esse repique nos casos de Covid-19 começou na classe média e agora atinge os mais pobres. O que falta para as pessoas terem a percepção do risco e mudarem de atitude? As pessoas precisam encarar a realidade. Não é porque eu estou cansado que a realidade vai embora. Nós temos que ter maturidade para encarar essa realidade triste e tomar as medidas necessárias. A gente já aprendeu que não precisa fazer "lockdown". As medidas de proteção mais efetivas são relativamente simples: máscara corretamente utilizada, higiene adequada e frequente das mãos e não fazer aglomeração têm que ser medidas mandatórias. Onde ocorrem os contágios? Em restaurantes, bares, festas em que as pessoas tiram as máscaras, em academias, ambientes normalmente fechados e pouco ventilados, em que as pessoas não conseguem ficar com a máscara o tempo todo e estão respirando fundo e emitindo um monte [de aerossóis]. As medidas restritivas adotadas pelo governo paulista, de volta à fase amarela do Plano SP, são suficientes? Não acho, eu mexeria em aglomerações em bares e restaurantes. No mínimo, tem que aumentar o distanciamento de mesas, colocar as mesas para fora. Tem gente muito capacitada que está lá no comitê de contingenciamento que tem que ser ouvida e tomar essas decisões. Na minha opinião, vamos ter que avançar mais [no plano São Paulo] na próxima segunda-feira (7). Com indicadores que a gente tem, vamos ter que progredir as fases que estão desenhadas. E o impacto econômico disso? As pessoas dizem: 'Ah! Mas e a economia dos restaurantes?' Vamos então compensar os restaurantes, vamos permitir mesas nas ruas, vamos fechar as ruas, proibir o estacionamento de carros nas ruas e colocar mesas. Tem um monte de coisas que podem se fazer com distanciamento e orientadas com conhecimento e a gente não está fazendo. A gente não precisa deixar chegar na calamidade, você tem indicadores de antecedentes. Se você testar largamente, vai perceber que a curva de contágio está aumentando e vai tomar medidas menos restritivas no começo. Em vários países da Europa, o 'lockdown' foi necessário... Porque se deixou chegar numa situação de calamidade. Qualquer caso [de Covid-19] será em excesso em relação à capacidade de atendimento [dos hospitais]. Mas a gente não está nessa situação ainda. As festas de Natal e de fim de ano se aproximam. Será possível sair fazer compras, reunir a família, os amigos? Em relação às compras, shoppings com espaços amplos, pessoas de máscaras e garantia de que não se aglomerem dentro de lojas, controle de entrada, com álcool. Para mim, restringir horário de shopping [medida adotada pelo Plano SP] não é lógico. Porque vai colocar muito mais gente ao mesmo tempo ali dentro. Eu estenderia o horário de shoppings porque eu quero diluir as pessoas que estão lá e evitar aglomeração. Ah, mas vão abrir restaurante do shopping. Aí não, é lugar fechado, tem que tirar a máscara [para comer e beber]. É um progredir de medidas. Eu não consigo ser prescritivo agora, mas eu sei que o que você pode fazer para diminuir o risco de contágio. Quando você tem uma alta prevalência de pessoas com o diagnóstico positivo, a tua chance de cruzar com alguém positivo aumenta muito, aí tem que usar medidas mais restritivas. E em relação às festas familiares de Natal, qual a recomendação? A mesma que os americanos fizeram para o Thanksgiving [Dia da Ação de Graças]: fique na sua pequena família, com aquela que você convive todos os dias, faça a festa com ela e conecte-se com os outros por mídias sociais e aproveita. Se você amplia isso para os pais, os avós, aí não. Porque aumenta muito o risco de uma dessas 10, 20 pessoas estarem contaminadas. Na primeira onda da Covid19 houve grande mobilização da sociedade civil, inclusive o Todos pela Saúde, para ajudar o SUS e os mais vulneráveis. Nesse repique, essa ajuda continua necessária? Não tenho dúvida de que será necessária, mas houve a compra de milhares de equipamentos, o próprio governo se aparelhou, temos hoje os hospitais mais bem aparelhados, mais leitos de UTI e equipes mais bem treinadas para casos de alta complexidade. Isso proporciona um tratamento mais curto e, com o giro de leitos, há mais disponibilidade de vagas. Vai precisar de hospital de campanha de novo? Depende de nós, do nosso comportamento responsável. Eu gostaria que não. O Todos pela Saúde já tem uma próxima agenda? A iniciativa gastou R$ 1 bilhão e alguma coisa e, posteriormente, as empresas colegiadas do Itaú ajudaram com os acionistas com mais de R$ 200 milhões. A gente está reservando esses recursos para desenvolver um centro de controle de doenças, com vigilância epidemiológica, detecção precoce e políticas definidas para não vivermos de novo uma pandemia como essa, utilizar todo o aprendizado que a gente obteve e evitar tanto sofrimento. Estamos montando esse instituto, reunindo competências e recursos. Seria como o CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças] americano. Faltou vigilância epidemiológica ao Brasil? Não, eu acho que o país tem que ter um centro especializado, dedicado, com rápida velocidade de resposta, detecção e respostas através da genômica de novos agentes infecciosos para desenvolver rapidamente a resposta imunológica. A gente aprendeu muito durante a pandemia, temos que reunir esse conhecimento todo, formar uma rede de atenção precoce para dar uma resposta muito rápida e evitar a disseminação. As pessoas estão muito esperançosas em relação à vacina. O sr. vislumbra essa possibilidade para breve? O Brasil, o SUS, tem uma larga experiência de vacinação em massa. Mas gente deve precisar de mais de uma vacina para dar conta da quantidade que vai precisar, então vamos demorar um tempo para dar as duas doses da vacina para garantir uma volta a uma vida mais normal do que a atual. Vamos dizer que a gente consiga a vacina ainda no primeiro trimestre. A gente vai demorar meses para ter uma situação de tranquilidade. É importante lidar com a esperança, mas não vai ser tão rápido assim. A rede privada está se mobilizando para ter vacina antes da rede pública? Essa pergunta é muito importante, mas de difícil resposta. Teoricamente, a gente deveria assegurar a vacina no sistema público de saúde antes da rede privada. Você tem prioridade de vacinação, como os profissionais de saúde, idosos e pessoas com morbidades, para que a epidemia seja contida mais rapidamente. Nessa primeira fase, vamos precisar garantir 100 milhões de doses para vacinar rapidamente essa população de 40 milhões, 50 milhões de pessoas. Depois a gente vacina os demais. Mas o sr. vê alguma chance de a rede privada sair na frente na oferta? Eu não gostaria de ver essa competição entre aqueles que têm mais dinheiro se vacinando antes, mesmo que não sejam a população de mais risco. A gente tem que concentrar esforços para vacinar a população de risco pelo SUS. O SUS está pressionado com a demanda de Covid19 e de atendimentos represados neste ano e com risco de diminuição do orçamento. O sistema vai ter fôlego para enfrentar esses desafios em 2021? Não está prevista no orçamento do próximo ano a mesma injeção de recursos feita neste ano para enfrentamento da pandemia. A previsão é de um orçamento R$ 44 bilhões menor para o SUS. Eu não consigo imaginar, com o prolongamento da pandemia e com toda a carga de doenças que virá, doenças, como a tuberculose, que progrediram, eu não imagino a sobrevivência do sistema com R$ 44 bilhões a menos. Acho que haverá responsabilidade das nossas lideranças governamentais e do Congresso de aprovar o prolongamento dos recursos emergenciais para o enfrentamento da pandemia no SUS, sem deixar de lado aos outras patologias. Paulo Chapchap, 65 Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, doutor em clínica cirúrgica. Foi pesquisador e professor visitante em transplante de fígado da Universidade de Pittsburgh e é coordenador do grupo de transplante de fígado do Hospital Sírio-Libanês. Atualmente é diretor-geral da instituição

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/12/2020 às 20h38

O técnico Cuca revelou nesta quinta-feira que ainda sofre os efeitos da covid-19. Após ser internado por nove dias e ficar outros dez afastado das ações no Santos, o treinador disse que "cansa só de subir uma escada". "Acredito que estou 90% curado, mas hoje canso só de subir uma escada. Me sinto fraco às vezes, também. Se eu tivesse insistido, do jeito que estava, ia morrer. O médico do Santos, o doutor Fabio (Novi), salvou a minha vida. É um cara que já tratou de um câncer, mas que me pôs para dentro do carro dele sem pensar nem por um segundo nele, só em mim. Ele me ajudou muito, virou como um irmão", disse Cuca em entrevista ao site da. Cuca foi encaminhado ao hospital após sentir um mal-estar num sábado, na véspera de um jogo do Santos pelo Brasileirão. O treinador tem histórico de problemas no coração e chegou a ser operado em 2018. "Meu coração disparou e não parava mais. Por sorte, fui para o hospital porque, se insisto, e já estava com as malas prontas para viajar, podia não ter aguentado. O coração batia mais de 140 vezes por minuto", relembrou. "A família estava muito preocupada. Eles tinham medo que eu morresse, isso é normal porque não estão no dia a dia comigo. No hospital não senti esse medo, usei a fé. Não vou dizer que estava preparado, claro, mas não senti mesmo. Criei novas amizades no período, com as enfermeiras, os médicos. Valorizamos ainda mais esses profissionais", afirmou. O treinador recordou como foi o período internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "No hospital é muito duro ficar sozinho. Se eu falar que li um livro, vou estar mentindo. Eu dormia muito. Todos os dias a comissão me contava como foi o trabalho, o que tinham feito", contou, referindo-se à comissão técnica do Santos. O time foi comandado interinamente por Marcelo Fernandes. "A gente discutia, mas não de modo normal, dentro do possível, pois também estava abatido. Todas as trocas, as substituições, foram feitas comigo. Dia de jogo fico muito nervoso, às vezes não atendiam o telefone ou não entendiam. Já em casa, contra a LDU, em Quito, trocaram o Jean Mota antes do tempo, fiquei doido", revelou.

GLOBOESPORTE.COM SÃO PAULO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/12/2020 às 14h57

O técnico Cuca, do Santos, ficou nove dias internado no Hospital Sírio-Libanês com Covid-19. Apesar de já ter se recuperado, o treinador revela ainda ter sintomas da doença e conta como foi o período de internação. Em entrevista à Veja, Cuca contou como foi o processo de internação no Sírio-Libanês, onde chegou a ficar até na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O técnico relembrou a preocupação da família, mas disse não ter tido medo. – A família estava muito preocupada. Eles tinham medo que eu morresse, isso é normal porque não estão no dia a dia comigo. No hospital não senti esse medo, usei a fé. Não vou dizer que estava preparado, claro, mas não senti mesmo. Criei novas amizades no período, com as enfermeiras, os médicos. Valorizamos ainda mais esses profissionais – disse Cuca. Leia mais sobre o Santos: O técnico do Santos foi diagnosticado com Covid-19 antes de um treino da equipe no CT Rei Pelé. Ele explica como foi parar no hospital e revela a ajuda de um médico do clube. Agora, já recuperado clinicamente, Cuca ainda tem sintomas. – Acredito que estou 90% curado, mas hoje canso só de subir uma escada. Eu me sinto fraco às vezes, também. Se eu tivesse insistido, do jeito que estava, ia morrer. O médico do Santos, o doutor Fabio (Novi) salvou a minha vida. É um cara que já tratou de um câncer, mas que me pôs para dentro do carro dele sem pensar nem por um segundo nele, só em mim. Ele me ajudou muito, virou como um irmão – completou. Depois de se recuperar de Covid-19, Cuca comandou o Santos na vitória por 4 a 2 sobre o Sport, mas ficou fora da classificação para as quartas de final da Libertadores. O técnico foi vetado pela Conmebol por não ter realizado o exame exigido em protocolo quando foi diagnosticado com o novo coronavírus, no qual ele testou positivo, por cicatrizes da doença, no teste para o jogo contra a LDU.