Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/11/2020 às 21h02

Ao publicar metodologia de forma gratuita na plataforma internacional medRxiv, laboratório busca contribuir com a viabilização da testagem em massa Métodos de triagem escaláveis e econômicos são uma ferramenta essencial para controlar a disseminação de SARS-CoV-2. O laboratório brasileiro de genômica Mendelics desenvolveu um teste RT-LAMP baseado na saliva, livre de extração de RNA, que é comparável aos testes atuais de RT-PCR com swab nasofaríngeo, tanto em sensibilidade quanto em especificidade. O método completo foi publicado esta semana em artigo preprint pela plataforma internacional de conteúdo científico medRxiv, vinculada à universidade de Yale, ao Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL) e ao British Medical Journal (BMJ). Disponível atualmente para empresas e consumidores finais da região metropolitana de São Paulo, o teste tem o potencial de contribuir para a solução da subnotificação de contágio da população ao ter seu protocolo publicado de forma pública e gratuita. Desde o início da epidemia, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi de que a melhor forma de controlar a transmissão seria por meio da testagem em larga escala, que ajudaria a evitar o controle de contactantes e o crescimento exponencial de novos casos. A partir da simples coleta de saliva do paciente, o teste identifica a presença do SARS-CoV-2 por meio de um teste molecular que reconhece o material genético viral. O método leva apenas 1 hora, o que permite liberar os resultados com grande rapidez. Usando uma leitura de 2 etapas de fluorescência e análise da curva de ponto de fusão, o teste é escalonável para mais de 30.000 testes por dia com tempo médio de resposta de menos de 3 horas. O teste foi validado com amostras de 244 pacientes sintomáticos e apresentou sensibilidade de 78,9% (vs. 85,5% para RT-PCR de swabs nasofaríngeos) e especificidade de 100% (vs. 100% para RT-PCR de swabs nasofaríngeos). A técnica inovadora desenvolvida pela Mendelics depende de reagentes comuns e equipamentos já utilizados por grande parte do laboratórios, facilitando sua reprodução em todo o mundo. A disponibilização gratuita do protocolo permite que outros laboratórios se juntem aos esforços para que o número de testes possa chegar a centenas de milhares por dia. “Quanto mais possamos escalar e mais laboratórios possam adotar a nossa tecnologia, mais rápido vamos conseguir retornar com segurança.”, comenta David Schlesinger, CEO da Mendelics e um dos coautores do artigo publicado no medRxiv. Parceria com Hospital Sírio-Libanês Durante o período de desenvolvimento do novo teste, foi realizada extensa comparação laboratorial e validação entre os resultados de RT-PCR, técnica recomendada para o diagnóstico da COVID-19, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Essa validação mostrou que o teste da Mendelics tem alta sensibilidade para detecção do vírus, equivalente ao RT-PCR, e supera os obstáculos que limitam o escalonamento deste e outros tipos de testes. Como resultado, a capacidade de testagem diária é de 110 mil amostras, sem depender de reagentes de RT-PCR, que também estão em falta no mercado mundial. Para comparação, os sistemas de saúde público e privado do Estado de São Paulo têm feito, juntos, entre 25 e 30 mil análises por dia.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 03/11/2020 às 15h23

A pandemia do novo coronavírus também vai mudar nossa forma de votar nas eleições de 2020 (o primeiro turno acontecerá no dia 15 de novembro). Para reduzir o risco de transmissão da Covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elaborou um protocolo com medidas de proteção — o material está disponível para consulta no site do órgão. Há recomendações usuais, como usar máscara cobrindo nariz e boca e aplicar álcool gel antes e depois de votar. Além disso, é recomendado que cada eleitor leve sua própria caneta (azul ou preta) para assinatura do livro de presença e evite estar com um acompanhante. Nas zonas eleitorais, o distanciamento físico mínimo obrigatório será de um metro. Será proibido comer ou beber dentro dos locais de votação. “O uso de máscara será obrigatório. O eleitor que utiliza transporte público para ir até o a zona eleitoral deve fazer todo o percurso com ela no rosto. É importante se proteger como qualquer outro dia”, afirma Luiz Fernando Aranha, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele é consultor da instituição no projeto Consultoria Sanitária para a Segurança do Processo Eleitoral de 2020, que conta também com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Hospital Sírio-Libanês. Outra novidade será em relação aos horários da eleição. O deste ano terá uma hora a mais, com início às 7h e término às 17h. Para eleitores com mais de 60 anos, o horário entre 7h e 10h será preferencial — recomenda-se que os mais jovens não se dirijam às zonas eleitorais nessas três horas. As regras serão mantidas em caso de segundo turno, previsto para 29 de novembro. Passo a passo para evitar a Covid-19 no dia de votação ● Saia de casa de máscara ● Evite aglomeração no caminho até o local de votação ● Quando chegar, vá direto para sua seção ● Siga as indicações na fila de espera e mantenha um metro de distância de outras pessoas ● Após entrar na seção e mostrar seus documentos ao mesário, higienize as mãos e assine o caderno de votação. Use sua própria caneta. Caso tenha alguma dúvida na identificação, o mesário pedirá para o eleitor dar dois passos para trás e abaixar a máscara ● vá à cabine de votação e digite os números dos candidatos. Aí higienize as mãos ao confirmar os votos e saia da seção ● não fique dentro da zona eleitoral. Se precisar esperar alguém, faça isso na rua Cuidados na hora de fazer campanha para seu candidato ● Use máscara o tempo todo ● Evite distribuir panfletos ● Prefira não participar de eventos com aglomeração — ou organizá-los ● Em eventos de eventos corpo a corpo, procure observar se o local é amplo para prevenir uma possível aglomeração. *Este conteúdo é da Agência Einstein Continua após a publicidade

MSN BRASIL
Data Veiculação: 03/11/2020 às 13h57

Cerca de 9 mil alunos da capital de São Paulo realizam atividades nas escolas estaduais do ensino médio nesta terça-feira, 3, primeiro dia de retorno às escolas após mais de 220 dias de interrupção das aulas devido à pandemia. Isso significa 20% do total de 58 mil alunos espalhados pelas 1086 escolas estaduais da capital. O balanço é do secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, que nesta manhã visitou a Escola Estadual Milton Rodrigues, no bairro Moinho Velho, zona norte de São Paulo. O retorno às aulas é optativo. Devido à pandemia de covid-19, as aulas regulares presenciais estavam suspensas desde março na capital, quando foi implantada a quarentena para prevenir a propagação do coronavírus. O secretário aposta em uma elevação do número de alunos e escolas com atividades ao longo da semana. Na esfera estadual, a expectativa é de conseguir a adesão de 300 mil a 400 mil. “Até o início da próxima semana, nós devemos chegar a 1.300 escolas com atividades. Temos cerca de 219 municípios que já autorizaram o retorno. Teremos uma nova onda de escolas abertas, seja com atividades extracurriculares ou aulas do 3º ano do Ensino Médio”, afirma o secretário. O governo do Estado é responsável pela educação de 3,5 milhões de alunos. No restante de São Paulo, em municípios que autorizaram, as escolas estaduais foram abertas em 8 de setembro para atividades extracurriculares e permaneceram assim em outubro para estudantes do ensino fundamental. De acordo com o secretário, não houve contaminação por covid19 nas escolas estaduais. “Estamos dando passos vagarosos, mas com segurança. Estamos tendo sucesso nesse retorno. Não tivemos nenhum caso de covid-19 dentro das escolas. Estamos fazendo o monitoramento dos professores e estudantes”, afirmou. Nenhum aluno embora a secretaria estime o retorno de 20% dos alunos neste primeiro dia de aulas presenciais regulares, uma escola visitada pelo Estadão não recebeu nenhum aluno. Na região da Consolação, zona central da cidade, a escola estadual Caetano de Campos abriu os portões, mas os alunos não compareceram. Professores e funcionários chegaram normalmente para o trabalho. Na unidade, os gestores discutem o retorno das aulas apenas no dia 9 de novembro. Uma pesquisa interna da escola, que abrange cerca de 1.200 alunos, mostrou que 86% dos pais descartaram o retorno presencial neste momento. “Nós temos um alto índice de absenteísmo depois dos feriados. Isso é um dado verificado anteriormente. Vamos aguardar os próximos dias e acompanhar esses índices”, afirmou Rossieli Soares. “Além disso, os alunos, principalmente os jovens, estão mudando seus hábitos culturais. Muitos preferem fazer atividades à tarde. Essa é uma realidade nova também para as escolas”, avaliou. Volta nas particulares na semana passada, levantamento feito pelo Estadão mostrou que a maioria dos 40 colégios particulares consultados decidiu reabrir para aulas regulares nesta terça-feira. Um deles foi o Colégio Rio Branco, em Higienópolis, onde os alunos do ensino médio terão aulas presenciais três vezes por semana. Do total de 60, 27 foram inscritos para participar do ensino híbrido, enquanto os demais permanecerão no ensino remoto. O primeiro e o segundo ano terão uma aula presencial uma vez por semana. As aulas são as mesmas para todos, distribuídos nas duas turmas já formadas antes da pandemia. Na primeira disciplina do dia, História, os estudantes acompanharam a transmissão ao vivo da aula, pois o professor é do grupo de risco e não pode se deslocar até a escola. Para auxiliar os alunos presenciais, o docente de outra disciplina ficou na sala e as cadeiras foram redistribuídas para garantir o distanciamento social. Na entrada e dentro da escola, repetem-se os protocolos e as tecnologias já conhecidos na pandemia: aferição da temperatura, marcas e placas de distanciamento, dispense de álcool em gel, dentre outras medidas, seguindo recomendação do Hospital Sírio Libanês, que prestou consultoria ao colégio. Os professores também ganharam kits com máscaras, canetões para utilizar no quadro e outros itens para uso pessoal. Em paralelo, alunos do ensino fundamental estão em atividades de acolhimento. No caso dos pequenos, a chegada era acompanhada mais de perto, às vezes filmada por celular, enquanto os adolescentes foram a pé ou na carona de familiares. Eles saudavam os funcionários e eventualmente faziam um cumprimento de cotovelo. Entre os estudantes do ensino médio, grande parte vestia um moletom tradicionalmente feito pelas turmas que estão para se formar. "A gente ganhou na pandemia, todo mundo estava ansioso para usar", diz Júlio Alessandri, de 17 anos. Na mesma escola há 13 anos, ele conta que não imaginava que a pandemia duraria tanto tempo com a necessidade de restrições, mas depois parou de pensar no tão aguardado retorno. "Não criei muita expectativa (pela volta às aulas presenciais), já que tinha se falado várias vezes (que poderia ocorrer)." Assim como ele, Luísa Simionato, de 18 anos, está na escola pela primeira vez desde o início da pandemia. "Não via ninguém desde março", comentou. "Vai ser bem diferente. Amigos de outros anos não vão estar aqui." A estudante está satisfeita com o retorno, pois sentiu um pouco do impacto de estudar de forma remota. "Pra mim, é um pouco mais difícil estudar à distância." Rafael Dias, de 17 anos, tem percepção parecida. "É muito ruim ficar só em casa, principalmente agora, no terceiro ano" Já Nathan Corrêa, de 17 anos, explica que a experiência também será um momento de maior adaptação aos protocolos de distanciamento e higiene, pois passou toda a pandemia na praia. "Não precisava ter esse cuidado, era menos gente e eu ficava mais em casa." Mesmo assim, ele quis voltar assim que pudesse de forma presencial. "Não sei direito como vai ser. Quero logo ver todo mundo. Daqui da escola, não cheguei ter contato com ninguém." Mãe de Anna Giulia, de 17 anos, a pedagoga Ivana Csapo Felippe, de 51 anos, está satisfeita com o retorno. "Minha filha precisava voltar. As perdas que teve nesse ano são imensuráveis, não só pedagógicas, mas principalmente sociais. Ela esperou muito por esse dia, de grande expectativa. Tinha medo de terminar esse ciclo em casa. Tinha que voltar mesmo." Para a mãe, o ambiente da escola é até mais controlado do que outros para evitar o contágio. Além disso, ela passou orientações para a filha. "Está com álcool gel, seis sete máscaras (guardadas na mochila)." Professora de sociologia, Marina Miorim estava com ensino exclusivamente remoto desde 18 de março. Ela vê o momento atual como uma nova fase de adaptação. "Venho a pé e não tinha feito mais esse trajeto, de 5km da minha casa. O deslocamento foi de reconhecimento desse terreno, a cidade está diferente, em ritmo diferente." Para a professora, essa adaptação também passa por pensar aulas que se encaixem tanto para quem está em casa quanto na sala de aula. "Vai ser um desafio como modular esse processo", explica. "Planejei um tempo curto de exposição e um tempo maior de pesquisa, de atividade de resolução, de exercício. Se cair a internet na casa, o aluno sabe o que fazer. O pessoal daqui vai manter a mesma atividade. Preciso pensar outros cenários que podem acontecer." Ela também comenta sobre a preocupação em garantir que essa volta adaptada não cause novas frustrações nos alunos, por ocorrer em moldes distintos do pré-pandemia. "Acho que eles já estão acumulando muitas frustrações, estão fechando um ciclo muito importante. Eles têm vínculos muito fortes com a escola, os colegas, os funcionários e os professores." Retomada na rede municipal as nove escolas municipais com ensino médio e magistério reabriam nesta terça com atividades de acolhimento de pais e alunos. Na Professor Derville Allegretti, por exemplo, ocorreram palestras para explicar os novos protocolos sanitários. A expectativa é de adesão inicial de 10% dos alunos. Nem todos que compareceram à atividade vão retornar às aulas, contudo. Thais Santos, de 17 anos, do terceiro ano do ensino médio, por exemplo, foi a pedido da mãe, mas decidiu permanecer no ensino remoto. "Não quero voltar, não vai voltar ninguém (dos amigos e conhecidos)." Na escola, foram realizadas adaptações. Para as refeições, por exemplo, as mesas e cadeiras foram distribuídas em uma área externa, para melhorar a ventilação, e não é permitido levar lanche. Nas salas, fitas foram utilizadas para indicar o distanciamento, entre outras medidas. A ocupação máxima será de 15 alunos por sala. Em visita à escola, o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, declarou que a expectativa é de aumento na procura dos alunos ao longo das próximas semanas. A reabertura de outras etapas de ensino deve ser definida até os dias 18 ou 19 deste mês para uma retomada na próxima janela, em 2 de dezembro. "Essa vai ser a tendência: começando pelos que têm mais velhos, mais compreensão dos protocolos de saúde", diz. A expectativa é de que pelo menos uma parte do ensino fundamental volte neste ano, mas não há previsão de aula presencial obrigatória em 2020. Cerca de 10% dos docentes retornaram entre os que já tiveram covid-19 e os que decidiram voltar. Os maiores de 60 anos estão afastados e os demais têm retorno facultativo.

VEJA SAÚDE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/11/2020 às 12h23

A pandemia do novo coronavírus também vai mudar nossa forma de votar nas eleições de 2020 (o primeiro turno acontecerá no dia 15 de novembro). Para reduzir o risco de transmissão da Covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elaborou um protocolo com medidas de proteção — o material está disponível para consulta no site do órgão. Há recomendações usuais, como usar máscara cobrindo nariz e boca e aplicar álcool gel antes e depois de votar. Além disso, é recomendado que cada eleitor leve sua própria caneta (azul ou preta) para assinatura do livro de presença e evite estar com um acompanhante. Nas zonas eleitorais, o distanciamento físico mínimo obrigatório será de um metro. Será proibido comer ou beber dentro dos locais de votação. “O uso de máscara será obrigatório. O eleitor que utiliza transporte público para ir até o a zona eleitoral deve fazer todo o percurso com ela no rosto. É importante se proteger como qualquer outro dia”, afirma Luiz Fernando Aranha, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele é consultor da instituição no projeto Consultoria Sanitária para a Segurança do Processo Eleitoral de 2020, que conta também com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Hospital Sírio-Libanês. Outra novidade será em relação aos horários da eleição. O deste ano terá uma hora a mais, com início às 7h e término às 17h. Para eleitores com mais de 60 anos, o horário entre 7h e 10h será preferencial — recomenda-se que os mais jovens não se dirijam às zonas eleitorais nessas três horas. As regras serão mantidas em caso de segundo turno, previsto para 29 de novembro. Passo a passo para evitar a Covid-19 no dia de votação ● Saia de casa de máscara ● Evite aglomeração no caminho até o local de votação ● Quando chegar, vá direto para sua seção ● Siga as indicações na fila de espera e mantenha um metro de distância de outras pessoas ● Após entrar na seção e mostrar seus documentos ao mesário, higienize as mãos e assine o caderno de votação. Use sua própria caneta. Caso tenha alguma dúvida na identificação, o mesário pedirá para o eleitor dar dois passos para trás e abaixar a máscara ● vá à cabine de votação e digite os números dos candidatos. Aí higienize as mãos ao confirmar os votos e saia da seção ● não fique dentro da zona eleitoral. Se precisar esperar alguém, faça isso na rua Cuidados na hora de fazer campanha para seu candidato ● Use máscara o tempo todo ● Evite distribuir panfletos ● Prefira não participar de eventos com aglomeração — ou organizá-los ● Em eventos de eventos corpo a corpo, procure observar se o local é amplo para prevenir uma possível aglomeração. *Este conteúdo é da Agência Einstein Continua após a publicidade

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/11/2020 às 11h34

Cerca de 9 mil alunos da cidade de São Paulo realizam atividades nas escolas estaduais do ensino médio nesta terça-feira (3), primeiro dia de retorno às escolas após mais de 220 dias de interrupção das aulas devido à pandemia. Isso significa 20% do total de 58 mil alunos espalhados pelas 1.086 escolas estaduais da capital. O balanço é do secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, que nesta manhã visitou a Escola Estadual Milton Rodrigues, no bairro Moinho Velho, zona norte de São Paulo. O retorno às aulas é optativo. Devido à pandemia de covid-19, as aulas regulares presenciais estavam suspensas desde março na capital, quando foi implantada a quarentena para prevenir a propagação do coronavírus. O secretário aposta em uma elevação do número de alunos e escolas com atividades ao longo da semana. Na esfera estadual, a expectativa é de conseguir a adesão de 300 mil a 400 mil. "Até o início da próxima semana, nós devemos chegar a 1.300 escolas com atividades. Temos cerca de 219 municípios que já autorizaram o retorno. Teremos uma nova onda de escolas abertas, seja com atividades extracurriculares ou aulas do 3º ano do Ensino Médio", afirma o secretário. Veja imagens da volta às aulas do ensino médio em São Paulo O governo do Estado é responsável pela educação de 3,5 milhões de alunos. No restante de São Paulo, em municípios que autorizaram, as escolas estaduais foram abertas em 8 de setembro para atividades extracurriculares e permaneceram assim em outubro para estudantes do ensino fundamental. De acordo com o secretário, não houve contaminação por covid19 nas escolas estaduais. "Estamos dando passos vagarosos, mas com segurança. Estamos tendo sucesso nesse retorno. Não tivemos nenhum caso de covid-19 dentro das escolas. Estamos fazendo o monitoramento dos professores e estudantes", afirmou. Nenhum aluno embora a secretaria estime o retorno de 20% dos alunos neste primeiro dia de aulas presenciais regulares, uma escola visitada pela reportagem não recebeu nenhum aluno. Na região da Consolação, na zona central da cidade, a escola estadual Caetano de Campos abriu os portões, mas os alunos não compareceram. Professores e funcionários chegaram normalmente para o trabalho. Na unidade, os gestores discutem o retorno das aulas apenas no dia 9 de novembro. Uma pesquisa interna da escola, que abrange cerca de 1.200 alunos, mostrou que 86% dos pais descartaram o retorno presencial neste momento. "Nós temos um alto índice de absenteísmo depois dos feriados. Isso é um dado verificado anteriormente. Vamos aguardar os próximos dias e acompanhar esses índices", afirmou Rossieli Soares. "Além disso, os alunos, principalmente os jovens, estão mudando seus hábitos culturais. Muitos preferem fazer atividades à tarde. Essa é uma realidade nova também para as escolas", avaliou. Volta nas particulares na semana passada, levantamento feito pelo Estadão mostrou que a maioria dos 40 colégios particulares consultados decidiu reabrir para aulas regulares nesta terça-feira. Um deles foi o Colégio Rio Branco, em Higienópolis, área central, onde os alunos do ensino médio terão aulas presenciais três vezes por semana. As aulas são as mesmas para todos, distribuídos nas duas turmas já formadas antes da pandemia. Na primeira disciplina do dia, História, os estudantes acompanharam a transmissão ao vivo da aula, pois o professor é do grupo de risco e não pode se deslocar até a escola. Para auxiliar os alunos presenciais, o docente de outra disciplina ficou na sala e as cadeiras foram redistribuídas para garantir o distanciamento social. Na entrada e dentro da escola, repetem-se os protocolos e as tecnologias já conhecidos na pandemia: aferição da temperatura, marcas e placas de distanciamento, dispenser de álcool em gel, dentre outras medidas, seguindo recomendação do Hospital Sírio Libanês, que prestou consultoria ao colégio. Os professores também ganharam kits com máscaras, canetões para utilizar no quadro e outros itens para uso pessoal. Em paralelo, alunos do ensino fundamental estão em atividades de acolhimento. No caso dos pequenos, a chegada era acompanhada mais de perto, às vezes filmada por celular, enquanto os adolescentes foram a pé ou na carona de familiares. Eles saudavam os funcionários e eventualmente faziam um cumprimento de cotovelo. Entre os estudantes do ensino médio, grande parte vestia um moletom tradicionalmente feito pelas turmas que estão para se formar. "A gente ganhou na pandemia, todo mundo estava ansioso para usar", diz Júlio Alessandri, de 17 anos. Na mesma escola há 13 anos, ele conta que não imaginava que a pandemia duraria tanto tempo com a necessidade de restrições, mas depois parou de pensar no tão aguardado retorno. "Não criei muita expectativa (pela volta às aulas presenciais), já que tinha se falado várias vezes (que poderia ocorrer)." Mãe de Anna Giulia, de 17 anos, a pedagoga Ivana Csapo Felippe, de 51 anos, está satisfeita com o retorno. "Minha filha precisava voltar. As perdas que teve nesse ano são imensuráveis, não só pedagógicas, mas principalmente sociais. Ela esperou muito por esse dia, de grande expectativa. Tinha medo de terminar esse ciclo em casa. Tinha que voltar mesmo." Para a mãe, o ambiente da escola é até mais controlado do que outros para evitar o contágio. Além disso, ela passou orientações para a filha. "Está com álcool gel, seis sete máscaras (guardadas na mochila)." Professora de sociologia, Marina Miorim estava com ensino exclusivamente remoto desde 18 de março. Ela vê o momento atual como uma nova fase de adaptação. "Venho a pé e não tinha feito mais esse trajeto, de 5 km da minha casa. O deslocamento foi de reconhecimento desse terreno, a cidade está diferente, em ritmo diferente." Para a professora, essa adaptação também passa por pensar aulas que se encaixem tanto para quem está em casa quanto na sala de aula. "Vai ser um desafio como modular esse processo", explica. "Planejei um tempo curto de exposição e um tempo maior de pesquisa, de atividade de resolução, de exercício. Se cair a internet na casa, o aluno sabe o que fazer. O pessoal daqui vai manter a mesma atividade. Preciso pensar outros cenários que podem acontecer." Ela também comenta sobre a preocupação em garantir que essa volta adaptada não cause novas frustrações nos alunos, por ocorrer em moldes distintos do pré-pandemia. "Acho que eles já estão acumulando muitas frustrações, estão fechando um ciclo muito importante. Eles têm vínculos muito fortes com a escola, os colegas, os funcionários e os professores." Rede municipal as nove escolas municipais com ensino médio e magistério reabriam nesta terça com atividades de acolhimento de pais e alunos. Na Professor Derville Allegretti, por exemplo, ocorreram palestras para explicar os novos protocolos sanitários. A expectativa é de adesão inicial de 10% dos alunos. Nem todos que compareceram à atividade vão retornar às aulas, contudo. Thais Santos, de 17 anos, do terceiro ano do ensino médio, por exemplo, foi a pedido da mãe, mas decidiu permanecer no ensino remoto. "Não quero voltar, não vai voltar ninguém (dos amigos e conhecidos)." Na escola, foram realizadas adaptações. Para as refeições, por exemplo, as mesas e cadeiras foram distribuídas em uma área externa, para melhorar a ventilação, e não é permitido levar lanche. Nas salas, fitas foram utilizadas para indicar o distanciamento, entre outras medidas. A ocupação máxima será de 15 alunos por sala. Em visita à escola, o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, declarou que a expectativa é de aumento na procura dos alunos ao longo das próximas semanas. A reabertura de outras etapas de ensino deve ser definida até os dias 18 ou 19 deste mês para uma retomada na próxima janela, em 2 de dezembro. "Essa vai ser a tendência: começando pelos que têm mais velhos, mais compreensão dos protocolos de saúde", diz. A expectativa é de que pelo menos uma parte do ensino fundamental volte neste ano, mas não há previsão de aula presencial obrigatória em 2020. Cerca de 10% dos docentes retornaram entre os que já tiveram covid-19 e os que decidiram voltar. Os maiores de 60 anos estão afastados e os demais têm retorno facultativo. Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.