Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/09/2020 às 16h00

Um estudo de meta-análise, que reuniu evidências de sete ensaios clínicos realizados em 12 países, incluindo o Brasil, confirmou que medicamentos corticoides reduzem a mortalidade por covid19 em pacientes com quadros críticos da doença. As novas evidências fizeram a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar novas diretrizes para médicos e gestores recomendando o uso dessa classe de remédios para pacientes com formas graves da infecção. Entre os corticoides recomendados estão drogas como a dexametasona e a hidrocortisona. QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI. Os corticoides são anti-inflamatórios de baixo custo usados há décadas principalmente no tratamento de doenças inflamatórias, respiratórias e alérgicas, como asma e artrite. A meta-análise, publicada ontem no prestigioso periódico científico Journal of the American Medical Association, avaliou a utilização de três remédios dessa classe: dexametasona, hidrocortisona e metilprednisolona. Os estudos analisados tiveram a participação de 1,7 mil pacientes. Todos os ensaios clínicos foram randomizados, ou seja, os participantes de cada grupo (o que recebeu o medicamento e o grupo controle) foram escolhidos por sorteio. No grupo que tomou um dos corticoides, 32% dos pacientes morreram após o período de seguimento de 28 dias. Já entre os pacientes que só receberam o suporte clínico padrão, a mortalidade no período foi de 40%, o que equivale a um risco 20% menor de óbito entre os doentes que receberam a medicação. A pesquisa também aponta que os corticoides se mostraram seguros, sem risco aumentado de efeitos colaterais graves. "Os eventos adversos variaram entre os estudos, mas não houve sugestão de que o risco de eventos adversos graves fosse maior em pacientes tratados com corticosteroides, exceto para os dois menores estudos, nos quais o número total de eventos adversos graves foi 1 e 3", destaca o artigo publicado. A meta-análise foi realizada por um grupo de trabalho formado pela OMS para dar rápida resposta sobre possíveis tratamentos para covid19. O grupo conta com cientistas de todo o mundo, incluindo o Brasil. Entre os estudos que foram considerados nessa meta-análise está uma pesquisa coordenada pelos principais hospitais privados brasileiros que mostrou que a dexametasona foi capaz de reduzir o tempo de entubação entre doentes graves. Os pesquisadores brasileiros alertam que o benefício e a segurança dos corticoides são válidos só para doentes graves com covid19, que precisam de suporte respiratório. Para quadros leves ou iniciais, o medicamento não tem benefício comprovado e pode até piorar a condição. "O corticoide não vai curar a doença ou combater o vírus, ele vai modular a resposta inflamatória do organismo para combater uma reação exagerada. Só que essa resposta, no início da infecção, é o que combate o vírus. Ela só se torna prejudicial se fica desenfreada. Se você a bloqueia logo no início, pode aumentar o tempo dos sintomas", explica Luciano Cesar Pontes Azevedo, superintendente de ensino no Hospital Sírio-Libanês, integrante do comitê executivo da Coalizão Covid-19 Brasil e um dos autores do estudo brasileiro. Por causa desse e de outros riscos, os corticoides só devem ser usados com prescrição médica Histórico As novas evidências sobre os corticoides reafirmam os achados do estudo Recovery, divulgados pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em junho. A pesquisa apontou que a dexametasona mostrou-se capaz de reduzir em um terço o número de mortes entre pacientes entubados. De acordo com Azevedo, desde o estudo britânico, a dexametasona já vinha sendo usada na prática em hospitais brasileiros no tratamento de casos graves de covid19. As novas evidências, diz ele, ajudam os médicos a ter mais segurança sobre quando e com qual paciente prescrever a medicação. "Os novos estudos são importantes para comprovar que só quem se beneficia é o paciente mais grave", diz ele. Questionado sobre a inclusão desse tratamento em seus protocolos, o Ministério da Saúde afirmou que "as orientações do governo federal são atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas", mas não detalhou se irá incorporar o uso de corticoides em seus documentos.

SETOR SAÚDE/PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 03/09/2020 às 00h00

Dois novos estudos publicados quarta-feira (2) no confirmaram benefícios do uso de corticoides como tratamento para a. No primeiro, ficou evidenciado a redução de mortalidade em pacientes graves com Covid-19, e no segundo, a diminuição do tempo de uso de ventilação mecânica com o dexametasona. No, o uso de corticoides reduziu o risco de morte em um terço em pessoas hospitalizadas em quadro grave com Covid-19, de acordo com uma análise que abrange sete ensaios clínicos diferentes conduzidos pela Organização Mundial de Saúde. Os resultados positivos de esteroides – o resultado de uma análise conjunta de dados conhecidos como uma meta-análise – confirmam o benefício de sobrevivência semelhante relatado em um grande estudo. Com base nos dados recém-publicados, a OMS divulgou na quarta-feira novas diretrizes de tratamento pedindo que os corticosteroides se tornem o padrão de tratamento para pacientes com Covid-19 em estado “”. Esses pacientes devem receber 7 a 10 dias de tratamento, disse a OMS em um painel. Porém, a Organização advertiu contra o uso de anti-inflamatórios esteroides em pacientes que não estiverem em condições grave da doença, dizendo que “o uso indiscriminado de qualquer terapia para Covid-19 poderia esgotar rapidamente os recursos globais e privar os pacientes que podem se beneficiar dele como terapia potencialmente salvadora”. “As descobertas consistentes de benefício nesses estudos fornecem dados definitivos de que os corticosteroides devem ser o tratamento de primeira linha para pacientes gravemente enfermos com Covid-19”, disseram Hallie Prescott e Todd Rice, professores de medicina da Universidade de Michigan e da Universidade de Vanderbilt, respectivamente, em um editorial do JAMA. A nova análise incluiu dados de e . Todos os pacientes tiveram um diagnóstico confirmado de Covid-19 e foram internados em um hospital. A maioria estava em ventilação mecânica, sendo 29% mulheres. Após 28 dias, 33% dos pacientes tratados com esteroides vieram a óbito, em comparação com 41% dos pacientes em tratamento usual ou com placebo. Na meta-análise, a diferença na mortalidade absoluta se traduziu em uma – considerado um resultado estatisticamente significativo. O benefício de sobrevida permaneceu consistente, independentemente do tipo de esteroide administrado, a dose ou se os pacientes estavam recebendo ventilação mecânica ou oxigênio suplementar, afirmam os pesquisadores. Os corticosteroides não atacam diretamente o novo coronavírus. Em vez disso, os medicamentos atuam amortecendo a atividade do sistema imunológico de um paciente para impedi-lo de atacar os pulmões – uma condição séria e muitas vezes fatal chamada de síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). A primeira evidência de que esteroides comuns poderiam melhorar a sobrevida de pacientes com Covid-19 grave surgiu em junho, quando pesquisadores britânicos conduzindo um grande ensaio clínico chamado RECOVERY relataram que o uso de dexametasona reduziu a taxa de mortalidade em 35% em pacientes que requerem ventilação e em 20 % em pacientes que precisaram de oxigênio, mas não foram ventilados. Antes do anúncio público dos resultados do ensaio RECOVERY, os médicos estavam relutantes em usar esteróides para tratar pacientes com Covid-19 gravemente enfermos devido a preocupações com os efeitos colaterais. Patrick Vallance, o principal conselheiro científico do governo do Reino Unido, falando em junho, chamou o benefício de sobrevivência da dexametasona do estudo RECOVERY de “um desenvolvimento inovador em nossa luta” contra a Covid-19. Mas as descobertas também dificultaram os esforços para confirmar os resultados. Outros ensaios clínicos randomizados e controlados que investigavam o uso de esteroides naquela época não conseguiram inscrever pacientes adicionais. Por esse motivo, o Grupo de Trabalho de Avaliação Rápida de Evidências para Terapias COVID-19 (REACT) da OMS interveio para coordenar a meta-análise desses ensaios incompletos, mas randomizados e controlados. A análise foi feita prospectivamente, o que significa que os dados e os resultados dos sete ensaios individuais não eram conhecidos com antecedência, mas foram compartilhados pela primeira vez com a equipe da OMS. Três dos ensaios clínicos individuais de esteroides foram publicados no JAMA na quarta-feira, juntamente com a meta-análise da OMS. Por outro lado, o uso de esteroides ainda levanta dúvidas para os especialistas. Como está comprovado o seu benefício em pacientes em estado grave, agora muitos especialistas questionam o uso precoce – uma das preocupações com os esteroides é que, administrados muito cedo no curso do Covid-19, eles podem prejudicar a capacidade do corpo de eliminar o vírus, levando a resultados piores em muitos casos. Além das descobertas em relação à diminuição da mortalidade, um estudo brasileiro, também na quarta-feira (2) no JAMA, concluiu que o uso do corticoide dexametasona . Os especialistas acompanharam quase 300 pacientes e observaram que os infectados que fizeram uso do medicamento passaram, em média, 6,6 dias sem necessitar de suporte respiratório. Já os que não usaram o corticoide, ficaram sem respirador apenas quatro dias. O estudo foi produzido pelo grupo, que reúne diversos hospitais e centros médicos do país. A coalizão formada por oito organizações de saúde (Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, BRCI – Brazilian Clinical Research Institute, e BRICNet – Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva). Conforme nota do Hospital Moinhos de Vento, “a retirada mais precoce do respirador artificial pode se associar ao menor risco de complicações decorrentes da permanência na UTI, alta mais precoce da terapia intensiva com liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros, mormente num cenário de escassez como o da atual pandemia.” O estudo Coalizão III teve início no dia 17 de abril, com inclusão do último paciente em 23 de junho, e seguimento clínico finalizado em 21 de julho. Foram incluídos 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras. Os pacientes analisados tinham idade média de 61 anos e 66% deles eram do sexo masculino. Por meio de randomização (sorteio), os pacientes receberam dexametasona mais suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 mg durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias, com suporte clínico de acordo com a equipe médica que assistia os pacientes. A avaliação do efeito do tratamento com dexametasona considerou como resultado principal o número de dias que o paciente permaneceu fora do respirador artificial em até 28 dias. Confira outras matérias sobre o tema Com informações do site Stat News e Hospital Moinhos de Vento. Edição do Setor Saúde.

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 03/09/2020 às 00h00

Uma aliança para condução de pesquisas, formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19. Denominada Coalizão Covid-19 Brasil, a iniciativa conduz nove estudos voltados a diferentes populações de pacientes infectados pelo novo Coronavírus. O terceiro estudo, nomeado Coalizão III, avaliou se o anti-inflamatório dexametasona poderia trazer benefícios a pacientes adultos hospitalizados com formas graves de Covid-19. Os resultados foram publicados no periódico científico Journal of the American Medical Association (JAMA) nesta quarta-feira (2). O estudo contou com apoio da farmacêutica Aché, que forneceu os medicamentos, e foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No mesmo momento da divulgação do estudo Coalizão III, foi divulgada também uma revisão de estudos, em formato de meta-análise, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que compilou os resultados do Coalizão III e das demais pesquisas que utilizaram corticoides em Covid-19. Os resultados dessa meta-análise demonstraram que a administração de corticoides reduz a mortalidade em pacientes graves com Covid-19 e serviram de base para atualização das diretrizes da OMS sobre o tratamento de Covid-19 com corticoides, também divulgada nessa data. O Coalizão III teve início no dia 17 de abril, com inclusão do último paciente em 23 de junho, e seguimento clínico finalizado em 21 de julho. Foram incluídos 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) brasileiras. Por meio de randomização (sorteio), os pacientes receberam dexametasona mais suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (grupo controle, 148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 mg durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias. O suporte clínico padrão foi de acordo com a equipe médica que assistia os pacientes. A avaliação do efeito do tratamento com dexametasona considerou como resultado principal o número de dias que o paciente permaneceu fora do respirador artificial em até 28 dias. O QUE ACONTECEU COM OS PACIENTES INCLUÍDOS NO ESTUDO? O número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). Interpretação: A utilização de dexametasona aumentou o número de dias em que pacientes graves com Covid-19 permaneceram fora do respirador artificial. A retirada mais precoce do respirador artificial pode se associar ao menor risco de complicações decorrentes da permanência na UTI, alta mais precoce da terapia intensiva com liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros, mormente num cenário de escassez como o da atual pandemia. EFEITOS ADVERSOS No que diz respeito aos efeitos adversos, a pesquisa não evidenciou um risco maior do tratamento com dexametasona em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. ÓBITOS O estudo não foi idealizado para avaliar diferenças de mortalidade entre os grupos. A mortalidade em 28 dias foi de 58% quando considerado o total de pacientes incluídos. OBSERVAÇÕES Os pacientes incluídos no estudo tinham idade em torno de 61 anos. Cerca de 60% dos pacientes era do sexo masculino. Foram incluídos apenas pacientes com as formas mais graves de insuficiência respiratória aguda causada por Covid-19, todos entubados em respiração artificial e com reduções importantes da oxigenação do sangue. Vale destacar que estes resultados não são aplicáveis a outras populações, a exemplo de pacientes ambulatoriais com formas mais leves e iniciais de Covid-19, ou mesmo pacientes hospitalizados com Covid-19 que não estejam em respiração artificial. Os outros estudos da Coalizão Covid-19 Brasil em andamento Coalizão II – Avaliou a eficácia e a segurança da azitromicina quando comparada ao tratamento padrão (que incluia hidroxicloroquina) em casos de Covid-19 mais graves que necessitaram de maior suporte respiratório. Em breve os resultados serão divulgados. Coalizão IV – Está avaliando se a anticoagulação plena com rivaroxabana traz benefícios para pacientes com Covid-19 com risco aumentado para eventos tromboembólicos. Foram incluídos 110 de um total previsto de 600 pacientes em 40 centros. Coalizão V – Está avaliando se a hidroxicloroquina previne o agravamento da Covid-19 em pacientes que não precisam de internação hospitalar. Foram incluídos 727 de um total previsto de 1300 pacientes em 68 centros. Coalizão VI – Avaliou se o tocilizumab, um inibidor da interleucina 6, é capaz de melhorar a evolução clínica de pacientes hospitalizados com Covid-19 e fatores de risco para formas graves inflamatórias da doença. Inclusão de pacientes encerrada com 129 casos em 12 centros. Os resultados deverão ser publicados em breve. Coalizão VII – Está avaliando o impacto a longo prazo, após alta hospitalar, incluindo qualidade de vida, de pacientes que tiveram Covid-19 e foram participantes dos demais estudos da Coalizão. Até o momento, foram incluídos 980 pacientes. Coalizão VIII – Avaliará se anticoagulação com rivaroxabana previne agravamento da doença com necessidade de hospitalização em pacientes não-hospitalizados com formas leves da Covid-19. Previsão de início de inclusão em setembro de 2020 (1.000 pacientes). Coalizão IX – Avaliará se drogas antivirais isoladas e/ou em combinação são efetivas para tratar casos de Covid-19 hospitalizados com doença moderada. Os antivirais a serem testados são atazanavir, daclatasvir e daclatasvir associado a sofosbuvir. Previsão de início em setembro de 2020.

HORA 1
Data Veiculação: 03/09/2020 às 21h20

Segundo a pesquisa, número de dias fora do respirador artificial foi maior em pacientes tratados com dexametasona, média de 6,6 dias, do que no grupo controle média de 4 dias. Pesquisa feita por um grupo de hospitais e institutos de pesquisa brasileiros mostrou que o uso do anti-inflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19. O estudo foi publicado hoje (2) no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama). Segundo a pesquisa, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa menor risco de complicações decorrentes da permanência nas unidades de tratamento intensivo (UTI), liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros. A pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho. Participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras. Por meio de sorteio, os pacientes receberam dexametasona e suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (no grupo de controle, com 148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 miligramas (mg) durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a aplicação clínica da dexametasona é frequente, principalmente pelos efeitos anti-inflamatórios. Porém, sua ação pode provocar vários efeitos colaterais, os mais comuns a elevação da glicose do sangue, aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço e, com uso prolongado, osteoporose e insuficiência suprarrenal. De acordo com a pesquisa brasileira, não foi detectada evidência de risco maior no tratamento com dexametasona em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. A droga, no entanto, só deve ser tomada por recomendação médica. Edição: Aline Leal Fonte: Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo Crédito de imagem: © Acácio Pinheiro/Agência Brasília

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 03/09/2020 às 12h00

A mobilidade urbana foi radicalmente alterada pela pandemia, com queda no uso do transporte público, aumento na preocupação com higienização dos modais e interesse por outras alternativas de transporte como bicicletas. Participam dessa edição o professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike, o editor do site do Jornal do Carro Diego Ortiz, a infectologista do Hospital Sírio Libanês Mirian Dal Ben e o Coordenador de Transportes Metropolitanos do Instituto de Engenharia Flaminio Fishman.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/09/2020 às 10h43

Pesquisa feita por um grupo de hospitais e institutos de pesquisa brasileiros mostrou que o uso do anti-inflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19. O estudo foi publicado na quarfa-feira (2) no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama). Segundo a pesquisa, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa menor risco de complicações decorrentes da permanência nas unidades de tratamento intensivo (UTI), liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros. A pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho. Participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras. Por meio de sorteio, os pacientes receberam dexametasona e suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (no grupo de controle, com 148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 miligramas (mg) durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a aplicação clínica da dexametasona é frequente, principalmente pelos efeitos anti-inflamatórios. Porém, sua ação pode provocar vários efeitos colaterais, os mais comuns a elevação da glicose do sangue, aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço e, com uso prolongado, osteoporose e insuficiência suprarrenal. De acordo com a pesquisa brasileira, não foi detectada evidência de risco maior no tratamento com dexametasona em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. A droga, no entanto, só deve ser tomada por recomendação médica.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 03/09/2020 às 10h16

Um estudo de meta-análise, que reuniu evidências de sete ensaios clínicos realizados em 12 países, incluindo o Brasil, confirmou que medicamentos corticoides reduzem a mortalidade por covid19 em pacientes com quadros críticos da doença. As novas evidências fizeram a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar novas diretrizes para médicos e gestores recomendando o uso dessa classe de remédios para pacientes com formas graves da infecção. Entre os corticoides recomendados estão drogas como a dexametasona e a hidrocortisona. Os corticoides são anti-inflamatórios de baixo custo usados há décadas principalmente no tratamento de doenças inflamatórias, respiratórias e alérgicas, como asma e artrite. A meta-análise, publicada ontem no prestigioso periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama), avaliou a utilização de três remédios dessa classe: dexametasona, hidrocortisona e metilprednisolona. Os estudos analisados tiveram a participação de 1,7 mil pacientes. Todos os ensaios clínicos foram randomizados, ou seja, os participantes de cada grupo (o que recebeu o medicamento e o grupo controle) foram escolhidos por sorteio. No grupo que tomou um dos corticoides, 32% dos pacientes morreram após o período de seguimento de 28 dias. Já entre os pacientes que só receberam o suporte clínico padrão, a mortalidade no período foi de 40%, o que equivale a um risco 20% menor de óbito entre os doentes que receberam a medicação. A pesquisa também aponta que os corticoides se mostraram seguros, sem risco aumentado de efeitos colaterais graves. "Os eventos adversos variaram entre os estudos, mas não houve sugestão de que o risco de eventos adversos graves fosse maior em pacientes tratados com corticosteroides, exceto para os dois menores estudos, nos quais o número total de eventos adversos graves foi 1 e 3", destaca o artigo publicado. A meta-análise foi realizada por um grupo de trabalho formado pela OMS para dar rápida resposta sobre possíveis tratamentos para covid19. O grupo conta com cientistas de todo o mundo, incluindo o Brasil. Entre os estudos que foram considerados nessa meta-análise está uma pesquisa coordenada pelos principais hospitais privados brasileiros que mostrou que a dexametasona foi capaz de reduzir o tempo de entubação entre doentes graves. Os pesquisadores brasileiros alertam que o benefício e a segurança dos corticoides são válidos só para doentes graves com covid19, que precisam de suporte respiratório. Para quadros leves ou iniciais, o medicamento não tem benefício comprovado e pode até piorar a condição. "O corticoide não vai curar a doença ou combater o vírus, ele vai modular a resposta inflamatória do organismo para combater uma reação exagerada. Só que essa resposta, no início da infecção, é o que combate o vírus. Ela só se torna prejudicial se fica desenfreada. Se você a bloqueia logo no início, pode aumentar o tempo dos sintomas", explica Luciano Cesar Pontes Azevedo, superintendente de ensino no Hospital Sírio-Libanês, integrante do comitê executivo da Coalizão Covid-19 Brasil e um dos autores do estudo brasileiro. Por causa desse e de outros riscos, os corticoides só devem ser usados com prescrição médica. Histórico As novas evidências sobre os corticoides reafirmam os achados do estudo Recovery, divulgados pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em junho. A pesquisa apontou que a dexametasona mostrou-se capaz de reduzir em um terço o número de mortes entre pacientes entubados. De acordo com Azevedo, desde o estudo britânico, a dexametasona já vinha sendo usada na prática em hospitais brasileiros no tratamento de casos graves de covid19. As novas evidências, diz ele, ajudam os médicos a ter mais segurança sobre quando e com qual paciente prescrever a medicação. "Os novos estudos são importantes para comprovar que só quem se beneficia é o paciente mais grave", diz ele. Questionado sobre a inclusão desse tratamento em seus protocolos, o Ministério da Saúde afirmou que "as orientações do governo federal são atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas", mas não detalhou se irá incorporar o uso de corticoides em seus documentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 03/09/2020 às 08h04

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou nessa 4ª feira (2.set.2020) novas diretrizes para o tratamento da covid-19. A organização agora recomenda o uso de corticoides no tratamento de pacientes que apresentem quadros graves da doença. Leia a íntegra, em inglês (540 KB) Para elaborar a nova diretriz, a OMS se baseou em 7 ensaios clínicos. Os resultados foram analisados em uma pesquisa de meta-análise publicada no Jama (Journal of the American Medical Association) nessa 4ª (2.set). Os pesquisadores acompanharam 1.700 pacientes e observaram redução de 20% na mortalidade do grupo que usou corticoide em comparação com o que teve o tratamento clínico padrão. A OMS alerta, no entanto, que o medicamento não deve ser usado em pacientes com quadros não severos de covid-19. “O medicamento não é recomendado aos paciente que apresentam sintomas, mas não tem sinais fisiológicos de quadro inflamatório, porque há uma preocupação de que ele possa causar danos a esse subgrupo”, disse Janet Diaz, chefe de Atendimento Clínico do programa de emergências da OMS. Um dos ensaios clínicos foi feito no Brasil. A pesquisa brasileira aponta que o uso do anti-inflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19. Segundo o estudo, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa risco menor de complicações decorrentes da permanência em UTI (unidade de tratamento intensivo). Os pesquisadores brasileiros não detectaram aumento no risco de novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios com o uso do corticoide. A pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva. O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho. Participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 03/09/2020 às 07h48

Dexametasona mostrou resultados positivos em pacientes de UTI Pesquisa feita por um grupo de hospitais e institutos brasileiros mostrou que o uso do anti-inflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19. O estudo foi publicado na quarta-feira (2) no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama). Segundo a pesquisa, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa menor risco de complicações decorrentes da permanência nas unidades de tratamento intensivo (UTI), liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros. A pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho. Participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras. Por meio de sorteio, os pacientes receberam dexametasona e suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (no grupo de controle, com 148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 miligramas (mg) durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a aplicação clínica da dexametasona é frequente, principalmente pelos efeitos anti-inflamatórios. Porém, sua ação pode provocar vários efeitos colaterais, os mais comuns a elevação da glicose do sangue, aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço e, com uso prolongado, osteoporose e insuficiência suprarrenal. De acordo com a pesquisa brasileira, não foi detectada evidência de risco maior no tratamento com dexametasona em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. A droga, no entanto, só deve ser tomada por recomendação médica. >>> STJ confirma afastamento de Witzel do governo do Rio de Janeiro >>> Banco Central apresenta a nova nota de R$ 200 e cédula já pode circular >>> Pais "vendem" recém-nascido para pagar a conta do hospital na Índia Assista aos vídeos e inscreva-se no canal da RedeTV! no YouTube

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 03/09/2020 às 03h00

Corticosteroide reduz mortes por covid-19 Conjunto de pesquisas científicas, incluindo um trabalho brasileiro, demonstra que a administração do remédio diminui o tempo de internação e de uso de respirador artificial em pacientes com quadros graves da doença. OMS recomenda o tratamento No maior estudo já realizado sobre o efeito de corticosteroides em pacientes com covid-19, pesquisadores do mundo todo, incluindo o Brasil, confirmaram que essa classe de medicamento reduz o tempo de internação e de ventilação, além de diminuir o número de óbitos. Com os resultados, publicados em quatro artigos na revista da Associação Médica Norte-Americana, a Jama, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordenou os trabalhos, atualizou as diretrizes sobre o tratamento da doença. Corticosteroides são remédios anti-inflamatórios e modulado res do sistema imunológico, por isso, atacam a covid-19 em duas frentes. Reduzem as inflamações causadas pela reação exagerada de anticorpos e de células de defesa, ao mesmo tempo em que trabalham para normalizar essa resposta. Esses efeitos estão associados à gravidade da doença, levando à síndrome do desconforto respiratório, e são causados pela chamada “tempestade de citocinas”, uma produção além do normal de substâncias de combate ao patógeno invasor que acaba causando danos a vários órgãos, incluindo os pulmões. Em março, pesquisadores britânicos lançaram um estudo, chamado Recovery, com objetivo de avaliar diversas drogas já existentes que poderiam ser um tratamento em potencial para a covid-19. Entre elas, a dexametasona, um corticosteroide de baixo custo, usado por pacientes de doenças autoimunes, quando a reação do sistema imunológico a um patógeno ou a um alérgeno provoca doenças como asma e artrite reumatoide. Os primeiros resultados robustos foram publicados em meados de junho, acompanhados de uma boa reação da comunidade médica. “A dexametasona foi a primeira droga que demonstrou melhorar a sobrevida de pacientes com covid-19.0 benefício de sobrevida foi claro e grande nos pacientes que estavam doentes o suficiente para necessitar de tratamento com oxigênio”, observa Peter Horby, professor de doenças infecciosas da Universidade de Oxford e um dos líderes do estudo, que foi feito com mais de 6 mil pessoas na Inglaterra. A publicação dos dados estimulou centros clínicos de todo o mundo a adotarem essa droga no tratamento de pacientes graves e fez com que a OMS pedisse um aumento na produção global do remédio. Por isso, o resultado das quatro meta-análises divulgadas agora era esperado com grande expectativa pela comunidade científica. Além da dexametasona, os testes avaliaram a eficácia de outro tipo de corticosteroide, a hidrocortisona e a metilprednisolona, que são menos potentes do que a primeira, mas igualmente benéficas no tratamento da covid-19, segundo os artigos publicados na Jama. Coalizão nacional Um dos artigos é assinado por uma equipe brasileira e inclui dados de um protocolo de pesquisas realizado no país, a Coalizão Brasil Covid, formada por vários hospitais e que avalia a eficácia de medicamentos no tratamento da covid-19. O primeiro estudo do grupo foi feito com a hidroxicloroquina e concluiu que a droga não traz benefícios nesse caso. No artigo divulgado ontem, a equipe relata os resultados da Coalizão III, iniciada em abril e finalizada em julho. Os testes foram feitos com 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave, que precisaram de ventilação mecânica, hospitalizados em 41 unidades de terapia intensiva (UTIs). Desses, 151 receberam a dexametasona, e o restante, apenas o tratamento padrão. Os pacientes do primeiro grupo ficaram mais tempo fora do ventilador (6,6 dias), comparados aos demais (quatro dias). Além disso, não foram observados efeitos colaterais naqueles que usaram o medicamento. Não houve diferenças estatísticas quanto à mortalidade, mas o artigo destaca que um período menor na ventilação mecânica reduz significativamente complicações que podem levar a óbito, como infecção hospitalar. “Estamos vivendo um momento único na ciência brasileira, ajudando a trazer informações científicas que podem demonstrar a eficácia de tratamentos no combate à covid-19, como os corticoides, e trabalhando diretamente no impacto da pandemia aqui e no mundo a partir das novas diretrizes da OMS”, diz Luciano Cesar Pontes Azevedo, superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês e autor correspondente do estudo. “O estudo Coalizão III demonstra o benefício da utilização de corticoide em pacientes com formas graves da doença, permitindo que eles ficassem menos tempo no respirador artificial", comenta Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e também autor do artigo. “As metaanálises da OMS utilizando dados de vários estudos, incluindo o Coalizão III, demonstram que a utilização de corticoide reduz a mortalidade nesses pacientes. Esses resultados, publicados em importante periódico científico, reforçam a importância de estudos randomizados robustos nesse cenário”, completa. Em 12 países Liderada pela Universidade de Bristol, na Inglaterra, a meta-análise que avaliou o impacto dos três corticosteroides na mortalidade traz resultados de sete estudos, com 1.703 pacientes graves, em 12 países, sendo que 350 doentes eram do Brasil. Os pacientes foram acompanhados por 28 dias depois do início do tratamento. Comparados ao grupo que recebeu o tratamento padrão, sem esses medicamentos, o risco de morte foi 20% menor (60% de sobreviventes, contra 68%). Em um dos artigos revisados, a queda chegou a 29%. De acordo como artigo, o benefício foi igual, independentemente de qual das três drogas foi usada, da idade, do sexo e do tempo de internação dos pacientes. “Nossa revisão (de estudos) é uma boa notícia no esforço para tratar a covid-19”, avalia, em nota, Jonathan Sterne, epidemiologista da Universidade de Bristol e primeiro autor do artigo. “Esteroides são medicamentos baratos e prontamente disponíveis, e nossa análise confirmou que eles são eficazes na redução de mortes entre as pessoas mais gravemente afetadas pela covid-19”, comenta. Sem efeitos colaterais O efeito apenas da hidrocortisona sobre a mortalidade foi testado em um estudo multicêntrico francês, com resultados publicados em outro artigo na Jama. Esse medicamento foi comparado ao grupo placebo, com tratamento sem corticosteroide, em um grupo de 149 pacientes, divididos aleatoriamente em dois grupos e acompanhados por 21 dias. Todos estavam graves, com falência respiratória aguda. Estatisticamente, não houve diferença nas taxas de mortalidade (11 óbitos no braço da hidrocortisona e 20, no placebo). Contudo, nenhum paciente tratado com a hidrocortisona sofreu efeitos colaterais associados ao medicamento, o que demonstra a segurança e a baixa toxicidade dessa droga em pacientes com covid-19, destacaram os autores, liderados por Pierre-François Dequin, do Hospital Bretonneau, na França. Por outro lado, outra metaanálise com a hidrocortisona realizada com um número maior de pacientes atestou que esse medicamento reduziu a taxa de mortalidade entre pessoas com covid grave. Foram 121 hospitais de oito países da Europa, da América do Norte e da Austrália, e os cientistas compararam os efeitos do medicamento com tratamento padrão (placebo) entre 403 internos em unidades de terapia intensiva (UTIs). Um terço recebeu uma dose fixa intravenosa, outro terço, dose esporádica e o restante não teve acesso à hidrocortisona. No fim, a mortalidade foi, respectivamente, 30%, 26% e 33%. “Isso dá esperança a médicos que, como eu, tratam dos mais enfermos”, diz o coautor Bryan McVerry, pneumologista do Hospital Universitário de Pittsburgh. “Estamos começando a entender o lado mortal desta doença.” (PO). Não indicados para casos leves Os resultados das meta-análises publicadas na Jama levaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a divulgar diretrizes para o tratamento clínico de covid-19, incluindo o uso de corticosteroides. "Recomendamos os corticosteroides sistêmicos para o tratamento de pacientes com covid-19 grave e crítico. Sugerimos não usá-los no tratamento de pacientes com covid-19 não grave. Os corticosteroides estão na lista modelo de medicamentos essenciais da OMS, prontamente disponíveis em todo o mundo a um baixo custo", disse a organização, em comunicado. isso Foi a redução do risco de morte constatada em um dos estudos revisados por pesquisadores da Universidade de Bristol Xavier Galiana/AFP Os cientistas testaram três tipos de corticosteroides, dexametasona, hidrocortisona e metilprednisolona: efeitos semelhantes.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 03/09/2020 às 03h00

EUA ampliam autorização de uso do antiviral remdesivir para Covid-19 são paulo A FDA (agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos) estendeu a autorização do uso emergendal do antiviral remdesivir para todos os pacientes adultos e pediátricos internados com a Covid-19. Desde maio, o medicamento tinha a permissão emergencial para ser usado nos casos mais graves, de pacientes que necessitavam de suporte respiratório. A decisão foi publicada pela agência em um comunicado no dia 28 de agosto. O remdesivir, desenvolvido pela farmacêutica americana Gilead para o combate do vírus ebola, é um remédio experimental que ainda passa pela fase 3 de testes clínicos. Estudos clínicos têm indicado um benefício discreto da droga para pacientes da Covid-19. Em um artigo publicado em 21 de agosto na revista científica Journal of the American Medicai Association (JAMA), um grupo internacional de pesquisadores demonstrou que o uso da droga pode levar a um quadro clínico significativamente melhor após cinco ou dez dias de uso do antiviral associado ao tratamento padrão. Os resultados foram obtidos em pesquisa com mais de 500 pacientes. Em maio, um grande estudo patrocinado pelo grupo de Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (N1H) com mais de mil participantes mostrou que o uso do remdesivir poderia encurtar em cerca de quatro dias o período de tratamento para pacientes internados com a Covid-19. Os resultados foram publicados no periódico New England Journal of Medicine. Nenhum estudo encontrou benefícios significativos na redução de mortes com o uso do antiviral até o momento. Nos Estados Unidos, a produtora do remédio anunciou, em junho, que passaria a cobrar até US$ 3.120 (R$ 16.714) pelo tratamento completo. Até então, os frascos do medicamento usado com a permissão emergencial da FDA eram doados pela companhia. Outro medicamento que vem dando resultados promissores no tratamento da Covid-19 é o anti-inflamatório corticoidedexametasona. Seu uso para tratar pacientes adultos com quadros graves de Covid-19 aumentou 0 número de dias em que eles permaneceram fora do respirador artificial segundo pesquisa feita pela Coalizão Covid-19 Brasil, liderada pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês. Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, pelo Brazilian Clinicai Research Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). A conclusão da atual pesquisa foi que o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O estudo foi realizado com 299 pacientes submetidos a ventilação mecânica em UTls.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 03/09/2020 às 03h00

Brasileiros observam diminuição no tempo de entubação Teste em 299 pacientes com quadro grave de covid19 indica que dexametasona pode acelerar a recuperação Um estudo brasileiro coordenado pelos principais hospitais privados do País mostra que o corticoide dexametasona foi capaz de reduzir o tempo de entubação de pacientes com quadros graves de covid, o que diminui o risco de complicações associadas à ventilação mecânica, como infecções e lesões causadas pelo tubo, e pode acelerar a recuperação do paciente. Participaram do ensaio clínico 299 pacientes de 40 hospitais públicos e privados do País, sob a coordenação de oito instituições: hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinicai Research Institute (BCRI) e da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Esses grupos fazem parte da aliança Coalizão Covid-19 Brasil, responsável pela realização de nove estudos clínicos de possíveis tratamentos para a doença. Essa é a segunda pesquisa do grupo que tem seus resultados divulgados. A primeira, de julho,mostrou que ahidroxicloroquina, associada ou não ao antibiótico azitromicina, não tem eficácia no tratamento de pacientes com quadros leves e moderados de covid-19. Os participantes foram divididos, por sorteio, em dois grupos: um deles, com 151 pacientes, foi tratado com dexameta- TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO-28/04/2020 Na UTI. No grupo que tomou a medicação, menos mortes sona intravenosa por dez dias, e o outro, com 148 doentes, recebeu o suporte padrão. Para ser incluído no estudo o paciente tinha de estar entubado e com baixa oxigenação sanguínea. De acordo com os pesquisadores, o estudo brasileiro não foi desenhado para medir o impacto na queda de mortalidade pois precisaria de uma amostra maior e demoraria mais tempo. Eles ressaltam, no entanto, que, além da redução no tempo de entubação, outros resultados confirmam o benefício damedicação. “Os números de mortes e disfunção orgânica foram menores no grupo que tomou amedicação”, explica Luciano Azevedo, do Sírio-Libanês.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 03/09/2020 às 03h00

Turismo Bll Hotéis ostentam novos protocolos de limpeza para voltar a atrair hóspedes turismo coronavírus Hotéis ostentam novos protocolos de limpeza para atrair hóspedes Estabelecimentos buscam consultoria de hospitais renomados e inauguram espaços destinados a eventos virtuais AnaLuizaTieghi são paulo Nove em cada dez resorts brasileiros já estão em funcionamento, segundo levantamento da Resorts Brasil (entidade do setor). Entre os hotéis com foco em viagens de negócio, 75% estavam abertos em agosto, de acordo com pesquisa do Fohb (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil). A pandemia de coronavírus, que obrigou muitos estabelecimentos a fechar entre março e abril, também fez com que os locais tivessem que se adaptar para voltar a receber hóspedes. E algumas dessas alterações devem permanecer alongo prazo. As rotinas de higienização foram reforçadas e se tornaram mais visíveis ao hóspede. Além de estar limpo, é importante ostentar a limpeza. No hotel de luxo Renaissance, nos Jardins, em São Paulo, lacres nas portas dos quartos indicam que ninguém adentrou o ambiente após a higienização. No spa, funcionários com máscara, protetor para o rosto, luvas e avental abrem na frente do cliente pacotes com lençóis que serão usados. O íbis Budget Paulista, hotel econômico da rede Accor na região central de São Paulo, tem funcionários com máscara, medição de temperatura na entrada e toalhas embaladas em plástico. Para conquistara confiança do consumidor, alguns estabelecimentos buscaram grifes médicas para embasar seus protocolos, como a rede brasileira GJP Hotels & Resorts, que teve consultoria do Hospital Sírio-Libanês, e o hotel de luxo paulistano Palácio Tangará, que recorreu ao Hospital Albert Einstein. “Faz toda a diferença quando falamos que os protocolos são do Sírio, as pessoas vão com mais tranquilidade para os hotéis”, diz Fabio Godinho, diretor-executivo da rede GJP Para Orlando Souza, presidente do Fohb, quem não tiver procedimentos claros, embasados por instituições de saúde, vai ficar fora do jogo. “Empresas, operadoras de turismo e agências de viagem não podem mandar clientes para hotéis com processos desconhecidos”, afirma. Mesmo depois que a pandemia passar, as rotinas de higiene devem continuar como um diferencial para as hospedagens, acredita Souza. Espaços com área externa, que permitam atividades ao ar livre, também levam vantagem neste momento. O Palácio Tangará, que fica ao lado do parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo, volta a funcionar no dia 17 com um novo restaurante em local aberto, o Pateo do Palácio. “A ideia surgiu no ano passado, como uma forma de aproveitar melhor um espaço existente, mas o que seria um luxo passou a ser uma necessidade”, diz Celso do Valle, diretor da hospedagem. Se o hóspede preferir, também poderá fazer tratamentos do spa e atividades da academia ao ar livre. Para Ana Biselli, presidente da Resorts Brasil, as áreas abertas dos resorts são uma vantagem para o segmento, mas é preciso redobrar a limpeza de itens que são compartilhados entre os hóspedes, como espreguiçadeiras e equipamentos esportivos, e monitorar o uso de máscaras. “O foco da hotelaria é receber bem o cliente, mas agora também temos que colocar algumas condições para que ele possa usar o resort com respeito às outras pessoas”, diz. Tecnologias para diminuir a necessidade de contato entre visitantes e funcionários já eram alvo de investimento do setor, mas agora passaram a ser um diferencial. No Renaissance, clientes do programa de fidelidade da rede, Marriott Bonvoy, podem fazer eheek-in, eheekout, conversar com funcio- Recepção do hotel Ibis Budget Paulista, na região central de São Paulo Fotos Gabriel cabrai/Foihapress Estúdio para eventos virtuais montado em sala do hotel Renaissance, em São Paulo IRFNAI 1 F 1 T! S5AMGE Í1 NES5 1 iij-T a Tapete sanitizante e álcool em gel na entrada da academia do hotel Renaissance, em SP nários, agendar serviços e até destrancar a porta do quarto com 0 aplicativo para celular, sem encostar em mais nada. “Uma das coisas que deve ficar é o uso da tecnologia. Quem aprende a fazer tudo com o telefone não vai dar um passo para trás”, afirma Vanessa Martins, gerente-geral do Renaissance. No quarto, os papéis usados para apresentar cardápios, horários de funcionamento e serviços foram substituídos por uma placa com QR Code, para o hóspede acessar com o celular. A GJP, que já projetava uma plataforma para os hóspedes, acelerou o seu lançamento. A ferramenta permite fazer check-in e reservar restaurantes e atividades. Em resorts ou hotéis urbanos, parte importante das receitas vinha de viajantes a negócio, hospedados para participar de eventos e reuniões. Esse segmento foi o mais afetado pela pandemia e o que deve demorar mais para voltar. De acordo com o Fohb, a ocupação dos hotéis associados, que trabalham como público de negócios, foi de apenas 11% em julho, contra 60% em fevereiro. Já que ainda há restrições para eventos presenciais, os hotéis estão tentando atrair clientes para reuniões e congressos digitais. O Prodigy Santos Dumont, da GJP, no Rio, montou um estúdio para transmissões ao vivo. O mesmo fez o Renaissance, que transformou uma sala em estúdio com “chroma key”, parede verde sobre a qual são projetadas imagens. Ambos pretendem manter as estruturas depois da pandemia. A adoção do home Office também não passou despercebida. O íbis Budget Paulista tem desde maio dois quartos adaptados para funcionar como escritório: em vez da cama, há uma mesa de trabalho. Segundo Bruna Lombello, gerente-geral da unidade, a aceitação do público tem sido boa, e a unidade estuda manter o serviço por mais tempo. No Tangará, casais com filhos que reservarem um quarto durante a semana poderão usar mais um apartamento, durante o dia, para trabalhar ou estudar, sem taxa extra. Já a GJP criou um programa para incentivar estadas longas, com descontos para períodos maiores que oito dias, e inclui um kit com itens para quem precisa trabalhar ou estudar do quarto. Para Biselli, o home Office pode gerar um novo segmento de clientes para o setor, mas a continuação desses serviços depende da adoção do trabalho remoto pelas empresas depois da pandemia.