Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SEMPRE FAMÍLIA/CURITIBA
Data Veiculação: 03/06/2021 às 18h00

Das pessoas que continuam tendo sintomas mesmo após a Covid-19, a maioria relata problemas cognitivos, como perda de memória| Foto: Bigstock Sentir dificuldade para se concentrar ou para se lembrar de tarefas do dia a dia são distúrbios cognitivos comuns entre pessoas que – apesar de terem passado pelo período agudo da Covid-19 – mantiveram alguns sintomas por mais de seis semanas. Siga a Sempre Família no Instagram! Chamada de síndrome pós-Covid-19, a condição pode afetar tanto quem desenvolveu uma forma mais grave da doença quanto quem teve uma infecção mais leve. Esse foi um dos achados dos pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos. Em um estudo publicado na revista científica Annals of Clinical and Translantional Neurology, ligada à Associação norte-americana de Neurologia, os pesquisadores descrevem os relatos de 100 pacientes que, apesar do histórico de Covid-19 leve, mantive sintomas debilitantes e persistentes. Entre as reclamações mais comuns, destacam: Problemas cognitivos: relatadas por 81% dos participantes; Cefaleia [dor de cabeça]: 68%; Parestesia [formigamento]: 60%; Ageusia [perda do paladar]: 59%; Tontura: 47%; Dores: 43%; Visão turva: 30%; Zumbido: 29% O que são problemas cognitivos? Os demais sintomas podem até ser mais fáceis de identificar, mas como perceber os problemas cognitivos que podem surgir mesmo após a Covid-19? De acordo com os especialistas ouvidos pela Sempre Família, é preciso ficar atento a alguns sinais, como: a Falha na memória; Perda da memória imediata, do dia a dia; Dificuldade em manter a atenção e a concentração; Raciocínio lento. A questão cognitiva é muito mais do que só um problema de memória. Tem a função executiva, que é ver se a pessoa consegue abotoar uma camisa, escrever, pentear o cabelo. Essas são tarefas que precisam da formação da memória de curto e de longo prazo, além da atenção. “Curiosamente, o que mais apareceu no estudo foi um déficit de atenção” , explica Marcela Ferreira Cordellini, médica neurologista e preceptora da residência em Neurologia do hospital INC, em Curitiba. O problema de atenção, segundo a especialista, não é o mesmo de quem recebe o diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, a pessoa com a síndrome pós-Covid pode receber um tratamento "Se você identificar mesmo um déficit de atenção pode tentar usar medicações dos transtornos de atenção. A Ritalina [medicamento cloridrato de metilfenidato usado para TDAH], por exemplo, é uma possibilidade. Assim como medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, que têm um componente que pode ser usado para déficit de atenção”, descreve Cordellini. A médica reforça, porém, que é preciso uma avaliação cognitiva ampla antes da prescrição de um tratamento, para verificar o predomínio daquela queixa. Tratamento De acordo com José Renato Felix Bauab, médico neurologista do Hospital Sírio Libanês e do Hospital do Coração, em São Paulo, o tratamento dessas condições prolongadas são ainda "off "Nós nos guiamos por outras doenças para tratarmos essas sequelas. Em um primeiro momento, podemos dar suplementos vitamínicos ou recomendar repouso" , explica. Na persistência do problema, especialmente dos sintomas neurológicos, outras medicações entram na lista. As funções cognitivas de atenção e memória, segundo Bauab, são de domínio da região frontal do cérebro – que, por sua vez, é regida por neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina. "Usamos os mesmos medicamentos indicados aos distúrbios dessa região do cérebro, para agirem nestes neurotransmissores" , explica o especialista. Mas as medidas não farmacológicas, como o descanso, também podem ajudar. "Segundo alguns estudos, esses distúrbios pós-Covid-19 duram entre três a seis meses, de modo geral. Há casos que extrapolam o sexto mês, e isso vai demandar um esforço terapêutico maior. “Mas às vezes é uma questão de repouso, atividade física e alimentação”, destaca.

REDE SIM SAT
Data Veiculação: 03/06/2021 às 07h26

Muitos brasileiros capixabas principalmente, a partir desta quinta-feira (3), terão quatro dias de folga devido ao feriado prolongado. Mas, em tempos de pandemia, como conseguir se divertir e descansar a cabeça e o corpo sem correr riscos de ser infectado pela covid-19? A médica Keilla Mara Freitas, infectologista do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e diretora da clínica Regenerati, lembra que o mais indicado para não ficar doente é o isolamento social. “O ideal é não viajar e manter o isolamento apenas com os familiares mais próximos”, diz. Porém, quem já está com viagem programada, alguma questão não podem ser esquecidas. São as mesmas medidas de prevenção colocadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e repetidas ao longo de toda a pandemia por profissionais da saúde. Lembre-se de usar máscara em lugares públicos, evitar aglomerações, ficar o pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas e higienizar as mãos com frequência sejam com álcool gel ou água e sabão, segundo a médica. A infectologista ressalta que, no caso de viagem inevitável, seja dada preferência a não usar transportes coletivos, como avião e ônibus. “Carro próprio, sem dúvida é o mais indicado. Mas é importante que todos estejam testados, já que o ambiente fechado do carro é propagador da doença”, alerta. Keilla acrescenta o que deve ser feito no caso do uso de avião ou ônibus: “Usar máscara de tecido com três camadas ou a N95; higienizar o lugar que vai sentar com álcool em gel e, de preferência, não utilizar serviços de bordo, como comidas e bebidas, por exemplo,”, diz ela. O cuidado na hospedagem também é fundamental para evitar a covid-19. “Friamente falando, não é indicado ir para hotéis ou casas de temporadas. Mas se for, o ideal é levar o próprio jogo de cama, mesa e banho já higienizado. Caso não seja possível, peça ao hotel para higienizar seu quarto por completo antes de entrar”, ressalta a médica. Cuidados para quem não vai viajar Quem pretende passar os quatros dias em sua cidade algumas dicas também são essenciais para não ficar doente. As atividades ao ar livre são as melhores opções para aproveitar a folga. Escolha caminhar, andar de bicicleta em parques, na praia ou nas ruas. Mas com proteção da máscara e o cuidado de manter as mãos limpas, para não correr o risco de levá-las infectadas aos olhos, nariz ou boca. Outro jeito de aproveitar a folga é optar por fazer refeições especiais em casa. Que tal pensar em um almoço ou jantar especial em família? Juntos, pais e filhos podem virar chefs de cozinha, destaca a infectologista. “Restaurantes, em geral, são lugares fechados e com pouca ventilação. Se uma pessoa tiver infectado no espaço, todas as seu redor correm risco. Sem dúvida nenhuma, é mais seguro comer em casa”, salienta Keila. Com relação às atividades culturais, a infectologista também não indica ir a cinemas, museus ou teatros. “Ainda não podemos frequentar. São ambientes fechados, de fácil propagação”, lamenta ar7 médica. Enquanto as vacinas não estão disponíveis para todos os brasileiros e a pandemia não ceda efetivamente no Brasil, as medidas não farmacológicas de prevenção seguem sendo essenciais seja na folga ou no dia a dia de trabalho. O post Como aproveitar a folga do feriado sem correr risco na pandemia apareceu primeiro em Sim Notícias.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/06/2021 às 02h00

Muitos brasileiros, a partir desta quinta-feira (3), terão quatro dias de folga devido ao feriado prolongado. Mas, em tempos de pandemia, como conseguir se divertir e descansar a cabeça e o corpo sem correr riscos de ser infectado pela covid-19? A médica Keilla Mara Freitas, infectologista do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e diretora da clínica Regenerati, lembra que o mais indicado para não ficar doente é o isolamento social. "O ideal é não viajar e manter o isolamento apenas com os familiares mais próximos", diz. Porém, quem já está com viagem programada, alguma questão não podem ser esquecidas. São as mesmas medidas de prevenção colocadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e repetidas ao longo de toda a pandemia por profissionais da saúde. Lembre-se de usar máscara em lugares públicos, evitar aglomerações, ficar a pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas e higienizar as mãos com frequência sejam com álcool gel ou água e sabão, segundo a médica. A infectologista ressalta que, no caso de viagem inevitável, seja dada preferência a não usar transportes coletivos, como avião e ônibus. "Carro próprio, sem dúvida é o mais indicado. Mas é importante que todos estejam testados, já que o ambiente fechado do carro é propagador da doença", alerta. Keilla acrescenta o que deve ser feito no caso do uso de avião ou ônibus: "Usar máscara de tecido com três camadas ou a N95; higienizar o lugar que vai sentar com álcool em gel e, de preferência, não utilizar serviços de bordo, como comidas e bebidas, por exemplo,", diz ela. O cuidado na hospedagem também é fundamental para evitar a covid-19. "Friamente falando, não é indicado ir para hotéis ou casas de temporadas. Mas se for, o ideal é levar o próprio jogo de cama, mesa e banho já higienizado. Caso não seja possível, peça ao hotel para higienizar seu quarto por completo antes de entrar", ressalta a médica. Cuidados para quem não vai viajar Quem pretende passar os quatros dias em sua cidade algumas dicas também são essenciais para não ficar doente. As atividades ao ar livre são as melhores opções para aproveitar a folga. Escolha caminhar, andar de bicicleta em parques, na praia ou nas ruas. Mas com proteção da máscara e o cuidado de manter as mãos limpas, para não correr o risco de levá-las infectadas aos olhos, nariz ou boca. Outro jeito de aproveitar a folga é optar por fazer refeições especiais em casa. Que tal pensar em um almoço ou jantar especial em família? Juntos, pais e filhos podem virar chefs de cozinha, destaca a infectologista. "Restaurantes, em geral, são lugares fechados e com pouca ventilação. Se uma pessoa tiver infectado no espaço, todas a seu redor correm risco. Sem dúvida nenhuma, é mais seguro comer em casa", salienta Keila. Com relação às atividades culturais, a infectologista também não indica ir a cinemas, museus ou teatros. "Ainda não podemos frequentar. São ambientes fechados, de fácil propagação", lamenta a médica. Enquanto as vacinas não estão disponíveis para todos os brasileiros e a pandemia não ceda efetivamente no Brasil, as medidas não farmacológicas de prevenção seguem sendo essenciais seja na folga ou no dia a dia de trabalho.