Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 03/02/2021 às 21h31

O prefeito licenciado de Catalão, Adib Elias (Podemos), recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, nesta quarta-feira (3) após fazer tratamento contra a infecção da Covid-19 na unidade médica. Ao todo, Adib, de 68 anos, ficou 24 dias internado na capital paulista, sendo 14 na Unidade de Teria Intensiva (UTI). O político testou positivo para a Covid-19 em 11 de janeiro. Durante o tratamento, Adib Elias precisou de ajuda de aparelhos para respirar. O prefeito apresentou sinais de cansaço e, por isso, foi necessário iniciar o uso de respirador nasal. O político apresentou febre e oscilação na pressão arterial durante o tratamento. A prefeitura da cidade explicou em nota que o prefeito permanecerá em São Paulo, na casa do filho, onde deverá cumprir protocolo de fisioterapia. Ainda não está definida a data da sua volta a Catalão. A cidade é administrada pelo vice-prefeito João Sebba, de 69 anos, que também contraiu a doença, ficou internado em um hospital e recebeu alta após se curar. Adib Elias foi internado no Hospital São Nicolau, em Catalão, em 10 de janeiro. No dia seguinte, ele teve a confirmação do diagnóstico de Covid-19 e foi transferido para São Paulo. O político foi reeleito prefeito de Catalão com 57,62% dos votos. Foram 28.984 votos no total. Nota da Prefeitura de Catalão O prefeito de Catalão, Adib Elias, recebeu alta e já deixou o Hospital Sírio-Libanês. Passou por bateria de exames e tomografias e foi liberado pela equipe médica do Dr. Roberto Kalil. O prefeito permanecerá em São Paulo, na casa do filho, o também médico Guilherme Corradi Elias, onde deverá cumprir protocolo de fisioterapia. Ainda não está definida a data da sua volta a Catalão. Ele e família agradecem a todos pelas manifestações de apoio, orações e votos de fé. VÍDEOS: coronavírus em Goiás

RÁDIO CBN FM 90,5/SÃO PAULO | ESTÚDIO CBN
Data Veiculação: 03/02/2021 às 16h34

Brasil Marcela Marcos. De um dia para o outro a rede de Pronto Atendimento na capital paulista teve uma alta de dezoito por cento na demanda de pacientes, segundo a Secretaria Municipal da saúde, no dia primeiro de fevereiro foram realizados dez mil duzentos e sete atendimentos ao todo, já no dia dois foram doze mil e vinte e quatro, conforme o monitoramento diário da pasta, o crescimento percentual coincide com as mudanças anunciadas recentemente nos pronto-socorros. No início da semana, seis hospitais estaduais da grande São Paulo começaram a priorizar o atendimento de pacientes graves entre eles, o Santa Marcelina no Itaim Paulista, na zona Leste, na manhã desta quarta-feira, moradores do bairro fizeram uma manifestação em frente à unidade de saúde contra as alterações quatro que ocorreu na Avenida Marechal Tito reuniu cerca de setenta pessoas entre elas, funcionários do complexo que temem por demissões, em razão da menor demanda que pode passar a ocorrer o Governo de São Paulo justificou que a mudança busca priorizar urgências e emergências nos locais de referência Euclides Mendes do movimento da saúde entidade que organizou o protesto, contestou a justificativa da gestão estadual para ele os moradores da região ficam desassistidos. Essa semana no hospital de referência é importante que haja algumas o perigo na região, os pronto-socorros aqui na região, isso não é ser uma pessoa se machucar noite, por exemplo, vai ser atendida lugar nenhum. Então uma interpretação fizemos o ato o hoje e vamos ouvir da direção do hospital, o Se absurdo de fechar as outras unidades que terão o atendimento alterados são o hospital Estadual da Vila Alpina, hospital do Grajaú e hospital da Pedreira na capital e também o Hospital Geral de Itapecerica da Serra e o de Mogi das Cruzes na Grande São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde informou que nenhuma delas pode recusar atendimento de casos leves, no período de transição da nova medida que é de noventa dias já a prefeitura afirmou que apesar da alta registrada entre os dias primeiro e dois de fevereiro, o atendimento nos pronto-socorros da capital paulista ocorre normalmente, com a colaboração de Gabriela Rangel de São Paulo, Marcelo Marcos.

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/02/2021 às 04h00

No dia em que foi vacinado contra a covid-19, Gustavo Gusso, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), postou a seguinte frase em uma rede social: "Vacine-se, mas ciência não é Dom Sebastião. Não há nada que salve mais vidas do que a justiça social". Referência entre os médicos de família e comunidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e do setor privado, nos últimos anos Gusso também tem prestado consultorias a empresas interessadas em criar serviços de atenção primária à saúde, como Amil, Unimed, Dasa e Hospital Sírio-Libanês. Em entrevista à coluna, ele fala sobre o mau desempenho do Brasil no enfrentamento da pandemia, as esperanças depositadas na vacina e o papel da atenção primária: O que você quis dizer ao citar Dom Sebastião (rei de Portugal desaparecido em 1578 que, segundo a lenda, retornaria para aliviar a população de todos os males)? Sinto que as pessoas depositam todas as esperanças em uma única ação. A solução para um problema tão complexo como a covid-19 dificilmente será simples assim. Os cidadãos estão achando que vão tomar a vacina e já vão poder sair de casa. Não é isso. O vírus sofre mutações e há uma série de outras coisas que precisam acontecer para evitar novas mortes. Onde entra a justiça social? Um dos aspectos mais difíceis da pandemia é fazer isolamento em lugares onde é impossível se isolar, como as favelas. Recebi um meme que mostrava a rainha da Inglaterra e a frase: "Por favor, fiquem em seus castelos". Moramos em pequenos castelos. Um apartamento em São Paulo é um pequeno castelo se comparado a um barraco. Conseguir a vacina é uma grande coisa, mas não substitui todas as outras medidas importantes. Tem a questão do isolamento, das UTI, do oxigênio etc. Enfrentar a pandemia exige soluções complexas. Qual é a sua avaliação sobre a forma como o Brasil lida com a pandemia? O Brasil deu um show de incompetência. Os principais fatores que fizeram diferença nos países que conseguiram lidar melhor com a pandemia foram o rastreamento de contactantes e o acesso aos exames. Logo no início, a Coreia do Sul fez aquelas coletas de exame por drive-thru. A pessoa colhia a amostra para o PCR, ia para casa e recebia o resultado. Se desse positivo, ela era monitorada. Quando necessário, saía de casa para o hospital com o leito já reservado. Nós não fizemos isso direito até hoje. Fui fazer um PCR e tive dificuldade de agendamento, mesmo com um plano de saúde top. Em algumas unidades básicas de saúde (UBS), o resultado demora até 30 dias. Isso não é uma política de vigilância. O que seria um rastreamento adequado? Na gestão do ex-ministro Mandetta, o Ministério da Saúde estava organizando um plano de rastreamento. No início da pandemia, a Secretaria de Atenção Primária à Saúde trabalhava 24 horas para lançar uma política de rastreamento por telefone e aplicativo. A equipe do secretário Erno Harzheim (exonerado em abril) estava organizando a questão dos prontuários e próximo passo seria melhorar o acesso ao PCR. Com a saída do Mandetta e dos secretários, tudo isso foi abortado. O acesso ao exame continua ruim até hoje. Não ter um plano de rastreamento dos contactantes é incrível. Em uma doença infecciosa, a vigilância é o principal. Não estamos fazendo. A rede privada também deixa a desejar? Em alguns laboratórios da rede privada o agendamento é feito com uma semana de antecedência e o resultado sai em 48 horas. Isso não existe. O teste tem que ser feito no mesmo dia em que começou a suspeita. Se a pessoa não tem sintomas, mas teve contato com alguém que teve, ela precisa fazer o exame de imediato. O acesso tem que ser livre. Do jeito que é feito não adianta. Em dez dias a pessoa infectada já espalhou o vírus para todo mundo. Na Coreia do Sul, a pessoa fazia o PCR, voltava para casa e ficava lá até o resultado sair. Se fosse pego na rua, sofria uma sanção. Se desse negativo, estava liberado. Se desse positivo, ficava 14 dias isolado e monitorado pelo aplicativo do governo. Por que o acesso ao exame é tão restrito? Isso é pura desorganização. Não me diga que o Brasil não tem dinheiro para o exame. Claro que tem. Com a gestão do Bolsonaro a gente nem conta, mas qual estado fez uma boa política de rastreamento? Não conheço sequer uma prefeitura que fez isso como deveria ser. No caso da Coreia, fizeram o rastreamento com um PCR e um aplicativo. Simples assim. Em abril, os cidadãos já podiam localizar no aplicativo onde estavam os casos positivos. A informação era pública. As pessoas conseguiam localizar quais casas e bairros o vírus já havia atingido. Vários lugares não tinham um caso sequer. No Brasil, estamos falando em vacina como se ela fosse uma solução mágica. Não é. Para evitar a tragédia, há um passo a passo que precisa ser seguido. Por que não conseguimos agir? No Brasil, falta tudo. Disciplina, vontade de fazer, lideranças que se empenham. Nos últimos três meses, as nossas lideranças só falam em vacina. O rastreamento de contactantes vai ser importante sempre. Não tem como deixar de fazer. A vacina não basta. É preciso rastrear contactantes, ter leitos de UTI, treinar intensivistas e fisioterapeutas, comprar oxigênio. Entre outras coisas, é preciso saber o momento certo de intubar um paciente. A intubação representa um risco enorme para a vida. UTI é um lugar perigoso. É fundamental seguir protocolos (padrões de atendimento) nas unidades de terapia intensiva. A disparidade dos índices de mortalidade nas UTIs do país é absurda, como revelou o pesquisador Otavio Ranzani em artigo publicado no The Lancet. Morreu muita gente por inexperiência das equipes. Os gestores fizeram escolhas inadequadas? Há um conceito da economia sobre o qual falamos pouco. É o custo de oportunidade. Para fazer uma coisa, deixamos de fazer outra. Na saúde, ninguém faz tudo ao mesmo tempo. É preciso selecionar as coisas mais importantes para fazer. Se eu disser para você fazer 15 coisas para a sua saúde, você faz três. O governo decide o que fazer. Por exemplo: se ele decide investir em hospital de campanha, ele não faz rastreamento. Não é só por dinheiro. É por capacidade também. Ele não consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Meu ponto é o seguinte: claro que temos que investir na vacina. A vacina é a solução final em qualquer doença infecciosa para a qual existe vacina. Não podemos deixar de falar em vacina, mas é preciso tomar cuidado para não deixar de fazer outras coisas que também precisam ser feitas. O que precisa ser feito daqui para frente para evitar mais mortes? Precisamos voltar à política de rastreamento de contactantes que foi abandonada. Há várias formas de fazer isso. Não precisa ser só PCR. Tem aplicativo, sintomas etc.Temos que estruturar melhor a gestão de leitos. Se precisar comprar mais leitos privados, o SUS precisa comprar. É fundamental melhorar as práticas nas UTIs e garantir um padrão. Não é possível ter uma mortalidade de 20% em uma UTI e de 70% em outra. Os lockdowns temporários são importantes, mas acho que eles têm que ser rápidos e efetivos. Eu faria como em outros países. Fecham tudo por um tempo curto. Não vejo muito sentido em fechar só nos finais de semana. E, finalmente, a vacina. A importância da atenção primária ficou evidente na pandemia? Na atenção primária fazemos prevenção. Monitoramos a pessoa para evitar que ela vá ao hospital. Nós também tratamos as pessoas com sintomas para evitar que o problema se agrave e ela precise de hospital. Prevenção também é cuidar de gente doente. Prevenção pressupõe fazer coisas que não vão aparecer. Não é fácil perceber quantas pessoas iriam para o hospital, se não houvesse a atenção primária. Sabemos por meio de estudos estatísticos, mas não é algo visível para qualquer pessoa. O pronto-socorro, a UTI e o hospital de campanha têm muito mais visibilidade. Se, na atenção primária, evitamos o adoecimento, como as pessoas vão ver? Esse é o problema. No Brasil, as pessoas não dão valor às coisas que elas não veem. Se não tivéssemos a atenção primária funcionando, ainda que com todas as dificuldades, a tragédia brasileira seria ainda mais grave? É evidente que a atenção primária é crucial em uma doença em que a pessoa tem que ficar em casa, monitorada, em isolamento, observando sinais para saber o momento certo de ir ao hospital. Uma hipótese plausível é que a falta de uma atenção primária organizada piorou o caos nas cidades que estão muito mal. Manaus sempre teve uma atenção primária muito precária, assim como outras cidades do Norte e do Nordeste. Esse parece ser um dos fatores, mas não o único. A coisa mais importante no sistema de saúde é saber o momento certo de sair de um ambiente e ir para o outro. Sem a atenção primária, esse filtro crucial se perde. O filtro é feito primeiro por quem está na atenção primária. Isso serve para qualquer doença, mas, principalmente, em uma pandemia. Sem uma boa atenção primária, as pessoas correm para o hospital. Os médicos ficam inseguros de mandar os pacientes de volta para casa. O hospital vai abarrotando e vira uma panela de pressão. O que você achou deste conteúdo? Comentários, críticas e sugestões podem ser enviados pelo email segatto.jornalismo@gmail.com. Obrigada pelo interesse.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 03/02/2021 às 00h50

O Estado de São Paulo não incluiu na lista de prioridades para tomar a vacina de covid-19, todas as empresas integrantes do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar. “Nós somos da saúde, não recebemos vacina e não há cronograma para isso”, afirmou ontem a enfermeira Maria Filomena de Paula Machado, proprietária da empresa Nurse Doctor House. Indagada, a secretaria de Saúde afirma que todos trabalhadores da saúde, 1,5 milhão de pessoas, estão incluídos na vacinação prioritária dos profissionais do setor. O Nead conta que mandou e-mail para secretaria indagando sobre a inclusão dos seus associados e que a resposta foi não. Fora 2 O segmento dá assistência a pacientes com várias doenças, inclusive os infectados pelo coronavírus – seja em casa, seja no próprio hospital. “Muitos de nós estamos hoje, por exemplo, trabalhando no 8º andar do Sírio Libanês, que abriga exclusivamente pacientes do covid-19. Somos grupo de risco. E não estamos autorizados a receber a vacina”, conta Filomena, do alto de seus 37 anos de experiência em home care. Fora 3 Segundo a enfermeira, os funcionários e empresas do Nead estão inscritas em todos os órgãos de fiscalização – inclusive no Conselho Regional de Enfermagem paulista e Conselho Regional de Medicina. E compara com a experiência internacional: “Nos EUA, na Europa e em muitos outros países, os profissionais deste segmento foram incluídos. Aqui não”. Agora vai ao que tudo indica, a nova data de inauguração do Parque Augusta será julho deste ano. A ideia, segundo se apurou, é abrir o parque mas continuar com a prospecção arqueológica em áreas delimitadas. Assim, o público terá a chance de acompanhar o processo de perto. Outras histórias Focada na trajetória de Zezé di Camargo, a série É o Amor – a ser feita pela Netflix – promete trazer aspectos da vida do cantor que não foram mostrados no filme Os Dois Filhos de Francisco. A produção, que terá como protagonista também Wanessa, uma das filhas do sertanejo, já começou a ser filmada na fazenda de Zezé em Araguapaz, Goiás, há cerca de dois meses. Além de seu genro, Marcos Buaiz, Celso Loducca também integra o time da empreitada.