Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

PAIS & FILHOS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/02/2020 às 11h36

O novo coronavírus está deixando muita gente assustada. Na última quinta-feira (30), a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o coronavírus representa um risco para o mundo. Mas o que, de fato, isso significa? Apesar dos órgãos de vigilância sanitária e de saúde ainda terem poucas informações a respeito desse vírus, reunimos tudo o que você precisa saber para proteger sua família e evitar o contágio:

O que é?

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China. O que causa? Sintomas respiratórios, como febre, tosse, falta de ar. Pode causar sintomas leves, como um resfriado comum até quadros mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória aguda.

Como é transmitido?

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

Como é feito o diagnóstico?

Um exame específico, feito a partir da coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, que pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Como tratar?

Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI. Há estudos clínicos em andamento para avaliar a segurança e eficácia de medicamentos e anticorpos monoclonais já utilizados para tratamentos de outras infecções e que mostraram atividade em laboratório contra os coronavírus, mas ainda não há resultados para a atual epidemia.

O que tem sido feito?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem trabalhado com autoridades chinesas e especialistas globais para aprender mais sobre o vírus, como ele afeta as pessoas que estão doentes, como elas podem ser tratadas e o que os países podem fazer para responder a esta epidemia. Os países, incluindo o Brasil, têm instituído ações de vigilância nos aeroportos para tentar identificar pessoas que entrem doentes.

Existem casos confirmados no Brasil?

Não! Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil segue com 16 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV. Nenhum caso foi confirmado. Metade dos pacientes está em São Paulo. Há suspeitas também no Ceará (1), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4). Outros dez casos foram descartados. Não houve alterações no número de casos suspeitos e descartados desde o último levantamento divulgado neste sábado (1) pelo Ministério da Saúde. Para saber em tempo real sobre a situação do coronavírus no Brasil e ao redor do mundo, o Johns Hopkins Center for Systems Science and Engineering (CSSE) construiu e está atualizando regularmente um painel para rastrear a disseminação mundial do surto. O site tem estatísticas e um mapa.

É possível baixar os dados gratuitamente aqui. Como se prevenir?

Os especialistas recomendam os mesmos cuidados tomados com doenças respiratórias para evitar a transmissão do vírus: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos. Confira mais dicas da Sociedade Brasileira de Infectologia para reduzir o risco de infecção: Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar; Usar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; Evitar tocar nas mucosas dos olhos; Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações. Fonte: Hospital Infantil Sabará; Hospital Sírio Libanês; Sociedade Brasileira de Infectologia.

Fonte: https://paisefilhos.uol.com.br/familia/coronavirus-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-proteger-sua-familia-contra-a-doenca/