Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SP2/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 02/03/2021 às 19h16

Sete mil quatrocentas e dez pessoas estão hoje e unidade de terapia intensiva do estado a média de internações em utis é a maior desde o começo da pandemia a ocupação dos leitos passou dos setenta e cinco por cento a repórteres na paulo campos está em frente à santa casa de santo amaro e tem mais informações pra gente colecionar foi ela boa noite ela pois foi a primeira vez desde o começo da pandemia aqui a média móvel de pacientes com convide ocupando leitos de uti superou o patamar de sete mil ou seja são mais de sete mil pessoas em média ocupando esses leitos de alta complexidade exigindo cuidados médicos específicos das equipes dos hospitais particulares e públicos esses dados são do balanço da secretaria estadual da saúde que são divulgados diariamente o estado de são paulo superou hoje também a marca de setenta e cinco por cento de leitos de uti ocupados desde o começo da pandemia a aqui na santa casa de santo amaro por exemplo a ocupação da uti é de noventa por cento no hospital sírio libanês da rede particular é de noventa e um por cento ou seja o caos generalizado é então é isso a situação é crítica nos hospitais é preciso que as pessoas se cuidem e protejam o as pessoas que são próximas delas porque os hospitais estão chegando no limite a estreia aqui resposta às autoridades vão mudar a partir de agora maior é outra pergunta porque hoje mais de seiscentos prefeitos paulistas participaram agora à tarde de uma.

CNN PRIME TIME/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 02/03/2021 às 19h14

Exatamente dessa possibilidade de estados municípios poderem comprar vacinas a cidade de são paulo está negociando a compra de doses da vacina da johnson johnson contra a Covid19 o imunizante tem aplicação de dose única tem os detalhes ao vivo a repórter isabela faria pra gente isabela boa noite a prefeitura se encontra amanhã com representantes do laboratório e possibilidade de fechar negócio exatamente márcio boa noite pra você boa noite a todos que nos acompanham como você disse amanhã é o pontapé inicial para as negociações entre a prefeitura de são paulo e o laboratório johnson johnson para aquisição de vacinas essa informação foi confirmada mais cedo pelo édson aparecido que é secretário municipal de saúde aqui da cidade de são paulo ele disse que é exatamente isso as negociações começam amanhã e que inclusive já há um orçamento da prefeitura separado para caso essa negociação avança a gente lembra como vocês tavam falando que é por causa da do supremo tribunal federal que permitiu agora que está permitindo está caminhando que estados e municípios possam realizar negociações com o laboratório sem o intermédio do ministério da saúde ou do governo federal também e bom lembrar tenham aparecido que é secretário municipal de saúde também disse que essas negociações com adilson e john vão além do consórcio de prefeitos a gente sabe que existe um consórcio onde o prefeito de tod várias cidades do país já estão negociando também com laboratórios para aquisição de vacinas são paulo participa desse consórcio mas também fará a negociação com a johnson johnson então a partir de amanhã vamos ouvir o que disse édson aparecido secretário municipal de saúde de são paulo e na semana passada com autorização do supremo tribunal federal e também afirmou municipal prefeito bruno covas é nos em autorizado a iniciar conversas com laboratórios nós estamos em conversa com dois laboratórios vão inclusive é a jansen deve ser realizada ainda esta semana e o prefeito também já reparou recursos no orçamento da casa por meio da compra de vacinas a cidade possa comprar vacina isabela aproveitando que vou estar com a gente ainda a ocupação de leitos de uti para convide em alguns hospitais particulares da cidade de são paulo taxa de ocupação no limite no limite márcio a situação é com o perdão da palavra assustadora a gente vê por exemplo no hospital sírio libanês a taxa geral de ocupação de leitos de uti noventa e um por cento mais mais de cento e setenta pacientes estão com o vídeo no hospital e quarenta e nove deles estão em unidades de terapia intensiva quando a gente vai para o hospital israelita albert einstein a taxa geral de ocupação de leitos de uti está em noventa e nove por cento e mais de cento e cinquenta pessoas estão concorrido dezenove estão internadas naquele hospital quando a gente vai para o hospital alemão oswaldo cruz a ocupação é de cem por cento de leitos de uti para pacientes com convívio dezenove ou seja não há mais lugar para uma pessoa que chega a oswaldo cruz e tenta se tratar com a doença e a beneficência portuguesa tem mais de cem por cento de ocupação de leitos de uti o que significa que a fila para a internação para as pessoas que tem o coronavírus eu volto com você no escuro a situação é assustador isabela não apenas por causa da falta de leitos hoje o dia será marcado por uma triste puma por um triste número atingido pelo estado de são paulo as últimas vinte e quatro horas foram quatrocentas e sessenta e oito o número é o maior desde o começo da aline barbosa tem os detalhes pra gente ui oi márcio mais uma triste notícia aqui no estado de são paulo né os dados foram divulgados há pouco pela secretaria estadual de saúde foram quatrocentas e sessenta e oito mortes registradas em vinte e quatro horas o último recorde havia sido registrado no dia treze de agosto do ano passado quando quatrocentas e cinquenta e cinco vidas foram perdidas para o novo coronavírus só que também novos casos bater um recorde de dez mil cento e sessenta e oito em vinte e quatro horas que são paulo está batendo recorde atrás de recorde o que a gente tem também é um número máximo no número de internados aqui no estado de são paulo dezesseis mil seiscentos e trinta e cinco cento que sete mil quatrocentos e dez estão internados em unidades de terapia intensiva e nove mil duzentos e vinte e cinco em enfermaria ontem o estado de são paulo também havia batido o recorde em pessoas internadas em utis com um número de sete mil e cento e sessenta e três internados macho obrigado anne enquanto a gente patina aqui no brasil no programa de imunização em quanta gente patina na compra de vacinas

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 02/03/2021 às 16h56

São Paulo - Pelo menos quatro grandes hospitais privados da capital paulista - Einstein, Oswaldo Cruz, BP e São Camilo, afirmam que atingiram nos últimos dias 100% de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para internados com covid-19. Com isso, já trabalham na abertura de novos leitos. Ao contrário da Prevent Senior que decidiu suspender as cirurgias eletivas para evitar superlotação, as unidades consultadas afirmam que continuam realizando os procedimentos considerados de não emergência. Covid-19 Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa Na semana passada, reportagem do Estadão revelou que a escalada de casos de novo coronavírus, somada às internações de pacientes com doenças crônicas, colocou pressão em hospitais particulares de elite de São Paulo, que já operavam com taxas de ocupação superiores a 90% nos leitos de enfermaria e de UTI, considerando alas covid-19 e para outras doenças. Com 153 internados por covid-19, na manhã de segunda-feira, 1º, a ocupação total no Hospital Israelita Albert Einstein era de 100% para pacientes com o novo coronavírus e outras enfermidades. Na quinta-feira passada, 24, era de 99%, sendo a principal causa da lotação a realização de cirurgias eletivas que ficaram represadas nos primeiros meses da pandemia e foram retomadas. Mesmo com o cenário preocupante, por enquanto, o Einstein não prevê cancelar os procedimentos eletivos. Dados divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz mostram que há 140 pacientes internados com covid-19, sendo 82 em unidade de internação e 58, na UTI. A taxa de ocupação é de 85% e 100%, respectivamente. Já a taxa de ocupação total para pacientes com o novo coronavírus e outras doenças é de 87%. Segundo o hospital, 13 novos leitos em unidade de internação foram abertos para pacientes com covid-19 e 5 novas vagas de UTI para a doença serão abertas ainda em março. Mesmo diante do avanço de internações pelo novo coronavírus, Antônio Bastos, diretor-executivo médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, afirma que as cirurgias eletivas estão mantidas. "Devemos ter em mente que, a despeito da pandemia, temos alta prevalência na população de doenças crônicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes e problemas digestivos), além de outras como ortopédicas e neurológicas, que necessitam de tratamento cirúrgico", avalia. Segundo ele, o atraso de tratamento pode, por exemplo, mudar o estadiamento de um câncer e implicar um tratamento mais agressivo, com mudança de prognóstico e qualidade de vida para o paciente. "Elaboramos protocolos clínicos, separamos fluxos de atendimento, criamos unidades dedicadas para pacientes não covid, capacitamos os profissionais e disponibilizamos todos os recursos necessários para a realização de cirurgias eletivas com a máxima segurança", disse Bastos. A instituição acompanha diariamente as tendências da pandemia para adotar ações de forma dinâmica para lidar com o aumento da demanda. Referência em serviços de alta complexidade e ênfase em Oncologia e Doenças Digestivas, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, as cirurgias eletivas representam cerca de 40% do volume de internações. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o hospital registrou 10% na redução de cirurgias eletivas realizadas em comparação ao mesmo período de 2020. Antes, no início do ano passado, eram feitos, em média, cerca de 500 procedimentos cirúrgicos eletivos por semana. A Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP) afirma que também registrou na segunda-feira taxa de ocupação de 100% com um total de 97 pacientes com covid-19 internados. Desses, 47 estão em leitos de UTI e 50, em unidades de internação. Na semana passada, a taxa era de 97,87% nas UTIs. "Nosso sistema de gerenciamento de leitos nos permite fazer rapidamente os ajustes necessários na quantidade destinada para os casos de covid-19, garantindo o atendimento de todos os pacientes, incluindo aqueles que escolhem a BP para cuidar de outras condições de saúde", afirma Luiz Bettarello, médico e diretor-executivo e de Desenvolvimento Técnico da BP. Dos mais de 800 leitos existentes, a BP disponibiliza hoje 97 para pacientes com covid-19. Neste momento, as cirurgias eletivas estão sendo realizadas normalmente, com todos os protocolos de segurança. Com cenário semelhante, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo afirma que na segunda-feira estava com 203 pacientes internados para tratamento de covid-19 em suas três unidades, número que vem sofrendo oscilação. No momento, a taxa de ocupação dos leitos destinados à doença atingiu o nível máximo da rede. "Novos leitos serão disponibilizados ao longo dos próximos dias. A maioria dos pacientes internados apresenta comorbidades e idade média em torno de 55 anos", afirmou o São Camilo, que mesmo diante do momento atual mantém a realização de cirurgias eletivas. Considerando as três unidades hospitalares, o Grupo Leforte afirma que está com uma taxa de ocupação de 99% de seus leitos de internação e UTI destinados aos pacientes com covid-19. Segundo a instituição, houve uma queda de 31% nas cirurgias eletivas desde o início da pandemia, em razão das restrições ou mesmo suspensões impostas por autoridades de saúde e pelo receio dos próprios pacientes. "No entanto, desde o fim de 2020 esse volume vem sendo gradativamente retomado. Hoje, em todas as áreas, esses procedimentos estão sendo realizados normalmente, com a adoção de fluxos e equipes separados e a adoção de rígidos protocolos de segurança", disse. No Sírio-Libanês, as eletivas também estão mantidas. A taxa de ocupação total no hospital chegou a 96% na semana passada e a 91% nesta terça-feira. Segundo a unidade, há 170 pacientes internados com suspeita ou confirmação de covid-19, sendo que 49 pacientes estão na UTI. Levando em consideração todas as enfermidades, 497 leitos estão ocupados. Já a taxa de ocupação dos leitos para pacientes com covid-19 no Hospital 9 de Julho retornou nesta segunda-feira para 85%. Na unidade, além de tratamento para o novo coronavírus, as especialidades mais procuradas são oncologia, urologia, ortopedia, neurologia, gastroenterologia e intervenções em casos de politraumatismo. "Desde o início da pandemia, o Hospital 9 de Julho criou fluxos seguros de atendimento para pacientes com covid, com alas separadas das alas não-covid", disse, em nota. Suspensão de cirurgias eletivas Em contrapartida, para evitar superlotação diante do avanço da covid-19 e surgimento de novas variantes, a Prevent Senior decidiu suspender a realização de cirurgias eletivas e consultas presenciais de casos sem gravidade. Segundo a maior operadora de saúde voltada ao público da terceira idade, a decisão foi tomada para proteger seus mais de 500 mil beneficiários. "As consultas já agendadas serão realizadas por telemedicina nos mesmos horários e datas, sem prejuízos aos pacientes", disse a Prevent Senior. Já outros planos de saúde, segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), estão avaliando com a rede própria de hospitais e rede credenciada a possibilidade de manter os procedimentos médicos considerados de não urgência nem emergência. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde e planos exclusivamente odontológicos, afirma que as operadoras associadas seguem as deliberações do órgão regulador e das autoridades sanitárias, nos níveis federal, estaduais e municipais, em relação a realização ou não de procedimentos eletivos em razão da pandemia do novo coronavírus. A entidade também diz que tem mantido contato permanente com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para avaliar a situação, inclusive com reuniões e ofícios recentes. "Além disso, cada operadora vem fazendo a gestão de seu sistema, respeitado seu modelo de negócio, de organização de rede de assistência e capacidade de atendimento, de forma a garantir o melhor serviço a seus clientes e responder da forma mais adequada às estratégias de enfrentamento da covid-19 seguidas no País", acrescentou. Como associada da FenaSaúde, a Bradesco Saúde afirma que acompanha a posição da entidade representativa do setor. Já a Amil disse que a autorização para cirurgias eletivas está sendo realizada pela empresa, conforme disponibilidade em sua rede própria e credenciada. "A operadora tem empenhado todos os seus esforços para atender as demandas por esses serviços dentro do prazo regulatório. Seguimos monitorando a evolução do cenário nacional para implementação de novas medidas de resposta à pandemia", afirmou a operadora de saúde. Porta-voz e superintendente executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), que reúne 136 operadoras de saúde com 150 hospitais pelo País, sendo 29 hospitais somente na capital paulista e ABC paulista, Marcos Novais, afirma que a situação está muito crítica e piorando a cada dia. "Fizemos um levantamento de taxa de ocupação em hospitais de operadoras de saúde com rede própria em São Paulo e ABC, com 992 leitos de UTI e 3.577 leitos clínicos. Estamos com ocupação de 89,9% e 89,7%, respectivamente. Números, porém, que mudam a todo momento", disse. "Desde o início da pandemia, nunca tínhamos chegado a esse número. E quando falamos em 89%, não significa que sobra ainda 10%. Na gestão hospitalar, significa que não tenho mais leitos vazios, significa que está sendo feita limpeza de alguns leitos e que nas próximas horas serão ocupados", alertou Novais para a gravidade, pois acima de 85% a situação já é considerada crítica. Embora o levantamento tenha sido feito com base na ocupação hospitalar de São Paulo, o superintendente executivo da Abramge acrescenta que cenário semelhante já se reflete em outras cidades. "Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia, por exemplo, já estão com dificuldades de leitos hospitalares", adiantou. Para o porta-voz da entidade, os indicadores já sinalizam para a recomendação de que as cirurgias eletivas devem ser suspensas. "Não podemos correr o risco de pessoas de cirurgias eletivas serem infectadas por covid-19 ou faltar leito para pacientes com covid-19 ou outras doenças em estado de urgência e emergência", disse. No entanto, Novais afirma que as operadoras estão analisando isso junto com a rede de atendimento, seja própria ou credenciada. "Estamos sempre conversando com todos os operadores, avaliando a situação em cada localidade. Neste momento, já temos que fazer gestão da rede para não faltar leitos. Pode ter lugares onde a saúde ainda não está ou já passou desse nível de gravidade. No entanto, eventualmente, algumas cirurgias eletivas precisarão ser reagendadas pelas operadoras e hospitais, levando em consideração a situação de cada paciente. Desta forma, é possível garantir que atendimento a todos os pacientes de emergência, urgência ou com situação agravada, independentemente de covid-19", explicou superintendente executivo da Abramge, que acredita em um número muito maior de internações em 2021. Ary Ribeiro, editor do Observatório da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e CEO do Sabará Hospital Infantil, avalia com cautela o adiamento de eletivas. "Ao longo de toda a pandemia, temos conscientizado a população sobre a importância de manter os cuidados com a saúde. É preocupante vermos que a situação ainda não se normalizou. O adiamento de consultas, exames, cirurgias e procedimentos eletivos coloca a vida das pessoas em risco, além de causar impactos no setor de saúde", acrescenta.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 02/03/2021 às 07h58

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou na segunda-feira (1/3) uma carta em que pede que sejam adotadas medidas mais rígidas para reverter o pior momento do país na pandemia de Covid-19. Só assim será possível "evitar o iminente colapso nacional das redes pública e privada de saúde", afirmou o Conass. Pouco mais de um ano depois da confirmação do primeiro caso da doença no Brasil, já foram registrados mais de 10,5 milhões de infecções e quase 255 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Mas, na contramão do que ocorre no restante do mundo, a pandemia não dá sinais de arrefecimento por aqui. O país continua a bater sucessivos recordes de óbitos, enquanto o número de novos casos cresce rapidamente. Os sistemas de saúde de vários estados não estão conseguindo dar conta dessa demanda e estão no seu limite. Enquanto isso, a vacinação progride muito lentamente, enquanto alguns idosos precisam esperar por várias horas em filas país afora para conseguirem se imunizar. O cenário caótico se completa com a insistência do governo federal em não apoiar medidas que comprovadamente ajudam no combate à pandemia. Entenda, a seguir, os fatos que mostram por que este o pior momento da pandemia de Covid-19 no Brasil até agora. 1) País segue batendo recordes sucessivos de mortes por dia Até pouco tempo atrás, o dia mais letal da pandemia ainda era 25 de julho, quando a média móvel de mortes havia ficado em 1.102 óbitos por dia, segundo o monitoramento feito pelo Conass. Esse índice leva em conta a média dos sete dias imediatamente anteriores e é considerado mais adequado para medir a gravidade da situação por corrigir distorções pontuais nos números. Mas, então, o que muitos temiam aconteceu, e após um longo período de alta desta taxa, que começou em meados de novembro, o Brasil igualou em 14 de fevereiro seu recorde de óbitos até então. Muita gente respirou aliviada quando a média móvel voltou a cair logo depois, mas isso não durou e, em 24 de fevereiro, o país registrou um novo recorde de mortes: 1.124. E esse índice não parou de subir desde então, para 1.149 no dia 25, 1.153 no dia 26, 1.178 no dia 27 e, finalmente, 1.205 no dia 28, o número mais recente. 2) Alta de novos casos está próxima do recorde da pandemia A média móvel de novos casos também está crescendo aceleradamente — de novo. Após atingir seu índice mais baixo em 6 de novembro, com 16.360, a taxa começou a subir desenfreadamente. Houve um alívio entre o Natal e o Ano Novo, com uma breve redução dos números. Mas logo a tendência de alta retornou com força e atingiu em 13 de janeiro o recorde de toda a pandemia: 55.626 novas infecções por dia. Voltou a arrefecer um pouco, mas, desde 19 de fevereiro, não para de subir. Ainda não batemos um novo recorde de novos casos, mas, com 54.726 registros em 28 de fevereiro, estamos muito perto disso. 3) Os leitos de UTIs estão quase todos lotados, com pacientes sem atendimento O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o seu momento mais crítico desde o início da pandemia, de acordo com um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz na sexta-feira (26/2). Dados coletados em 22 de fevereiro apontavam que, além do Distrito Federal, 12 estados estavam na zona de alerta crítica, com uma ocupação de mais de 80%: Amazonas, Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Paraná. Outros 13 estados estavam na zona intermediária, com 60% a 80% de ocupação: Amapá, Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Tocantins. E apenas um — Mato Grosso — estava fora da zona de alerta, com menos de 60% de ocupação. Quando levadas em consideração apenas as capitais, 17 estavam na zona de alerta crítica, das quais sete estavam com ocupação igual ou superior a 90%: Porto Velho, Florianópolis, Manaus, Fortaleza, Goiânia, Teresina e Curitiba. A lotação está sendo atingida até mesmo em alguns dos maiores hospitais privados do país, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, em São Paulo, nos quais já há fila de espera de pacientes por leitos de UTI. 4) A vacinação está lenta e com muitos problemas até o momento, só 3,11% da população brasileira já recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Isso representa pouco mais de 6,57 milhões de pessoas, de acordo com o monitoramento feito por um consórcio de veículos de imprensa do país. O número é ainda menor se contabilizadas apenas as pessoas que já receberam a 2ª dose. Foram 1,93 milhão até agora, ou 0,91% da população. Até o momento, de acordo com o site Our World in Data, o Brasil já aplicou 3,97 doses a cada 100 pessoas, enquanto o índice é de 22,5 a cada 100 nos Estados Unidos, 30,77 a cada 100 no Reino Unido e 93,5 a cada 100 em Israel. Por falta de vacinas, capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e São Luís chegaram a interromper a imunização e só puderam retomar alguns dias depois, com a chegada de novos lotes. A combinação de grande procura com infraestrutura inadequada fez com que houvesse relatos de idosos que passaram horas na fila para conseguir ser vacinados. 5) Bolsonaro continua a fazer campanha contra o isolamento e as máscaras Antigo crítico do isolamento social, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue fazendo campanha contra esse tipo de medida. Na última semana, diversos estados e cidades adotaram toques de recolher e lockdowns ou endureceram as restrições aplicadas ao comércio para tentar conter a alta de casos. No domingo (28/2), Bolsonaro compartilhou em seu Twitter um vídeo de uma empresária que se manifestou contra o lockdown decretado pelo Distrito Federal, com a legenda: "O povo quer trabalhar". Na sexta-feira, o presidente ameaçou os governadores dizendo que aqueles que "fecharem seus Estados" é que deverão custear o auxílio emergencial dado à população, sem detalhar como isso seria feito. Bolsonaro também falou recentemente contra o uso de máscaras, ao comentar que um estudo feito por uma universidade alemã havia apontado prejuízos do seu uso por crianças. O presidente não divulgou, no entanto, qual seria este estudo e disse que não daria mais detalhes para não ser alvo de críticas. O uso de máscaras e o isolamento social são dois métodos considerados altamente eficazes para conter a disseminação do coronavírus, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil.

RÁDIO BANDNEWS FM 96,9/SÃO PAULO | OUTROS
Data Veiculação: 02/03/2021 às 07h33

Sete trinta e três, a gente tem que falar da situação nos hospitais de São Paulo não são somente os hospitais públicos que passam por dificuldades, a gente vai falar agora sobre os hospitais mais renomados de São Paulo e aí a gente pode considerar mais renomados do Brasil que tem tecnologia, enfim, né, que não deixa a dever a nenhum lugar do mundo, a massa da terra, ela estava na porta do sírio-libanês vai contar como é que a situação tem fila para internação no Sírio Libanês ainda não há manuais tem já a ocupação de cem por cento contar tudo para a gente Marcelo, bom dia para você, bom dia, Carla, Sheyla Megale, bom dia a todos os ouvintes da rádio BandNews FM. Pois é, eu estou aqui na frente, no Hospital Sírio Libanês acompanhando a movimentação, muitos pacientes e pessoas que trabalham aí, então de forma intensa por aqui. Isso porque pessoal a ocupação dos leitos até caiu, mas não parece muito uma notícia boa essa queda porque saiu de noventa e sete por cento para oitenta e nove por cento. Agora na semana, então, por mais que tenha diminuído aí o índice de ocupação dos leitos de UTI para com vinte e nove aqui no Hospital sírio-libanês ainda é um número bastante alto, né complicado também situação parecida no hospital Albert Diaz tem que estar com cem por cento dos leitos ocupados a Beneficência Portuguesa também a situação se repete, muita gente internada e quase eles não estão conseguindo receber pacientes inclusive, lembrando que tem outras comunidades, né, por exemplo, só vai ter um apêndice elite ou então, de fato alguma coisa nesse nível também está tendo dificuldade de encontrar atendimento que não é só no momento na rede pública, né, que estar aí em um ano e setenta por cento de ocupação na rede privada as definições de E que na saúde foram atualizadas, Betão tem e mesmo isso, porque o sindicato dos hospitais particulares, eles fizeram pessoal um levantamento com oitenta hospitais, né. Eles notaram que tinha o que oitenta por cento, a média e a média de pessoas que estão internadas, a média de ocupação das U T is e também de noventa por cento e a média de Kim tae internado com Covid19, então, quer dizer, tá beira do colapso e o próprio doutor Roberto Kalil aqui também diretor do hospital sírio-libanês, ele disse que estava uma situação complicada um colapso das kamentt e os médicos não só ele, mas vários outros, né, a gente na Rádio BandNews mesmo, entrevistou o doutor Roberto Kalil e ele disse que a culpa muito a falta de medidas, por exemplo, aqui no sírio-libanês, eu estou aqui para que então você vê muita gente sem máscara, quer dizer que só passa na frente de um hospital na frente do hospital que estar com toda essa ocupação, todos os noticiários aqui do grupo Bandeirantes, gente sempre batendo nessa tecla e mesmo assim, o pessoal com máscaras sentar cobrindo o nariz ou então, sem máscara nenhuma assim você não vê nem na mão a máscara da pessoa tem durado no pescoço simplesmente pessoal andando sem máscara e também tem que ter as medidas Ned de higiene, passar álcool em gel usar a máscara lavar bem as mãos e tentar não sair de casa por que não parece que estamos numa pandemia eu, pelo menos que estão andando bastante pelas ruas aí de São Paulo, Clarke atrás da notícia para noticiar, não tô, dando bobeira, mas eu vejo essa situação recorrente e de gente anda na rua e muitas vezes. Fico me perguntando a razão pela qual elas estão por aqui, né, não a situação complicada, então nos hospitais particulares e nós seguimos para que acompanhando obrigada Marcela pelas informações. Ontem estava conversando com o Barão da Band News e 6 tinha que estar se perguntando também a razão pela qual as pessoas. Estão abandonando essas medidas que são por enquanto as únicas para conter o avanço do coronavírus uma vez que estão muito restrita a vacinação, a gente ainda não pode contar com esse efeito esse feito e mais para frente deixar de usar máscara já não se importar mais com distanciamento social que as pessoas estão jogando a toalha para que as pessoas já estão admitindo a possibilidade de ver os próprios parentes morrendo, porque é uma pandemia si mesmo morrer, faz parte da vida, o e fazer o que perguntaram se o Governo sabe uma coisa meio às ruas não e compara ao discurso mais recebeu discurso pelo cansaço. Ah, não tem isso nas V a tem também aquilo cada tudo que é repetida mil vezes essa é uma característica do brasileiro, né. Do do ser humano de maneira geral, mais brasileira mais impaciente brasileira no é tudo o que é repetida mil vezes vira achar, começa vir a palestra é a prova disso, ela nos anos 60 quando Brigitte Bardot visitou o Brasil pela deste bar do Chico foi uma festa Brigitte Brigitte de gente que grita deste bar dona foi estimado. Gostou tanto do Brasil que ficou semanas aqui e aí a brincadeira que quando Brigitte Bardot chegaram embora nunca mais e lá vem o chato do legislador as coisas canção, né, a gente realmente de que uma fadiga de ligar o rádio para todo o dia lá, obrigado a casa cheia da fala, não tem que usar a máscara se vira o chato da máscara, né. Mas infelizmente a gente vai continuar a gente vai continuar sendo a Brigitte Bardot a máscara que por enquanto não tivermos outra coisa e é isso que a gente tem que usar para proteger os nossos pais para proteger os nossos tios protejam nossos irmãos, nossos amigos a nós mesmos é e enquanto não tivermos a vacina. Enquanto a vacina não cumpriu seu papel todos um ciclo que demorado também, a gente vai ter que apostar a máscara foi o pessoal de Ohana na China não estão usando máscaras, 100 por cento, 6 por cento a vida usando máscara, a gente viu isso fantástico agora no domingo reportagens estacionar grande reportagem dizendo que não há nenhum caso registrado. A cidade está longe da doença, mas o mundo não tá, então é é uma cidade grande, 12 milhões de habitantes os administradores ali sabem que os aviões estão pousando decolando pessoas tão chegando e que por mais que o protocolo sejam adotados, essa doença pode voltar a uma nova cepa pode aparecer ali máscara, máscara, máscara, máscara, álcool, gel, cuja álcool, gel. Distanciamento, ninguém aqui, mas tá pegando isolamento, porque nesse momento não dá mesmo. Viver em algum de algum nível, mas o que a gente puder fazer, façamos por um pedaço de pano no rosto, não deu para ele difícil. Pedaço de campo e o pequeno que não é o esforço mínimo. Para proteger os seus para proteger as suas sociedade como de teus já que você situação reportagem daqui a pouquinho a taxa a gente vai agora é unir o aumento da rede Band News FM. E a gente volta a falar também sobre o que as medidas estão sendo adotadas em um real para fazer esse controle das pessoas para saber onde é que cada um deles passou o dia pode ainda que não pode já a gente volta. Vão chegar a falar sobre do primeiro-ministro da Nova Zelândia decretou a prisão, porque um caso foi registrado no país, um cargo não a morte, um caso uma contaminação, lapidar um não é brincadeira, infelizmente, é o que temos é o único jeito de protegermos a vida e a economia também.

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 02/03/2021 às 06h15

O Sírio-Libanês, em São Paulo, contabilizava na noite de domingo uma fila de 28 pessoas para internação da UTI de Covid19 do hospital. É a maior fila desde o início da pandemia. A fila vem crescendo. Na noite de quinta-feira, por exemplo, a lista de espera contava com 22 pacientes.