Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

REVISTA PIAUÍ
Data Veiculação: 01/09/2021 às 11h07

Em um vídeo no formato selfie, num quintal com piscina ao fundo, rede de descanso e uma pequena bandeira do Brasil encostada no portão, o médico imunologista do Hospital Sírio-Libanês Roberto Zeballos anuncia: “As pessoas que pegaram a doença e venceram o vírus selvagem têm imunidade sete vezes maior do que com a vacina.” Segundo ele, a fonte é um estudo recente de Israel sobre a Covid-19. Reforça a “novidade” por cerca de dois minutos e se despede com um sorriso: “Então, essa é uma notícia boa, tá bom, pra quem já teve, óbvio.” O suposto estudo foi divulgado pelo site Frontliner e compartilhado, no Twitter, pelo deputado bolsonarista Osmar Terra (DEM-RS). Em sua publicação, Terra escreveu que se surpreende “vendo epidemiologistas dar declarações confusas sobre o fim da pandemia, ignorando que pessoas infectadas ficam imunizadas, tanto ou mais que as vacinadas”. O tuíte teve mais de 5,8 mil interações. Longe de ser uma boa notícia, Zeballos divulgou desinformação. O Comprova – coalizão que reúne 33 veículos de comunicação (incluindo a piauí) para verificação de boatos – mostrou que o vídeo, que teve mais de 188 mil visualizações no Instagram, é enganoso, assim como a publicação do site e a de Terra. Os dados divulgados por ele não foram obtidos por meio de estudo, mas, sim, via monitoramento epidemiológico. O Ministério da Saúde de Israel esclareceu aos verificadores que não é possível confirmar que a imunidade das pessoas que entraram em contato com o vírus seja mais forte do que a conferida por vacinas e que “não é conhecido no momento” se os anticorpos advindos da infecção natural são mais fortes que os criados pelos imunizantes. A pasta reforçou a importância da vacinação e confirmou que ela já se mostrou eficaz em prevenir casos graves e hospitalizações. O imunologista também apareceu em outra verificação do Comprova por afirmar, de modo enganoso, que as vacinas não funcionam contra a variante delta e que crianças não desenvolvem a doença nem a transmitem. Em dezessete dias úteis, entre 5 e 27 de agosto, o Comprova teve um pico de checagens de conteúdos enganosos sobre vacinas: foram dez, incluindo as duas mencionadas acima. Todos os boatos, que atingiram mais de 27 mil interações e 578 mil visualizações, desinformam ao desqualificar os imunizantes e/ou negar a eficácia deles. Zeballos não é o único médico que entrou nessa estatística. Das dez checagens, seis vieram de boatos disseminados por médicos. Cinco desses profissionais são alinhados ao governo Bolsonaro – a exceção é o americano Daniel Stock, que viralizou ao afirmar que as vacinas confundem o sistema imunológico. O vídeo dele foi compartilhado em redes bolsonaristas e também atingiu milhares de usuários em outros países. Zeballos tem mais de 290 mil seguidores no Instagram e aparece, com frequência, em entrevistas ao programa Pânico Jovem Pan. Reportagem do Aos Fatos de fevereiro deste ano, sobre médicos que desinformam sobre a Covid-19, mostra que Zeballos é um dos campeões: está em quatro vídeos com mais de 2,7 milhões de visualizações, e defendeu, em todos eles, a administração de cloroquina em pacientes com coronavírus. Ele também já disse ser a favor do uso de corticoides como “solução” em casos graves da doença. O imunologista é um dos potenciais alvos da CPI da Pandemia e já foi citado por Carlos Wizard – empresário que atuou como consultor informal de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde – como membro de um “conselho científico independente”, juntamente com outros três médicos: Nise Yamaguchi, Anthony Wong (toxicologista morto em janeiro) e Dante Senra. Ao ser questionado sobre o suposto estudo de Israel pelo Comprova, ele disse que “isso é imunologia básica” e que quem se infecta acaba desenvolvendo resposta imunológica a todas as partes do vírus, não só a uma proteína dele, referindo-se à tecnologia utilizada em algumas vacinas. Além disso, afirmou que falou em “estudo”, mas quis dizer os dados de monitoramento. “E quando faz a conta, vê os números e quem teve infecção realmente ficou mais protegido. Não pode ser considerado um estudo, mas tem vários estudos que mostram que quem pegou a doença tem uma imunidade longa e mais eficaz”, sustentou. A médica otorrinolaringologista Maria Emilia Gadelha Serra foi outra que viralizou com declarações enganosas sobre as vacinas contra a Covid-19. Um trecho de uma live de que ela participou foi publicado no TikTok, atingindo 135 mil visualizações. Nele, ela tira dados de infecções entre vacinados de contexto; afirma que componentes das vacinas, como o alumínio, causam demência e Alzheimer, o que não tem embasamento científico; e diz que os imunizantes são experimentais. Todas as vacinas utilizadas no Brasil foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após terem eficácia e segurança comprovadas ao serem aplicadas em milhares de voluntários durante os testes. Em seu perfil no Instagram, Serra se apresenta como “médica-detetive hardcore com sangue Viking” e presidente da Sociedade Brasileira de Ozonioterapia Médica (SOBOM). A prática da ozonioterapia é contestada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), que, em Resolução de 2018, a definiu como “procedimento de caráter experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas no ambiente de estudos científicos”. Procurada pela piauí, Serra mandou por e-mail dois PDFs que, segundo ela, foram “respostas já enviadas para o Estadão Verifica e Agência Lupa” – ambas são agências de verificação. Nos documentos, ela contesta as checagens e reitera o que disse anteriormente, questionando a eficácia das vacinas. A bióloga Nathália Leite, divulgadora científica na União Pró-Vacina – iniciativa da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com instituições científicas que tem como objetivo produzir material informativo sobre vacinas e combater informações falsas – destaca que, além do discurso, muitas figuras alinhadas ao governo adotaram postura anticientífica, defendendo aglomerações e o não uso de máscaras. “As questões científicas não estão isoladas da sociedade, da economia e da política. Portanto, muito do discurso de profissionais da saúde vai ao encontro das ideias do governo Bolsonaro. A pandemia e as vacinas foram ‘politizadas’, o exemplo mais clássico é a enorme sinofobia vinda de indivíduos com aspirações políticas de direita. Por isso que – ainda que profissionais da saúde – esses indivíduos mantêm opiniões contrárias ao que diz a ciência e preferem seguir ideologias”, comenta Leite, mestranda em imunologia na USP. Segundo ela, a utilização de informação verdadeira fora do contexto para construir boatos é uma estratégia comum. É o caso, por exemplo, de dados de órgãos reconhecidos como o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos. O empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, presidente do diretório estadual do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em São Paulo, postou em seu Twitter que o órgão americano estava aconselhando a suspensão da aplicação da vacina contra a Covid-19 da Janssen. A postagem é enganosa ao levar a entender que a situação é atual. A interrupção ocorreu em abril e, no mesmo mês, a vacinação foi retomada. Fakhoury é investigado em inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre propagação de notícias falsas e financiamento de atos antidemocráticos. A polícia encontrou no computador do empresário notas fiscais emitidas por duas gráficas do Nordeste que indicam que ele custeou material de divulgação da campanha de Bolsonaro à presidência, em 2018, sem registrar na Justiça Eleitoral. No Twitter, ele se define como “conservador, antiglobalista e anticomunista”. Logo após contato do Comprova, o post foi excluído e substituído por outro no qual ele alega que a suspensão temporária seria prova do caráter experimental das vacinas – o que também é enganoso. Para a piauí, a assessoria de imprensa do empresário enviou vários links de artigos científicos e disse que a primeira publicação de Fakhoury foi postada com um erro na “data”, mas foi apagada e corrigida. O inquérito dos atos antidemocráticos foi arquivado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O ministro determinou a abertura de outra investigação para apurar a existência de uma organização criminosa digital voltada a atacar as instituições a fim de abalar a democracia, incluindo a atuação de Fakhoury. Sobre o inquérito das fake news, a assessoria disse que está “para ser arquivado” e “na iminência de terminar e devolverem a conta de Twitter dele”. A conta antiga de Fakhoury foi retirada do ar por decisão do Supremo. A vacinação de jovens, que começou recentemente no país, serviu para estimular boatos, como o postado pelo site antivacina Coletividade Evolutiva afirmando que 80% das crianças vacinadas desenvolvem efeitos adversos – e dando a Pfizer como fonte da informação. A farmacêutica informou aos verificadores que não tem nenhum estudo sobre vacinação em crianças concluído. O site publica de modo recorrente textos enganosos ou falsos sobre imunizantes. Relatório da Avaaz.org de 2019, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), sobre como a desinformação estaria reduzindo as taxas de cobertura vacinal no Brasil, já apontava o Coletividade Evolutiva pelo destaque na produção de conteúdo antivacinação no país. Os recentes casos de Covid-19 em pessoas vacinadas, incluindo personalidades, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Tarcísio Meira, Glória Menezes, Zeca Pagodinho e Silvio Santos, também foram um prato cheio para a produção e disseminação de conteúdos enganosos. Um exemplo é o post que, assim como o boato que afirmava que o diagnóstico positivo de Doria significava uma ineficácia da vacina, usa a estratégia de associar a internação do apresentador Silvio Santos com uma suposta falha da CoronaVac. A infectologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Raquel Stucchi, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), diz que as vacinas funcionam, sim, e reduzem os casos graves e a mortalidade. “É inegável que a vacinação conseguiu diminuir o número das internações, dos casos graves e da mortalidade. Se nós analisarmos os dados de março e abril, é facilmente perceptível que houve uma diminuição expressiva das internações e da mortalidade nos idosos que foram os primeiros a serem vacinados.” No entanto, ela destaca que, com a vacinação no mundo todo, o que foi observado e já documentado é que a proteção de todas as vacinas, independentemente do fabricante, diminui com o passar dos meses. “Particularmente, para alguns grupos populacionais, como por exemplo, os idosos. Eles vão perdendo a proteção pela vacina depois de 4 a 6/7 meses. Essa é a explicação porque, passados todos esses meses aqui no Brasil, nós devemos observar e já estamos observando um aumento de internação de idosos e vamos, infelizmente, observar também um aumento da mortalidade”, explica. Dessa forma, de acordo com a infectologista, a terceira dose – que começará a ser aplicada em setembro no país – para determinados grupos é essencial, “porque nós já sabemos que para qualquer vacina há uma redução da proteção”. Em nota enviada ao Comprova, a SBIm ressaltou que nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Além disso, fatores como imunossenescência (queda natural da imunidade relacionada ao envelhecimento), comorbidades e possível menor resposta a variantes podem contribuir para a redução do índice. O Comprova, desde o início da pandemia, tem um fluxo elevado de boatos sobre vacinas, elaborados com o objetivo de negar a eficácia e desqualificar os imunizantes. Isso se intensificou, porém, nas últimas semanas. De acordo com Sérgio Lüdtke, editor do projeto e integrante da equipe da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o pico das últimas semanas está relacionado com o fato de a desinformação se apegar à agenda pública para ganhar tração nas redes. “Com mais gente vacinada e casos de infecção aparecendo entre os imunizados, o que já era esperado por quem estava informado, o questionamento dos desavisados sobre a eficácia dos imunizantes cresceu muito. O problema é que negacionistas e grupos antivacina se aproveitam desse momento de desarranjo da informação para potencializar a dúvida e plantar informações enganosas ou sabidamente falsas”, explica. Lüdtke ressalta que o esvaziamento do discurso pró-tratamento precoce – defendido por todos os médicos citados na reportagem – também serviu para levar, novamente, o tema dos imunizantes à narrativa de grupos que partidarizam a pandemia. “Questionar as vacinas é a sua última ficha”, afirma. Roberto Zeballos e Osmar Terra também foram procurados pela piauí, mas não retornaram até a publicação desta reportagem.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 01/09/2021 às 06h00

A cidade de São Paulo começa a exigir, a partir desta quarta-feira (1º), comprovante de vacinação contra a Covid-19 com pelo menos uma dose para a entrada em todos os eventos com público superior a 500 pessoas. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular ou em formato físico. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a afirmar que o comprovante seria obrigatório para bares, restaurantes e shoppings. Após pressão do setor, no entanto, a gestão municipal voltou atrás e definiu que a medida será opcional para esses estabelecimentos. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial de sábado (28), a obrigatoriedade do comprovante valerá para shows, feiras, congressos e jogos. Para os demais estabelecimentos e setores, o passaporte será apenas "recomendado". Em caso de descumprimento, há previsão de interdição do local e multa que varia de acordo com o tamanho do estabelecimento. São as mesmas punições estabelecidas no início da pandemia pelo decreto nº 59.298, de 23 de março de 2020. Embora os jogos constem no novo decreto da prefeitura, o estado de São Paulo ainda não liberou totalmente a presença de torcidas nos estádios. O governador João Doria (PSDB) havia afirmado que isso só aconteceria depois de 1º de novembro, mas abriu exceção para o jogo entre Brasil e Argentina que acontecerá no próximo domingo (5). (Leia mais abaixo) A gestão estadual encerrou em 17 de setembro as restrições da quarentena de limite de horário e de público nos estabelecimentos e serviços. Mas a realização de shows com público em pé e eventos com aglomeração continuam proibidos pelas regras estaduais. O uso de máscara também continua obrigatório em todo o estado. Como baixar o 'passaporte da vacina' De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os participantes dos eventos poderão baixar o QR Code do “passaporte da vacina” no aplicativo E-saúde, da Secretaria Municipal da Saúde. É necessário fazer um cadastro com dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), data de nascimento, nome completo, e-mail e telefone. Caso não tenha acesso ao aplicativo, também é possível apresentar o comprovante físico que é entregue no momento da imunização. A Secretaria Estadual da Saúde também oferece o comprovante de vacinação em formato digital por meio do aplicativo do Poupatempo Digital. (Saiba como baixar aqui). Indefinição das regras Na segunda-feira (23), Nunes anunciou que o comprovante seria obrigatório para todos os bares, restaurantes e shoppings da cidade, o que gerou reação negativa do setor. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. Pouco depois, no mesmo dia, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que o passaporte seria opcional para esses setores. Aparecido fez a ressalva de que apenas restaurantes com eventos e teatros de shoppings, por exemplo, teriam obrigatoriedade na exigência comprovante. Não ficou claro, portanto, as regras exatas que deveriam ser seguidas. Segundo a gestão municipal, a Vigilância Sanitária faria a publicação da norma para regulamentar o assunto na quinta-feira (26), o que não aconteceu. Na sexta-feira (27), o prefeito adiou a adoção da medida afirmando que a Secretaria Estadual de Saúde não havia disponibilizado dados da vacinação que permitiriam o funcionamento do aplicativo. Em nota enviada ao G1, a pasta disse que já oferecia o comprovante de vacinação em formato impresso e digital. Associações criticam medida Após o anúncio, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirmou na segunda-feira que via com preocupação a decisão de exigência do passaporte. A entidade, que representa grandes redes alimentícias, disse ainda não houve diálogo com o setor antes da proposição da medida. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo afirmou que a exigência pode ser um incentivo à vacinação, mas fez a ressalva de que o aplicativo poderia ser um obstáculo para os clientes. "Sendo um incentivo à vacinação, o setor vê como apoio. A única ressalva e preocupação que o setor tem é com a funcionalidade desse aplicativo para que não seja um impeditivo ou obstáculo para frequência dos seus usuários, clientes, e também dos próprios estabelecimentos preocupados com o manuseio e a utilização desse aplicativo", afirmou o diretor Rodrigo Goulart. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) disse que está em "desacordo com a medida proposta pela Prefeitura de São Paulo de exigir o passaporte de vacinação em teatros de shoppings, conforme anunciado pelo secretário." "Para a entidade, a medida é considerada extemporânea, pois impõe severos custos e dificulta o acesso a um setor fortemente impactado pela Covid-19 e que já dispõe de rigorosos protocolos sanitários de operação elaborados pela consultoria do Hospital Sírio Libanês", disse por meio de nota. Quarentena A quarentena contra o coronavírus foi encerrada no estado de São Paulo pelo governador João Doria (PSDB) no dia 17 de agosto, antes que a maioria da população esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e com indicadores da pandemia melhores, mas ainda fora de controle. Além disso, há a preocupação com o avanço da variante delta do coronavírus no país. Bares, restaurantes, academias e cinemas não têm mais restrição de horário ou quantidade de público para operar. As exceções são os shows, que estão permitidos, desde que com público sentado, e eventos esportivos com público, que continuam proibidos. A utilização de máscara segue obrigatória. O governador havia afirmado que shows com público em pé, torcidas em estádios e pistas de danças continuariam proibidos até 1º de novembro. Mas voltou atrás ao anunciar que o jogo entre Brasil e Argentina, no dia 5 de setembro, terá liberação para 12 mil pessoas como "evento-teste". A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no entanto, decidiu nesta segunda-feira (30) que não haverá venda de ingressos para a partida. Apenas 1,5 mil convidados poderão acompanhar o jogo no local.