Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

TOTALMENTE EXCELENTE/BANDNEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 23h36

Salve Salve tirem as crianças da sala a terça-feira à noite totalmente excelente no ar e o São Paulo Bonfá e no programa de hoje, vamos conversar com alguém que esteve desde a primeira hora na linha de frente da prevenção e do combate do tratamento, a epidemia de COVID-19 com o novo coronavírus que tanto virou personagem nas nossas conversas das nossas vidas. Doutor David Uip, boa noite bem-vindo, tudo bem. Boa noite Paulo, o dólar, porque é tudo questão de que eu quero. Sobre o primeiro de tudo o coração dos infectologista está batendo mais rápido depois de um final de semana de calor pelo Brasil com praias lotadas parques praças, estabelecimentos confirma lanchonetes padarias, bares restaurantes, enfim, as pessoas saindo do seu isolamento para aproveitar o calor, isso a dá medo aos emoção dos necessária. Aos estrangeiros que eu estou feliz por estar vivo, disse que mais de um por estupro e o princípio. O que o time, mas e se o juiz não foi tão de e ficar rico. Certo falando sobre o risco, mas aí a gente tá falando ainda de uma doença de alto índice de transporte militar, a vida com muita taxa de contágio e esse momento que nós estamos esperamos com a imunidade de rebanho, quer dizer, um grau de contaminação de percentual significativo da população fazendo com que vírus à defensa ele já está alcançado, está próximo ele varia de estado para estado de região para região, como que a avaliação hoje. Eu te disse que primeiro estabilize ele se diz, eu não me e Mississipi municípios estados. Não por outra razão. Se o momento mais feliz por isso e o terceiro um dos eleições e que permitiu o que nós consideramos o ministro ao ano. À noite ele fazer a eleição mais seguras e o maior número de votantes possível, mas eu acho que eles momentos cruciais neste final de. Entendo, mas se a gente for então, fatiar pelos capítulos que o senhor acaba de mencionar, for pegar primeiro volta às aulas, né. E existe a volta às aulas na rede pública e a volta da rede privada, a gente sabe que há um desnível e na capacidade de seguir, novos protocolos de gene segurança e a até pelas particularidades e complexidade do sistema público, isso quando implementado e entendeu que esse município município a gerar que tipo de preocupação com é o grande risco da volta precipitada as aulas. Pois é, eu concordo muito com o secretário de câncer São Paulo que primeiro se ele acha que vou dar tudo que se publica pior do que a mesma opinião, risco zero de onze meses. E a grande pergunta é se não for agora, quando será depois a você e quando viram a cena e no momento de bairro de ciência da F m i A. E eu vejo pessoas de muito de ler os olhos e os os professores e pedidos e eu vejo eu não gosto que fiquem aí quem tem criança que tem quatro metros. O mais velho de doze anos, as melhores e as mães estão sofrendo pressão e em toda uma problemática em que se discutiu muito de mim que na quando você fala que volta às aulas, o Estado de São Paulo você explicou por meio do sistema de mil e quinze milhões de pessoas e três milhões e meio de água e mais ricas ou pobres. O hospital de direção das escolas de samba e de várias realmente precisam muito de. Se a gente for pensar, é no segundo capítulo, eleições, por exemplo, né. duas datas marcadas para que todos sigam a ir às urnas para eleger vereadores e prefeitos pelo calendário eleitoral. Isso sendo feito de maneira presencial sendo feito inclusive ultimamente, né, com o uso de equipamentos eletrônicos, né, com um controle, o manuseio na de uma mesma peça por milhões de eleitores o que nós eleitores, muitos equipamentos e como se estabelecer um protocolo para preservar a segurança sanitária dos casos. O socorrista do o rescisão de Emerson igual os três são eles ajudaram ao Tribunal Superior Eleitoral fases para expor procurar documentos. Hospital Alda vai ser tão Sírio Libanês que o representa. O corpo ficou muito bom, eu produzo o interessante, porque não é só do eleitor e mesário é do supervisor pessoal do TSE e do e do pessoal militar do exército, a polícia não apontou como objetivo a vez da saída de todos os sua casa todo o sistema de votação todo o sistema de segurança estão ver é um protocolo muito bom gosto de me F um mais grupo se. Não entendo que os detalhes de todos vão conhecer mais próximos das datas e talvez mais água passou debaixo da Ponte e a água passou debaixo da ponte significa mudanças na informações. E há variáveis estatísticas e desde que começou a pandemia muito se aprendeu, acredito eu sobre o coronavírus inclusive se aprendeu aquilo que não se sabe que se precisava saber sobre o vírus que até então não era um vírus presente e a gente estava está de conhecimento muito falar agora da vacina dos tratamentos mais da pesquisa sobre o causador da infecção, né, o vírus. É só o PT, o PV e o PT, por exemplo, Bale e Melissa desse ano é justamente para evitar o que você quer de mim e novas frentes de trabalho de tirar do et Jolie fez o que pode ser o quarto. Eles não me e o passe de grave, então nós aprendermos com que esse paciente para cá mais graves, porque desde que devem ser tomadas. Passou com as tem muito a aprender ainda aí o do filho para onde iria fechar a prisão do dia prossegue com que gerencia do Estado de São Paulo e dezoito pesquisadores e médicos linha de frente se pista dos jogos de domingo para conseguir autorização é praticamente impossível que uma pessoa se atualize AM e adia momento bombeiros também militar pode não ser publicar, é um desafio atualização e corporação de aumentar, disse ele Blatter de que o paciente que no final. E vou falar agora sobre a linha de frente, meu convidado dessas terça-feira, doutor David Uip representando aí o hospital Sírio Libanês estava atuando na linha de frente contra uma doença não é preciso inclusive e se retirar para se recuperar e entender a sua experiência como o paciente não ser um caso particular que tendo a convivência com os casos que continuam a aparecendo ainda que, em menor número e qual é a sua a impressão a sua recomendação a as pessoas não aquelas que estão contaminados, aquelas que ainda precisam evitar o contágio e aí aproveitando sobre aquelas que vão continuar sendo um grande grupo de risco por faixa etária comunidade e outros a fatores agregados aí que a torre mais difícil, um eventual tratamento em caso de contágio. Na verdade, o que ele fez e agora a decisão a ser obra do governador nas ruas disse Amos coordenadora mais um pouquinho e você e continua atuando plenamente como Reis, o laudo de ver a cidade saúde ver se ele perder os pacientes e a neve e deve de segurança ser discutido, acabou encaminhado noite, olhe que o dia ele não tem fim. Eu continuo bem ali que eu nasci e a nossa Clarice em algumas situações muito feliz por de fase e tem Aids e os medicamentos, eu não estou bem grave. Idade, mês que vem. As mulheres e com medo de ter a dos seus ó. O grupo de guias, o que implica são os indivíduos a partir dos cinquenta anos, principalmente à acerca de setenta e aqueles que têm o Bobcats na ordem. Os pais e os e aberto. O país que se ele tem problemas com ele. O planeta aumente uma coisa quem perder a ser ouvidas em qualquer idade, sem dúvida o fator de risco para a gravidade da doença. Entendo, mas aí tendo passado pela experiência como foi o seu caso particular e deu e ver o sentimento da quitação preconizado sobre a o que é um sintoma real desde o fato, febre dor no corpo, outros sintomas, um foi a algum assintomático e mentalmente ativo, o cansaço uma a o fígado não fique com a respiração ofegante é o que que deu de vivência que muitas vezes se fala sobre algo que não se contrai uma doença que você não teve nesse caso tendo a doença o que mudou na sua perspectiva pessoal foram sintomas. primeiro você eu e o Botafogo bem que tomate que o guardador, isso por causa. Teve o paladar. Ele é de posse hoje e eu acho que ele tem para que o pessoal do time falta de ar dor, eu não precisei ser internado, mas foi uma doença. Muito se eu costumo dizer que isso é, segundo eles queriam ter o primeiro é uma doença que pode cair pela Igor de uma doença da imprevisibilidade de expectativa ele está bem de manhã e à noite, ele pode estar pior, você vai vendo porque não sabe como o porta, não é uma doença que queria também empregos e cria muita ansiedade e que você vê já te eu o primeiro de se tomar oitavo dia. Eu acho que o Muricy terá essa delícia gravar do sétimo ao décimo segundo dia e a Gallup ou esta é uma doença pouco para não ter. Está, mas dá. Mais oportunidade para o Rio para falar a verdade aproveitando, então, que está falando sobre e os sintomas e sobre o tempo da doença ainda existe muita confusão sobre os tipos de exames possíveis os testes e quem deveria fazer que teste em que período sob o qual circunstância, e entendo também que novos testes foram sendo aplicado mais cresceram insuficiente para a nossa população. E a gente vai ter velocidade quantidade de testes para percorrer todo o universo e como hoje, as pessoas que ainda estão preocupados estão atentas a sintomas uma a situações de risco e se expondo numa situação de risco. Tive contato com alguém que se comprovou contaminado e como elas devem proceder hoje com relação aos diferentes testes disponíveis no mercado nos hospitais laboratórios. primeiro, eu acho que esses termos de PIB dos interpretado por causa de uma confusão que é segurança pública ert aquele políticos, uma análise melhor do país que se para de grupos o que você não pega no pé dos bondes e doutor só vão intervir para a gente ficar um pouquinho. Melhor, né. O teste da nave na garganta e aquele que tem tudo isso, né. A haste para coletar e aí a esse é o que é isso que a mulher que teve a série por dois a um. Não se a companhia mesmo e não se pode perder ao que clínica a juíza depois você e se soa lógico das de pesquisa dirigir gente isso é para o acompanhamento da CET desejável e bem vivo e o conceito maior ou igual você tomar por quê. Positivo e olha que, homem ou ele, por pressão, a equipe do perigo para as penalidades. A pesquisa diz que a pesquisa. A mulher pularam de saliva e não se lembra e as primeiras de terça e não é isso que eu vivi do primeiro estádio a ser de terceira geração que se ele se encaminha a mexer muito mais a de que a despeito das vezes estão totalmente voltadas. O corona vírus, mas a ciência tem cerca de metade que a expectativa é de que nós realmente né, então só para. A gente realçar primeira fase do PCR com as hastes para coleta e depois como sorologia que um exame de sangue para fazer uma função que vai fazer e a partir do um exame de sangue não é como o persegue agora entrando nenhum outro capitulo aqui com o senhor doutor David falamos agora sobre a pessoa a ter os anticorpos comprovada ali com algum nível de contato, imunidade gerada ao vírus mais recentemente começaram a pipocar casos relatados e não sei se já publicados, cientificamente de pessoas com um novo contágio, gente que comprovadamente tinha a arte da doença tinha entre aspas segurado ou a tinha se declarado livre da doença e que voltou a contrair, talvez até através de um novo corona vírus não corona vírus modificado da mesma família gostaria de pedir para para atualizar o esclarecer essa situação para a gente para tentar nos assistindo, né. E hoje é possível alguém que contraiu a assar ou contrair novamente com a dúvidas e com que nós estamos nessa na na comunidade científica. Pois é o primeiro gol qualificado por este caminho que receberam quando esse viral de ficção. Você pode ter feito isso pode se ver e deixou e Peya superfície de mesas e estilo de vida do bebê. Depois de o técnico Paulo e em outras produções de Hollywood também pode pensar que a experiência do que acontecer. Antes da de ideias e ou se foi uma análise de como vem se dando cor. Todo o ano de dois mil e quinhentos de médica que ele não sabe o que segundo ele são relativas, soube que os cargos de olha se eu for feita por indivíduos, se bem que o sorotipo de que também é que eu te pego o que come o número de por que três dentes de onze vinte milhões de infectados. Precisamos de calma de educação, eles direito e a um vírus de vidas, esse código de estar diante de um lado observa melhor vídeo de outro ponto que está em que perdeu uma. O terceiro seculares estão ainda de promoções ou clicar nos precisávamos aguardar um pouco de perceber também que a atualização delas chega de vários Campos diferentes, porque a pesquisa está sendo desenvolvida globalmente. E em diferentes instâncias também, né. Entidades e empresas e laboratórios ambiente acadêmico, hospitais e para que a se tem aí o ritmo. É necessário, você mesmo, comentou um pouquinho antes a ciência nem sempre consegue acompanhar a necessidade do mundo real, ou seja o tempo para desenvolver uma vacina para o teste e para o controle dessa vacina não é tão rápido quanto nós gostaríamos não precisaríamos que fosse independente de quem tá chegando com essa opção, não é com a de que indique origem a vacina a vem e os efeitos vistas por sua para o grupo de contingência, como é que a análise é feita em função da expectativa de calendário para essa vacina a é para este ano e para o ano que vem e depois de X mil testes. Como você avalia isso para poder aplicar uma população criada. Como é a sexta não foi tão rápida como algo na TV e de rádio, mas a ciência não pode ultrapassar postos de segurança, então, as respostas virão. O filho ao dos pés e fazer três a um olho se gol número muito grande. E a fase clínica, melhor expectativa seus nomes e as crianças de hoje estão sendo testadas no Brasil, agora s eu acho que a série rotas. No Rio e em São Paulo e mais duros termos as buscas ao muito promissor também estar ligadas. Eu sempre sou otimista e acho que é melhor e a única pública de Morsi, mas não acredito, não esperamos algo a ser disponibilizada A e s a quando que e outros a eu ex-miss a duzentos e vinte milhões de brasileiros lembrando que algumas delas são duas doses de gol dois. Quando você liga para dizer. vinte milhões de brasileiros para esses anos e dos de milhões. Poder ter a espécie da vacina e quarenta e dois essa ser de Estado de São promissores, o que já estava fazendo a fábrica casa para ser de ser o mundo, olha para você mas tem uma expectativa boa são medicamentos. Os antivirais opinião, você dois ou perdas sociais. Lembrando os primeiros casos de Aids para perto de trinta e nós estamos em dois mil e vinte e no peito, assim na partida que ficou de médico ou política. Nós conseguimos controlar um bom pé de meia quatro milhões de pessoas em todo o mundo. Entendo, mas neste caso estamos falando o primeiro desafio de chegar à solução de uma vacina efetiva e depois de entregar isso se vacinando a população e com uma fila de espera no mundo inteiro. Pois mundo, inteiro e dez, vai precisam vai tomar essa vacina é o último capítulo de tratamento para nossa reta final fez o entulho agora e existe aí há a expectativa das pessoas também por um tipo de tratamento que seja e vamos dizer razoável para a maioria das pessoas não seja para aquelas que não tem aí um outro fator que piora o resultado é a doença ao seu final, né. Algumas pessoas indo a óbito por razões associados cardíacos outros deficiências pela vitória e por aí vai acho que os Mo depressivo das pessoas já com um outro tipo de problema na sua imunidade e quando se fala em combinação o famoso coquetel de remédios, a diferentes tipos de medicação que combinadas vão gerar um efeito, não estamos falando de não conseguir erradicar o vírus mental mentiu não matar a doença, mas conseguiu fazer com que o paciente sobreviva e sobrevivem boas em boas condições, isso também está sendo pesquisado, imagino e de diferentes formas, em diferentes locais como provas já existentes incontáveis novos fármacos em desenvolvimento e existem os testes feitos hoje na atualidade com pessoas contaminadas, não tô falando desespero de precisa salvar o paciente que estar em situação muito grave, mas de pessoas que eventualmente se voltariam para a possibilitar que seja feito por não existe esse tipo de aplicação. Se se você estava totalmente coberto por nós. Por exemplo, o sírio-libanês não estamos prestando e oito Piauí e está a grande chance dos Estados Unidos, esse remédio é sempre assim e você é um C p que tal medicamento que a opus a ser uma terapêutica já existente ou Pinot noir sido e o que dizer que o grupo de ir ao a virais. Esse grupo dois e um deles é o é assim que vai precisar que a equipe também que ele me pegou na verdade e a por isso publicar, e e a dívida pública com outra dor das famílias e do muito também com Eduardo e o que pode ser melhor. Esse aumento de peso. A vez de tudo e oito o que inclui se oito e o. O que é muito promissor, mas é muito caro. Nós estamos usando recursos de gol. Criação de unidade e pelo aparelho, como é que pode me faz uma eternidade. O coração e o bom do conselho do BC de que o BNP os. Essa é a parte científica parte dos profissionais não é a parte das pessoas da linha de frente dos médicos dos pescadores, os profissionais das. Hoje funções de apoio, mas a população precisa continuar ajudando na durante quanto tempo se estima que a gente vai precisar, por exemplo, fazer o uso de máscaras e evitar o contato social, intenso e muito menos medidas básicas de higiene na pois é lavar as mãos higienizar os locais e de certa, mas o comportamento social e o que a gente vai carregar os próximos anos para o próximo ano para os próximos meses de que forma podemos pensar isso com os nossos telespectadores aqui. Mesmo que a pessoa. Eu estou se quer que vocês mas errou se são maiores que esse das sete da manhã às dez anos. Eu chego em casa e mais perdeu. Brinca de eu e pega dificuldade de me provar. Mas o que ele disse que a pressão que você gosta de social nas bolas deu ao G um O que você diz, está adicionando que possível para primeiro de uma doença das prioridades. Agora amassa a máscara, segundo ela tem uma durabilidade com a e do uso e doze precisa de duas horas, ele conta que nunca terei que usar mais lidas rua ser muito não estão usando outros os ou pelo público que corta o bairro que há um pedido para outros abaixo do nível do Rio. É a mais que o que precisa ser p de qualidade e também por ser de sol pela de você trocar de cada parcela. Que o PT local e diz que se a máscara. Estava tensa vida útil de quatro horas naquela feita máscara cirúrgica como senhor feriu e a gravidade muito limitada e ao longo de um dia narrou circulando em locais públicos, você precisa fazer a reposição, mas a sua expectativa veremos assim até quando com máscaras. Folha, O que você talvez seja uma das poucas perguntas que vocês que não dá para precisar o porto de agora é óbvio que eu desejo que todo mundo voltou a perder com sua mente das pessoas abraçam e já estou eu sou louco. Depois chamou de bom nessa história é que com eles antes de uma lojinha ao hotel onde que eu posso ter mais proximidade mesmo assim, eu trabalho totalmente feliz com que a opus o totalmente, por isso que eu pois se vê, não sei por quê. Se o que você precisar do David Uip muito brilho. E daí para interromper a rotina caótica insana desse último semestre inteiro de trabalho, mas foi muito bacana e atualizar as posições sobre a pandemia tratamentos vacina, et Cetera. Espero que não temos mais boas notícias vão voltar a falar aqui, tá bom, muito obrigado. Com palavras de otimismo e disse também que a palavra de agradecer a todos que me deu mais trabalho por um nove. Obrigado, obrigado, boa noite. E amanhã estaremos de volta às onze e meia nesta quarta-feira, mundo já conhece a minha convidada, não perca até amanhã.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 01/09/2020 às 19h25

As defensorias públicas do Distrito Federal (DPDF) e da União (DPU) entraram com uma ação civil pública na Justiça para pedir que pacientes que aguardam transplante de medula óssea alogênico sejam atendidos. De acordo com os órgãos, a oferta do tratamento está paralisada na rede pública de saúde desde 15 de janeiro. Além disso, há 12 pacientes em fila de espera e sem previsão de atendimento. A ação foi protocolada em 19 de agosto e pede que os atendimentos sejam retomados em até 15 dias, a partir da publicação de decisão. A petição detalha que a "principal consequência dessa situação é o sofrimento físico e psíquico suportado pelos cidadãos e cidadãs que possuem alguma patologia que precisa ser tratada mediante transplante de medula óssea alogênico". O risco, segundo as defensorias, é de agravamento dos quadros clínicos e de morte. "A grave interrupção de atendimento está colocando em risco a vida dos pacientes. Apesar da situação descrita, o Distrito Federal não tem logrado êxito no planejamento e execução de políticas públicas voltadas para a normalização do atendimento do tratamento de transplante de medula óssea alogênico", salienta o documento. O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) é o único hospital que tem convênio com a Secretaria de Saúde para realizar esse tipo de procedimento. A oferta dos transplantes foi interrompida sem justificativas, segundo a DPDF e a DPU. No entanto, o pedido para retomada prevê que os atendimentos ocorram no ICDF, no Hospital Sírio-Libanês de Brasília ou em outro hospital da rede particular, com custos pagos pelo governo distrital ou federal. A ação civil inclui um pedido de apresentação de cronograma para cada um dos 12 pacientes, com foco nos que têm quadro mais grave, além da volta da realização regular dos transplantes em até seis meses, com tratamento de pacientes e doadores. Acompanhamento A Defensoria Pública do DF chegou a encaminhar ofício ao ICDF. O instituto confirmou a interrupção dos atendimentos e justificou que o problema decorreu da dificuldade para aquisição de insumos específicos para o tratamento. O hospital também informou que a unidade de cuidados que era usada para receber pacientes que receberiam a medula foi direcionada para acolher pessoas com suspeita ou confirmação de covid-19. Houve tentativa de encaminhar os pacientes para tratamento fora do domicílio, mas ela não chegou a acontecer. "Vale registrar, a opção por enviar os cidadãos doentes para fora do DF não foi precedida de qualquer iniciativa de compelir o ICDF a retomar o atendimento, conforme contrato e/ou custear o tratamento desses pacientes na rede privada. Ou seja, a SES-DF aceitou com certa complacência a interrupção dos serviços essenciais pelo seu único prestador", diz a petição. A reportagem aguarda posicionamento do Governo do Distrito Federal (GDF) e da União sobre a ação civil. Procedimento A medula óssea é um tipo de tecido localizado no interior dos ossos que tem a função de produzir células sanguíneas compostas por glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. O transplante é indicado quando há algum problema do organismo para essa produção. Na forma alogênica, células saudáveis são doadas por pessoas compatíveis. As células se reproduzem, gerando novas e ajudando a combater doenças como leucemia, linfoma, tumores sólidos de alto risco, doenças do sistema imunológico e anemia falciforme. O processo também pode ser usado quando a medula doente é afetada por tratamentos por quimioterapia ou radioterapia. Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)

GOVERNO DE SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 16h31

Download Divulgação/Agência Fapesp Cinco novas instituições aderiram ao COVID-19 Data Sharing/BR, o primeiro repositório de acesso aberto do país com dados demográficos e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram testes para a enfermidade. Lançada em junho por iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a iniciativa tem o objetivo de subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas mais diversas áreas de conhecimento. Até o momento, a plataforma abrigava informações de pacientes, dados de desfecho e exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury, e na cidade de São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein. Agora, o repositório também disponibilizará os mesmos tipos de informações fornecidas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Instituto Pensi de Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil – vinculado ao Hospital Infantil Sabará – e Real Hospital Português de Beneficência, em Recife (PE). “O Hospital das Clínicas e a Faculdade de Medicina da USP se unem à FAPESP e a outras importantes instituições para ajudar no enfrentamento da COVID-19. É muito importante esta soma de esforços e reunião de informações para fortalecer as pesquisas nos diferentes centros pelo país”, avalia Tarcísio Eloy de Barros Filho, diretor da FMUSP, à Agência Fapesp. Registros O repositório já congrega dados anonimizados de mais de 332 mil pacientes, 16 mil registros de desfecho e um total de mais de 9,5 milhões de exames clínicos e laboratoriais realizados desde novembro de 2019. Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permite aos pesquisadores analisarem o histórico de saúde, bem como buscar evidências de sintomas da COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente. As instituições participantes da plataforma disponibilizam, além das informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados. Base de dados Os dados são disponibilizados em três categorias: demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente), de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias. “O repositório recebeu, em agosto, uma nova carga de dados compartilhados pelo Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein, o que permitiu aumentar o volume original de cerca de 177 mil pacientes para 330 mil pacientes e 9,5 milhões de exames”, diz Cláudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e participante do projeto, à Agência Fapesp. “Ainda mais importante que o volume é a diversidade e qualidade dos dados, o que já está permitindo a realização de várias pesquisas de ponta”, avalia Medeiros. Os dados das cinco novas instituições ingressantes devem começar a ser depositados em breve. “Conseguimos reunir ao longo dos últimos meses um conjunto de dados de pacientes atendidos na BP e com alguma correlação com a COVID-19, que disponibilizados de forma colaborativa com outras instituições no repositório podem ajudar na descoberta de novas terapias e fazer predições importantes”, salienta à Agência Fapesp Lílian Quintal Hoffmann, diretora-executiva de tecnologia e operações da BP. Diversos usos De acordo com Fátima Nunes, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e diretora do Centro de Tecnologia de Informação de São Paulo, até o momento o repositório já recebeu quase 5 mil visitas e foram registrados mais de 2 mil downloads nos três conjuntos de dados. Com base na análise dos resultados de exames laboratoriais de quase 179 mil pessoas testadas para COVID-19 no Brasil – das quais 33,2 mil com diagnóstico confirmado – disponíveis no repositório, um grupo de pesquisadores brasileiros identificou diferentes perfis clínicos da doença que são influenciados pelo sexo e pela idade do paciente, bem como pela gravidade do quadro. Além de fins científicos, os dados disponíveis na plataforma também têm sido utilizados por empresas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao combate da COVID-19, como um sistema de inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico e prognóstico de doenças criado pela startup DiagoNow. A plataforma digital, que utiliza dados de pacientes para criar indicadores e auxiliar médicos a tomarem decisões clínicas, é capaz de detectar casos falso-negativos de COVID-19 com 95% de precisão utilizando apenas um hemograma. Para chegar a esse nível de acurácia, os pesquisadores participantes do projeto utilizaram mais de 30 mil amostras de análises de hemograma disponíveis no repositório. “No início do projeto, usamos 1,5 mil amostras de resultados de hemograma, fornecidos pelo hospital Albert Einstein, que estavam fora do repositório. Com o lançamento da plataforma, tivemos acesso a um número quase 30 vezes maior”, enfatiza Molina Garcia, estudante de graduação em engenharia de computação na USP, em São Carlos, e head de estratégia do projeto, à Agência Fapesp. “Esse aumento de amostras permitiu conferir um poder de generalização muito maior para o algoritmo usado na plataforma. Antes de utilizar os dados da base a sensibilidade era de 67% e hoje, com o uso das informações do repositório, atingiu 88%”, compara. Diagnóstico A plataforma processa informações de hemograma para fornecer às equipes médicas relatórios dos pacientes contendo informações que ajudam a fechar o diagnóstico. Os resultados, que saem em menos de um segundo e são mostrados em um sistema possível de ser integrado aos prontuários eletrônicos, indicam a probabilidade de o paciente estar infectado com o novo coronavírus com base nos dados de resultados de hemogramas de dezenas de milhares de outros pacientes. “O sistema ainda não está disponível comercialmente. Hoje estamos avançando em parcerias com o Grupo Fleury e instituições como a Unimed de Florianópolis, a Santa Casa de Ourinhos e o hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, que estão nos ajudando no processo de validação da plataforma”, afirma Molina. Os pesquisadores pretendem expandir a aplicação da plataforma para fazer prognóstico de COVID-19 e outras doenças. A ideia é que, por meio do hemograma e outros exames simples, seja possível prever a evolução clínica do paciente e quais recursos hospitalares ele necessitará durante o tratamento.

GOVERNO DE SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 14h31

O Centro de Química Medicinal (CQMED) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o laboratório de genômica Mendelics e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) acabam de assinar um acordo para o aperfeiçoamento do teste de saliva para COVID-19. Ao CQMED cabe desenvolver dois reagentes-chave do teste que são importados, enquanto a Mendelics será responsável pelos testes. A ideia é unir a experiência do Centro de Química Medicinal no design e produção de enzimas específicas em escala e a logística da Mendelics. Com isso, a expectativa é ampliar a disponibilidade desses componentes essenciais para a autonomia do país na produção dos testes para COVID-19. Atualmente, um dos principais gargalos do combate ao coronavírus é a testagem em massa da população. Isto porque, a testagem ampla, rápida e acessível é fundamental para rastrear o vírus, identificar rapidamente novos casos e impedir a transmissão da doença. “O teste denominado RT-LAMP #PARECOVID traz segurança no retorno às atividades de trabalho presenciais, em escolas e ao lazer. A produção brasileira de insumos pelo CQMED ampliará a disponibilidade do teste no Brasil, reduzirá custos e garantirá fornecimento independente da demanda mundial por testes”, afirma David Schlesinger, CEO da Mendelics, ao Portal da Unicamp. Amostra O novo teste molecular de COVID-19 foi desenvolvido pela Mendelics em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. É capaz de identificar a presença do SARS-CoV2 em amostra de saliva durante o período de infecção ativa do vírus. Assim como o RT-PCR, ele não detecta os anticorpos de pessoas já recuperadas da doença, mas sim o próprio vírus. O protocolo é baseado em uma técnica chamada de “transcriptase reversa com amplificação isotérmica mediada por loop” ou RT-LAMP. Esta técnica já é utilizada para diagnóstico de outras doenças como Dengue, Chikungunya, Hepatite A e Zica. O RT-LAMP #PARECOVID foi lançado em junho último pela Mendelics e tem a sensibilidade e a especificidade comparável ao RT-PCR, além de possibilitar a autocoleta não-invasiva sem a necessidade de swabs. O teste de saliva consegue manter a estabilidade da amostra por até três dias em temperatura ambiente e suprime a etapa de extração do material genético (RNA) do vírus. A tecnologia desenvolvida para este teste é capaz de produzir resultados em poucas horas, muito mais rápido que os testes de RT-PCR disponíveis, sendo que o custo do RT-LAMP é cinco vezes menor que o RT-PCR, cujo fornecimento de insumos está fortemente limitado em todo o mundo. Parceria O CQMED tem expertise na caracterização de proteínas pouco conhecidas relacionadas a doenças humanas, sobretudo câncer, doenças infecciosas e neurológicas. Com a crescente demanda por testes para a enfermidade, o Centro ampliou sua atuação na produção de insumos (proteínas) para atender a Força-Tarefa COVID-19 da Unicamp. O know-how de produção de insumos aproximou o CQMED de organizações interessadas em unir pesquisa e diagnóstico genético. Katlin Massirer, pesquisadora do CBMEG e coordenadora do projeto na Unicamp, destaca que a Embrapii catalisou a parceria por meio do plano emergencial para projetos Covid-19, bem como workshops online que aproximaram interesses de universidades, SENAI e empresas. “Assim, o modelo Embrapii de participação de recursos entre os três pilares universidade, Embrapii e empresa, possibilitou a montagem do plano de ação e alocação de recursos para um projeto”, explica. No projeto para o aperfeiçoamento dos reagentes, os pesquisadores da Unicamp e da Mendelics unem os esforços a fim de manter alta disponibilidade de testes COVID. O CQMED atuará no desenvolvimento de duas enzimas do teste e na execução do controle de qualidade enquanto a Mendelics irá focar nas adequações dos reagentes para aplicação nos testes RT-LAMP já em funcionamento. Sobre o CQMED O CQMED localizado na Unicamp foi fundado em 2015 como um projeto PITE-Fapesp e foi credenciado como Unidade Embrapii em julho de 2017. Possui competência na área de fármacos e química medicinal, mais especificamente na fase inicial do desenvolvimento de novas drogas. O Centro possui uma plataforma para o desenvolvimento de moléculas inibidoras de alvos específicos relacionados a doenças humanas. Também representa o INCT de Química Medicinal, apoiado pela Capes, CNPq, Fapesp e Unicamp. Sobre a Mendelics A Mendelics é o primeiro e maior laboratório brasileiro especializado no Sequenciamento de Nova Geração (NGS). Foi criada em 2012 pelos médicos David Schlesinger, Fernando Kok, André Valim e o bioinformata João Paulo Kitajima, e investida por Laércio Cosentino (presidente do conselho da Mendelics), pelo fundo Finhealth e diversos investidores. A Mendelics tem como missão tornar o diagnóstico genético rápido, preciso e acessível para todos que precisam. Com a maior estrutura laboratorial de sequenciamento da América Latina, mais de 80 mil amostras genômicas já realizadas, uma equipe de mais 140 colaboradores, com processos técnicos e analíticos pioneiros e com padrão de qualidade internacional, consolidou-se como referência em análises genéticas. A Mendelics é o único laboratório genômico latino americano a obter as acreditações do CAP (Colégio Americano de Patologistas – #8671464) e INMETRO (NBR/ISO-15189) e também é reconhecida internacionalmente e premiado pelo MIT pelo desenvolvimento do Abracadabra®, plataforma exclusiva que usa inteligência artificial para tornar as análises genéticas mais precisas e eficientes. Desde sua fundação, segue desenvolvendo produtos inovadores na área da saúde, como o Teste da Bochechinha, um exame complementar ao teste do pezinho para recém-nascidos, capaz de identificar mais de 310 doenças da primeira infância, que costumam ser graves e silenciosas, mas que já possuem tratamentos efetivos quando identificadas precocemente. Sobre a EMBRAPII A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial foi criada em 2013 como uma organização social que tem autonomia em gerenciar fundos do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação e Ministério da Educação com o objetivo de estimular a inovação na indústria brasileira, promovendo a interação entre instituições de pesquisa tecnológica e empresas do setor industrial. O seu modelo de atuação prevê o financiamento de até um terço do custo total de cada projeto aprovado, com recursos não reembolsáveis (ou seja, a indústria não precisa devolver o montante aportado) e o restante é dividido entre a indústrias e as unidades EMBRAPII.

LABNETWORK/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 10h47

A parceria com Mendelics e Embrapii visa desenvolver localmente insumos importados para aumentar o acesso a teste rápido A tecnologia desenvolvida para este teste é capaz de produzir resultados em poucas horas, muito mais rápido que os testes de RT-PCR disponíveis, sendo que o custo do RT-LAMP é cinco vezes menor que o RT-PCR, cujo fornecimento de insumos está fortemente limitado em todo o mundo. Foto: Divulgação CQMED O Centro de Química Medicinal (CQMED) da Unicamp, o laboratório de genômica Mendelics e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), acabam de assinar um acordo para o aperfeiçoamento do teste de saliva para Covid-19. Ao CQMED, cabe desenvolver dois reagentes-chave do teste que são importados, sendo que a Mendelics procederá aos testes. A ideia é unir a expertise do Centro de Química Medicinal no design e produção de enzimas específicas em escala e a logística da Mendelics. Com isso, a expectativa é ampliar a disponibilidade destes componentes essenciais para a autonomia do País na produção dos testes para Covid-19. Atualmente, um dos principais gargalos do combate ao coronavírus é a testagem em massa da população. Isto porque, a testagem ampla, rápida e acessível é fundamental para rastrear o vírus, identificar rapidamente novos casos e impedir a transmissão da doença. “O teste denominado RT-LAMP #PARECOVID traz segurança no retorno às atividades de trabalho presenciais, em escolas e ao lazer. A produção brasileira de insumos pelo CQMED ampliará a disponibilidade do teste no Brasil, reduzirá custos e garantirá fornecimento independente da demanda mundial por testes.”, afirma David Schlesinger, CEO da Mendelics. O novo teste molecular de Covid-19 foi desenvolvido pela Mendelics em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. É capaz de identificar a presença do SARS-CoV2 em amostra de saliva durante o período de infecção ativa do vírus. Assim como o RT-PCR, ele não detecta os anticorpos de pessoas já recuperadas de Covid-19, mas sim o próprio vírus. O protocolo é baseado em uma técnica chamada de “transcriptase reversa com amplificação isotérmica mediada por loop” ou RT-LAMP. Esta técnica já é utilizada para diagnóstico de outras doenças como dengue, chikungunya, hepatite A e zika. O RT-LAMP #PARECOVID foi lançado em junho último pela Mendelics e tem a sensibilidade e a especificidade comparável ao RT-PCR, além de possibilitar a autocoleta não-invasiva sem a necessidade de swabs. O teste de saliva consegue manter a estabilidade da amostra por até três dias em temperatura ambiente e suprime a etapa de extração do material genético (RNA) do vírus. A tecnologia desenvolvida para este teste é capaz de produzir resultados em poucas horas, muito mais rápido que os testes de RT-PCR disponíveis, sendo que o custo do RT-LAMP é cinco vezes menor que o RT-PCR, cujo fornecimento de insumos está fortemente limitado em todo o mundo. A parceria O CQMED tem expertise na caracterização de proteínas pouco conhecidas relacionadas a doenças humanas, sobretudo câncer, doenças infecciosas e neurológicas. Com a crescente demanda por testes para Covid-19, o Centro ampliou sua atuação na produção de insumos (proteínas) para atender a força-tarefa Covid-19 da Unicamp. O know-how de produção de insumos aproximou o CQMED de organizações interessadas em unir pesquisa e diagnóstico genético. Katlin Massirer, pesquisadora do CBMEG e coordenadora do projeto na Unicamp, destaca que a Embrapii catalisou a parceria por meio do plano emergencial para projetos Covid-19, bem como workshops online que aproximaram interesses de universidades, Senai e empresas. “Assim, o modelo Embrapii de participação de recursos entre os três pilares universidade, Embrapii e empresa, possibilitou a montagem do plano de ação e alocação de recursos para um projeto”, explica. No projeto para o aperfeiçoamento dos reagentes, os pesquisadores da Unicamp e da Mendelics unem os esforços a fim de manter alta disponibilidade de testes Covid. O CQMED atuará no desenvolvimento de duas enzimas do teste e na execução do controle de qualidade enquanto a Mendelics irá focar nas adequações dos reagentes para aplicação nos testes RT-LAMP já em funcionamento. Com informações da Unicamp

CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 00h00

De acordo com boletim diário publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19), nesta terça-feira (1/9) a capital paulista registra um total de 11.448 vítimas da Covid-19. Há, ainda, 298.698 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. Até o momento, 363.703 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município. Abaixo os dados detalhados desta terça-feira: Prefeitura de SP Em relação ao sistema de saúde pública paulistano, nesta terça-feira a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na Grande São Paulo é de 51,4%. Na última segunda-feira (31/8), o isolamento social na cidade de São Paulo foi de 43%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus. A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado. A Câmara durante a pandemia Em reunião nesta terça-feira (1/9), o Comitê Emergencial de crise na Educação, vinculado à Comissão de Educação, Cultura e Esportes, reforçou mais uma vez o posicionamento da maioria das entidades do setor, contrário ao retorno presencial das aulas ainda este ano. Representantes de entidades de classe da área da educação presentes à reunião ainda cobraram mais diálogo com a Secretaria Municipal de Educação sobre o planejamento da volta às aulas na cidade de São Paulo. O Comitê Emergencial de crise na Educação foi criado para dialogar com os profissionais de educação, estudantes, entidades representativas e conselhos municipais sobre questões relacionadas ao tema durante o período de pandemia. A Comissão de Educação, Cultura e Esportes é responsável em analisar o sistema municipal de ensino, os serviços, os equipamentos, além de avaliar os programas culturais, educacionais, esportivos, recreativos e de lazer voltados à comunidade. Ações e Atitudes Cinco novas instituições aderiram ao COVID-19 Data Sharing/BR, primeiro repositório de acesso aberto do país com dados demográficos e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram testes para Covid-19. Lançada em junho por iniciativa da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), a iniciativa tem o objetivo de subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas mais diversas áreas de conhecimento. Até o momento, a plataforma abrigava informações de pacientes, dados de desfecho e exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury, e na cidade de São Paulo, pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein. Agora, o repositório também disponibilizará os mesmos tipos de informações fornecidas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Instituto Pensi de Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil – vinculado ao Hospital Infantil Sabará – e Real Hospital Português de Beneficência, em Recife (PE). *Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

UOL BLOGOSFERA
Data Veiculação: 01/09/2020 às 04h00

Nas tentativas de armar o cerco ao novo coronavírus, diversas terapias estão sendo estudadas pelo mundo afora e você sabe bem disso. Algumas chamam a atenção quando mal são cogitadas, mas logo esfriam e são descartadas. Outras, depois de se apresentarem como promessa, parecem ficar em um longo banho-maria — leia, em testes — e por um tempo a gente não fala tanto delas. É o caso do plasma convalescente, assunto que voltou a aquecer bastante nos últimos dias. Afinal, em meados de agosto, cientistas do Houston Methodist Hospital and Research Institute publicaram um estudo envolvendo 316 indivíduos infectados pelo Sars-CoV 2, todos em estado grave. Eles garantem que o plasma sanguíneo doado por pessoas que já tiveram a covid-19, transfundido em 136 desses doentes, foi capaz de diminuir a mortalidade em comparação com o que aconteceu com restante do grupo, que não foi tratado desse jeito. Os americanos de Houston disseram mais: os resultados são melhores se os médicos apelam para o plasma convalescente nas primeiras 72 horas após a internação na UTI. A coisa toda ferveu quando, dez dias depois, o FDA — órgão regulatório nos Estados Unidos — autorizou o uso emergencial desse plasma carregado de anticorpos, produzidos pelo sistema imune de pessoas já recuperadas da infecção pelo novo coronavírus. Por uso emergencial, entenda: o quadro deve ser severo pra valer e o diagnóstico de covid-19 precisa ter acontecido no máximo três dias antes, não mais. A aprovação do FDA, na certa, vai facilitar o acesso de pessoas em estado crítico a uma terapia que continua sendo promissora. Já ouviu aquela do não custa tentar? É bem isso. Pelo menos até que se prove o contrário em estudos realizados por aí — inclusive, entre nós. Para entender essa segunda onda de alvoroço em torno do plasma convalescente, fui atrás de um dos responsáveis pela primeira pesquisa nessa investigação no Brasil, o hematologista José Mauro Kutner, gerente médico do departamento de Hemoterapia e Terapia Celular da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em São Paulo. "Por enquanto, não há motivo forte suficiente para deixar de lado a hipótese de o plasma convalescente funcionar em alguns casos de covid-19", diz ele, que começou a testar o tratamento ainda em março, ao lado de médicos de outro grande hospital paulistano, o Sírio Libanês. Mas nem por isso o médico recomenda que a gente bote muita fé por antecipação. Falta de uma série de respostas para perguntas que essa terapia levanta. Uma delas, bombástica: para quem já está muito doente, será que os anticorpos são capazes de fazer tanta diferença assim? No estudo em que Kutner está envolvido, foram 60 pacientes no total. "Metade recebeu o plasma convalescente aqui conosco e a outra metade, no Sírio", explica. "O fato é não podemos dizer que esses pacientes melhoraram muito, mas eles também não pioraram", revela. Ou seja, o plasma convalescente continua em cima do muro. Outra etapa de pesquisa, com mais 60 pacientes, deve começar agora. Vamos combinar que a sacada do plasma convalescente de novidade não tem nada. É uma velha ideia que a Medicina recauchutou no desespero de se ver desafiada por uma doença completamente estranha. Remonta do século 18 e o princípio é dos mais simples: se alguém já teve determinada infecção e se curou é porque seu organismo produziu defesas. Por que, então, não as transferir? O plasma é a parte líquida do sangue onde os anticorpos defensores ficam boiando, depois de você extrair os glóbulos vermelhos e os brancos. Logo, doar o plasma repleto dessas moléculas para alguém doente seria uma espécie de pronta-entrega de anticorpos. "Isso é diferente do que pode fazer uma vacina, que ensina o organismo a se defender contra um agente causador de doença", esclarece Kutner. "O plasma não ensina nada. Simplesmente entrega as moléculas defensoras para agirem de imediato, enquanto elas durarem na circulação." É o que se chama de imunização passiva. Ao ouvir, soa até a uma boa pedida. A questão é que isso foi tentado algumas vezes no passado sem resolver grande coisa. O plasma convalescente saiu da cartola na gripe espanhola, por exemplo, e… não deu em nada. "No nosso século, na epidemia de Sars na China há dez anos, ele também foi utilizado", diz Kutner, refrescando a nossa memória. E mesmo aconteceu na epidemia de Mers, no Oriente Médio, e de Ebola, na Áfria. Pena, talvez os cientistas não tenham ido tão a fundo para analisar os seus efeitos. "Primeiro, por não ter muito plasma disponível. Um dificultador era depender de doações", lembra o médico. O mundo melhorou pelo menos nesse quesito — na marra, no susto, penso eu com leve amargura. "Preciso reconhecer que, aqui, muita gente que teve a covid-19 apareceu para doar", conta Kutner. Outro ponto que interrompeu as experiências do passado foi o fato de as epidemias, de alguma maneira, terem se resolvido. O que é completamente diferente do que observamos agora, vivenciando uma pandemia. "No final das contas, porém, a realidade é que, como os estudos anteriores pararam, o uso de plasma convalescente acabou sem comprovação", conclui Kutner. Será então que, pelas experiências frustradas — para não dizer frustrantes — podemos imaginar que esse tratamento também será um fracasso na covid-19? "Não dá para dizer. São doenças diferentes, talvez esse tratamento funcione para algumas infecções e não funcione para outras", responde o médico. A ver. Anticorpos por si só — vale explicar — não garantem muita coisa. Para dar um exemplo claro: "Na Aids, temos anticorpos", aponta Kutner. "Tanto que podemos flagrar a infecção pela presença deles. Nem por isso esses anticorpos conseguem eliminar o HIV". Ele é o mesmíssimo de uma doação de sangue normal para coleta do plasma. E a transfusão para o paciente, idem. Até aí, sem mistério. "O problema é que, em teoria, deveríamos oferecer um plasma com a maior carga possível de anticorpos e não temos como ter certeza se estamos fazendo isso", explica Kutner. Aliás, esse é um problemaço. Se o tratamento não faz o efeito desejado, não dá para saber se o resultado ruim foi devido a um plasma com menos anticorpos do que o necessário. Os testes para flagrar os chamados anticorpos neutralizantes, diz o médico, não são fáceis, como aqueles que são feitos só para acusar se uma pessoa teve ou não teve a covid-19. No caso, eles são realizados no Instituto de Biocências, da Universidade de São Paulo, em uma parceria para a pesquisa. Os resultados do trabalho brasileiro ainda estão sendo analisados, se você quer saber. É complicado enxergar as proezas do plasma — se existem. Explico: ninguém brinca com a vida de um sujeito internado na UTI e com dificuldade extrema para respirar. Em outras palavras, o paciente continua recebendo remédios que podem ajudar a salvar a sua vida. Eles vão de antibióticos a anti-inflamatórios. E, portanto, como saber quem fez o quê? Se a pessoa se livra da covid-19, o que realmente pode ter feito diferença para ela ter final feliz? "Aplicamos alguns métodos estatísticos que conseguem limpar esses dados, separar os outros tratamentos, e nos dar uma noção mais clara do papel, nesse caso, do plasma convalescente de maneira isolada. Mas isso é muito trabalhoso. Daí a demora", justifica o médico. Em caminhos parelelos, há quem pesquise meios de criar, digamos, concentrados de anticorpos. Ou até mesmo anticorpos monoclonais, fabricados em laboratório. Mas isso ainda demorar um bocado. Melhor ficar com as questões do presente. Quem seria o doador ideal? — é uma delas esta é uma das perguntas que os médicos se fazem. "Por enquanto, estamos usando o plasma doado por quem já teve a doença por mais de 15 dias para evitar que ainda existe vírus circulando em seu organismo", conta Kutner. Por outro lado, ele e seus colegas não aceitam o plasma depois de 30 dias que a doença passou. Porque sabidamente o número de anticorpos vai caindo com o tempo. E talvez não haja quantidade suficiente dessa molécula para surtir um efeito positivo. E outra boa pergunta qual paciente seria beneficiado. "O tratamento, hoje, é aplicado experimentalmente nos casos mais graves. Mas, nessa fase, uma das questões mais debatidas é talvez destruir o vírus já não seja a medida mais importante e, sim, atenuar a a resposta inflamatória por todo o corpo, que passa do ponto", diz Kutner. Ter ou não ter anticorpos, então, seria útíl para evitar doença ou impedir o seu avanço quando o novo coronavírus ainda está pegando leve. Mas não significaria a cura de quem já apresenta quadros mais avançados. No máximo poderá ajudar. E não estamos em condições de negar ajuda.

O IMPARCIAL/SÃO LUÍS | GERAL
Data Veiculação: 01/09/2020 às 03h00

Brasil tem três grandes linhas de pesquisa que buscam cura para o coronavírus hoje, há três principais linhas de pesquisa: moduladores do sistema imunológico, antivirais e terapia com anticorpos (produzidos no soro de convalescentes ou em laboratório). PÁGINA 5 Três grandes Linhas buscam cura do vírus Pesquisa  grande expectativa global em torno da covid-19 é o sucesso no desenvolvimento de uma vacina. Mas, embora a prevenção seja crucial para pôr fim a uma pandemia que já matou mais de 820 mil pessoas pelo mundo, não é menos importante a descoberta de tratamentos para os infectados — por ora, 8,4 milhões, desconsiderando os 15,6 milhões recuperados. Como as estimativas são de que o Sars-CoV-2 continue circulando por um bom tempo, enquanto alguns grupos de pesquisadores buscam a imunização, outros correm atrás de terapias efetivas. Hoje, há três principais linhas de pesquisa: moduladores do sistema imunológico, antivirais e terapia com anticorpos (produzidos no soro de convalescentes ou em laboratório). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 150 medicamentos preexistentes, com indicação inicial para outras doenças, sendo testados, inclusive, no Brasil. Enquanto algumas tentativas se mostraram um fracasso — caso do antimalárico cloroquina e do vermífugo ivermectina —, outros fármacos testados clinicamente são promissores, e um deles está salvando vidas. É o caso do corticoide dexametasona, apontado pelo Recovery Trial como o mais importante medicamento, atualmente, para pacientes de covid-19 em estado grave. Esse grupo de pesquisa, conduzido pela Universidade de Oxford — a mesma que desenvolveu uma das vacinas em testes no Brasil — é a maior iniciativa mundial em busca de um tratamento para a doença. Lançado em abril, o consórcio de cientistas fez estudos sobre três remédios já existentes: a hidroxicloroquina (reprovada), o anti-HIVlopinavir-ritonavir (reprovado) e a dexametasona. Essa última droga, testada em 2.104 pacientes, comparados com 4.321 que receberam o tratamento usual, reduziu em um terço o número de mortes entre os com ventilação e em um quinto entre aqueles que receberam apenas oxigênio. “Com base nesses resultados, o tratamento poderia evitar uma morte em cada oito doentes ventilados, ou uma em cada 25 doentes apenas com necessidade de oxigênio”, concluíram os pesquisadores. O mecanismo de ação da dexametasona consiste em combater as inflamações geradas pela resposta exagerada do sistema imunológico, que causa graves danos aos pulmões e a outros órgãos vitais. O medicamento também foi testado em 40 centros médicos brasileiros, com 299 pacientes, como parte das investigações da Coalizão Covid-19, um consórcio de pesquisadores brasileiros que estuda a eficácia e a segurança de drogas para combater a doença. Os resultados devem ser publicados em breve. A Coalizão, da qual fazem parte instituições como os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Moinhos de Vento e HCor, entre outros, publicou, em julho, o resultado do primeiro estudo do grupo sobre a hidroxicloroquina e concluiu que o medicamento não tem efeito no tratamento da covid19. Agora, iniciará testes com dois antivirais desenvolvidos inicialmente para hepatites e que se mostraram promissores em pesquisas realizadas no Irã: o sofosbuvir e o daclatasvir. Drogas combinadas Esses medicamentos, combinados, reduziram o tempo de internação e o número de óbitos em uma amostra de 66 pacientes, divididos em dois braços, sendo que um recebeu ambas as drogas, e outro, a ribavirina, usada no tratamento da hepatite C. No primeiro grupo, a mortalidade foi de 6%, e no segundo, de 33%. Sharin Merta, professor da Universidade de Ciências Médicas de Teerã e autor do estudo, afirma que a próxima pesquisa — que inclui o Brasil — será realizada em cinco centros clínicos, com mais de 2 mil pacientes. Os resultados são esperados para outubro. Merta, porém, é cauteloso: “Conduzir pesquisas em meio a uma pandemia, com hospitais lotados, é um desafio, e não podemos ter certeza do sucesso”, pondera. Em pesquisas in vitro, realizadas com três diferentes linhagens de células infectadas pelo Sars-CoV-2 e lideradas pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), cientistas atestaram a eficácia do sofosbuvir e do daclatasvir — em especial, da segunda droga. Os resultados foram divulgados na plataforma de pré-publicação on-line bioRxiv e mostraram que os dois antivirais impediram a replicação do coronavírus nas células. O daclatasvir, porém, teve um efeito mais poderoso e, como já é comprovadamente seguro, pois faz parte do tratamento de pacientes de hepatite C, foi considerado promissor, segundo Tiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fio cruz e principal autor do estudo. “Esses resultados sugerem fortemente que o daclastavir, por seus efeitos antiSars-CoV-2 e anti-inflamatórios, pode trazer benefícios para os pacientes com covid-19.” Na linha de modulação do sistema imunológico está o interferon beta, uma proteína produzida naturalmente pelo corpo e sintetizada em laboratório. No fim de julho, um estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, mostrou que a substância reduziu em 79% o risco de evolução da doença, seja em relação à ventilação mecânica, seja ao óbito. O número de pacientes testados, 101, contudo, exige que novos estudos sejam feitos, ao contrário da dexametasona, cujos resultados foram considerados conclusivos. Uma outra promessa é o remdesivir, medicamento desenvolvido originalmente para o ebola e que mostrou bons resultados em testes realizados até agora. Diferentemente da dexametasona, trata-se de um antiviral que, embora não tenha demonstrado impacto na mortalidade dos pacientes, reduziu o tempo de internação hospitalar de 15 para 11 dias, em um estudo com 1.063 pessoas, coordenado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid), dos Estados Unidos. Mas um estudo na China com a mesma droga não mostrou benefícios potenciais, evidenciando a necessidade de mais testes com a substância. Droga veterinária freia a infecção Ainda na fase pré-clínica (estudos feitos com animais), um antiviral originalmente usado para tratar uma doença letal em gatos está prestes a ser testado em humanos e, de acordo com pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, tem potencial de ser uma nova arma para combater a infecção por Sars-CoV-2. A descrição da droga e a associação com o novo coronavírus foram divulgadas na última quarta-feira, em um artigo publicado na revista Nature Communications. O Sars-CoV-2 é da família dos coronavírus, micro-organismos que afetam humanos e animais. Em felinos, um patógeno do grupo, chamado FCoY causa sintomas moderados, mas pode levar à peritonite infecciosa (FIP), uma complicação que geralmente reulta em morte. Porém, um medicamento desenvolvido por cientistas veterinários consegue curar essa doença. Trata-se de um inibidor de protease, substância que interfere na capacidade de replicação do vírus e que, portanto, acaba com a infecção. Proteases são enzimas decompositoras de proteínas, fundamentais para muitas funções do organismo e, por isso, alvos frequentes de medicamentos que tratam de hipertensão a HIV. Em gatos, a substância inibidora de protease não apenas cura a FIP, como tem pouca toxicidade. Os resultados veterinários acabaram por acelerar os testes do antiviral em humanos, explica a bioquímica loanne Lemieux, autora principal do artigo publicado pelo grupo Nature. Sem toxicidade isso porque, para que uma substância seja pesquisada em pessoas, ela tem de ter passado pelos testes in vitro e, posteriormente, pelos pré-clínicos, ou seja, em animais. Como a droga felina já se mostrou eficaz e segura, a agora chamada Sars-CoV-2 Mpro está pronta para testes em humanos. “Ela foi usada para tratar gatos com coronavírus e é eficaz com pouca ou nenhuma toxicidade. Portanto, já passou por esses estágios, e isso nos permite seguir em frente”, conta Lemieux. De acordo com a bioquímica, estudos da substância em laboratório com células infectadas com o Sars-CoV-2 confirmaram que a inibidora de proteases conseguiu frear a infecção. “Por causa dos dados sólidos que nós e outros cientistas reunimos, vamos começar, em breve, ensaios clínicos com essa droga como um antiviral para covid-19”, diz. (PO) Plasma de ex-pacientes também tem potencial Além de medicamentos, pesquisadores têm estudado o potencial do plasma convalescente (de doentes recuperados) no tratamento de pacientes da covid-19. A prática foi autorizada para uso emergencial nos Estados Unidos há uma semana e, no Brasil, vem sendo investigada em pelo menos 26 estudos. A ideia é purificar o sangue de pessoas que desenvolveram anticorpos contra a doença e fazer a transfusão do soro para os doentes que, assim, ficariam com capacidade aumentada de lutar contra o Sars-CoV-2. Outra pesquisa brasileira que parte do mesmo princípio foi divulgada recentemente por cientistas da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRI). Em vez do sangue de convalescentes, a fonte de anticorpos é o soro de equinos inoculados com o vírus. Reaproveitamento de compostos Devido à epidemia da Sars — a síndrome respiratória aguda grave que eclodiu em 2003 —, pacientes da covid19 poderão se beneficiar de drogas pesquisadas inicialmente para combater esse coronavírus primo do Sars-CoV-2, afirma David Komander, pesquisador do Walter e Eliza Hall Institute da Universidade de Melbourne, na Austrália. A equipe do cientista conduz uma extensa pesquisa de drogas existentes e compostos desenvolvidos para combater a Sars que têm potencial contra a covid19. Usando o Centro Nacional de Descoberta de Drogas, os pesquisadores australianos identificaram compostos que poderíam bloquear uma proteína-chave do Sars-CoV-2 chamada PLpro. Essa proteína, encontrada em todos os coronavírus, é essencial para o vírus se multiplicar dentro das células humanas e desabilitar as defesas antivirais. Inicialmente desenvolvidos como tratamentos potenciais para a Sars, os compostos impediram o crescimento do vírus causador da covid-19 em laboratório. “Quando observamos como funciona o Sars-CoV-2, ficou claro que a PLpro era um componente-chave do vírus — assim como em outros coronavírus, incluindo o vírus Sars-CoV-1, que causa a Sars”, disse Komander, que publicou a descoberta na sexta-feira, na revista Science. “Nós examinamos milhares de drogas listadas atualmente, bem como milhares de compostos semelhantes, para ver se eles eram eficazes no bloqueio do Sars-CoV-2”, diz. “Embora os medicamentos existentes não sejam ainda capazes de bloquear essa proteína, descobrimos, em testes pré-clínicos em laboratório, que compostos desenvolvidos na última década contra a Sars podem prevenir o crescimento do Sars-CoV-2. Agora, precisamos desenvolver os compostos em medicamentos e garantir que sejam seguros para os pacientes”, ressalta.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 01/09/2020 às 03h00

Escola de elite terá testes em massa e área de isolamento Saúde BI Colégios de elite terão testagem frequente e áreas de isolamento Isabela Palhares São Paulo Ainda sem data definida para o retorno às aulas presenciais, escolas particulares de São Paulo já montaram estruturas hospitalares e de testagem em massa para receber os alunos. Uma das principais escolas da elite paulista, a St. Paul’s School, na zona oeste da capital, criou uma área de isolamento, com profissionais e equipamentos médicos, para alunos e funcionários que apresentem sintomas durante as aulas e definiu um plano para testagem semanal de toda a comunidade escolar. A nova estrutura médica foi definida em parceria com hospitais, que adaptaram a estrutura de saúde para o ambiente escolar. Apesar de nâo informarem custo das instalações, o colégio diz que o valor foi significativo. Muitas escolas têm enfrentado queda de matrículas ou dado desconto aos pais por causa da pandemia. O plano de retorno da St. Paul’s foi feito com o hospital Sírio-Libanês e com o laboratório Mendelics. A primeira ação antes da volta às aulas presenciais será a testagem de todos os alunos e funcionários. Só poderão ir à escola aqueles que testarem negativo. Depois disso, os testes serão feitos semanalmente. Todos que entrarem na escola também terão a temperatura medida. Em casos de febre, o aluno ou funcionário será levado para a área hospitalar de isolamento dentro da unidade, que conta com cilindros de oxigênio. No local, haverá profissionais da saúde treinados pelo Sírio-Libanês para fazer o primeiro atendimento antes de encaminhar a outro serviço médico e testagem. “Esse procedimentos vão nos ajudar a assegurar até onde é possível que todos dentro da escola estão negativos para Covid-19”, diz a apresentação do plano às famílias. O colégio Humboldt, em Interlagos, também preparou a enfermaria e treinou profissionais para fazer o primeiro atendimento a quem apresentar sintomas depois que já estiver dentro da escola. “A orientação é a de que ninguém vá para a aula se apresentar sintomas, mas eles podem começar a se manifestar depois de o aluno ou professor já estar na escola. Por isso, nos preparamos também para essa situação”, disse Fábio Martinez, diretor executivo da unidade. Caso algum aluno, que tenha frequentado as aulas, tenha resultado positivo para o teste, o colégio definiu que serão dispensados das atividades presenciais toda a turma e funcionários que tenham tido contato com ele. “Montamos um procedimento de rastreabilidade para saber quem deveremos afastar nesses casos.” O protocolo de segurança do colégio foi feito pelo hospital Oswaldo Cruz, que também está treinando todos os professores e funcionários para lidar com as novas regras de distanciamento social e higiene. “Eles nos orientam sobre o que deve ser prioridade e como agir em situações que o protocolo não for seguido. Dentro de uma escola, precisamos pensar no que fazer com uma criança pequena que tirar a máscara, dois alunos que se encostem durante uma brincadeira”, explicou Martinez. O hospital orientou o colégio a aumentar a distância entre as carteiras, fazer recreios em períodos separados para cada turma, abrir três novas entradas e a criar rotas, com indicações no chão e até com separação de acrílico, por onde os alunos podem circular nos corredores e ambientes coletivos. O colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, também está recebendo orientações do hospital Albert Einstein e de uma consultoria especializada em segurança escolar para a volta às aulas. O treinamento com os profissionais começou e ajudou a elaborar as ações. “É preciso ouvir quem está com os alunos, quem conhece a rotina, sabe como os alunos agem em sala de aula. Eles trazem mil situações que podem acontecer na volta às aulas e ajudam a elaborar estratégias de segurança”, disse Fábio Aidar, diretor do colégio. A unidade enviou um questionário a todos os funcionários e alunos para identificar quantos têm comorbidades, e quantos já tiveram ou têm familiares que contraíram o novo coronavírus. “Quantos mais conhecermos, mais dialogarmos com a nossa comunidade, mais segurança teremos para esse retorno.” Para Ana Paula Pinho, diretora-presidente do hospital Oswaldo Cruz, os protocolos de saúde mais eficazes para o retorno das atividades presenciais são os específicos para cada local e que levantem o maior número de situações possíveis dentro de uma escola.