Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

MEDICINA S/A/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 00h00

O Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz passa a fazer parte do grupo de Hospitais, composto por Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento, que irá conduzir estudos para o tratamento do Covid-19 em conjunto com a BRICNet (Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva). O time de especialistas destas instituições de ponta fará avaliação de opções de tratamento para pacientes infectados pelo Coronavírus e, a partir desses estudos, será possível avaliar a segurança e eficácia das terapêuticas adotadas em diferentes perfis de pacientes. A Coalizão COVID Brasil incluirá cinco projetos de pesquisa: três avaliando pacientes hospitalizados em alas hospitalares e unidades de terapia intensiva, um avaliando seguimento um ano após alta hospitalar e um avaliando pacientes não hospitalizados com diagnóstico de Covid-19. O projeto tem apoio do Ministério da Saúde e de uma indústria farmacêutica. De acordo com Kenneth Almeida, Diretor-executivo de Inovação, Pesquisa e Inovação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, neste momento em que o mundo enfrenta uma pandemia da doença é necessário colocar todos os experts da Instituição debruçados para encontrar respostas que possam conter o avanço deste novo vírus e garantir o acompanhamento clínico dos infectados pelo Coronavírus. “Contamos com um time de médicos e pesquisadores capaz de contribuir de forma significativa para gerar conhecimentos que impulsionem o avanço da medicina, ajudando a salvar um número ainda maior de vidas”, afirma. Para o Diretor-presidente do Hospital, Paulo Vasconcellos Bastian, a parceria consolida o propósito do Hospital em cuidar de vidas com humanidade e respeito, disseminando sua capacidade técnica com o objetivo de contribuir para a melhoria da saúde da população brasileira. “Atuar de forma pioneira, estimulando o desenvolvimento da medicina e da saúde está no DNA do Hospital. Com essa parceria reafirmamos a sua vocação para cuidar e a capacidade de contribuir para o desenvolvimento da saúde no País. Todo o nosso time está empenhado nesta luta de enfrentamento ao Coronavírus, cuidando de cada detalhe para que possamos reduzir a disseminação do vírus e para alcançarmos tratamentos mais rápidos e efetivos contra a contra a doença”, diz. O projeto interinstitucional chamado de Coalizão COVID Brasil estima beneficiar pacientes atendidos em cerca de 80 hospitais brasileiros. Os primeiros resultados deste trabalho conjunto devem estar disponíveis em até 90 dias.

REVISTA PIAUÍ
Data Veiculação: 01/04/2020 às 20h43

Circula nas redes sociais que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), proibiu o uso de cloroquina nos hospitais do estado para o tratamento de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa: “Doria proíbe, a cloroquina nos hospitais de São Paulo…… Quer que o povo brasileiro morra mesmo ! Doria comunistas, junto com todos os governadores e prefeitos canalhas…” Imagem publicada no Facebook que, até as 19h40 do dia 1º de abril de 2020, tinha sido compartilhada por cerca de 800 pessoas FALSO A informação analisada pela Lupa é falsa. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não proibiu a utilização de cloroquina no tratamento de pessoas infectadas com Covid-19 em hospitais paulistas. A decisão de autorizar ou não o uso de um medicamento para uma determinada doença não cabe aos governadores dos estados, e sim à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma autarquia vinculada ao Ministério da Saúde. Em nota, assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde de São Paulo disse que “o medicamento Cloroquina poderá ser utilizado como um auxílio no tratamento dos casos graves da COVID-19”, seguindo regra publicada na última sexta-feira (27) pelo Ministério da Saúde. Entretanto, até o momento, “não há remédio e nem vacina com eficácia [comprovada]” para a doença. A cloroquina e a hidroxicloroquina são dois medicamentos originalmente desenvolvidos para a malária, mas que, ao longo do tempo, começaram a ser usados para tratar outras doenças, como lúpus e artrite reumatoide. Pesquisas preliminares indicam que esses medicamentos podem ter eficácia no tratamento da Covid-19, assim como outras substâncias. Entretanto, ainda são necessários mais testes para concluir com segurança que esses medicamentos são, de fato, eficientes no tratamento da doença. O uso terapêutico está sendo feito de forma experimental, apenas em pacientes em situação grave. No Brasil, os Hospitais do Coração (HCor), Albert Einstein e Sírio-Libanês coordenam uma pesquisa com 1,3 mil pacientes para verificar a eficácia da hidroxicloroquina. O estudo deve ficar pronto em cerca de dois ou três meses. Vale lembrar que a automedicação não deve ser realizada em nenhuma hipótese, visto que ambas as drogas, principalmente a cloroquina, podem causar efeitos colaterais graves. Essas substâncias tampouco ajudam a prevenir a doença. Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook. Editado por: Maurício Moraes

AGORA MT
Data Veiculação: 01/04/2020 às 20h39

Reprodução Médicos, enfermeiros e fisioterapeutas da rede pública e privada do município de Sorriso vão participar nesta sexta-feira (03), das 19h às 20h30, de um curso de capacitação sobre a utilização de respiradores com o médico intensivista do Hospital Sírio Libanês Wilder Reverte da Costa. A iniciativa busca assegurar a prestação de atendimento adequado aos pacientes que vierem a ser acometidos pelo novo coronavírus. O curso será transmitido ao vivo pelo Telesaúde da Secretaria de Estado de Saúde. Posteriormente, também será divulgado na plataforma de Ensino a Distância (EAD) do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e encaminhado à Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). De acordo com os organizadores, a capacitação ocorrerá na Unidade de Pronto Atendimento de Sorriso (UPA), localizada na Avenida Porto Alegre, 586, centro da cidade. Na recepção da unidade será disponibilizado álcool gel para higienização e máscaras cirúrgicas aos participantes. Além de ser médico intensivista pelo Hospital Sírio Libanês, o palestrante também é membro titular da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

AGÊNCIA BRASIL/BRASÍLIA
Data Veiculação: 01/04/2020 às 19h46

© Marcello Casal Jr Agência Brasil Saúde Covid-19: SP tem maior número de queixas de falta de equipamentos Médicos dizem que faltam insumos como luvas, máscaras e álcool em gel Publicado em 01/04/2020 - 19:46 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo O estado de São Paulo concentra o maior número de denúncias recebidas pela Associação Médica Brasileira (AMB) sobre a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra o novo coronavírus. São 900 denúncias no estado, em 109 municípios paulistas. Em todo o Brasil, a entidade recebeu 2.622 queixas, em 539 municípios. Só a capital paulista teve 276 reclamações. O vice-presidente da AMB Diogo Leite Sampaio avalia que o uso dos equipamentos de proteção individual pelos profissionais de saúde é fundamental para o atendimento do paciente com suspeita ou caso confirmado de covid-19, já que eles podem se contaminar durante o atendimento nas unidades de saúde. “A partir do momento em que ele se contaminar, pode transmitir para outros pacientes, então esse profissional de saúde que ficou contaminado acaba sendo um vetor de transmissão, pode transmitir para outros colegas dentro da própria unidade de saúde, para outras unidades de saúde em que ele trabalha e para a própria família”, disse Sampaio. Ele acrescentou que, se o profissional for contaminando por pacientes que estejam com a covid-19, ele deverá ser isolado por no mínimo 14 dias e vai sair da linha de atendimento, neste momento em que a demanda cresceu. “Então, por conta disso, não existe a possibilidade que o médico não tenha um equipamento de proteção individual para poder tratar esses pacientes”. Considerando os dados de todo o país, 87% das denúncias relatam falta de máscaras tipo N95 ou PFF2, que têm melhor vedação que as máscaras cirúrgicas; 72% relatam falta de óculos ou face shield, um protetor facial transparente; 66% de capote impermeável, um tipo de avental; 46% de gorros; 28% de álcool gel 70%; e 13% registram falta de luvas. Cada denúncia pode relatar a falta de mais de um material. Em 72,7% das denúncias, faltam ao menos três tipos de material, podendo chegar a sete tipos de equipamentos em falta. Desde o dia 19 de março, a associação disponibilizou uma plataforma específica para recebimento de denúncias sobre a falta de EPIs para os profissionais da saúde, garantindo o anonimato do autor da reclamação para evitar represálias. A partir dos relatos recebidos, a AMB comunica os estabelecimentos apontados na denúncia, pede esclarecimentos e atualização das informações, além de notificar o Ministério da Saúde, o Conselho Regional de Medicina (CRM), as Secretarias de Saúde Municipal e Estadual, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério Público. “A gente está mandando também para a unidade [de saúde] dizendo que aquela unidade recebeu a denúncia de que faltam esses equipamentos. O que a gente tem percebido é que muitas unidades começaram depois dessa denúncia a providenciar os equipamentos. Então acho que é um ponto positivo desse movimento”, avaliou Sampaio. Os estabelecimentos que informarem a solução dos problemas serão retirados da lista divulgada no site da associação, que apresenta detalhes sobre os EPIs que faltam em cada local. Afastamento de profissionais da saúde os sistemas de saúde público e particular do estado de São Paulo tiveram de afastar, desde fevereiro, mais de 600 profissionais devido à suspeita ou a confirmação da infecção pelo novo coronavírus nos funcionários. Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), ao menos 190 funcionários do sistema público municipal de São Paulo foram afastados, desde o último dia 15, em razão da suspeita do novo coronavírus. O Hospital Municipal Doutor Carmino Caricchio, no Tatuapé, na zona Leste, se destaca, com 45 afastamentos. Na rede privada, dois dos mais importantes hospitais do estado removeram, desde fevereiro, mais de 450 profissionais diagnosticados com o coronavírus. O Hospital Sírio-Libanês afastou 104 funcionários. Já o Hospital Albert Einstein teve de remover 348 dos 15 mil colaboradores (2%), diagnosticados com a doença. Edição: Aline Leal AMB covid-19 coronavírus pandemia dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou. Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação. Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando. Relacionadas Saúde Agente de saúde é a primeira indígena a ter coronavírus confirmado Saúde Número de casos de covid-19 no Brasil chega a 6.836 e mortes somam 241 Saúde Covid-19: veja como cada estado determina o distanciamento social

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 19h36

Mais duas doações de peso engordaram o saldo das campanhas para fazer frente ao coronavírus e seus impactos no Brasil. Nesta quarta-feira (1 de abril), o Banco BV anunciou a doação de R$ 30 milhões, aliada a uma campanha de mobilização social e linha de crédito para empresas no combate à Covid-19. Na terça-feira (31), o Banco Safra disponibilizou R$ 20 milhões para hospitais públicos e Santas Casas. Para garantir que os recursos sejam aplicados de forma rápida e transparente, o BV vai contar com o apoio do Instituto Votorantim e da Fundação do Banco do Brasil. Os valores beneficiarão todas regiões do Brasil, com foco nas localidades mais impactadas pelo novo coronavírus. Além de hospitais, famílias vítimas da doença e em estado de vulnerabilidade social serão assistidas. Para Gabriel Ferreira, diretor-geral do Banco BV, essa parceria garante credibilidade ao projeto, levando em conta que muitas pessoas querem ajudar mas não sabem como ou não têm confiança na instituição que busca doações. “Com a experiência e capilaridade do Instituto Votorantim e da Fundação Banco do Brasil, o BV pode atuar como viabilizador dessa grande rede de colaboração", diz Ferreira. "Todos que queiram contribuir, pessoas físicas e empresas, poderão fazê-lo de forma rápida e segura, com a certeza de que os benefícios serão distribuídos com critério e transparência." Além da doação inicial, o banco BV convida seus clientes, parceiros pessoas físicas e jurídicas, para se engajar em uma campanha de arrecadação online. As doações serão feitas pela plataforma digital "Abrace uma Causa", reconhecida pela capacidade de conectar pessoas e empresas em causas sociais de várias regiões do Brasil. Para cada R$ 1 doado por pessoa física, o banco BV doará a mesma quantia, até o total de R$ 10 milhões. O banco BV criou também uma linha de crédito de R$ 50 milhões para fornecedores nacionais de equipamentos e serviços hospitalares essenciais no combate à Covid-19. O primeiro recurso, no valor de R$ 20 milhões, será direcionado para a Magnamed, uma das maiores empresas nacionais na fabricação de equipamentos para ventilação pulmonar, um dos aparelhos mais necessários em meio à pandemia. Alinhado com Ministério da Saúde, BNDES e hospitais de referência, o BV busca outras empresas que também possam se beneficiar dessa linha de crédito. Os recursos doados para a saúde já estão a caminho de seu destino, o que inclui a aquisição de 50 respiradores em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. E também auxílio de R$ 300 em vale alimentação para 1.400 famílias em estado de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, atendidas pelo Instituto Reação, projeto já apoiado pelo banco BV. A instituição ainda está empenhada em estender o benefício para os mais de 30 projetos sociais beneficiados pela instituição, além de comunidades integrantes do PVE, Programa de Valorização da Educação, iniciativa do Instituto Votorantim presente em mais de 1.200 escolas em 101 cidades em todo o País. A prestação de contas será feita na própria plataforma e aberta para acompanhamento da sociedade. Para doar: https://bancobv.abraceumacausa.com.br/ O Banco Safra também vai liderar esforço junto a clientes e parceiros para ir além da doação inicial de R$ 20 milhões, com foco em auxiliar os hospitais públicos. O grupo, que tem tradição de filantropia no segmento hospitalar, fará a doação diretamente às entidades ou por meio de seus parceiros privados na área da saúde, desde que os projetos sejam voltados para a rede hospitalar pública. O dinheiro arrecadado será destinado a ações específicas voltadas ao tratamento e combate ao coronavírus. Além do projeto de implementar leitos de UTI para a rede municipal de São Paulo, com gestão e operação do Hospital Albert Einstein (já em andamento), a doação do Safra contempla projeto que prevê a criação de leitos em um hospital de campanha no Grajaú, sob gestão do Hospital Sírio Libanês. Há ainda a doação de equipamentos de proteção à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e a participação no projeto do Hospital de Campanha Lagoa-Barra, que terá 200 leitos para atender pacientes SUS, e é conduzido pela Rede D’Or. Nesta etapa, o Banco Safra está doando o equivalente a 60 leitos de UTI (cama, respirador, monitor e bomba de infusão), mais 1 milhão de máscaras cirúrgicas, 700 mil aventais de proteção. Os valores arrecadados com clientes e parceiros serão redirecionados depois de análise da demanda de doações pelos hospitais. Essa avaliação será feita por parceiros do banco na área da saúde de acordo com a urgência e maior necessidade das entidades públicas participantes. Entre os anúncios de doações mais expressivos nos últimos dias os estão R$ 150 milhões dos braços sociais da Itaú-Unibanco. O valor será utilizado para ampliar infraestrutura hospitalar, compra de equipamentos, cestas de alimentação e kits de higiene a serem distribuídos para comunidades vulneráveis e ajudar no tratamento de infectados. A XP Investimentos, na última semana, entrou no combate com a campanha “Juntos Transformamos”, com um depósito inicial de R$ 25 mil. A estimativa, baseada neste valor, é beneficiar 100 mil pessoas com alimentação, por um período inicial de três meses.

DFTV 2ª EDIÇÃO/TV GLOBO/BRASÍLIA
Data Veiculação: 01/04/2020 às 19h23

 

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 18h27

Os estudos serão conduzidos conjuntamente pelos times de especialistas do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e dos Hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento com a BRICNet O Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz passa a fazer parte do grupo de Hospitais, composto por Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento, que irá conduzir estudos para o tratamento do Covid-19 em conjunto com a BRICNet (Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva). O time de especialistas destas instituições de ponta fará avaliação de opções de tratamento para pacientes infectados pelo Coronavírus e, a partir desses estudos, será possível avaliar a segurança e eficácia das terapêuticas adotadas em diferentes perfis de pacientes. A Coalizão COVID Brasil incluirá cinco projetos de pesquisa: três avaliando pacientes hospitalizados em alas hospitalares e unidades de terapia intensiva, um avaliando seguimento um ano após alta hospitalar e um avaliando pacientes não hospitalizados com diagnóstico de Covid-19. O projeto tem apoio do Ministério da Saúde e de uma indústria farmacêutica. De acordo com Kenneth Almeida, Diretor-executivo de Inovação, Pesquisa e Inovação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, neste momento em que o mundo enfrenta uma pandemia da doença é necessário colocar todos os experts da Instituição debruçados para encontrar respostas que possam conter o avanço deste novo vírus e garantir o acompanhamento clínico dos infectados pelo Coronavírus. “Contamos com um time de médicos e pesquisadores capaz de contribuir de forma significativa para gerar conhecimentos que impulsionem o avanço da medicina, ajudando a salvar um número ainda maior de vidas”, afirma. Para o Diretor-presidente do Hospital, Paulo Vasconcellos Bastian, a parceria consolida o propósito do Hospital em cuidar de vidas com humanidade e respeito, disseminando sua capacidade técnica com o objetivo de contribuir para a melhoria da saúde da população brasileira. “Atuar de forma pioneira, estimulando o desenvolvimento da medicina e da saúde está no DNA do Hospital. Com essa parceria reafirmamos a sua vocação para cuidar e a capacidade de contribuir para o desenvolvimento da saúde no País. Todo o nosso time está empenhado nesta luta de enfrentamento ao Coronavírus, cuidando de cada detalhe para que possamos reduzir a disseminação do vírus e para alcançarmos tratamentos mais rápidos e efetivos contra a contra a doença”, diz. O projeto interinstitucional chamado de Coalizão COVID Brasil estima beneficiar pacientes atendidos em cerca de 80 hospitais brasileiros. Os primeiros resultados deste trabalho conjunto devem estar disponíveis em até 90 dias.

PORTAL AGORA TO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 15h31

Sírio-Libanês oferece cursos gratuitos para capacitar profissionais da saúde em tempos de pandemia (0 votos) Quatro cursos serão disponibilizados gratuitamente por meio da plataforma de Ensino a Distância A informação é uma ferramenta fundamental para disseminar conhecimento e, em tempos de pandemia, é importante compartilhar competências e experiências que possam ajudar profissionais de saúde. Por isso, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa disponibilizará em suas plataformas de Ensino a Distância quatro cursos gratuitos, que podem ser feitos a qualquer hora do dia. Os cursos têm duração diversas e são dirigidos a um público amplo. Especificamente para atender a situação atual com o SARS-CoV-2, a instituição está lançando o curso “Manejo de Síndrome Gripal e suas Complicações (incluindo Covid-19)”. A proposta do curso será fornecer informações confiáveis e conhecimento clínico atualizado para manejo do paciente com sintomas respiratórios em toda a rede de atenção à saúde, desde sua correta triagem e avaliação na atenção básica, manejo das complicações bacterianas mais prevalentes e princípios de suporte intensivo nessa população. “Incluímos também discussões de situações especiais, como pacientes imunodeprimidos e idosos”, explica Dr. Luciano Azevedo, superintendente de Ensino do Sírio-Libanês. O curso tem 20 vídeo-aulas de 15 min de duração, com enfoque prático em diagnóstico, tratamento e medidas de isolamento. O segundo curso ofertado gratuitamente para profissionais de saúde será “Introdução à Ventilação Mecânica”, que abordará os modos ventilatórios básicos e o manejo habitual da insuficiência respiratória. O público-alvo desse curso são médicos, residentes, graduandos de medicina a partir do 2º ano, fisioterapeutas e graduandos de fisioterapia do último ano. O curso terá três aulas, com conteúdo teórico e vídeo-aula. O terceiro curso que será oferecido pelo Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa será o de cuidador de idosos, que já existia em seu portfólio de aulas. “Diante do cenário em que os idosos se encontram, a partir da pandemia de Covid-19, é fundamental ajudar a capacitar profissionais que possam prevenir a proliferação e cuidar de pessoas com mais de 65 anos”, explica Dr. Luciano. As aulas poderão ser cursadas por pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, que completaram o ensino fundamental, interessados em prestar cuidado de qualidade a idosos com variados graus de dependência física ou mental. O aluno será instrumentalizado quanto ao universo do envelhecimento de forma a ter uma visão global do idoso e seu meio, incluindo os aspectos biológicos, psíquicos e sociais. O curso tem três módulos com 20 horas total de duração. O quarto e último curso a fazer parte dessa iniciativa é o “Programa Experiência Sírio-Libanês 2019”, criado para estudantes de medicina, que oferece experiências construtivas junto ao corpo clínico do hospital, colaboradores e pacientes, por meio de atividades online. “O curso inclui palestras rápidas do corpo clínico, material complementar para estudos e acompanhamento de reuniões científicas gravadas no hospital”, diz Dr. Luciano. “São no total 40 atividades online que fazem parte do nosso conteúdo pedagógico regular, mas que estão sendo oferecidas no atual momento para ajudar a capacitar os estudantes de medicina de forma digital”, complementa o médico. Para mais informações, visite o https://eadsiriolibanes.org.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 01/04/2020 às 15h18

Cura milagrosa para o novo coronavírus, medidas radicais tomadas por outros países para manter a população em casa, áudios com revelações bombásticas sobre o número de infectados pela Covid-19. Em meio à pandemia global, os conteúdos duvidosos compartilhados na internet se multiplicam nas redes sociais e no WhatsApp. Neste 1º de abril, popularmente conhecido como Dia da Mentira, a equipe do Fato ou Fake, o serviço de checagem do Grupo Globo, preparou um manual com dicas práticas para ajudar os leitores a identificar se uma mensagem é #FATO ou #FAKE. 1- Desconfie de textos alarmistas Manchetes e textos alarmistas podem até despertar a sua curiosidade, mas o objetivo costuma ser apenas conseguir cliques. Aqui entra o bom senso: se uma notícia parecer, à primeira vista, “inacreditável”, talvez seja justamente porque ela não existe. Em geral, quem tenta enganar o público escolhe exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a emoção do leitor. Durante uma pandemia e com boa parte da população em casa, esses apelos ficam ainda mais fortes. Uma checagem feita pelo Fato ou Fake desmentiu uma imagem compartilhada nas redes sociais como se fosse de um noticiário de TV, com a descrição de que o governo russo soltou mais de 500 leões às ruas para que a população tenha medo de circular e, assim, permaneça em casa, limitando a propagação do novo coronavírus no país. A imagem, por si só, é falsa. Trata-se de uma montagem. A foto utilizada é a de um leão, batizado de Columbus, feita durante filmagens de uma produção local em 2016 em Joanesburgo, na África do Sul. O fato foi reportado por vários jornais à época. Além disso, a Embaixada da Rússia em Brasília nega a informação propalada e diz que o governo jamais tomaria essa medida sem sentido. Não houve nenhuma reportagem na TV com essa notícia. 2- Tome cuidado com as imagens Imagens podem ser facilmente manipuladas digitalmente ou retiradas de contexto para enganar uma pessoa. O ideal é sempre buscar a versão original de uma foto, conferir onde ela foi publicada e pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita. Uma maneira de fazer isso é através da busca reversa. Assim, é possível descobrir quantas vezes uma imagem já foi reproduzida na internet anteriormente, conferir se ela é antiga ou está sendo usada fora do contexto e também se foi feita em uma localidade diferente daquela descrita na mensagem que a acompanha. Para saber se isso ocorreu com alguma foto, basta clicar sobre a imagem com o botão direito do mouse e escolher a opção "procurar imagem no Google". Caso a imagem a ser pesquisada não esteja publicada diretamente na internet, mas tenha sido recebida no WhatsApp, por exemplo, ainda assim é possível fazer a busca. Para isso, salve a foto no seu dispositivo e depois acesse a página de busca "Google Imagens" no navegador do seu celular. Logo depois, mude a visualização da página para "versão desktop". Ao lado do campo de pesquisa, há o ícone de uma câmera. Ao clicar nele, você tem a opção "enviar uma imagem", na qual é possível carregar o arquivo a ser checado. Caso o navegador do celular não tenha a opção "versão desktop", basta salvar o documento no computador e seguir o restante das instruções. Por meio de uma busca reversa, a equipe do Fato ou Fake desmentiu que uma foto com dezenas de caixões mostrava vítimas do coronavírus na Itália. A imagem, na verdade, foi feita em 2013 pelo pelo fotógrafo Tullio M. Puglia, da Getty Images, e mostra caixões de imigrantes africanos que morreram em um naufrágio no país europeu. Na época, uma embarcação pegou fogo à noite e naufragou perto da ilha de Lampedusa, no Sul do país, com mais de 500 imigrantes a bordo. Ao todo, 366 pessoas, entre elas várias mulheres e crianças, morreram afogadas. Essa foi uma das tragédias migratórias mais graves já ocorridas na Itália. 3- Lembre-se que vídeos e áudios podem ser enganosos Desconfie de vídeos que mostram cenas incomuns ou tenham legendas alarmistas. Áudios também podem ser facilmente retirados de contexto e são difíceis de identificar o verdadeiro autor. Foi o que aconteceu, por exemplo, com um áudio que circulou no WhatsApp há duas semanas com a informação de que havia centenas de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus no Hospital Albert Einstein e milhares no Hospital Sírio-Libanês, ambos em São Paulo. A autora do áudio não se identificava na gravação. A informação, atribuída a uma empresa que presta serviço para unidades de saúde, era #FAKE. No caso dos vídeos, também é possível usar ferramentas que fazem buscas reversas na internet em busca do original. Quando o vídeo está publicado no Facebook, descubra o endereço clicando com o botão direito do mouse sobre o vídeo e na opção mostrar a URL do vídeo. Quando o vídeo está no WhatsApp, baixe uma versão no computador. O passo seguinte é submeter o vídeo a uma ferramenta de análise de imagens. É possível fazer isso colando a URL do vídeo na caixa de busca ou "subir" o vídeo salvo no computador diretamente na ferramenta. Uma extensão gratuita para o navegador Chrome permite que seja colocado na caixa de busca o link do vídeo publicado no Youtube, Facebook ou Twitter diretamente para verificação. A ferramenta oferece várias formas de análise do vídeo e fornece um relatório dos detalhes encontrados. Uma das principais funções da ferramenta é a separação do vídeo em vários frames ou telas. A partir desses recortes é possível verificar se o mesmo vídeo já foi publicado outras vezes na internet, em outros lugares, épocas e idiomas. Neste caso, também será feita a busca reversa de 10 frames em três buscadores diferentes: Google, Yandex e Tineye. Os resultados apontam se aquelas imagens já foram publicadas antes e aonde. Busque sempre veículos da imprensa profissional que noticiaram o episódio retratado nas imagens. 4 - Consulte as fontes Atribuir um número ou uma informação a um órgão oficial ou a uma organização privada é fácil, mesmo seja que seja falso. Por isso, é necessário sempre checar as fontes. Muitos órgãos públicos apresentam dados em seus sites, o que facilita a pesquisa. Também é possível fazer uma busca online pelo nome de uma pessoa a quem se atribuiu uma informação. Assim, é possível comprovar se ela efetivamente existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações. Uma mensagem com conteúdo enganoso desmentida pela equipe do Fato ou Fake dizia que a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia feito um cartaz recomendando "evitar sexo desprotegido com animais". Na verdade, a imagem do suposto cartaz, em inglês, foi manipulada digitalmente. A palavra "sex" (sexo) foi colocada no lugar de "contact" (contato). A frase no material original é "Avoid unprotected contact with live wild or farm animals (Evite contato desprotegido com animais selvagens ou os criados em fazendas, em português). Neste caso, todas as dicas e os cartazes verdadeiros sobre o novo coronavírus estão disponíveis para download no site da OMS. 5 - Confira a publicação em um veículo profissional de imprensa Quando uma informação é verdadeira e relevante, ela provavelmente foi publicada por algum veículo profissional de imprensa. Procure saber se já existe alguma reportagem sobre o assunto e confira a apuração: o jornalismo tem o compromisso de ouvir e incluir o outro lado da história. Em meio à pandemia do novo coronavírus, por exemplo, foi muito disseminado que Cuba teria enviado uma vacina contra a Covid-19 para a China, que já teria curado 1,5 mil pessoas. Até o momento, porém, veículos de imprensa por todo o mundo já reiteraram inúmeras vezes as afirmações de especialistas de que ainda não há cura para a doença. No caso de conteúdo sobre Cuba, a checagem do Fato ou Fake revelou que o texto cita, na verdade, o Interferon Alfa 2B, que é apenas um dos 30 medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar pacientes com coronavírus. Procurado, o diretor de investigações biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, Gerardo Guillen, afirma que o país não tem a vacina contra a Covid-19. "As informações que circulam se referem ao Interferon, que é um produto terapêutico, que se utiliza para fortalecer a imunização geral, não é específico como as vacinas. Obter uma vacina levará um ano ou um ano e meio", disse. 6 - Verifique antes de compartilhar Se você receber alguma mensagem e tiver dúvidas se é #FATO ou #FAKE, não compartilhe. Repasse apenas informações que você tem certeza que sejam verdadeiras. Você é responsável pelo que compartilhe. "Mande esse texto para todos os seus contatos" ou "Faça essa mensagem chegar ao maior número de pessoas" são frases comuns em textos que contêm conteúdos falsos. Neste 1º de abril, popularmente conhecido como Dia da Mentira, a equipe do Fato ou Fake, o serviço de checagem do Grupo Globo, preparou um manual com dicas práticas para ajudar os leitores a identificar se uma mensagem é #FATO ou #FAKE. Manchetes e textos alarmistas podem até despertar a sua curiosidade, mas o objetivo costuma ser apenas conseguir cliques. Aqui entra o bom senso: se uma notícia parecer, à primeira vista, “inacreditável”, talvez seja justamente porque ela não existe. Em geral, quem tenta enganar o público escolhe exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a emoção do leitor. Durante uma pandemia e com boa parte da população em casa, esses apelos ficam ainda mais fortes. Uma checagem feita pelo Fato ou Fake desmentiu uma imagem compartilhada nas redes sociais como se fosse de um noticiário de TV, com a descrição de que o governo russo soltou mais de 500 leões às ruas para que a população tenha medo de circular e, assim, permaneça em casa, limitando a propagação do novo coronavírus no país. A imagem, por si só, é falsa. Trata-se de uma montagem. A foto utilizada é a de um leão, batizado de Columbus, feita durante filmagens de uma produção local em 2016 em Joanesburgo, na África do Sul. O fato foi reportado por vários jornais à época. Além disso, a Embaixada da Rússia em Brasília nega a informação propalada e diz que o governo jamais tomaria essa medida sem sentido. Não houve nenhuma reportagem na TV com essa notícia. Imagens podem ser facilmente manipuladas digitalmente ou retiradas de contexto para enganar uma pessoa. O ideal é sempre buscar a versão original de uma foto, conferir onde ela foi publicada e pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita. Uma maneira de fazer isso é através da busca reversa. Assim, é possível descobrir quantas vezes uma imagem já foi reproduzida na internet anteriormente, conferir se ela é antiga ou está sendo usada fora do contexto e também se foi feita em uma localidade diferente daquela descrita na mensagem que a acompanha. Para saber se isso ocorreu com alguma foto, basta clicar sobre a imagem com o botão direito do mouse e escolher a opção "procurar imagem no Google". Caso a imagem a ser pesquisada não esteja publicada diretamente na internet, mas tenha sido recebida no WhatsApp, por exemplo, ainda assim é possível fazer a busca. Para isso, salve a foto no seu dispositivo e depois acesse a página de busca "Google Imagens" no navegador do seu celular. Logo depois, mude a visualização da página para "versão desktop". Ao lado do campo de pesquisa, há o ícone de uma câmera. Ao clicar nele, você tem a opção "enviar uma imagem", na qual é possível carregar o arquivo a ser checado. Caso o navegador do celular não tenha a opção "versão desktop", basta salvar o documento no computador e seguir o restante das instruções. Por meio de uma busca reversa, a equipe do Fato ou Fake desmentiu que uma foto com dezenas de caixões mostrava vítimas do coronavírus na Itália. A imagem, na verdade, foi feita em 2013 pelo pelo fotógrafo Tullio M. Puglia, da Getty Images, e mostra caixões de imigrantes africanos que morreram em um naufrágio no país europeu. Na época, uma embarcação pegou fogo à noite e naufragou perto da ilha de Lampedusa, no Sul do país, com mais de 500 imigrantes a bordo. Ao todo, 366 pessoas, entre elas várias mulheres e crianças, morreram afogadas. Essa foi uma das tragédias migratórias mais graves já ocorridas na Itália. Desconfie de vídeos que mostram cenas incomuns ou tenham legendas alarmistas. Áudios também podem ser facilmente retirados de contexto e são difíceis de identificar o verdadeiro autor. Foi o que aconteceu, por exemplo, com um áudio que circulou no WhatsApp há duas semanas com a informação de que havia centenas de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus no Hospital Albert Einstein e milhares no Hospital Sírio-Libanês, ambos em São Paulo. A autora do áudio não se identificava na gravação. A informação, atribuída a uma empresa que presta serviço para unidades de saúde, era #FAKE. No caso dos vídeos, também é possível usar ferramentas que fazem buscas reversas na internet em busca do original. Quando o vídeo está publicado no Facebook, descubra o endereço clicando com o botão direito do mouse sobre o vídeo e na opção mostrar a URL do vídeo. Quando o vídeo está no WhatsApp, baixe uma versão no computador. O passo seguinte é submeter o vídeo a uma ferramenta de análise de imagens. É possível fazer isso colando a URL do vídeo na caixa de busca ou "subir" o vídeo salvo no computador diretamente na ferramenta. Uma extensão gratuita para o navegador Chrome permite que seja colocado na caixa de busca o link do vídeo publicado no Youtube, Facebook ou Twitter diretamente para verificação. A ferramenta oferece várias formas de análise do vídeo e fornece um relatório dos detalhes encontrados. Uma das principais funções da ferramenta é a separação do vídeo em vários frames ou telas. A partir desses recortes é possível verificar se o mesmo vídeo já foi publicado outras vezes na internet, em outros lugares, épocas e idiomas. Neste caso, também será feita a busca reversa de 10 frames em três buscadores diferentes: Google, Yandex e Tineye. Os resultados apontam se aquelas imagens já foram publicadas antes e aonde. Busque sempre veículos da imprensa profissional que noticiaram o episódio retratado nas imagens. Atribuir um número ou uma informação a um órgão oficial ou a uma organização privada é fácil, mesmo seja que seja falso. Por isso, é necessário sempre checar as fontes. Muitos órgãos públicos apresentam dados em seus sites, o que facilita a pesquisa. Também é possível fazer uma busca online pelo nome de uma pessoa a quem se atribuiu uma informação. Assim, é possível comprovar se ela efetivamente existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações. Uma mensagem com conteúdo enganoso desmentida pela equipe do Fato ou Fake dizia que a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia feito um cartaz recomendando "evitar sexo desprotegido com animais". Na verdade, a imagem do suposto cartaz, em inglês, foi manipulada digitalmente. A palavra "sex" (sexo) foi colocada no lugar de "contact" (contato). A frase no material original é "Avoid unprotected contact with live wild or farm animals (Evite contato desprotegido com animais selvagens ou os criados em fazendas, em português). Neste caso, todas as dicas e os cartazes verdadeiros sobre o novo coronavírus estão disponíveis para download no site da OMS. Quando uma informação é verdadeira e relevante, ela provavelmente foi publicada por algum veículo profissional de imprensa. Procure saber se já existe alguma reportagem sobre o assunto e confira a apuração: o jornalismo tem o compromisso de ouvir e incluir o outro lado da história. Em meio à pandemia do novo coronavírus, por exemplo, foi muito disseminado que Cuba teria enviado uma vacina contra a Covid-19 para a China, que já teria curado 1,5 mil pessoas. Até o momento, porém, veículos de imprensa por todo o mundo já reiteraram inúmeras vezes as afirmações de especialistas de que ainda não há cura para a doença. No caso de conteúdo sobre Cuba, a checagem do Fato ou Fake revelou que o texto cita, na verdade, o Interferon Alfa 2B, que é apenas um dos 30 medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar pacientes com coronavírus. Procurado, o diretor de investigações biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, Gerardo Guillen, afirma que o país não tem a vacina contra a Covid-19. "As informações que circulam se referem ao Interferon, que é um produto terapêutico, que se utiliza para fortalecer a imunização geral, não é específico como as vacinas. Obter uma vacina levará um ano ou um ano e meio", disse. Se você receber alguma mensagem e tiver dúvidas se é #FATO ou #FAKE, não compartilhe. Repasse apenas informações que você tem certeza que sejam verdadeiras. Você é responsável pelo que compartilhe. "Mande esse texto para todos os seus contatos" ou "Faça essa mensagem chegar ao maior número de pessoas" são frases comuns em textos que contêm conteúdos falsos.

PORTAL A CRÍTICA/MANAUS
Data Veiculação: 01/04/2020 às 15h06

QUALIFICAÇÃO Portal A Crítica 01/04/2020 às 15:06 Twitter WhatsApp A informação é uma ferramenta fundamental para disseminar conhecimento e, em tempos de pandemia, é importante compartilhar competências e experiências que possam ajudar profissionais de saúde. Por isso, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa disponibilizará em suas plataformas de Ensino a Distância quatro cursos gratuitos, que podem ser feitos a qualquer hora do dia. Os cursos têm duração diversas e são dirigidos a um público amplo. Clique aqui para se inscrever. Especificamente para atender a situação atual com o SARS-CoV-2, a instituição está lançando o curso “Manejo de Síndrome Gripal e suas Complicações (incluindo Covid-19)”. A proposta do curso será fornecer informações confiáveis e conhecimento clínico atualizado para manejo do paciente com sintomas respiratórios em toda a rede de atenção à saúde, desde sua correta triagem e avaliação na atenção básica, manejo das complicações bacterianas mais prevalentes e princípios de suporte intensivo nessa população. “Incluímos também discussões de situações especiais, como pacientes imunodeprimidos e idosos”, explica Dr. Luciano Azevedo, superintendente de Ensino do Sírio-Libanês. O curso tem 20 vídeo-aulas de 15 min de duração, com enfoque prático em diagnóstico, tratamento e medidas de isolamento. O segundo curso ofertado gratuitamente para profissionais de saúde será “Introdução à Ventilação Mecânica”, que abordará os modos ventilatórios básicos e o manejo habitual da insuficiência respiratória. O público-alvo desse curso são médicos, residentes, graduandos de medicina a partir do 2º ano, fisioterapeutas e graduandos de fisioterapia do último ano. O curso terá três aulas, com conteúdo teórico e vídeo-aula. O terceiro curso que será oferecido pelo Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa será o de cuidador de idosos, que já existia em seu portfólio de aulas. “Diante do cenário em que os idosos se encontram, a partir da pandemia de Covid-19, é fundamental ajudar a capacitar profissionais que possam prevenir a proliferação e cuidar de pessoas com mais de 65 anos”, explica Dr. Luciano. As aulas poderão ser cursadas por pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, que completaram o ensino fundamental, interessados em prestar cuidado de qualidade a idosos com variados graus de dependência física ou mental. O aluno será instrumentalizado quanto ao universo do envelhecimento de forma a ter uma visão global do idoso e seu meio, incluindo os aspectos biológicos, psíquicos e sociais. O curso tem três módulos com 20 horas total de duração. O quarto e último curso a fazer parte dessa iniciativa é o “Programa Experiência Sírio-Libanês 2019”, criado para estudantes de medicina, que oferece experiências construtivas junto ao corpo clínico do hospital, colaboradores e pacientes, por meio de atividades online. “O curso inclui palestras rápidas do corpo clínico, material complementar para estudos e acompanhamento de reuniões científicas gravadas no hospital”, diz Dr. Luciano. “São no total 40 atividades online que fazem parte do nosso conteúdo pedagógico regular, mas que estão sendo oferecidas no atual momento para ajudar a capacitar os estudantes de medicina de forma digital”, complementa o médico. Jornalismo com credibilidade

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 01/04/2020 às 14h29

Ainda sem nenhum remédio ou vacina comprovadamente eficaz contra o coronavírus, pesquisadores têm testado a ação de fármacos já existentes para reduzir os efeitos do vírus em pacientes graves. A cloroquina e a hidroxicloroquina são alguns deles, tendo o uso criterioso autorizado, na última quarta-feira (25), pelo Ministério da Saúde. Em um terreno de incertezas, iniciativas se multiplicam pelo país na busca por respostas para salvar vidas. Uma dessas ações é o estudo CloroCOVID-19, feito em Manaus (AM). Por lá, pesquisadores têm recrutado pacientes graves da covid-19 internados no hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz para avaliação do impacto da cloroquina na doença. O infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e da Fiocruz Amazonas Marcus Lacerda, que lidera o estudo, usou as redes sociais para falar sobre a substância: — Nós aqui estamos avaliando as melhores doses de cloroquina. Mas eu queria dizer que o que está fazendo a diferença nesta pandemia é a estrutura hospitalar. A presença de UTIs, respiradores, bons médicos, fisioterapeutas, enfermeiros. Há um foco muito grande no tratamento com cloroquina, mas nós estamos fazendo uma pesquisa que pode descobrir que ela funciona ou também que não funciona — disse, em vídeo postado no domingo (29). Esse levantamento será realizado com mais de 400 indivíduos de ambos os sexos, maiores de 18 anos e que não apresentem contraindicações à cloroquina. Uma análise preliminar deve estar pronta na segunda quinzena de abril. Aqui no Rio Grande do Sul, o Hospital Moinhos de Vento (HMV), em parceria com outras instituições, como Sírio-Libanês, Albert Einstein e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), lidera um estudo para testar drogas no tratamento da covid-19. Intitulada Coalização Covid Brasil, a iniciativa vai testar três substâncias: a hidroxicloroquina, a azitromicina e a dexametasona. Entre 40 e 60 hospitais de todo o país devem participar desse levantamento. — Toda a medicina é baseada em evidências científicas. No caso do coronavírus, a gente tem uma escassez muito grande de eficácia e segurança. Nesse sentido, há alguns tratamentos em modelos experimentais e estudos clínicos com número reduzido de participantes — pontua Regis Goulart Rosa, médico pesquisador intensivista do HMV, que coordena a pesquisa na instituição. O pesquisador do HMV diz que alguns estudos sugerem que a hidroxicloroquina pode reduzir a chance de o vírus entrar na célula, o que diminuiria a replicação viral. Contudo, é preciso uma avaliação bem individualizada para prescrever seu uso. Um dos motivos é que a janela terapêutica da substância é muito estreita. — Isso quer dizer que a dose terapêutica é muito próxima da dose tóxica — explicou, em entrevista ao Gaúcha Atualidade de terça-feira (31), a bioquímica e biomédica Ana Paula Hermann, professora do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O levantamento que Rosa coordena no HMV ainda não tem resultados preliminares. No entanto, o médico acredita que dentro de 90 dias já será possível ter uma ideia do que funciona ou não no tratamento dos pacientes graves. Critério de uso deve ser rigoroso Conhecidas há décadas, a cloroquina e a hidroxicloroquina têm uso autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fins restritos, como afecções reumáticas e dermatológicas, artrite reumatoide, lúpus eritematoso, problemas de pele provocados ou agravados pela luz solar e malária. Testada em estudos muito limitados contra o coronavírus, a hidroxicloroquina pode causar desde eventos adversos leves, como náuseas e problemas gastrointestinais, até mais graves, como arritmias, hepatite medicamentosa e cegueira em pacientes com histórico prévio de retinopatia. Assim, o critério médico para sugerir seu uso, ou mesmo sua associação com outras drogas, deve ser rigoroso. — É um processo complexo e dinâmico. Não adianta morrer pela cura — diz Rosa. Conforme observa o médico do HMV, o uso da hidroxicloroquina tem sido heterogêneo: alguns hospitais seguem as recomendações do Ministério da Saúde, enquanto outros buscam individualizar os casos, ponderando riscos e benefícios. Quando houver a decisão pelo uso, o paciente, ou seu representante legal, deve ser informado das possíveis vantagens e desvantagens do tratamento. Em nota informativa, o Ministério da Saúde reforça que a automedicação é contraindicada e que a pasta "disponibilizará para uso, a critério médico, o medicamento cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves, em pacientes hospitalizados, sem que outras medidas de suporte sejam preteridas em seu favor". No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a hidroxicloroquina está sendo usada em casos em que é a única alternativa para pacientes em estado muito grave. — Nesses casos, pode-se lançar mão do uso compassivo, que seria usar o fármaco mesmo sem evidências — diz Rafael Selbach Scheffel, coordenador da Comissão de Medicamentos do HCPA. O hospital também está definindo os protocolos de implementação da nota informativa do Ministério da Saúde para utilização da substância. Além disso, deve participar do estudo Coalizão Covid Brasil. No Hospital Nossa Senhora da Conceição, um protocolo para uso da hidroxicloroquina já foi elaborado. Para que a substância comece a ser usada, os médicos aguardam o aval da diretoria da instituição e a entrega do fármaco pelo Ministério da Saúde, explica Marineide Gonçalves de Melo, médica infectologista e preceptora-chefe do programa de residência médica em infectologia do hospital. Ainda que a substância traga esperança para profissionais da saúde e pacientes, Marineide destaca a importância do passo anterior ao tratamento: o diagnóstico. — Para tratar, precisa saber diagnosticar e, no momento, existe falta de recursos disponíveis para isso. Enquanto não tivermos isso, não saberemos a real dimensão da doença no nosso meio — critica. Marineide fala que os testes rápidos prometidos pelo Ministério são um alento, tanto para segurança profissional quanto para o uso de substâncias off-label (quando a indicação não é a descrita na bula). Por meio da assessoria de comunicação, o Hospital Mãe de Deus informou que já está utilizando a hidroxicloroquina em determinados pacientes após avaliação individual dos casos. “Estamos monitorando ativamente as potenciais interações medicamentosas e efeitos adversos. Os médicos assistentes estão explicando para os familiares os potenciais riscos e benefícios e submetendo termo de consentimento informado específico. Sabemos que as evidências são pouco robustas e dependemos de mais estudos para sabermos ao certo se haverá ou não benefício. A forma de prescrição atual segue as recomendações da Nota Técnica do Ministério da Saúde. A azitromicina também faz parte do protocolo de tratamento”, diz o texto. As substâncias Cloroquina: usada no estudo amazonense, a substância é usada para malária ou outras doenças, como reumáticas ou dermatológicas. O uso indevido pode provocar problemas cardiovasculares. Hidroxicloroquina: testado de forma única ou associada a outras substâncias, o fármaco tem as mesmas indicações de uso e riscos da cloroquina. No estudo de que o HMV participa, ela será testada sozinha ou acompanhada de azitromicina. Azitromicina: antibiótico usado para infecções bacterianas. Sugere-se que ela também tenha papel importante na entrada do vírus nas células. Também teria uma ação anti-inflamatória. Dexametasona: medicamento conhecido como corticoide, atua como anti-inflamatório. Especula-se que poderia auxiliar os pacientes com muitos componentes inflamatórios. *Fonte: Regis Goulart Rosa Receba duas vezes por dia um boletim com o resumo das últimas notícias da covid-19. Para receber o conteúdo gratuitamente, basta se cadastrar neste link Quer saber mais sobre o coronavírus? Clique aqui e acompanhe todas as notícias, esclareça dúvidas e confira como se proteger da doença.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 01/04/2020 às 11h42

Médicos de todo o Brasil registrou 2.622 denúncias de falta de equipamentos de proteção (EPIs) para lidar com pacientes infectados por coronavírus. Os dados, coletados entre 19 e 31 de março, são da Associação Médica Brasileira (AMB) e foram obtidos com exclusividade pela GloboNews. São Paulo é o estado com maior número de denúncias: são 900, que incluem hospitais municipais, estaduais e particulares. O estado concentra 34,3% das reclamações do país, que estão divididas em 125 municípios. Em seguida, estão Rio de Janeiro, com 282 denúncias, Minas Gerais, com 271 e Rio Grande do Sul, com 221. Entre aqueles que fizeram as denúncias, 87% relatam a falta de máscaras do tipo N95 ou PF2, indicadas para o atendimento de casos da doença. A falta do álcool em gel com 70% de álcool esteve presente em 28% das denúncias feitas à AMB. Além disso, a maioria dos denunciantes registra mais de um tipo de equipamento em falta. Quase 51% dos locais denunciados está com falta de quatro a sete tipos diferentes de materiais, como luvas, gorro e álcool. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) também reuniu denúncias de falta, escassez e restrição de equipamentos de proteção entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Foram registradas 2.600 reclamações até o final de março. Segundo o Cofen, entre as denúncias estão relatos de proibição de uso do material existente na instituição para não instaurar pânico na população atendida. O conselho também afirma que recebeu denúncias de solicitações para que profissionais adquiram seus próprios materiais e para reutilização de material descartável. A Diretoria e Gestão de Suprimentos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) estima que, em um mês comum, o hospital utilize cerca de 5.700 máscaras do tipo N95 nos hospitais. Com o coronavírus, passam a ser 40 mil máscaras. Segundo a instituição, a mesma coisa acontece com o álcool em gel: passa de 1.330 litros para 6.700 litros mensais. A quantidade de aventais triplica, de 15 para 45 mil, e o número de toucas mais que dobra, de 105 mil para 211 mil. O Hospital das Clínicas está com 125 funcionários afastados, entre casos suspeitos e confirmados de coronavírus. Juntos, os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês já afastaram 452 funcionários confirmados com o novo vírus. Equipamentos estão mais caros Além da falta de equipamentos de proteção, a alta nos preços também tem prejudicado hospitais e outras unidades de saúde. A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP) calcula um aumento de 100% a 3.000% nos preços desses materiais. Por exemplo, uma caixa de máscaras descartáveis com 50 unidades passou de R$ 4,50 em fevereiro para R$ 300 na última sexta-feira, dia 27 de março. O Procon-SP registrou, até a mesma data, 3.825 reclamações relacionadas a produtos ligados ao combate do coronavírus. Dessas, 429 são relacionadas a preços abusivos em farmácias, lojas e mercados, o que totaliza 11,2% das reclamações. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirma que “não há desabastecimento de EPIs nos serviços estaduais de saúde” e que “já adquiriu mais de 42,2 milhões de unidades de EPIs e outros materiais”. O Ministério da Saúde afirma que “devido à escassez mundial, está realizando compras de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam no setor saúde e reforçando o apoio aos estados e municípios no enfrentamento do Covid-19.” O Ministério ainda afirma que os materiais são repassados aos estados, que têm autonomia para determinar estratégias necessárias para cada serviço, e que também tem sofrido com a alta de preços. O ministério ressalta que distribui nesta semana a terceira e última remessa de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde. O órgão afirma que está adquirindo ainda 200 milhões de máscaras cirúrgicas, 40 milhões de máscaras N95, 1 milhão de frascos de álcool 500 ml, 1 milhão de frascos de álcool 100 ml, 240 milhões de luvas para procedimentos não cirúrgicos, 40 milhões de aventais, 80 milhões de aventais impermeáveis, 1 milhão de sapatilhas, 1 milhão de óculos de proteção, 120 milhões de toucas, 200 mil unidades de protetores faciais. Ainda segundo o ministério, esses equipamentos de proteção incluem insumos comprados no exterior e devem chegar ao Brasil em até 30 dias. Confira a nota da Secretaria de Saúde de São Paulo na íntegra “Não há desabastecimento de EPIs nos serviços estaduais de saúde. A Secretaria já adquiriu mais de 42,2 milhões de unidades de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e outros materiais. As orientações aos profissionais de saúde têm sido comunicadas por meio de webconferências e documentos técnicos de proteção aos profissionais, amparados nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Anvisa. As medidas assistenciais também foram disseminadas entre os serviços de saúde, com base nos protocolos do SUS. Os hospitais estaduais seguem todos os protocolos de segurança para profissionais de saúde e pacientes, assistindo qualquer pessoa que necessitar de atendimento. Seguindo este protocolo, qualquer colaborador com suspeita de COVID-19 será afastado para proteção da sua saúde e das demais pessoas que frequentam a unidade.” Confira a nota do Ministério da Saúde na íntegra “Devido à escassez mundial, o Ministério da Saúde está realizando compras de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam no setor saúde e reforçando o apoio aos estados e municípios no enfrentamento do Covid-19. Os materiais são repassados aos estados, que terão autonomia para determinar estratégias necessárias para cada serviço. O Ministério da Saúde também tem sofrido com a alta de preços. As máscaras que custavam, em média, R$ 0,10 passaram a ser adquiridas por mais de R$ 2,00. Com a retomada da produção na China, a expectativa é a normalização futura da oferta dos equipamentos, a adequação dos preços e a retomada da compra descentralizada.” CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIAM ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? Coronavírus, Covid-19, Sars-Cov-2 e mais: confira os termos da pandemia São Paulo é o estado com maior número de denúncias: são 900, que incluem hospitais municipais, estaduais e particulares. O estado concentra 34,3% das reclamações do país, que estão divididas em 125 municípios. Em seguida, estão Rio de Janeiro, com 282 denúncias, Minas Gerais, com 271 e Rio Grande do Sul, com 221. Entre aqueles que fizeram as denúncias, 87% relatam a falta de máscaras do tipo N95 ou PF2, indicadas para o atendimento de casos da doença. A falta do álcool em gel com 70% de álcool esteve presente em 28% das denúncias feitas à AMB. Além disso, a maioria dos denunciantes registra mais de um tipo de equipamento em falta. Quase 51% dos locais denunciados está com falta de quatro a sete tipos diferentes de materiais, como luvas, gorro e álcool. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) também reuniu denúncias de falta, escassez e restrição de equipamentos de proteção entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Foram registradas 2.600 reclamações até o final de março. Segundo o Cofen, entre as denúncias estão relatos de proibição de uso do material existente na instituição para não instaurar pânico na população atendida. O conselho também afirma que recebeu denúncias de solicitações para que profissionais adquiram seus próprios materiais e para reutilização de material descartável. A Diretoria e Gestão de Suprimentos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) estima que, em um mês comum, o hospital utilize cerca de 5.700 máscaras do tipo N95 nos hospitais. Com o coronavírus, passam a ser 40 mil máscaras. Segundo a instituição, a mesma coisa acontece com o álcool em gel: passa de 1.330 litros para 6.700 litros mensais. A quantidade de aventais triplica, de 15 para 45 mil, e o número de toucas mais que dobra, de 105 mil para 211 mil. O Hospital das Clínicas está com 125 funcionários afastados, entre casos suspeitos e confirmados de coronavírus. Juntos, os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês já afastaram 452 funcionários confirmados com o novo vírus. Além da falta de equipamentos de proteção, a alta nos preços também tem prejudicado hospitais e outras unidades de saúde. A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP) calcula um aumento de 100% a 3.000% nos preços desses materiais. Por exemplo, uma caixa de máscaras descartáveis com 50 unidades passou de R$ 4,50 em fevereiro para R$ 300 na última sexta-feira, dia 27 de março. O Procon-SP registrou, até a mesma data, 3.825 reclamações relacionadas a produtos ligados ao combate do coronavírus. Dessas, 429 são relacionadas a preços abusivos em farmácias, lojas e mercados, o que totaliza 11,2% das reclamações. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirma que “não há desabastecimento de EPIs nos serviços estaduais de saúde” e que “já adquiriu mais de 42,2 milhões de unidades de EPIs e outros materiais”. O Ministério da Saúde afirma que “devido à escassez mundial, está realizando compras de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam no setor saúde e reforçando o apoio aos estados e municípios no enfrentamento do Covid-19.” O Ministério ainda afirma que os materiais são repassados aos estados, que têm autonomia para determinar estratégias necessárias para cada serviço, e que também tem sofrido com a alta de preços. O ministério ressalta que distribui nesta semana a terceira e última remessa de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde. O órgão afirma que está adquirindo ainda 200 milhões de máscaras cirúrgicas, 40 milhões de máscaras N95, 1 milhão de frascos de álcool 500 ml, 1 milhão de frascos de álcool 100 ml, 240 milhões de luvas para procedimentos não cirúrgicos, 40 milhões de aventais, 80 milhões de aventais impermeáveis, 1 milhão de sapatilhas, 1 milhão de óculos de proteção, 120 milhões de toucas, 200 mil unidades de protetores faciais. Ainda segundo o ministério, esses equipamentos de proteção incluem insumos comprados no exterior e devem chegar ao Brasil em até 30 dias. “Não há desabastecimento de EPIs nos serviços estaduais de saúde. A Secretaria já adquiriu mais de 42,2 milhões de unidades de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e outros materiais. As orientações aos profissionais de saúde têm sido comunicadas por meio de webconferências e documentos técnicos de proteção aos profissionais, amparados nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Anvisa. As medidas assistenciais também foram disseminadas entre os serviços de saúde, com base nos protocolos do SUS. Os hospitais estaduais seguem todos os protocolos de segurança para profissionais de saúde e pacientes, assistindo qualquer pessoa que necessitar de atendimento. Seguindo este protocolo, qualquer colaborador com suspeita de COVID-19 será afastado para proteção da sua saúde e das demais pessoas que frequentam a unidade.” “Devido à escassez mundial, o Ministério da Saúde está realizando compras de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam no setor saúde e reforçando o apoio aos estados e municípios no enfrentamento do Covid-19. Os materiais são repassados aos estados, que terão autonomia para determinar estratégias necessárias para cada serviço. O Ministério da Saúde também tem sofrido com a alta de preços. As máscaras que custavam, em média, R$ 0,10 passaram a ser adquiridas por mais de R$ 2,00. Com a retomada da produção na China, a expectativa é a normalização futura da oferta dos equipamentos, a adequação dos preços e a retomada da compra descentralizada.”

VEJA SÃO PAULO.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 09h30

Os sistemas de saúde público e particular do estado de São Paulo tiveram de afastar, desde fevereiro, mais de 600 profissionais devido à suspeita ou a confirmação da infecção por coronavírus nos funcionários. O número de trabalhadores da área da saúde que precisarão ser removidos deve aumentar nos próximos dias. A Justiça paulista autorizou que funcionários do setor, que se enquadrem no quadro de risco para coronavírus, fiquem afastados dos hospitais. Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), ao menos 190 funcionários do sistema público municipal de São Paulo foram afastados, desde o último dia 15, em razão da suspeita de coronavírus. O Hospital Municipal Doutor Carmino Caricchio, no Tatuapé, na zona Leste, é o destaque, com 45 afastamentos. Na rede privada, dois dos mais importantes hospitais do estado removeram, desde fevereiro, mais de 450 profissionais diagnosticados com o coronavírus. O Hospital Sírio-Libanês afastou 104 funcionários. Já o Hospital Albert Einstein teve de remover 348 dos 15 mil colaboradores (2%), diagnosticados com a doença. No sistema público estadual ainda não há informações sobre a quantidade de profissionais afastados do trabalho em razão da contaminação de coronavírus. No entanto, decisão liminar do juiz do Trabalho Moisés Bernardo da Silva, da 58ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou a liberação dos profissionais que se enquadrem no grupo de risco para o coronavírus. A decisão beneficia os profissionais do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP), do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) e os trabalhadores contratados via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que atuam na administração direta. “Liberem imediatamente das atividades presenciais os empregados substituídos processualmente que estejam enquadrados no grupo de risco, assim compreendidos os idosos com 60 anos ou mais, as gestantes, os portadores de doenças respiratórias crônicas, cardiopatias, diabetes, hipertensão, doenças renais, ou de quaisquer outras afecções que deprimam o sistema imunológico, assegurando-lhes todos os direitos e benefícios do contrato de trabalho”, diz texto da decisão. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), que ingressou com a ação, já há falta de profissionais na saúde, além do envelhecimento dos que estão na ativa. De acordo com a entidade, quase 60% dos trabalhadores da saúde no estado estão acima de 50 anos; destes, mais de 15% tem mais de 60 anos. “As trabalhadoras e os trabalhadores da saúde pública, que compõem o grupo de risco, não podem pagar com suas vidas pelos erros recorrentes do governo do estado que não realizou os concursos necessários e, agora, vive o reflexo da falta de pessoas”, destaca a presidente do SindSaúde-SP, Cleonice Ribeiro. Em nota, o governo de São Paulo disse que prepara defesa e vai recorrer da decisão imediatamente, assim que seja notificado. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo informou que o afastamento de todos os funcionários do grupo de risco poderá inviabilizar a operação para transformar o instituto central em uma ala exclusiva, com 900 leitos, dos quais 200 UTIs, para tratamento de pacientes com Covid-19. “É preocupante que a Justiça interfira no funcionamento dos hospitais públicos, especialmente em época de pandemia, uma vez que o afastamento de profissionais sem o devido critério preconizado pelas autoridades sanitárias pode comprometer a assistência prestada à população”, disse, em nota, a Secretaria de Estado da Saúde. Segundo o órgão, todos os funcionários do grupo de risco já foram realocados para “locais de baixo risco, como setores administrativos”. A secretaria informou ainda que todos os trabalhadores estão recebendo atendimento e, aqueles que apresentam sintomas, estão sendo submetidos ao teste para coronavírus. “Aqueles que têm o exame positivo estão isolados e recebendo tratamento de acordo com protocolo”.

BORA SP/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 06h22

 

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 04h00

Apesar do discurso otimista do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da hidroxicloroquina para combater a covid-19, o médico Luciano Cesar Pontes de Azevedo alerta que “ainda é cedo” para qualquer conclusão. Azevedo, que integra a coordenação da pesquisa feita pelos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein e Hospital do Coração sobre o medicamento no Brasil, avalia que vai demorar ao menos dois meses para sair o resultado do estudo. Nada está confirmado até agora. O que é comprovado até agora sobre o uso da hidroxicloroqui na no combate à covid-19? O que dá para afirmar é que existem estudos ‘in vitro’. Quando você coloca a hidroxicloroquina em uma placa com coronavírus, ela tem um efeito antiviral, inibe o crescimento do vírus ou o elimina. O problema é que o organismo humano é muito maior e mais complexo do que uma placa de laboratório. Na medicina, tem muito exemplo de medicamento benéfico in vitro, mas que não foi benéfico em pessoas. Mas há estudos que mostram o efeito benéfico da hidroxicloroquina? Têm saído alguns trabalhos ainda muito limitados, do ponto de vista de metodologia científica, que sugerem o efeito benéfico. Mas são estudos pequenos, com número limitado de pacientes e, do ponto de vista do planejamento do próprio estudo, há muitas falhas. Entendo que, num cenário como hoje, com uma doença que está matando muita gente e não tem tratamento específico, as pessoas queiram se apegar a tratamentos que não têm a eficácia comprovada. Esse é o caso da hidroxicloroquina. O que o senhor pensa sobre o uso desse remédio? Não é um medicamento isento de efeitos colaterais. Pode causar arritmia cardíaca, problemas de visão, convulsão. Nossos medos são dois: administrar um remédio que é inútil, ou seja, não tem efeito, e dar um medicamento que cause mais prejuízo do que benefício ao paciente. O que já dá para dizer sobre os estudos que estão conduzindo? Ainda é muito cedo. Estimo que vai demorar pelo menos dois meses para definirmos o resultado. São 1.400 pacientes em testes, em 70 hospitais de todas as regiões do Brasil. Como avalia o discurso de líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro, sobre a cloroquina? Precisamos tomar cuidado porque, quando a gente não tem a evidência clara de que o medicamento funciona, dizer que ele é efetivo pode estimular a automedicação. Corremos o risco também de as pessoas interpretarem erroneamente e tomarem o remédio para evitar a doença. Se funcionar, o medicamento vai ser útil para quem já tem a doença, e não como prevenção. Sírio e Einstein já tiveram 450 profissionais afastados por causa da covid-19. Vai faltar gente para trabalhar nos hospitais? Quando aumentarem muito as demandas no sistema de saúde, é bem provável que haja falta de profissionais para cuidar dos pacientes. O mundo está enfrentando isso. Vi um comunicado dizendo que os hospitais de Nova York precisam desesperadamente de profissionais porque não têm mais para atender a demanda. Isso deve acontecer no Brasil. Em quanto tempo? É difícil de estimar, mas o pico da epidemia deve ser no final de abril, maio, por aí. As medidas de isolamento social devem ter ajudado a segurar. O principal propósito delas é diminuir os picos de casos no sistema de saúde e, consequentemente, melhorar sua capacidade para atender os pacientes. Os mais graves ficam muito tempo na UTI, de duas a três semanas ocupando aquele leito. Como não tem rotatividade, só acumula pacientes. O ministro Mandetta afirmou que, em 48 horas, vai apresentar resultados positivos sobre a hidroxicloroquina. Preciso esperar essa apresentação do ministro da Saúde antes de comentar. Minha opinião como pesquisador é que qualquer apresentação que seja feita precisa ser baseada em um estudo científico. Não adianta mostrar cinco pacientes e dizer que eles melhoraram porque tomaram o remédio. Quem garante que eles não iam melhorar mesmo sem o medicamento? Por isso precisamos das pesquisas.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

Visto, lido e ouvido DESDE 1960 Circe Cunha (interina) // circecunha.dfQdabr.com.br Pelas lentes do confinamento é quando a situação aperta que passamos a enxergar a realidade e as pessoas tal como elas são. Há uma grande diferença entre a faculdade de ver e a de enxergar. Vemos apenas o que o teatro da vida nos apresenta, de forma quase mecânica, sem nos apercebermos do que se passa na coxia. Por milhares de vezes cruzamos a mesma rua, dia após dia e não nos damos conta de muitos detalhes que compõem essa rua e que faz dela um lugar especial e mesmo familiar. Andamos tão absortos com a velocidade do mundo, que às vezes não reconhecemos nem nós mesmos. Uma experiência que pode facilmente comprovar esse absenteísmo de nós mesmos pode ser conferido quando somos filmados, em segredo, por exemplo, com a câmera de um celular, cuidando de tarefas simples de nosso cotidiano. Ao sermos apresentados a essas imagens, não raro nos surpreendemos com o que dizemos e como nos portamos. Essa visão externa de nós mesmos parece bem mais real do que aquilo que acreditamos ser de fato. É por isso que nós apenas nos vemos, com os olhos de todo o dia. Às vezes complacentes, às vezes severo. Já a capacidade de enxergar vai muito além e em muitos casos pode se transformar em premonição. Passamos a contemplar muito além. Por isso mesmo os místicos costumam afirmar que, como seres humanos, normalmente não estamos despertos. Quando por algum motivo, no caso uma crise de saúde pública, que obrigou a uma mudança radical no nosso dia a dia, apartando-nos dos amigos de nossa rotina, somos empurrados a substituir a faculdade de ver, pela possibilidade de enxergar. Somos capazes de passar pela rua, que tantas vezes cruzamos ao longo de nossa existência, e por um milagre, quase não a reconhecemos. Quantos detalhes nunca vistos, quantas cores e cheiros jamais notados. Deus, repetia o filósofo de Mondubim, mora nos detalhes. Com a capacidade de enxergar a realidade à nossa volta, induzida pelo pavor da pandemia, passamos a presenciar, no íntimo, um mundo que, de fato, não conhecíamos ou que imaginávamos familiar. Não é por outra razão que somente quando a situação aperta é que passamos a enxergar a realidade e as pessoas tal como elas são. Não apenas os outros, mas a nós mesmos. Fora do cotidiano modorrento, quando normalmente agimos feito máquinas, o mundo vibra de forma frenética e até perturbadora. A sensação nesse momento de apreensão é que as imagens que normalmente iam direto dos olhos para cérebro, agora passam antes pelo coração, onde são processadas de outra forma, chegando à cabeça repletas de sentimento e emoções. Vemos agora o mundo e as pessoas tal como elas sempre foram: frágeis e sem muita certeza quanto ao futuro. »A frase que foi pronunciada “Deus ri de quem faz planos” Provérbio Lídiche Paciente » O médico Raul Cutait está na Unidade de Terapia Intensiva do hospital SírioLibanês para tratamento da Covid-19.Segundo o boletim, o estado é estável. Os médicos David Uip e Carlos Carvalho estão acompanhando o colega. Alívio » Pelas orientações do GDF, encontra-se suspensa prova de vida por 30 dias, conforme Portaria n° 13 de 16 de março de 2020, do Iprev-DF, a contar de 17/03/2020. Provavelmente esse período será estendido, já que se trata de idosos, pessoas mais frágeis a enfrentar filas e contatos em bancos. SOLucão D » Em um vídeo, o médico José de Castro Coimbra defende que as pessoas tomem sol no horário certo durante o confinamento. Ele lembrou que grande parte do mérito para a cura da tuberculose foi do Sol. A tuberculose pode ser assintomática, causada pelo bacilo de Koch e afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos ou sistemas. Esperança » Segundo o Ministério da Saúde, por ano são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Há experimentos iniciados por profissionais da saúde na Austrália, em Melboume, com a vacina usada para prevenir a tuberculose. A intenção é saber se tem eficácia no combate ao coronavirus. Boa surpresa » uma pessoa da família de Rosane Garcia, nossa colega do Correio, precisou chamar o SAMU em uma emergência. Rapidez, cordialidade, profissionalismo do pessoal que deu o primeiro atendimento. Encaminhada para o Hospital de Base, o tratamento na instituição deu continuidade ao bom atendimento. O mínimo de burocracia para a entrada da paciente, cuidados e exames detalhados. yy História de Brasília E o mais interessante está acontecendo: a Câmara negou aprovação ao projeto que concede 500 milhões para a aquisição do prédio da Vale do Rio Doce, mas mesmo assim, aquela Companhia (que é de particulares também) está financiando a mudança do Ministério, não se sabe com que dinheiro. (Publicado em 04/01/1962)

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

BRASÍLIA-DF por Denise Rothenburg » deniserothenburg.dfQdabr.com.br on o Atrasados A demora de Bolsonaro em sancionar a ajuda de R$ 600 aos trabalhadores informais começou a ser explorada pela oposição, e ficará assim por mais tempo. Afinal, completou um mês da chegada do vírus no Brasil e, até o momento, a parte econômica, tão citada pelo presidente, ainda não resultou em recursos nas mãos dos mais necessitados. Constrangimento Os diplomatas brasileiros pelo mundo afora estão tontos, sem saber como explicar a posição do governo e a edição da fala deTedros Adhanom feita pelo presidente, em rede nacional. Afinal, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomendou a volta ao trabalho, e sim a proteção das pessoas mais necessitadas. Sentiu o tranco os cuidados de Bolsonaro ao dizer, em seu pronunciamento, que está preocupado com a saúde das pessoas, foram vistos como um sinal de que percebeu a perda de popularidade. Porém, o fato de dizer que quer retomar seu projeto de desenvolvimento indica que ainda não se deu conta do tamanho da crise e de que terá que ter um plano B. Terra, o conselheiro “Bolsonaro chora porque viu que errou e errou feio” Do deputado Fábio Trad (PSD-MS), irmão do senador Nelsinho Trad, que não tem comorbidades e teve 10% dos pulmões comprometidos pela Covid-19 O ex-ministro Osmar Terra sustenta, há 15 dias, que a curva de casos no Brasil não será a mesma de países como a Itália, e que isso não se deve ao isolamento. É na posição dele que Bolsonaro tem se pautado. A tensão vai prosseguir até o fim Assessores de Jair Bolsonaro são praticamente unânimes em afirmar que o capitão está convencido de suas posições sobre o combate ao coronavírus e não abrirá mão delas até o final da crise, ainda que danos eleitorais ocorram no futuro. A aposta do presidente continua sendo a de que, quando a crise passar, os eleitores voltarão a apoiá-lo. Nesse sentido, o máximo que a equipe pode fazer por ele, até aqui, é colocar todos os dados técnicos como obra e graça do Planalto » » » O problema é que muitos ministros começam a ficar constrangidos com a postura do chefe. Porém, ninguém vai sair enquanto perdurar a crise da saúde e, no caso de Paulo Guedes, vem ainda a crise econômica, depois da pandemia, acompanhada da terceira onda, a política. O futuro do Brasil nunca foi tão incerto. Deputado na UTI/Vice-líder do PSC, o deputado Aluisio Mendes (MA) está internado no Sírio Libanês, em Brasília, por causa da Covid-19. À coluna, ele contou que há seis dias passou mal, foi ao hospital e os testes deram positivos. Ainda não saiu da UTI, mas apresenta melhoras. As fakes news reinam.../ Como se não bastasse a gravidade da pandemia, as pessoas ainda têm que conviver com montagens de fotos que proliferam pelo WhatsApp sem o menor controle. Uma das últimas, repassadas nos grupos bolsonaristas, mostra a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, junto com o vice-governador Antenor Roberto e o prefeito de Natal, Álvaro Dias. ... e as ironias também/ Nos grupos petistas, alguns posts perguntam “Cadê o Queiroz?”, numa referência ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro (foto), que recebia depósitos dos funcionários do gabinete de Flávio nos tempos de deputado estadual. Os posts vêm acompanhados de frases do tipo: “reza a lenda que a família Bolsonaro recomendou a ele distanciamento social, isolamento e quarentena, a fim de evitar contaminação”. Termômetro/ O Park Sul, no setor industrial do Guará, onde, em 2018, os moradores comemoraram de forma efusiva a vitória de Bolsonaro, aderiram ao panelaço na hora do pronunciamento do presidente, ontem à noite. CB.PODER/ O senador Major Olímpio (PSL-SP) é o entrevistado de hoje do programa, logo depois do jornal local, na TV Brasília e nas redes sociais do Correio Braziliense. Yuotube/flaviobolsonaro

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

Afastamentos de profissionais da saúde têm pico B3 Licenças por suspeita do vírus explodem em profissionais da saúde Dados de sindicato também indicam que o tempo de afastamento dos profissionais aumentou após pandemia Artur Rodrigues são paulo O número de licenças médicas de servidores da saúde de São Paulo e também de profissionais de hospitais particulares explodiu em tempos coronavírus, indicam números de sindicato, de hospitais ere latos de funcionários. As licenças médicas na rede municipal paulistana aumentaram 57% na comparação entre a primeira e a segunda quinzenas do mês de março, passando de 356 para 559 casos, de acordo com o Sindsep (sindicato dos servidores municipais de SP). Há também mais licenças por mais de 14 dias, tempo previsto para a quarentena do coronavírus. Hospitais particulares em São Paulo, epicentro da crise no Brasil, também estão sofrendo centenas de baixas. Apenas no hospital Albert Einstein, 348 colaboradores foram diagnosticados com o vírus, e no Sírio Libanês, 104 funcionários estão afastados. Unidades de referência também sofrem, como Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP —o maior hospital público do país já afastou 125 funcionários. Ainda não há dados centralizados sobre a situação de afastamentos no país, mas o cenário faz com que profissionais da saúde temam cenário parecido como europeu; funcionários de hospitais são cerca de 10% dos infectados em países como Espanha e Itália. Na rede municipal paulistana, a compilação foi realizada com base em dados do Diário Oficial da Cidade, relacionados à Autarquia Hospitalar Municipal, que concentra a maioria dos profissionais da saúde da capital. Os dados compilados pela categoria mostram que também aumentou o tempo médio de licença, o que indica que são afastamentos de 14 dias, o padrão em caso de suspeita de Covid-19.0 tempo médio das licenças passou de 2,5 dias para 7,5 dias. “As licenças de até 5 dias, que eram 92% do total na primeira quinzena, passaram a ser apenas 46% das licenças nas últimas duas semanas. Essas mudanças nos números foram causadas especialmente pelos afastamentos de 14 a 15 dias. Se, entre os dias i° e 14, foram afastados apenas 10 servidores por 14 e 15 dias, esse número subiu para 190 afastamentos a partir do dia 15 e até o dia 28, com especial crescimento no dia 23 de março”, afirma o sindicato. O líder em servidores afastados por duas semanas é o Hospital do Tatuapé (zona leste), onde há muitos casos de coronavírus e denúncias de falta de equipamentos de segurança. Segundo o sindicato, desde 15 de março foram 44 afastados neste hospital. A reportagem conversou com funcionários do hospital, que relatam estar sobrecarregados, devido ao alto número de afastamentos. Em comum nos relatos, está a descrição que a unidade, assolada pelo coronavírus, trarasformou-se numa zona de guerra. Situação similar contaram funcionários de outras unidades de saúde da capital paulista, sob condição de terem seus nomes mantidos em sigilo. Há também profissionais eomsintomas que permanecem trabalhando. Em segundo lugar, está o Hospital do Campo Limpo, na zona sul, com 23 servidores, seguido pelo de Ermelino Matarazzo, no extremo leste, com 19 afastados. O governo informou nesta semana que há 12 mil testes aguardando para ser avacoronavirus saude Médicos por estado no Brasil GO ■ 13.553 DF | 13.500 ES | 10.121 PA | 8.241 PB I 7.062 RN I 5.921 MA I 5.843 MT i 5.700 MS I 5.598 AM I 5.016 PI i 4.888 AL I 4.827 SE I 3.974 RO I 2.671 I TO AC RR AP 2.481 925 830 745 490.163 é o total no país liados. Neste meio, há vários médicos e profissionais da saúde afastados por suspeitas da doença, sem poder atender. Funcionária de unidades públicas e privadas no interior, a médica Silvia Kamijo, 42, afirma que foi afastada no dia 22 após sentir febre e dor no corpo. Passou a cumprir uma quarentena, conforme o protocolo que estabelece 14 dias. Desde então, espera o resultado de um teste do Instituto Adolfo Lutz, que não chega, para voltar a trabalhar. "A secreta ria de estado tem que fazer alguma coisa. Agente quer voltar, eu já estou bem. É mão de obra que está faltan do em três serviços, nas prefeituras e nos serviços privados”, afirma a médica. Sem acesso a material próprio de proteção como máscaras, aventais, luvas e até álcool em gel, dizem eles, a tendência é que esses números sejam cada vez maiores. Além da falta de equipamentos, a reportagem ouviu médicos de hospitais privados que afirmaram, inclusive, terem sido proibidos de usar máscaras compradas com o próprio dinheiro durante o trabalho para não assustar os pacientes. Sindicatos e conselhos da área médica têm cobrado e feito campanha pelas EPIs. “Os profissionais de saúde são o grupo social mais vulnerável às infecções respiratórias. Estão sendo infectadas muitas pessoas na Itália, na Espanha, já foram na China e agora nos Estados Unidos. A gente precisa proteger os profissionais de saúde oferecendo equipamentos de proteção individual adequados”, afirmou Gerson Salvador, diretor do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo). Ele também cobra a realização dos testes no profissionais. A falta de testes faz com que um profissional seja afastado de suas atribuições por até 14 dias e por outro lado pessoas com menos sintomas não são afastadas e também podem transmitir para outras pessoas, pacientes e colegas”, afirmou. A reportagemquestionou a prefeitura sobre as baixas no sistema de saúde, mas não obteve resposta. O governo estadualafirmou que os profissionais da saúde estão entre asprioridades queserão submetidas aos testes para a detecção do novo coronavírus. De acordo com a Secretaria da Saúde, o governo "possui uma rede de 100 hospitais e está fazendo o levantamento junto às unidades" dos afastamentos registrados no estado. “Importante destacar que a pasta atua com modelos diferentes de gestão (administração direta, autarquias e contratos com OSS). No caso das OSS, por exemplo, por contrato, a empresa é responsável pela reposição do quadro de forma a atender plenamente asmetas” afirma o governo estadual. Segundo o governo, “qualquer colaborador com suspeita da Covid-19 será afastado para proteção da sua saúde e das demais pessoas que frequentam a unidade”. Para tentar suprir tantas baixas, o governo federal publicou uma portaria que permite que estudantes de medicina , de enfermagem e de outros da área da saúde cumpram estágio para ajudar no combate ao coronavírus. A portar ia permite a p articipação de estudantes de 50 e 6o ano de Medicina Ela depende de adesão dos estados, mas é automática a órgãos federais. O Brasil tem atualmente 490 mil médicos ativos, sendo que 141 mil encontram-se no estado de São Paulo.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

Fórum dos Leitores 0 ESTADO RESERVA-SE 0 DIREITO DE SELECIONAR E RESUMIR AS CARTAS. CORRESPONDÊNCIA SEM IDENTIFICAÇÃO (NOME. RG, ENDEREÇO E TELEFONE) SERÁ DESCONSIDERADA / E-MAIL: FORUM@ESTADAO.COM • Pandemia Os moitas Parece que o vírus da insensibilidade está atacando concomitantemente ao da covid-19, da dengue e outros mais corriqueiros. O último a ser atacado foi o sistema bancário, que aumentou juros de empréstimos num momento de excepcionalidade. Alia-se a outros, como bilionários que preferem ter salas pa- 4 trocinadas em museus americanos e europeus a fazer doações representativas no momento, a funcionários públicos aferrados a privilégios, a empresários privados que aproveitam a oportunidade para majorar produtos de primeira necessidade. 4 São as moitas. Acham que somos cegos, como o fomos du- 4 rante anos para o enorme volume de dinheiro corrompido. 4 Que, aliás, ainda se pratica, diante de nossas leis tão lenientes com práticas abjetas. SÉRGIO HOLL LARA JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR INDAIATUBA Aumentos extemporâneos enquanto todos os segmentos se unem pelo bem comum, que é otimizar recursos no combate ao coronavírus, a indústria farmacêutica anuncia reajuste nos preços dos medicamentos! Seria cômico se não fosse trágico. Falta de bom senso e sensibilidade. Mas há outros setores que se recusam a dar sua colaboração neste momento difícil que o Brasil e o mundo atravessam. Entre eles estão aqueles funcionários públicos que recebem os mais diversos tipos de “auxílios” e penduricalhos e não abrem mão dessas imoralidades. ELIAS SKAF ESKAF@HOTMAIL.COM SÃO PAULO A farra dos penduricalhos muitos setores da sociedade têm sido chamados, de fato, a contribuir na luta contra o coronavírus. Resta, agora, a categoria dos privilegiados servidores públicos, cujos ganhos estão acima dos recebidos pelos brasileiros comuns. No Poder Judiciário, no Executivo e no Legislativo não se tem notícia ainda de nenhuma forma de adesão. Todavia, sem demora, os indecentes penduricalhos, de que tanto se tem falado, devem ser cortados, indo essa milionária verba para o Ministério da Saúde. Afinal de contas, já não tem o menor sentido moral que o piso salarial de um deputado, de um juiz ou de um governador se fixe acima de R$ 20 mil, quando o de um professor corresponde a menos de R$ 3 mil. Além dessa desproporção, frise-se que os tais penduricalhos são criados pelas próprias categorias. Essa transferência de valores, sim, seria moral e oportuna. FABI0 HENRIQUE FARIA CASCATAFM@U0L.C0M.BR SÃO PAULO Castas públicas ah, como é bom fazer parte das castas públicas. O funcionalismo se nega a ter os salários reduzidos, bem como a perder as benesses que somente eles têm, como a intocabilidade de seus empregos e a garantia do salário no fim do mês. A contraproposta é taxar grandes fortunas, como se sua aprovação fosse rápida e eficaz. Portanto, uma cortina de fumaça para esconder, mais uma vez, a dura realidade que temos de financiar. Enquanto isso, a população está apreensiva, pensando em como fará para enfrentar o dia a dia sem dinheiro. E na Câmara Municipal paulistana um jabuti é inserido para a punição de crimes de corrupção praticados por seus funcionários ficar mais difícil, se não impossível. A nós, pobres mortais, que ficamos à míngua, resta-nos torcer para que o bom senso prevaleça e esta epidemia vá embora, porque aquela outra praga vai continuar. ADEMIR AL0NS0 RODRIGUES R0DRIGUESAL0NS049@GMAIL.C0M SANTOS Corte nas gorduras Por quanto tempo haveremos de suportar os “empréstimos caridosos” dos privilegiados de plantão, que estão no Executivo, no Legislativo e no Judiciário? São castas privilegiadas que não dão sequer sinalização de abdicar de seus “direitos adquiridos”. Estou cansada de conversinha bonita para elas ficarem bem na foto. Espero, de coração, que deem espaço a quem não suporta mais mentiras e, sobretudo, hipocrisia. Não falo por mim, mas por milhões de desempregados, doentes ou não. O Estado tem de dar o exemplo, sim, cortar da sua própria carne a parte que nos obrigaram a engordar. GLORIA MONTEIRO DE MORAES GL0RINHAFERNANDES@U0L.C0M.BR SÃO PAULO Proteção inadequada segundo o noticiado, o Estado de São Paulo registrava na segunda-feira 1.451 casos confirmados do vírus em profissionais da área de saúde. Só o Hospital Albert Einstein tinha 348 deles e Sírio-Libanês, 104. O verdadeiro número dos infectados, todavia, deve ser ainda maior, muito maior. Enfim, se isso acontece em hospitais com tanto renome, é preciso rever com urgência os equipamentos de proteção utilizados por todo o pessoal que possa vir a ter contato direto com pacientes infectados. Em todos os hospitais! Pois quem se contamina o faz involuntariamente e da mesma forma contamina os demais à sua volta. JORGE A.NURKIN J0RGE.NURKIN@GMAIL.C0M SÃO PAULO Holofotes no Pacaembu Sugiro a reativação do antigo Hospital Sorocabano, na Lapa, atualmente desativado. CLAUDINER GOMES DE OLIVEIRA J.CLAUDINER@YAH00.C0M SÃO PAULO Admirável mundo novo os chamados “50+” passaram de invisíveis a protagonistas. Hoje são o principal grupo de risco. Amanhã, no mundo pós revolução do coronavírus, será um enorme risco para a sociedade se ela não valorizar o conhecimento, a experiência e o potencial de consumo desse grupo etário, que atualmente já soma mais de 55 milhões de pessoas. Precisamos integrar as características mais relevantes de cada grupo etário para a construção de uma sociedade realmente plural e inclusiva, rica na diversidade, saudável em seus propósitos e fortalecida em seus valores. MAURO WAINST0CK MAUR0.WAINST0CK@GMAIL.C0M RIO DE JANEIRO.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | CADERNO 2
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

NAQUARE1N FAZER O BEM Entidades buscam doações para quem precisa, pág.hi TURMA ENGAJADA Veja entidades que buscam doações para quem precisa durante fase de confinamento Camila Tuchtínski No último mês, a disseminação do novo coronavírus alterou comportamentos e emoções : ruas e avenidas de grandes centros urbanos do planeta estão vazias. As casas, cheias. Com medo, pessoas buscam refúgio e ficam enclausuradas em quarentena. Ao mesmo tempo, a ameaça diante da pandemia e as alterações na vida de todos fizeram com que despertasse um sentimento de cooperação entre os brasileiros. Diferentemente do que ocorreu durante outros problemas sanitários globais mais antigos, a tecnologia permite, agora, que um maior número de pessoas possa ajudar em causas humanitárias. Entidades assistenciais já acostumadas a realizar doações demonstram força e articulação diante da disseminação da covid-19 no Brasil. “Há, no gesto de doação, o sentido de humanidade que, de algum modo, se perdeu com o consumo desenfreado”, opina Humberto Silva, professor de Filosofia da Faap. Para quem cumpre as orientações do Ministério da Saúde e se mantém isolado, ficar em casa sem poder ajudar pode ser angustiante. “O isolamento social pode levar à sensação de que não conseguimos atingir nosso semelhante com algum ato de generosidade. Essa sensação pode se dar devido à distância que nos impede de reconhecer os sinais de gratidão e satisfação de quem recebe a doação”, analisa a neuropsicóloga Gisele Calia. Ela ressalta que há diferenças no cérebro entre “fazer o bem sem olhara quem” ou “olhando a quem”. “Um estudo científico realizado em 2018, na Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, demonstra que o fornecimento de apoio social ‘direcionado’, ou seja, voltado a alguém específico e conhecido, ativa as mesmas regiões cerebrais envolvidas no cuidado parental (de pai e mãe)”, afirma. Poder contribuir para minimizar os efeitos da pandemia em umacomunidade carente oupara os profissionais de saúde, que estão na linha de frente e que, muitas vezes, não têm equipamentos adequados para enfrentar o coronavírus, pode ser recompensador. O grande ganho psíquico que advém de um ato de generosidade é a sensação de’ felicidade, na análise da neuropsicóloga. “Simples assim. Esse resultado experimentado por qualquer pessoa que pratique atos de generosidade foi comprovado cientificamente por estudos com ressonância magnética. As imagens dos exames apontam que, só de planejar atos de generosidade, as regiões cerebrais relacionadas à felicidade ficam ativas”, conta Gisele. ' A especialista esclarece que esse comportamento cerebral tem uma explicação evolutiva. “O ser humano só se tornou uma espécie que sobreviveu na natureza por tantos anos, sem condições de competir fisicamente com outras espécies mais ‘fortes’, porque desenvolveu, além da inteligência, acapa- comu Visiio Mdiurtorl Apoio. Juliete de Almeida, com os filhos Vinícius, Raphael, Laura e Julia, moradores do Capão Redondo, que receberam cesta básica e kit educativo ACERVO PESSOAL Doadora. Giovanna Leopoldi ajuda ONG OPÇÕES PAR A DOAR • Hospital das Clínicas/SP Arrecada doações para compra de equipamentos: https://www.charidy.com/ VEMPRAGUERRA • Santa Casa de São Paulo Também busca produtos hospitalares: http://www.santacasasp. org.br/portal/site/pub/16267/ lista-de-doacoes-campanha-decombate-a-covid-19 • Fundo Emergencial Canal para doações diretas para entidades como Fiocruz, HC e Santa Casa de São Paulo: https://www.bsocial.com.br/ causa/fundo-emergencial-para- a-saude-coronavirus-brasil • Comunitas A instituição sem fins lucrativos busca criar fundo que auxilia a gestão pública: https://www.comunitas.org/depo is-de-bater-meta-de-doacoes-para-respiradores-comunitas-busca-arrecadacao-para-com prade-monitores-medicos/ • Cruz Vermelha Brasileira Passa informações preventivas a centros que acolhem moradores de rua, crianças, adolescentes, idosos e imigrantes em situação de vulnerabilidade: http://www. cruzvermelha.org.br/pb/ filiais/sao-paulo/ • Visão Mundial Distribuição de produtos de higiene, alimentos e materiais educativos para crianças e adolescentes: http://visaomundial.org/covidl9/ • Ação da Cidadania ONG doa produtos de higiene e alimentos para comunidades carentes do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais: https://www.acaodacidadania. com.br/blog/entregas-de-cestasa-todo-vapor cidade de ajudar uns aos outros”, afirma. Gisele menciona um fato atribuído à antropóloga americana Margaret Mead (1901-1978), em resposta a um aluno, que ilustra bem a importância do cuidado mútuo entre os seres humanos para a sobrevivência como espécie. “Ao ser indagada sobre qual seria o primeiro sinal de civilização, de vida organizada culturalmente, ela teria dito que foi ‘um fêmur quebrado e cicatrizado’.” Ele seria a evidência de que alguém teve tempo de ficar ao lado da pessoa que caiu e quebrou o osso da coxa, que a ajudou até que ele cicatrizasse e ela pudesse se locomover novamente, correr de predadores, ir até o rio beber água e buscar comida”, conta. Agora, de volta ao século 21. Esse mesmo sentimento de cooperação toma conta de muitas pessoas, como Giovanna Leopoldi. “Poder ajudar, pelo menos um pouco, me deixa muito feliz. O mais importante agora é o seguinte: conseguiremos passar por essa pandemia não só protegendo os que mais sofrem, mas mostrando amor e carinho ao próximo. A doença pode ser grave, principalmente para a população em vulnerabilidade, então, é imprescindível dar essa atenção”, declarou, após fazer uma doação para a ONG Visão Mundial, que atende crianças e adolescentes em comunidades carentes. “Eles pediram doações em dinheiro para conseguir comprar e distribuir uma quantidade maior de cestas básicas, kits de higiene e materiais educativos para essas pessoas que mais precisam. Sou muito criteriosa com doações. E tive a oportunidade de ver, por meio das redes sociais da ONG, as entregas acontecerem”, relata. Banco. Grandes instituições brasileiras também fizeram doações de parte de seus lucros para ajudar a combater o novo coronavírus no Brasil. O Banco Safra, por exemplo, anunciou que está doando R$ 20 milhões para hospitais públicos e Santas Casas, destinados à ampliação de leitos hospitalares e compra de equipamentos e insumos médicos. O banco também convida clientes e parceiros para fazerem doações em tomo dessa causa. Já foram iniciados projetos para implementar leitos de UTI na rede municipal de São Paulo, com gestão e operação do Hospital Albert Einstein; criar leitos em um hospital de campanha no Grajaú, sob gestão do Hospital Sírio Libanês; doar equipamentos de proteção à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; e também a participação no projeto do Hospital de Campanha Lagoa-Barra, que terá 200 leitos para atender pacientes do SUS, conduzido pela Rede D’Or. Nesta etapa, o Banco Safra vai doar o equivalente a 60 leitos de UTI, um milhão de máscaras cirúrgicas, 700 mil aventais de proteção, e participar da constarão de dois hospitais de campanha. PARA NEUROPSICÓLOGA, ATOS DE GENEROSIDADE TRAZEM A SENSAÇÃO DE FELICIDADE.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 01/04/2020 às 03h00

Mesmo falta de ar não garante realização de teste para Covid-19 Chamamos de falta de ar, mas ela é diferente em quem tem asma, em quem tem pneumonia, em quem está ansioso Profissional de saúde atende, por videoconferência, paciente isolado na China uxin/xinhua Phillippe Watanabe são paulo Para conseguir fazer um teste para Co vid-19 no Brasil, é necessário ser profissional de saúde ou de segurança, estar em estado grave ou ter morrido —mas, ainda assim, nenhum desses casos é garantia de exame, devido à escassez de testes no país. O Ministério da Saúde não revela quantos testes para coronavírus já foram feitos no Brasil, mas tem sido cobrado a ampliar a testagem e prometeu aumentar a oferta. Inicialmente, a pasta anunciou que planejava oferecer 1 milhão de testes. Em seguida, subiu o número para 2,3 milhões. No dia 22 de março, passou a 10 milhões. No dia 24, aumentou para 22,9 milhões. O protocolo do ministério afirma que os exames devem ser reservados para os casos graves —a OMS (Organização das Nações Unidas) recomenda priorizar recursos parcos para grupos de risco e área da saúde— mas, para os pacientes que buscam ajuda, a definição de caso grave não parece tão clara. Especialistas dizem que a falta de ar, aliada a sintomas típicos de gripe (febre, cansaço, tosse seca), pode indicar agravamento de quadro de Covid-19 e indica a necessidade de procurar o médico, recomendam as autoridades. Mas mesmo a falta de ar garante um exame específico para Covid-19. Um homem, que preferiu não se identificar, disse que, após apresentar coriza e tosse, procurou um hospital de ponta de São Paulo com sua mulher, que tinha tosse, dor no corpo e falta de ar. Ambos fizeram exames para outras síndromes gripais e os testes do homem acusaram influenza. Nos da mulher, nada foi detectado, mas nem assim ela fez teste para Covid-19. Ela ainda passou por mais exames, como uma tomografia. Ao serem liberados, a orientação foi de que se isolassem por 14 dias e tratassem os sintomas. Segundo os protocolos do ministério, um caso de pneumonia grave associado à Covid-19 apresenta frequência respiratória maior do que 30 incursões por minuto (uma incursão é uma inspiração e uma expiração; o normal, para um adulto em repouso, fica entre 12 e 20 incursões); dispnéia, ou seja, desconforto para respirar; saturação de oxigênio no sangue inferior a 90%; cianose (quando pele, unhas ou lábios ficam com coloração azulada ou acinzentada) e disfunção orgânica. O protocolo do ministério indica que casos de pneumonias —sem complicações ou graves— necessitam de hospitalização imediata. Para figuras de destaque, porém, os exames estão mais acessíveis e têm resultados mais rápido. A mesma crítica aparece em países como EUA e Reino Unido —o príncipe Charles foi acusado de furar a fila, assim como jogadores da NBA, nos EUA. Uma das formas de conseguir ser testado para a Covid-19 é com um pedido médico para clínicas particulares, que destinam parte de sua produção para hospitais pelo país e também fazem os testes em domicílio. No laboratório Hermes Pardini, o teste domiciliar custa R$ 250, sem cobrança de taxa domiciliar, e o resultado pode sair em 24 horas em casos urgentes ou em até seis dias, segundo Alessandra Ferreira, vice-presidente do Hermes Pardini. Ele diz que, a pedido do Ministério da Saúde o grupo aumentou a produção dos testes e hoje consegue fazer mais de 3.000 por dia —parte é distribuída para mais de 600 hospitais. Segundo Ferreira, a maior disponibilização de testes pode influenciar a atitude das pessoas frente ao vírus. Sem a confirmação da doença, os pacientes com sintomas leves podem desconsiderar a necessidade de isolamento. No Laboratórios Exames, os testes custam R$ 260 (além de uma taxa de R$ 38), são realizados apenas em domicílio e demoram até quatro dias para ficar prontos. No entanto, devido à escassez dos kits, o laboratório destina seus testes gratuitamente somente para pessoas com mais 80 anos com pedido médico e após cadastro. No laboratório Das a os testes custavam R$280 reais e demoravam cerca de cinco dias para ficarem prontos. A empresa deixou de fazer testes domiciliares e só trabalha com casos críticos em hospitais. O Grupo Fleury diz que "tem estoque suficiente para atender a demanda de seus clientes hospitalares atuais e segue monitorando a evolução da epidemia e checando periodicamente a disponibilidade de insumos com sua cadeia de fornecedores”. O laboratório não faz os exames para coronavírus em suas unidades. Apesar de os laboratórios privados dizerem que estão aumentando a sua produção e prometerem respostas rápidas, na prática a escassez e a demora aparecem —o resultado pode levar mais de uma semana e só ficar pronto após a morte, como ocorreu com a primeira vítima do vírus registrada no Brasil. Só o Adolfo Lutz, laboratório público de São Paulo, tem uma fila de espera de 14 mil testes para serem analisados, dos quais 500 são de pessoas em situação grave. A escassez, porém, não deve alterar o tratamento dos pacientes, afirma Christian Valle Morinaga, gerente-médio do pronto atendimento do Hospital Sírio-Libanês. Ele diz que, considerando o cenário atual no qual não há um tratamento específico para os casos do novo coronavírus, mesmo sem testes a preferência é pecar pelo excesso. Ou seja, se a pessoa tem um quadro sintomático leve, recomenda-se o isolamento em casa e o tratamento padrão para um quadro gripai. Se alguém relata falta de ar, possível sinal de agravamento de Covid-19, ele afirma que essa dificuldade é avaliada junto à oxigenação do sangue, à ausculta dos pulmões, à colo ração dos dedos e ao esforço feito pelo paciente. Na dúvida, o médico pode ainda pedir algum exame de imagem, ramo uma tomografia. No Hospital Israelita Albert Einstein, o protocolo é o mesmo. Como a falta de ar é um sintoma inespecífico, somente ela não garante teste para Covid-19 ou internação, segundo o infectologista Moacyr Silva. Os testes para o Sars-CoV-2 estão no centro do debate sobre como lidar com a pandemia de Covid-19. Países que conseguiram fazer mais exames —e, consequentemente, rastrear contatos e isolar doentes— têm conseguido controlar a disseminação do vírus. O exemplo mais emblemático é o da Coréia do Sul. Nesta terça (31), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que chegaram ao país 500 mil “kits de exame rápido” doados pela mineradora Vale. A ideia é que eles sejam destinados aos profissionais de saúde, para que tenham acesso rápido a diagnósticos e sejam isolados caso tenham a doença.